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Ciente que para permitir o desenvolvimento econômico do país é necessário investir em obras de infraestrutura, o presidente Lula disse, nesta quinta-feira (23/12), em Petrolina de Goiás, que o Brasil, em seu governo, deu impulso ao setor ferroviário brasileiro, colocado num segundo plano pelos governos anteriores. Lula participou de cerimônia que assinatura de ordem de serviço para a construção de mais 667 quilômetros de malha da ferrovia Norte-Sul, que interligará Ouro Verde (GO) a Estrela D’Oeste (SP), cortando uma região produtora de grãos.

Lula lembrou que em seu governo esta ferrovia ganhou impulso. Ele relatou que entre os governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, foram construídos cerca de 300 quilômetros da malha. Porém, nos últimos oito anos, a Norte-Sul saiu de Açailândia (MA) e chega em Anápolis (GO) com cerca de 1,1 mil quilômetros. O presidente reconheceu que as obras sofreram atrasos em função de exigências fixadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

“As obras estão concluídas em 90%. Até abril a presidenta Dilma [Rousseff] estará aqui entregando o trecho até Palmas (TO)…”

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente informou também que o modal ferroviário na região Centro-Oeste permite o transporte de passageiros. Deste modo, segundo explicou, há expectativa por parte do governo sobre a possibilidade de grupos econômicos virem a investir neste meio de transporte. O Blog do Planalto, na série especial sobre ferrovias (ver aqui), informou que a Valec -- estatal para o segmento ferroviário -- promeve estudos de sobre a questão.

Para o presidente, as obras em ferrovias no país permitem o aquecimento do setor de construção de vagões e locomotivas. Conforme destacou, a indústria nacional está produzindo cerca de 100 vagões por ano. Antes da cerimônia houve a exibição de vídeo que ressalta a importância do governo Lula em alavancar o setor ferroviário.

O presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que antecederam o presidente Lula em discursos, informaram que as obras das ferrovias permitem a contratação de mão de obra local. Isso possibilita o aquecimento econômico regional. Juquinha explicou, por exemplo, que os macacões dos operários de uma construtora foram confeccionados na região. O ministro realçou o volume de recursos de sua pasta, bm como o fato do governo estar pagando em dia pelas obras concluídas.


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O presidente responde

Na coluna semanal O Presidente Responde publicada em jornais brasileiros, o presidente Lula trata da malha ferroviária, dos incentivos do governo às escolas que obtiveram desempenhos elevados na Prova Brasil e o Prominp [Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural]. A primeira questão foi apresentada pelo ferroviário Nílson Roberto Marques, 53, do município de Bofete (SP). Marques indagou sobre a necessidade do Brasil ter uma malha ferroviária compatível às dimensões continentais.

“Durante décadas, o transporte rodoviário foi tão favorecido, que hoje responde por 58% do movimento de carga no país. O ferroviário transporta 25%. Nós temos trabalhado para mudar esse quadro. O transporte ferroviário é mais barato que o rodoviário e reduzir custos é fundamental para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros. Estamos com várias ferrovias em obras. O trecho original da Norte-Sul, ligando o porto de Itaqui (MA) a Anápolis (GO), estará concluído até o final de 2010. Já inauguramos 356 km e mais 1003 km estão em obras”, disse Lula.

Leia aqui a íntegra da coluna O Presidente Responde.

Já Ruthnéia Vieira L. Costa, 43, diretora pedagógica da Escola Municipal Casa Meio Norte, de Teresina (PI), perguntou: Quais incentivos o governo federal oferecerá para as escolas de periferia que conquistaram os mais elevados desempenhos na Prova Brasil?

“Com a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, em 2007, foi possível estabelecer metas para os sistemas municipais, estaduais e federal de ensino até 2021. Desde 2007, as escolas públicas de ensino fundamental, que cumpriram as metas do Ideb, passaram a receber uma parcela extra de 50% nas transferências de recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola”, explicou.

O técnico em segurança do trabalho Alexandre Lourenço Monteiro, 35, de Vitória (ES), quis saber se há necessidade de reformular o Prominp que, segundo ele, não estaria cumprindo a finalidade de gerar emprego e desenvolvimento para o país.

“Os resultados do Prominp, em seus mais de seis anos, mostram que o programa tem cumprido muito bem a sua finalidade de gerar empregos e preparar pessoas e empresas para atender a indústria do petróleo e gás natural. Até o mês que vem terão sido formados 78 mil profissionais para atuar no setor do petróleo e gás. Dos alunos já qualificados pelo Prominp, 81% estão hoje empregados com carteira assinada”, informou.


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