O desenvolvimento do setor energético – com a construção de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão –, a rodovia Norte-Sul e grandes investimentos na área de habitação, saneamento básico, saúde e projetos públicos de irrigação farão do estado de Goiás um grande entroncamento logístico, com imensas vantagens competitivas no mercado interno e no comércio exterior. Foi o que garantiu o presidente Lula nesta terça-feira (19/10), em Catalão (GO), em cerimônia de inauguração simultânea de seis usinas hidrelétricas.
Não é todo dia que temos a feliz oportunidade de inaugurar empreendimentos do porte destas seis usinas hidrelétricas. Afinal, estamos falando de obras do PAC que receberam, juntas, investimentos de R$ 2,9 bilhões e que vão suprir a demanda de energia de mais de um milhão de pessoas. Essas obras estão sendo inauguradas em um momento em que o Brasil voltou a investir pesadamente em geração e transmissão de energia elétrica. Com isso, Goiás se tornará um grande entroncamento logístico.
O presidente afirmou que após um profundo levantamento do potencial hidrelétrico, o Brasil modernizou o marco regulatório para o setor e devolveu ao Estado a capacidade de planejar a longo prazo, além de criar uma grande carteira de projetos na área de energia. Os investimentos estatais e privados em geração e transmissão de energia elétrica em todo o País chegaram, afirmou Lula, a R$ 48,6 bilhões entre 2007 e 2010.
A segunda etapa do PAC prevê investimentos totais de R$ 136,6 bilhões. Apenas em usinas hidrelétricas serão investidos R$ 116 bilhões de reais, na construção de dez usinas de modelo plataforma e mais 44 hidrelétricas convencionais – 12 delas no estado de Goiás.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Na área de transmissão, segundo Lula, estão previstos investimentos totais de R$ 37,4 bilhões, com a construção de mais de 36 mil quilômetros de redes para grandes interligações, linhas e reforços regionais. O PAC 2 também prevê novidades no quesito preservação ambiental, como a instalação de aquecimento solar para o banho em residências.
As seis usinas hidrelétricas inauguradas em Goiás são: Serra do Facão (Catalão e Davinópolis), Barra dos Coqueiros (Cachoeira Alta e Caçu), Caçu (Cachoeira Alta e Caçu), Salto do Rio Verdinho (Itarumã e Caçu), Foz do Rio Claro (São Simão e Caçu), e Salto (Itarumã e Caçu). As novas usinas terão, ao todo, 645 MW de potência instalada e 445,6 MW médios de energia assegurada ao sistema elétrico.
Já está tudo pronto para o lançamento da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nesta segunda-feira (29/3) em Brasília – e também aqui no Blog do Planalto. O infográfico acima traz detalhes das propostas de investimento do programa para o período 2011-2015. O PAC II foca em três pontos centrais: infraestrutura social e urbana, infraestrutura logística e infraestrutura energética.
Nos últimos dias, o presidente Lula tem dado o tom da importância de fechar o programa agora e deixá-lo de herança para o seu sucesssor:
E por que é que nós vamos lançar o segundo PAC? Apenas por uma questão de responsabilidade. É que eu não posso permitir que quem vier depois de mim perca um ano fazendo o Programa. Porque perde um ano fazendo o Programa. Então, quando essa pessoa chegar, essa pessoa vai ter um programa pronto.
O primeiro eixo do PAC II, de infraestrutura social e urbana, tratará dos subtemas Saneamento, Habitação, Equipamentos Urbanos, Mobilidade Urbana, Pavimentação, Luz para Todos e Recursos Hídricos. Os investimentos de infraestrutura logística abrangem Rodovias, Ferrovias, Portos, Hidrovias e Aeroportos. O eixo de infraestrutura energética subdivide-se nos temas Geração de Energia Elétrica; Transmissão de Energia Elétrica; Eficiência Energética; Petróleo e Gás Natural e Combustíveis Renováveis.
A secretária-executiva do PAC, Miriam Belchior, concedeu entrevista à TV NBR para explicar detalhes do programa – veja no infográfico.
A ferrovia Norte-Sul, de Açailândia (MA) a Anápolis (GO), estará em operação até o final deste ano, afirma o presidente Lula em entrevista exclusiva ao Jornal do Tocantins publicada na edição desta terça-feira (23/3). Segundo Lula, a ferrovia contava em 2003, quando assumiu o governo, com apenas 215 quilômetros de trilhos, ligando Açailândia a Aguiarnópolis (TO).
Em sete anos, nós imprimimos um ritmo mais acelerado às obras, construindo mais 371 km, ligando Aguiarnópolis a Guaraí, também aqui no Estado. E estamos com obras em execução no trecho de 978,5 km, entre Guaraí e Anápolis (GO). No PAC-2, que vamos lançar ainda este mês, estamos incluindo a extensão da Norte-Sul de Anápolis até Estrela D’Oeste, no interior de São Paulo – mais 680 km –, o que vai permitir a ligação com a malha ferroviária paulista e, consequentemente, com o porto de Santos. Será beneficiada uma área de 1,8 milhão de km2, correspondendo a 21,8% do território brasileiro, onde vivem 15,5% da população. Com a Norte-Sul, estamos garantindo uma logística adequada ao escoamento da produção agropecuária e agroindustrial da região.
Lula disse também que o governo federal vem investindo em infraestrutura naquele estado. Segundo o presidente, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destina cerca de R$ 3 bilhões “só na infraestrutura logística (sistemas, vias e terminais de transportes) no período 2007-2010″.
Estes investimentos são realizados em todos os modais de transporte. No modal ferroviário, vamos concluir até o final deste ano todo o trecho da Norte-Sul no Tocantins e ainda chegar até Anápolis/GO. Será a viabilização de um corredor ferroviário que, junto com a Estrada de Ferro Carajás, terá mais de 2,2 mil km e permitirá o escoamento das cargas locais pelo Porto de Itaqui/MA. Já concluímos, no mês passado, o projeto básico da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que vai ligar a Norte-Sul, em Figueirópolis (TO), a Ilhéus (BA), com 1526 km de extensão. Sexta-feira, já vamos lançar, em Ilhéus, os editais para a contratação das empresas que vão construir os trechos da primeira etapa desta Ferrovia. Em relação às hidrovias, as obras nas Eclusas de Tucuruí serão concluídas e terão início as obras de derrocamento de pedrais no Rio Tocantins.
A dívida constitucional da União com Tocantins também foi abordada pelo jornal. O presidente explicou que o governo federal honra os compromissos de dívidas que tenham sido reconhecidas. Sobre as eleições em 2010 e a composição do palanque em Tocantins, Lula enfatizou que “precisamos separar quem está ao lado do nosso projeto nacional de mudanças e quem não está”.
Presidente Lula e a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) comandam reunião do PAC 2 que discutir obras de transporte. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula está reunido há pouco mais de uma hora com os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Guido Mantega (Fazenda) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, para debater a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na conversa, discutiram obras de transporte terrestre, ferroviário e aquaviário.
Também participam da primeira reunião setorial do PAC II técnicos do área de transporte e economia, que definirão as metas e vão traçar a próxima etapa do programa, que Lula já manifestou interesse em lançar até o final desse mês.
Os encontros setoriais vão balizar as estratégias do PAC II , que está estruturado em um tripé: logística; infraestrutura (social e urbana) e energia.
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