Construir uma ampla frente pela reforma política no País e trabalhar pela exportação dos bons resultados das políticas sociais brasileiras para países da América Latina, Caribe e África são duas das prioridades do presidente Lula para quando deixar o governo, a partir de janeiro de 2011, segundo o próprio revelou em entrevista exclusiva à revista IstoÉ publicada na edição desta semana. Lula voltou a negar que pretenda se candidatar a um cargo na ONU ou no Banco Mundial, e afirmou ainda que o principal legado que leva dos oito anos que comandou o País é a relação que estabeleceu com os movimento sociais.
Todas as políticas públicas que nós colocamos em prática é resultado de milhares de pessoas participando nos municípios, nos estados, até chegar aqui. Então, esse é o legado que eu acho que nós vamos deixar, que nenhum presidente vai ter coragem de mudar, nenhum presidente.
Na entrevista, que ganhou a capa da revista, o presidente Lula falou ainda de sua popularidade, de eleições presidenciais, Irã, Oriente Médio e reforma da ONU. Selecionamos alguns dos principais trechos da íntegra da entrevista, confira:
Frente ampla para reforma política
Quando eu deixar a Presidência eu vou ter 65 anos, eu ainda tenho muita contribuição para dar, ainda tenho muita contribuição para dar ao país. Eu sonho na construção de uma frente ampla no Brasil, juntar forças políticas aqui, construir um programa comum, fazer reforma partidária, que eu acho que é condição sine qua non para a gente poder mudar em definitivo o Brasil. Nós temos que ter uma reforma partidária, e isso não é coisa, não é coisa de presidente da República, isso é coisa dos partidos políticos. E eu pretendo, de fora, ajudar o meu partido a organizar, com os outros partidos políticos, a ideia da reforma política.
Popularidade e vida pós-governo
Eu não estou pensando isso ainda. Eu tenho me recusado a discutir o que eu vou fazer e como vou fazer depois que eu deixar o mandato, porque eu não sei o que eu vou sentir. O meu medo, o meu medo é tomar uma atitude precipitada do que eu vou fazer, montar alguma coisa, e depois de seis meses eu descobrir que não era aquilo que eu queria fazer. Então, eu acho que quem deixa um mandato como eu vou deixar, numa situação, graças a Deus, muito confortável, tem que dar um tempo de maturação. Eu preciso de um tempo, quem sabe, quatro, cinco ou seis meses.
Legado
Olha, eu acho que o legado mais importante que eu vou deixar foi a relação que eu estabeleci com a sociedade. Eu, no meu governo, fiz 72 conferências nacionais. Fiz conferência de GLBT, fiz conferência de política, fiz conferência de comunicação, conferência de portador de deficiência física, conferência de hanseniano, conferência de negro, conferência de índio, conferência de tudo que você possa imaginar; conferência das cidades, conferência dos sem-teto, conferência de catador de papel. Todas as políticas públicas que nós colocamos em prática é resultado de milhares de pessoas participando nos municípios, nos estados, até chegar aqui. Então, esse é o legado que eu acho que nós vamos deixar, que nenhum presidente vai ter coragem de mudar, nenhum presidente.
Tem muitas coisas que me emocionam, porque foi um processo educativo, de a gente teimar que era possível fazer e a gente poder provar o seguinte: o Palácio de um governo não é apenas para receber príncipe, rainha ou presidente, é para receber do pé descalço ao cara que está de sapato alto. E essa foi a coisa rica do governo, ou seja, os sem-teto entrarem lá dentro e chorar, os cegos entrarem lá dentro, aprovar aposentadoria para hansenianos, que ficaram mais de 30 anos em colônia, e beijar cada um, e eles chorarem, porque nunca um presidente tinha encostado perto deles, possivelmente de nojo. Então, eu acho que esse é o grande legado.
O acúmulo de acertos nas políticas sociais que nós tivemos no Brasil precisa ser socializado. E eu quero socializá-las com quem? Eu quero socializá-las com os países da América do Sul e da América Latina, quero socializá-las com os países do Caribe, quero socializá-las com os países africanos – eu já tenho muitos convites de países africanos para ir lá mostrar a ideia, o que nós fizemos.
Cargo na ONU
Tem companheiros que falam: “Olha, Lula, você… é preciso ir para a ONU”. Eu tenho uma ideia diferente: eu acho que a ONU é uma instituição que tem ser dirigida por um burocrata, que tenha consciência de que ele é subordinado aos presidentes dos países, porque se você coloca alguém lá que, por coincidência, tenha mais força que alguns presidentes, fica, no mínimo, uma anomalia. Você fica com uma instituição criada para servir os países, com gente mandando mais… Aí, imagine se a moda pega e os ex-presidentes americanos resolvem ser secretários-gerais da ONU! Não dá certo!
Ancinav
Eu vou te contar uma história, como é que a gente… Governar é uma coisa engraçada. Uma vez, o Gilberto Gil propôs criar a Ancinav. Era uma proposta, era uma proposta e, de repente, a gente estava tomando porrada de todos os lados. De todos os lados a gente estava tomando bordoada. Então, eu reuni todos os ministros envolvidos naquilo – Justiça, Fazenda, Indústria e Comércio, Cultura –, e tinha mais uns três ou quatro – Secom, Comunicação – em uma mesa, esta mesa aqui – lá no Alvorada. Eu falei, companheiros, olha, eu estou vendo pela imprensa essa proposta da Ancinav aí, nós estamos apanhando muito e eu quero saber o seguinte: se todos nós estamos de acordo com a proposta que está na mesa. Foi fantástico. Nenhum ministro concordava com a proposta.
Jornalista: Nem o Gil?
Não, porque era uma proposta para debate, era uma proposta para debate, e surgiu como se fosse uma proposta acabada do governo. Então, eu falei: pelo amor de Deus, gente, alguém tem que comunicar à imprensa que está retirada a proposta. Se ninguém está defendendo a proposta, por que ela vai continuar? Então, isso são coisas de governo que ou você toma a decisão rapidamente ou você é engolido rapidamente.
Irã
O Ahmadinejad veio aqui, nós conversamos mais de duas horas, aí eu falei: se você… se for possível a gente avançar, eu mando o Celso Amorim ir muitas vezes lá. Como a Turquia também estava tentando, então, nós fomos. O Celso Amorim e o Ministro das Relações Exteriores da Turquia começaram a conversar, e a conversar com o Primeiro-Ministro do Irã, preparando a nossa ida lá. (…) Bem, aí foi chegando próximo de ir ao Irã, o Celso foi várias vezes lá, eu falei: Celso, é preciso dizer para o Ahmadinejad que eu não posso fazer uma viagem inútil.
(…) Eu nasci na política, meu filho, eu nasci. Eu, toda a minha vida, desde os anos [19]69, a minha vida foi negociar; perdi muita coisa, ganhei muita coisa, mas negociar é a arte maior de fazer política.
Novo Conselho de Segurança da ONU
O problema é o seguinte: se a ONU continuar fraca do jeito que está, vai prevalecer o unilateralismo, ou seja, a posição unilateral dos americanos vai continuar prevalecendo. Quando nós propusemos fortalecer a ONU, não é a entrada do Brasil, é a entrada do Brasil, é a entrada da Índia, é a entrada da Alemanha, é a entrada de dois ou três países africanos. É, uma coisa, uma coisa para que tenha mais representatividade. Você imagina o continente africano, com 53 países, não tem ninguém! E quantos tem, europeus? E, agora, tem mais a Alemanha, convidada especial. Ou seja, aquilo não é um clube de amigos.
Paz no Oriente Médio
No Oriente Médio, veja, no Oriente Médio, eu vou terminar dizendo isso, no Oriente Médio, na minha opinião, não haverá paz enquanto os americanos acharem que são eles os responsáveis pela construção da paz! Porque não vai haver? Porque ali você tem que saber o seguinte: quem é que tem força no Hezbollah? Quem é que tem força no Hamas? Qual é o papel do Irã? Qual é o papel do Catar, que é aliado dos americanos de um lado, e ajuda o Hamas de outro? Qual é o papel do Presidente da Síria? Ou você tem uma instituição que congregue todos esses países juntos, e essas organizações estabeleçam um ponto mínimo de acordo, ou nunca haverá paz.
Um acordo assinado neste domingo (16/5) em Teerã durante seminário empresarial Brasil-Irã prevê o financiamento de empresas brasileiras e iranianas que queiram exportar seus produtos nos respectivos países. No caso brasileiro, o valor é de 200 milhões de euros por ano, durante cinco anos, para a venda de alimentos no Irã. Os recursos virão do Programa de Crédito à Exportação (Proex). Os empresários iranianos também terão 200 milhões de euros por ano de seu governo, mas não foi divulgada a lista dos produtos a serem exportados.
O presidente Lula destacou a assinatura do acordo durante o seu discurso no encerramento do seminário em Teerã, que contou também com a participação do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Segundo Lula, o acordo é importante porque dinamiza as relações comerciais entre ambos os países sem depender de terceiros.
Não alcançaremos nossas ambições sem um mecanismo ágil e ambicioso de financiamento e de operações comerciais. Não faz sentido que os negócios entre empresas iranianas e brasileiras dependam de crédito e da boa vontade de bancos estrangeiros. Esse foi um tema central da recente troca de missões técnicas entre nossos países. Vamos colocar em prática alternativas capazes de sustentar um intercâmbio crescente e mais equilibrado. É esse o objetivo do memorando de entendimento para concessão de linha de crédito que acabamos de firmar.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
O Irã é hoje um grande parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio, já aparecendo entre os três maiores mercados da região para as empresas exportadoras brasileiras. Em 2009, 450 companhias brasileiras exportaram para o Irã e os números de 2010 são promissores, afirmou Lula:
No primeiro trimestre do ano, as exportações brasileiras para o Irã cresceram 77%, e as importações brasileiras cresceram 125%. O agronegócio oferece um desafio especial. O Irã já é um dos cinco maiores mercados do Brasil neste setor, sobretudo para açúcar, carne e soja. Com o apoio da Embrapa, a expressiva transferência tecnológica, queremos ajudar o Irã a aumentar sua independência alimentar.
Lula destacou ainda em seu discurso a importância da renovação da matriz energética por meio dos biocombustíveis e convidou uma missão técnica iraniana a ir ao Brasil para conhecer a nossa experiência com os motores flex. Aos 60 empresários brasileiros que participaram do seminário em Teerã, Lula pediu que prestassem atenção ao “espaço inexplorado” em áreas de bens de capital e serviços em setores estratégicos como telefonia, energia e indústria do petróleo.
Ao final de seu discurso, o presidente brasileiro deu ao ministro de Indústrias e Minas do Irã, Ali Akbar Mehbarian, uma edição em farsi do livro Como Exportar, do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, “numa demonstração que o Brasil não quer apenas vender, nós queremos também ajudar a produzir aqui e a comprar aqui os produtos fabricados. Na minha opinião, o bom comércio é aquele que tem equilíbrio no fluxo da balança comercial”, disse.
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Encontro dos presidentes Lula e Mahmoud Ahmadinejad com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O primeiro compromisso da agenda do presidente Lula em Teerã (Irã) neste domingo (16/5) foi um encontro pela manhã com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, realizado no Palácio Presidencial, onde posaram para fotos, passaram as tropas em revista e seguiram para uma reunião privada, que durou aproximadamente uma hora. Em seguida, ambos os presidentes foram se encontrar com o líder supremo religioso do Irã, aiatolá Ali Khamenei.
Após almoço oferecido pelo presidente Ahmadinejad, Lula visitou a Assembléia Consultiva Islâmica, onde se reunião com o presidente Ali Larijani.
Os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Lula passam em revista as tropas iranianas durante solenidade de boas-vindas ao presidente brasileiro realizada no Palácio Presidencial em Teerã. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Em entrevista exclusiva ao canal SBT, concedida na biblioteca do Palácio da Alvorada na manhã de quarta-feira (12/5), o presidente Lula falou sobre as ações do governo, sua visita ao Irã, sucessão presidencial e futebol. Um dia depois da convocação da Seleção Brasileira de futebol, que buscará o sexto título mundial na Copa do Mundo África do Sul a partir de 11 de junho deste ano, Lula garantiu que o Brasil estará pronto para a realizar próxima a Copa, em 2014.
“Nós estamos numa fase de planejamento do que vai acontecer. Nós estamos discutindo nesse momento os estádios que o governador apresentou os projetos e cada um apresenta um projeto mais megalomaníaco possível, e nós temos de ajustar o projeto na realidade sabe do Brasil e das necessidades da Copa do Mundo. Nós estamos pensando agora, fazendo com que a mobilidade urbana seja planejada, para que a gente possa fazer os investimentos necessários de fazer a Copa do Mundo. Se o Brasil não tiver condições de realizar a Copa do Mundo, você (Carlos Nascimento) não tem condições de ser repórter, não tem condições de ser sequer um simples sindicalista. O Brasil está preparado para isso.”
Também foram abordados na entrevista temas como o Bolsa Família, distribuição de renda e a viagem ao Irã (saiba mais sobre ela aqui), onde discutirá com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad uma solução para evitar sanções da ONU por causa do programa nuclear do país asiático:
Nós somos políticos, nascemos políticos, fazemos políticas, somos eleitos para fazer política. Não é possível que a gente coloque os tecnocratas para fazer o que os dirigentes têm que fazer. Por que é que o Obama não chamou o Ahmadinejad para conversar? O Sarkozy? Angela Merkel? Gordon Brown, que agora perdeu? As pessoas não conversam. E tem que conversar. Eu vou lá para conversar.
Você pode assistir à entrevista aqui no Blog do Planalto, confira abaixo a primeira parte (clique em Leia o artigo completo para ver as outras partes):
O presidente Lula acaba de chegar ao aeroporto de Mehrabad, em Teerã (Irã) (meia-noite, horário local, sete horas e meia a mais do que o horário de Brasília), após cumprir agenda em Doha (Catar) e Moscou (Rússia), e ficará na capital iraniana até segunda-feira (17/5) para se encontrar com as principais lideranças do país. É a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao Irã. Na pauta da visita estão a cooperação e o fluxo do comércio entre os dois países em áreas como turismo, esportes, energias renováveis (biocombustíveis) e agricultura, o programa nuclear iraniano e a agenda internacional, com destaque para as questões relativas ao Oriente Médio.
Na manhã de domingo, Lula tem encontro privado com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (às 9h10 de domingo) e, ao meio-dia, reunião com Ahmadinejad e o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Na parte da tarde, o presidente brasileiro se encontrará com o presidente da Assembléia Consultiva Islâmica, Ali Larijani.
Na segunda-feira (17/5), antes de viajar para Madri (Espanha), o presidente Lula participará da abertura da XIV Cúpula do G15.
Infográfico: Thiago Melo
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O jornal francês Le Monde elegeu o presidente Lula o “Homem do Ano 2009″. Tão logo a notícia ganhou o mundo, sua reprodução se deu nas páginas dos principais jornais, colunas sociais e espalhou-se pela internet – a rede mundial de computadores.
A seguir, trechos de uma das matérias publicadas na internet sobre o prêmio:
“Aos olhos de todos, [Lula] encarna o renascimento [...] de um gigante”, diz o jornal.
(Trecho do discurso do presidente Lula após encontro com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, no Palácio Itamaraty)
O Irã tem todo o direito de desenvolver sua indústria nuclear como o Brasil tem feito, buscando o enriquecimento de urânio para a produção de energia, com fins pacíficos. Um modelo que é reconhecido tanto pela ONU como pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e por isso legítimo, afirmou o presidente Lula após encontro com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Reconhecemos o direito do Irã de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos, com pleno respeito aos acordos internacionais. Esse é o caminho que o Brasil vem trilhando, em obediência à nossa Constituição, que proíbe a produção e a utilização de armas nucleares. Não-proliferação e desarmamento nuclear devem andar juntos. O Brasil sonha com um Oriente Médio livre de armas nucleares como ocorre com nossa América Latina. Encorajo, assim, Vossa Excelência a continuar o engajamento com países interessados, de modo a encontrar uma solução justa e equilibrada para a questão nuclear iraniana.
Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula após encontro com Ahmadinejad:
Após o encontro, os dois presidentes participaram de entrevista coletiva de imprensa. Confira aqui:
O presidente Lula reafirmou a necessidade de se reformular o Conselho de Segurança da ONU, para que contemple todas as regiões do planeta. Segundo Lula, a ONU não pode ter a mesma configuração política de quando foi criada, em 1948. Ahmadinejad concordou e defendeu a candidatura brasileira para o Conselho de Segurança da ONU.
Lula conversou com o presidente iraniano por cerca de três horas e afirmou, em entrevista coletiva à imprensa, ser o “presidente mais otimista do mundo”, por acreditar ser possível construir um mundo mais justo nos próximos anos. O presidente brasileiro destacou ainda que a relação Brasil-Irã pode melhorar muito em diversas áreas porque os dois países têm extraordinário poder de desenvolvimento, abrindo espaço para o aumento do fluxo da balança comercial entre ambos -- por isso o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) visitará o Irã em abril ou maio de 2010 com uma delegação de empresários brasileiros para prospectar novos negócios.
No mundo em que vivemos a distância geográfica e a diversidade cultural não devem servir de pretexto para manter os povos afastados. Pelo contrário, é necessário descobrir afinidades, explorar parcerias e discutir temas da agenda global. Este é o sentido do diálogo que lançamos hoje.
Batalhão de jornalistas
A visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, mobilizou dezenas de jornalistas de todo o mundo -- veja o vídeo. A Al Jazeera, rede de TV especializada no Oriente Médio com sede no Catar, mandou uma equipe exclusiva para a cobertura. De Porto Rio, veio a Wapa TV. Clarín, da Argentina, e até a agência chinesa Xinhua foram ao auditório do Palácio Itamaraty para acompanhar a visita do presidente Mahmoud Ahmadinejad e o ato de assinatura de acordos entre o Brasil e o Irã.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 100 profissionais de mídia -- nacionais e estrangeiros -- se aglomeraram para obter a melhor cena ou fotografia e conseguir o melhor depoimento. Segundo o MRE, a visita do presidente do Irã foi a que mais atraiu jornalista neste ano de 2009.
No mundo em que vivemos a distância geográfica e a diversidade cultural não devem servir de pretexto para manter os povos afastados. Pelo contrário, é necessário descobrir afinidades, explorar parcerias e discutir temas da agenda global. Este é o sentido do diálogo que lançamos hoje.
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