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Se o Brasil quer ser referência mundial na produção de etanol e ter o combustível com relevância na matriz energética nacional e internacional, é preciso haver seriedade e comprometimento de produtores, empresários e governo para garantir o fornecimento do produto a um preço competitivo, afirmou nesta sexta-feira (22/1) o presidente Lula durante inauguração do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) em Campinas (SP).

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:

Lula comentou os argumentos que têm circulado para justificar a diminuição na produção e aumento de preço do etanol no Brasil -- excesso de chuva e grandes compras de açúcar pela Índia -- e disse que se o Brasil passar a idéia ao mundo de que não dá conta sequer de suprir seu mercado interno com etanol, por causa do aumento de preço do açúcar, o País não conseguirá levar o etanol para o mundo. E todo o trabalho que vem sendo feito pelo governo para que outros países introduzam etanol em sua gasolina vai ruir se desconfiarem que o Brasil não dá conta de atender ao mercado.

O presidente deixou claro aos empresários do setor presentes ao evento em Campinas que não dá par ser empresário energético quando o etanol está com um bom preço e ser empresário da agricultura quando o preço do açúcar estiver melhor, lembrando que a indústria do álcool quase acabou no País justamente porque não havia seriedade e comprometimento, nem ajuste de conduta, entre empresários, produtores, governo e indústria automobilística.

Lula disse que, durante a 15a. Conferência da ONU sobre Clima, realizada em dezembro em Copenhague (Dinamarca), teve a certeza de que o etanol vai se transformar num dos principais itens da matriz energética mundial e que o Brasil tem papel fundamental no setor, porque tem estrutura, disposição e cientistas preparados para fazer a competição com igualdade de condições com qualquer país do mundo.

Lula falou ainda sobre a importância de se investir em educação e centros de pesquisa como o da CTBE inaugurado em Campinas, lembrando que muitas instituições financeiras e de fomento estão apontando o Brasil como a quinta economia do mundo em 2016. O País, afirmou, precisa estar preparado para isso para ganhar importância no mundo.


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Foto oficial dos chefes de Estado presentes à Cúpula Ibero-americana realizada em Estoril, Portugal. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Foto oficial dos chefes de Estado presentes à Cúpula Ibero-americana realizada em Estoril, Portugal. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Para termos desenvolvimento sustentável no mundo é preciso inovar e cooperar. O Brasil, afirmou o presidente Lula na abertura da 19ª reunião da Cúpula Ibero-americana nesta segunda-feira (30/11) em Estoril (Portugal) está pronto para dar a sua contribuição. Enquanto o mundo se esforça para diversificar sua matriz energética e cumprir metas ambientais, o Brasil oferece sua tecnologia de biocombustíveis, “uma alternativa segura, limpa e eficaz”, defendeu o presidente brasileiro.

A Cúpula Ibero-americana tem este ano como tema a inovação e o conhecimento, que serão fundamentais, afirmou Lula, para o sucesso da Conferência da ONU sobre Clima (COP 15) marcada para meados de dezembro em Copenhague (Dinamarca):

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler, clique aqui.

O presidente Lula afirmou, no entanto, que não basta inovar; é preciso também compartilhar o conhecimento para ajudar no desenvolvimento dos países mais pobres. Como exemplo, citou as iniciativas de cooperação que o Brasil vem promovendo com seus vizinhos latino-americanos e também na África, principalmente no setor agrícola.

Ao falar da crise econômica e financeira mundial, Lula afirmou que ela obrigou o mundo a repensar como a riqueza vinha sendo produzida e distribuída nos últimos anos, reforçando a importância da economia real, do trabalho e da sustentabilidade.

Hoje, mais do que nunca, dependemos da infinita capacidade humana de reinvenção e superação. Uma progressiva convergência de novas tecnologias principalmente nas áreas de informação, biotecnologia e nanotecnologia, vem abrindo novos horizontes de cooperação.


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