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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira (6/5) medidas econômicas para conter a desvalorização do câmbio e atenuar a valorização excessiva do real. O governo estendeu a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos de até dois anos tomados no exterior por bancos e empresas, com alíquota de 6%, com o intuito de “desencorajar a tomada de crédito no exterior para prazos mais curtos”. As novas regras valem a partir de amanhã (7/5).

“Essa medida restringirá o aumento de crédito que vem de fora para o Brasil. Afeta o câmbio e afeta o crédito”, disse o ministro.

Na semana passada, o governo já havia instituído a cobrança de 6% de IOF para empréstimos de até 360 dias. No entanto, afirmou Guido, “achávamos que um ano seria suficiente, mas agora achamos que precisa estendê-la para dois anos, porque o mercado internacional está muito líquido”.

Guido Mantega frisou que não há um patamar ideal para o preço do dólar, uma vez que o câmbio é flutuante, e que o governo poderá adotar outras medidas, caso o real continue a se valorizar, para evitar que empresas brasileiras sejam prejudicadas “com a chamada guerra cambial”.

“Não é que não deu resultado; todas as medidas que tomamos deram resultado. Se não tivéssemos tomado essas medidas, já é uma sequência de várias medidas, certamente o real estaria muito mais valorizado do que se encontra (…). Nós estamos tomando medidas para atenuar a valorização do real há muito tempo.”

Gasolina – Durante a entrevista coletiva, o ministro afirmou ainda que não há previsão de alta para o preço da gasolina, como havia se especulado mais cedo na imprensa. “Eu não estou preocupado com a alta da gasolina porque não há alta da gasolina”, ressaltou.

Com relação ao álcool, segundo ele, a alta do preço nos últimos meses ocorre todos anos, neste mesmo período, em função da entressafra e da ocorrência de chuvas mais demoradas que dificultam a colheita.

“A partir de maio o preço do álcool começa a cair”, completou.


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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, concedeu entrevista nesta quinta-feira (11/3), em Brasília, para avaliar o resultado do PIB divulgado pelo IBGE. Segundo o ministro, mesmo com recuo de 0,2%, o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 permitiu, entre outras coisas, que o país conseguisse gerar cerca de um milhão de postos de trabalho. Mantega destacou como sendo importante as medidas que o governo federal adotou no auge a crise financeira mundial iniciada a partir dos Estados Unidos.

Mantega frisou também que apesar do impacto da crise no primeiro semestre do ano passado, o cenário se inverteu no semestre seguinte com a população mantendo os níveis de consumo. “Comparando com outros países, o resultado do PIB gerou emprego. O Brasil foi um dos poucos países cujo o resultado em 2009, mesmo sendo pequeno, gerou quase um milhão de novos empregos. Isso explica também porque que o mercado consumidor continua crescendo. Mesmo na crise, continuou se expandindo e voltou agora no último trimestre de 2009 a patamares acima de 7%”, disse o ministro.


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O incentivo a novos investimentos no Brasil norteou o programa “Café com o Presidente” desta segunda-feira (14/12). O presidente Lula explicou a importância de o País entrar numa nova era e de o Estado garantir crédito para que as empresas sigam investindo em empreendimentos que assegurem mais emprego e renda à população. Lula comentou as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), ocorrida na semana passada, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

“A economia já está crescendo de forma razoável, e o que nós anunciamos foram medidas para garantir que a economia cresça muito forte em 2010. Por isso nós começamos anunciando mais R$ 80 bilhões de financiamento para o BNDES. Nós já tínhamos colocado R$ 100 bilhões, estamos colocando mais R$ 80 bilhões e, se for necessário, colocaremos mais R$ 20 bilhões para que o BNDES possa financiar a Petrobras na exploração do pré-sal”, disse.

Com isso, segundo Lula, a expectativa do governo é que a economia cresça de forma sustentável. “Só para você ter ideia, o BNDES, que em 2004 contratou R$ 40 bilhões, este ano, terminará o mês de dezembro contratando aproximadamente R$ 130 bilhões. É uma quantia extraordinária. Isso significa que a agricultura, a indústria, o comércio, todos vão crescer porque vai ter mais dinheiro para financiar e vai ter mais crédito, também, para o povo que quiser consumir”, afirmou o presidente.

Ouça a íntegra do programa:


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