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bom dia, MinistroA ajuda do governo federal no valor de R$ 550 milhões para os estados de Pernambuco e Alagoas, para o socorro e a reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas, foi abordada nesta quinta-feira (1/07) pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes, em entrevista ao programa de rádio Bom Dia, Ministro. Fortes fez também um balanço das contratações do programa Minha Casa, Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A ampliação de radares tem sido discutida, para minimizar os danos das chuvas. No caso de Pernambuco e Alagoas, houve sim um alerta, quando se detectou uma formação imensa de umidade no Oceano Atlântico, que se deslocava rapidamente até o agreste pernambucano. As mudanças climáticas têm surpreendido a todos. Por isso vamos investir mais ainda em radares. Temos exemplos em Belo Horizonte, onde eu estava ontem, com sistema montado pela prefeitura; já existe rede de radares, o que nós queremos é coordenar tudo isso no âmbito da defesa civil, aperfeiçoando esses alertas.

Márcio Fortes disse ainda que quando visitou as cidades atingidas teve a impressão de que estava vendo uma área atingida pela bomba de Hiroshima ou o tsunami da Indonésia: “Por onde a água passou, destruiu.

No Nordeste, assim como foi em Santa Catarina, a preocupação agora é encontrar áreas seguras para abrigar a população e reconstruir as cidades. “Nós colocamos pessoal técnico especializado do Ministério das Cidades acompanhando os trabalhos em Santa Catarina e estamos colocando à disposição de Pernambuco e Alagoas para ajudar. O clima está mudando e a quantidade de chuva que tem caído é fora do normal. O que pode parecer seguro hoje, amanhã pode não ser, então temos que ter pareceres de geólogos e meteorologistas sobre a segurança das áreas”.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Em Alagoas, 26.618 mil pessoas estão desabrigadas, 47.897 mil desalojadas e ocorreram 37 óbitos. Em Pernambuco: 26.966 mil desabrigados, 55.643 mil desalojados, e 20 óbitos. O Ministério das Cidades vai repassar ainda R$ 150 milhões para reconstruir moradias nos municípios que foram atingidos por chuvas e enchentes em todo o país. Receberão recursos cidades de 21 estados. Em junho do ano passado, o ministério selecionou projetos de drenagem em 109 municípios brasileiros, que receberão R$ 4,7 bilhões para prevenir novas enchentes.

Perguntado sobre a entrega de obras do PAC no Rio Grande do Sul, o ministro informou que muitas delas estão com os cronogramas de entrega adiantados, graças às parcerias do governo federal com os estados e as prefeituras.

Quanto ao programa Minha Casa, Minha Vida, que em um ano já contratou mais de 500 mil unidades habitacionais, com investimento de R$ 32 bilhões, Fortes informou que a meta é reduzir o déficit habitacional do País em 14% – hoje está em 7,2 milhões de unidades. O investimento total estimado para o programa é da ordem de R$ 60 bilhões. No PAC 2, o Minha Casa, Minha Vida vai investir R$ 71,7 bilhões entre 2011 e 2014, na construção de 2 milhões de unidades habitacionais.


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Presidente Lula durante abertura oficial da 40ª Assembleia Nacional da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), em Uberaba/MG. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Convencer um administrador público a ‘enterrar’ dinheiro público fazendo obras de saneamento básico nas cidades não foi uma tarefa fácil mas o objetivo foi alcançado e as próximas gerações de prefeitos e governadores já colocam esses projetos como prioridades em suas administrações, celebrou o presidente Lula durante a sessão de abertura da 40ª Assembleia Nacional da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), realizada nesta segunda-feira (14/6) em Uberaba (MG).

Nós estamos criando uma nova geração de prefeitos, de administradores públicos, que começa a levar a sério a preocupação com saneamento básico. Falo com a convicção de um presidente que, desde que criou o Ministério das Cidades, tem brigado para que a gente crie uma carteira de financiamento de saneamento básico, para que a gente possa resolver definitivamente o problema de saneamento no Brasil.

O presidente Lula cobrou do ministro das Cidades, Márcio Fortes, a regulamentação da Lei Nacional de Saneamento, aprovada há dois anos no Congresso Nacional, depois de saber pelo presidente da Assemae, Arnaldo Luiz Dutra, que isso ainda não havia sido feito. “Não tem explicação a gente estar há dois anos sem regulamentar. Se eu procurar uma explicação, eu não encontro – a não ser que alguém não queira que chegue na mesa do presidente. Se tem, aí sim é que precisa chegar, para gente decidir o que fazer”, afirmou Lula, depois de fazer uma cobrança direta ao ministro Márcio Fortes: “Queria te dizer uma coisa, Márcio: aquilo que não foi regulamentado em dois anos, será regulamentado na próxima semana, para que a gente possa mudar de discussão”, disse.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula disse que sabe bem o que é viver em lugar que não tem saneamento básico e criticou a irresponsabilidade de governantes passados que não cuidaram do saneamento de suas cidades quando tiveram a chance. “É uma irresponsabilidade total e histórica”, afirmou o presidente, afirmando que não há glória maior para um prefeito do que saber que na cidade dele, as pessoas tomam água de qualidade e as crianças mais pobres podem andar descalças sem medo de pisar em esgoto a céu aberto.

Graças a deus temos uma geração de prefeitos que começa a pensar nisso com mais seriedade. (…) E como a gente está muito atrasado, tudo que a gente fizer ainda é pouco diante do que a gente ainda tem que correr para tirar o tempo perdido.


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