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Tue 4 May 2010
Posted by jorge under Uncategorized
A coluna O Presidente Responde desta semana, publicada em jornais de todo o País, traz perguntas de leitores do Mato Grosso, Pernambuco e Pará sobre a situação econômica que ficará para o próximo presidente, a unificação das polícias civil e militar do País e a criação de um órgão para cuidar dos negócios da América do Sul.
O enfermeiro Fábio Negreiros, de Cuiabá (MT), quis saber do presidente qual o cenário econômico que ele deixará para seu sucessor. Lula afirmou que a situação é “muito confortável” e lembrou que pela primeira vez nos últimos 50 anos o Brasil está combinando crescimento econômico com inclusão social e democracia. “Sinceramente, Fábio, eu gostaria muito de ter tomado posse, em 2003, com a economia brasileira nestas condições”, disse.
De 2003 a 2009, o Brasil teve crescimento médio anual de 3,6%, muito acima do que aconteceu nas décadas passadas, e este ano vamos crescer mais de 5%. Aliás, muitos economistas estão prevendo 6% ou mais. Desde o início do nosso governo, já criamos 12,4 milhões de novos empregos com carteira assinada e vamos ultrapassar 14 milhões até o final do ano. Graças, entre outras iniciativas, aos programas sociais e aos aumentos reais do salário mínimo, 24,1 milhões de pessoas saíram da situação de pobreza. Nada menos que 31 milhões ingressaram na classe média. Devido ao fortalecimento do mercado interno e ao nível das nossas reservas internacionais, que estão hoje em US$ 245 bilhões, conseguimos enfrentar e superar a pior crise mundial dos últimos 80 anos sem maiores prejuízos. Mesmo com a crise, não pedimos um tostão emprestado a instituições financeiras internacionais e ainda emprestamos US$ 14 bilhões ao FMI.
Para ler a coluna na íntegra, clique aqui.
O escritor e poeta José Calvino de Andrade Lima, de Recife (PE), sugeriu ao governo a proposta de uma Emenda Constitucional para unificar as polícias brasileiras, afirmando que assim seria possível acabar com a disparidade salarial e a submissão dos policiais militares à hierarquia militar. O presidente Lula lembrou ao leitor que na maior parte das democracias do mundo há mais de um tipo de polícia – um com perfil militar e outra responsável pelas investigações.
Os papéis de uma e outra são complementares. Entre as atribuições da Polícia Civil, a principal é apurar e elucidar crimes. Cabe à PM, sobretudo, o policiamento ostensivo com o objetivo de fazer a prevenção, ou seja, de inibir a ocorrência de delitos, além de dar pronta resposta a ilegalidades flagrantes. Para aprimorar as nossas polícias, estamos desenvolvendo um dos maiores programas de educação policial do mundo, envolvendo 80 cursos de pós-graduação em segurança pública, assim como uma grande rede de educação a distância que, a cada quatro meses, reúne quase 200 mil policiais.
Cerilo Lalico, assistente social de Belém (PA), defendeu a criação de um órgão para tratar dos negócios sul-americanos, a exemplo do que fazem o Nafta (acordo de livre comércio da América do Norte) e a União Européia. O presidente Lula afirmou que uma entidade com esse perfil já existe: a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), fundada em fevereiro deste ano, durante a 2ª Cúpula da América Latina e do Caribe, realizada no México.
Umas das prioridades da política externa brasileira é exatamente o fortalecimento do processo de integração regional. Somos sócios-fundadores do Mercosul e promovemos a formação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). O empenho brasileiro em aprofundar vínculos com países da região pode ser comprovado também pela realização, em Brasília, nos dias 26 e 27 últimos, da 1ª Cúpula Brasil – Comunidade do Caribe. Não faltam, portanto, iniciativas com o objetivo de nos unir política e economicamente, de forma a nos tornar mais fortes, pois temos de interagir com poderosos agrupamentos regionais. No que se refere especificamente a negociações comerciais, os países do Mercosul já negociam em conjunto com outras partes, inclusive com a União Européia. Estamos caminhando firmemente no rumo da consolidação do processo de integração em diversas frentes.
Tags: Cúpula da América Latina e do Caribe, Celac, comércio exterior, combate à pobreza, Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, crescimento econômico, crise econômica mundial, economia, FMI, México, Mercosul, nafta, O Presidente Responde, polícia, Polícia Civil, Polícia Militar, programas sociais, relações internacionais, reservas internacionais, salário mínimo, segurança pública, União Européia
Wed 24 Mar 2010
Posted by jorge under Cerimônias, meio ambiente

Presidente Lula em reunião com o rei Carl Gustaf e delegação de empresários suecos realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Com iniciativas inovadoras em energia renovável, como o acordo de cooperação em bioenergia assinado nesta quarta-feira (24/3) em Brasília, Brasil e Suécia podem ter um papel fundamental na próxima reunião da ONU sobre clima (COP 16), que será realizada no final deste ano na Cidade do México, afirmou o presidente Lula em discurso durante encontro com o rei Carl Gustaf, da Suécia, no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Segundo Lula, ficou claro na última conferência, realizada em Copenhague (dezembro de 2009), que “a comunidade internacional está longe de um consenso para responder ao desafio da mudança do clima”.
Estou convencido de que Suécia e Brasil têm um papel decisivo a desempenhar na COP 16 no México, ainda este ano. Com iniciativas inovadoras em energia renovável, limpa e eficiente, estamos apontando a direção a seguir. Assim como o Brasil, a Suécia está adotando medidas concretas para reduzir de forma drástica e sustentável sua dependência dos combustíveis fósseis.
Não temos tempo a perder. Nosso acordo sobre cooperação em bioenergia abre caminho para ações de grande impacto. Contamos com a Suécia como nosso maior aliado para liberalizar o mercado de etanol da União Européia e ajudar a criar trabalho, renda e oportunidades para países na África, América Latina e Caribe.
Lula recebe a visita do rei Carl Gustaf e da rainha Silvia, além de empresários suecos, num momento em que o Brasil se prepara para decidir sobre a aquisição de caças para as Forças Armadas. Aliás, o tema esteve na pauta da reunião entre as autoridades brasileiras e suecas antes do almoço no Palácio Itamaraty.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:
Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.
Tags: acordos bilaterais, clima, comércio exterior, cop 15, COP 16, Copenhague, Discursos, México, mudanças climáticas, ONU, relações internacionais, Suécia
Wed 24 Feb 2010
Posted by jorge under desenvolvimento
A eleição do presidente Barack Obama nos Estados Unidos gerou grande expectativa para americanos e toda a América Latina, mas sua atuação em relação ao golpe em Honduras deixou a desejar, avaliou o presidente Lula em entrevista à CNN em espanhol, concedida ainda em Cancún (México) na terça-feira (23/2) – antes de sua viagem para Cuba, onde está agora. Segundo o presidente brasileiro, os Estados Unidos “poderiam ter feito mais (em relação à crise hondurenha), contribuído para que (Manoel) Zelaya voltasse ao governo, mas lamentavelmente não fizeram esse papel que deveriam fazer”.
Para Lula, Barack Obama tem que representar a ousadia que o seu povo teve quando o fez presidente da República, que foi “um gesto excepcional”.
O presidente Lula afirmou que vai continuar tentando convencer Obama a olhar para a América Latina como um continente que quer se desenvolver – e para isso, precisa de parceria.
Queremos sair do olhar de miséria do século XX: não existe mais na América Latina aquela história de miséria dos anos 60, de que tinha gente querendo luta armada em tudo quanto era canto – nós conquistamos a democracia. Todos aqueles grupos da luta armada estão ganhando as eleições por via democrática e isso começa com o Chile, Uruguai, Brasil e Argentina, Bolívia, Equador… Os EUA devem atentar para isso. Seus vizinhos latino-americanos precisam de parceria para se desenvolver.
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Tue 23 Feb 2010
Posted by jorge under Cerimônias, Petrobrás

Presidente Lula incentivou empresários brasileiros e mexicanos a serem mais ousados e unirem forças durante encontro empresarial bilateral realizado em Cancún, no México. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Empresários brasileiros e mexicanos têm que se ver mutuamente como parceiros, não adversários, e assim construir uma relação forte para ajudar não apenas as economias de ambos os países, mas também a dos países vizinhos. O recado foi dado pelo presidente Lula no Fórum Estratégico Empresarial que contou com empresários dos dois países, realizado na noite desta terça-feira (23/2) em Cancún, no México.
Ao lado do presidente do México, Felipe Calderón, Lula afirmou que o atual cenário global exige mais ousadia e coragem de países emergentes como Brasil e México. Trabalhando em conjunto, dentro de suas fronteiras como também em outros países, as duas nações se fortalecem e ficam mais imunes a crises internacionais como a econômica do ano passado.
Lula afirmou ainda que os empresários mexicanos e brasileiros não precisam ter medo uns dos outros, porque ambas as economias não são antagônicas, mas complementares. O presidente brasileiro disse que espera ver mais parcerias entre empresas brasileiras como a que a Petrobras está fechando com a Petroleos Mexicanos (Pemex), de cooperação nas áreas de biocombustíveis, refino, petroquímica e gestão.
Quero tentar despertar nos empresários brasileiros e nos empresários mexicanos a necessidade de nós compreendermos o que está acontecendo no mundo hoje e o que é que nós precisamos construir para o futuro das relações México-Brasil.”
Para ouvir a íntegra do discurso do presidente Lula no encontro empresarial bilateral em Cancún, clique aqui:
Lula defendeu também parceria entre os bancos de desenvolvimento brasileiro (BNDES) e o mexicano, para incrementar ainda mais os negócios entre os dois países, e fez um desafio ao presidente Calderón e aos empresários presentes ao encontro: acelerar a relação comercial entre os dois países ainda este ano.
Não temos o direito de estarmos distantes, de termos medo uns dos outros. Não podemos nos contentar em ter um saldo na balança comercial de apenas US$ 7 bilhões. Dois países do tamanho do Brasil e do México, é quase uma verguenza nacional!
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Tue 23 Feb 2010
Posted by robertocordeiro under Agenda
Após o encerramento das cúpulas do Grupo do Rio e da América Latina e do Caribe (CALC), em Cancún (México), o presidente Lula almoçará com o presidente mexicano Felipe Calderón, quando reforçará a necessidade de um grande acordo bilateral com o México.
A agenda de trabalho do presidente no México será concluída com sua participação em encontro de empresários brasileiros e mexicanos no Foro Estratégico Empresarial. Em seguida, assinaturas de atos e comunicado à imprensa. No início da noite, a comitiva brasileira segue para Havana (Cuba).
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Mon 22 Feb 2010
Posted by jorge under Agenda