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O presidente Lula classificou de levianas as notícias publicadas na imprensa afirmando que o deputado federal Geddel Vieira Lima, quando exercia o cargo de ministro da Integração Nacional, liberou mais recursos para a Bahia, para obras preventivas contra enchentes, do que para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

“O que eu acho pobre é as pessoas esperarem acontecer uma tragédia para fazer leviandade. Primeiro, devemos ser solidários com o povo do Rio. Quando cessar as chuvas vamos ajudar as vítimas”, afirmou Lula após almoço oferecido ao presidente de Mali, Amadou Toumani Touré, no Palácio Itamaraty. O presidente brasileiro enfatizou que o ex-ministro Geddel tem que “chamar o cidadão” que espalhou a notícia e obrigá-lo a provar o que disse. Lula confirmou também que a Casa Civil prepara medida provisória com liberação de R$ 200 milhões para o estado do Rio.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

O presidente comentou ainda o leilão que o governo prepara para a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Ele afirmou que o leilão acontecerá e quem apostar diferente vai perder. Lula comentou também o fato de alguns consórcios terem se retirado da disputa, em função do preço da energia elétrica. Para o presidente “teremos o preço justo e não o preço que alguém quer nos impôr”.

Lula também falou sobre a proposta de reajuste das pensões e aposentadorias dos cidadãos que ganham mais de um salário mínimo. Segundo Lula, um acordo foi fechado com as centrais sidicais e, qualquer índice de reajuste diferente daquilo que foi acordado, será preciso que os parlamentares apontem de onde o governo tirará recursos para fazer garantir o aumento.


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Presidente Lula recebe Amadou Toumani Touré, presidente do Mali, em almoço no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula celebrou a justiça e a cooperação solidária ao receber, nesta quinta-feira (8/4), o presidente da República do Mali, Amadou Toumani Touré, em almoço no Palácio Itamaraty, em Brasília, e afirmou que Brasil e África são parceiros na luta contra o protecionismo no comércio internacional. Foi o segundo chefe de Estado africano a ser recebido pelo presidente brasileiro esta semana – ontem Lula recebeu a presidenta da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.

Lula defendeu a conclusão da Rodada de Doha, estabelecendo um regime multilateral de comércio mais justo e equitativo no mundo. Só assim será possível promover o desenvolvimento dos países mais pobres e vulneráveis, afirmou. E aproveitou para citar exemplos de projetos que sirvam realmente para desenvolver os países africanos, como a Fazenda Modelo de Sotuba:

Estamos lançando uma experiência pioneira de fomento à capacidade produtiva do Mali, mas que beneficiará também agricultores de Burkina Faso, Benin e Chade. A primeira colheita de algodão realizada no ano passado comprovou o que já sabíamos: a transformação do cerrado brasileiro em um celeiro nacional tem excelentes perspectivas de se repetir nas savanas africanas.

O Brasil também incentiva projetos na área de biocombustíveis, lembrou o presidente brasileiro, porque Mali tem todas as condições para diversificar sua matriz energética e “reduzir a importação de derivados de petróleo”.

Essas experiências podem e devem ser ampliadas. Por isso, vamos sediar em Brasília, em maio, o Diálogo Brasil e Países Africanos sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:


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Presidente Lula recebe Amadou Toumani Touré, presidente da República do Mali, em almoço no Palácio Itamaraty. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula recebe Amadou Toumani Touré, presidente da República do Mali, em almoço no Palácio Itamaraty. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula celebrou a justiça e a cooperação solidária ao receber, nesta quinta-feira (8/4), o presidente da República do Mali, Amadou Toumani Touré, em almoço no Palácio Itamaraty, em Brasília, e afirmou que Brasil e África são parceiros na luta contra o protecionismo no comércio internacional. Foi o segundo chefe de Estado africano a ser recebido pelo presidente brasileiro esta semana – ontem Lula recebeu a presidenta da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.

Lula defendeu a conclusão da Rodada de Doha, estabelecendo um regime multilateral de comércio mais justo e equitativo no mundo. Só assim será possível promover o desenvolvimento dos países mais pobres e vulneráveis, afirmou. E aproveitou para citar exemplos de projetos que sirvam realmente para desenvolver os países africanos, como a Fazenda Modelo de Sotuba:

Estamos lançando uma experiência pioneira de fomento à capacidade produtiva do Mali, mas que beneficiará também agricultores de Burkina Faso, Benin e Chade. A primeira colheita de algodão realizada no ano passado comprovou o que já sabíamos: a transformação do cerrado brasileiro em um celeiro nacional tem excelentes perspectivas de se repetir nas savanas africanas.

O Brasil também incentiva projetos na área de biocombustíveis, lembrou o presidente brasileiro, porque Mali tem todas as condições para diversificar sua matriz energética e “reduzir a importação de derivados de petróleo”.

Essas experiências podem e devem ser ampliadas. Por isso, vamos sediar em Brasília, em maio, o Diálogo Brasil e Países Africanos sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.


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Presidente Lula em encontro com a presidenta da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula em encontro com a presidenta da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil tem confiança inabalável na África e na extraordinária perspectiva de crescimento do continente, e a Libéria é hoje símbolo das conquistas como construção da paz e consolidação da democracia, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (7/4) em almoço com a presidenta do país africano, Ellen Johnson Sirleaf (primeira mulher a exercer o cargo de chefe de Estado de um país na África), realizado no Palácio Itamaraty em Brasília.

Como a presidenta gosta de dizer, “a Libéria não tem problemas, a Libéria tem desafios”. O Brasil quer ser parceiro na solução desses desafios. O Acordo de Cooperação Técnica que assinamos em 2009 mostra o caminho a seguir. O intercâmbio de equipes técnicas nas áreas de fortalecimento institucional e de saúde aponta o quanto podemos realizar juntos.

O presidente brasileiro lembrou que Brasil e Libéria têm estratégias comuns de combate à fome e à pobreza, com os programas Estratégia Liberiana de Redução da Pobreza e o Fome Zero, e elas devem ser compartilhadas.

Queremos levar para toda a África nosso compromisso de fazer do bem-estar o ponto de partida do desenvolvimento solidário.

Lula citou a construção de fábrica de anti-retrovirais em Moçambique e a ajuda da Embrapa ao pequeno agricultor liberiano como exemplos de cooperação desejada. Defendeu ainda a produção de biocombustíveis na Libéria, que pode ajudar o país africano a multiplicar a geração de renda e empregos.

Essas são as armas dos países em desenvolvimento para vencer uma crise financeira global que golpeou sobretudo os mais vulneráveis. Fazer a economia mundial voltar a crescer, mas de forma sustentável, significa recolocar o tema do desenvolvimento no foco da agenda global. Gerar empregos e derrotar a fome são tarefas inadiáveis num mundo cada vez mais interdependente.

Lula reafirmou sua convicção na necessidade de reforma de organismos internacionais como Banco Mundial e FMI, para que “os países em desenvolvimento possam ter voz ativa na definição de seu futuro”. É esse o compromisso que os países do Bric renovarão em seu encontro em Brasília, semana que vem, e que o Brasil levará às próximas reuniões do G20, lembrou Lula.


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Agenda presidencialA agenda do presidente Lula nesta quarta-feira (7/4) começou às 9 horas com despachos internos em seu gabinete provisório no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Às 9h30 concedeu entrevista ao jornal Diário de São Paulo (Rede Bom Dia) e, em seguida, se reuniu com J. Hawilla, presidente do grupo.

Do CCBB, o presidente Lula segue para o Palácio Itamaraty onde se reunirá com a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, no Palácio Itamaraty. Um almoço será oferecido à chefe de Estado africana.

Após o compromisso no Palácio Itamaraty, o presidente Lula retorna ao CCBB para despachos internos e reuniões com o ministro Nelson Jobim (Defesa) e o governador José Maranhão (Paraíba).


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