Em entrevista que em foi ao ar ontem à noite (21/7) no Jornal da Record (TV Record), o presidente fez uma breve avaliação de seu governo, muitas vezes se emocionando ao falar do carinho do povo e do bom momento do País, e revelou que não pensa em dizer ‘adeus’ quando acabar seu mandato, no dia 31 de dezembro deste ano. “Porque eu vou andar muito pelo Brasil. Eu tenho planos, vou voltar a viajar o Brasil inteiro”, disse ele. A intenção, afirmou o presidente, é reeditar a Caravana da Cidadania pelo Brasil, “para ver o que aconteceu nas coisas”.
Uma coisa é certa: eu aprendi a conviver com esse povo durante tantos anos, que eu utilizava “eu não governo, eu cuido desse povo com o carinho que eu cuido da minha família”.
O presidente Lula se emocionou quando falou do bom momento que o País vive e do orgulho que sentiu quando participou de cerimônia de assinatura de empréstimo do BNDES para uma cooperativa de catadores de papel, em São Paulo. Ao lembrar da reunião que promoveu no Palácio do Planalto com portadores de deficiência visual, chorou:
Eu fiz uma reunião no Palácio do Planalto com os moradores de rua, porque esse Palácio não é só para príncipes, não é só para banqueiros. Eu lembro o dia em que eu trouxe os portadores de deficiência física, porque tinha um debate no Brasil se os cães-guia poderiam entrar em igreja, se os cães-guia poderiam entrar em shopping, se os cães-guia poderiam entrar no metrô, um absurdo! O cão-guia é o olho do cego. Como é que alguém pode deixar o seu olho do lado de fora do shopping ou da igreja? Então, para demonstrar que eles podiam entrar, o que eu fiz? Eu fiz uma reunião dentro do Palácio, com mais de mil pessoas portadoras de deficiência com os seus cachorros. Nenhum cachorro fez nenhum xixi e nenhum cocô dentro do Palácio. Foram embora tranquilamente, guiando os seus donos. Depois, quando eu fiz com os moradores de rua, o discurso deles, o que era? “Presidente, nós não queremos reivindicar nada. Nós só queremos dizer o seguinte: a maior conquista nossa é o fato de a gente estar dentro do Palácio”, coisa que eles jamais pensaram em entrar. (choro emocionado). Acho que eu estou ficando velho…
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Ouça o áudio da íntegra da entrevista:
Confira abaixo os principais trechos da entrevista:
Boas lembranças
Nessa semana toda, a lembrança que vem à minha mente foi o encontro que eu tive com os quase 400 estudantes da periferia, do ProUni que se formaram em Medicina. Você não imagina o… Eu cheguei em casa, eu quase que não conseguia dormir, de ver meninas e meninos pobres da periferia, que jamais poderiam estudar Medicina, por conta do ProUni se formaram, e no ano que vem, se Deus quiser, já estarão fazendo a sua Residência e trabalhando. Foi… se eu morresse naquele dia, para mim já teria valido a pena ter passado pela Terra.
Popularidade
Ora, eu penso que é a relação que eu tenho com o povo. Eu acho que a minha história de vida ajudou muito, e acho que o resultado do que nós estamos fazendo. Uma coisa, Adriana, você sabe, você é jornalista, que se dependesse de alguns jornais, se dependesse de algumas televisões e se dependesse de algumas rádios – eu estou falando “algumas” para não generalizar – eu teria zero na pesquisa.
Relação com a imprensa
Eu não me acho perseguido, nunca. Eu agradeço sempre à imprensa porque eu sou presidente, também, por causa da imprensa. Mesmo quando ela me criticava, ela falava o meu nome. Mas, mas, como jornalista, você sabe que nós não somos tratados, na minha opinião, até com o respeito que deveríamos ser tratados, muitas vezes, e eu nunca me queixei. Nunca, nunca trouxe aqui na minha sala um dono de televisão, de rádio ou de jornal para me queixar.
(…) Aliás, eu duvido que este país já tenha vivido um momento de democracia, como ele vive hoje. E o governo, muitas vezes, é ofendido, a figura do presidente é ofendida, a figura do vice é ofendida, a figura de ministro é ofendida. E eu digo: Oh, ninguém deve assimilar o ódio, porque se a gente tiver o mesmo ódio que eles têm de nós, a gente vai ter azia, vai ter gastrite, a gente não vai dormir. Deixa eles ficarem com insônia, e vamos nós continuar trabalhando. Então, quando as políticas públicas dão resultado, Adriana, não tem jeito.
Vida pós-mandato
Eu só não quero participar de mais reunião de partido político. Pelo amor de Deus! Eu estraguei tantos sábados da minha vida fazendo reunião. Sábado de sol, que eu saía para a reunião do PT; sábado de sol que eu saía para reunião da CUT; sábado de sol que eu saía para a reunião do sindicato, minha mulher, em casa com as crianças: “Vamos não sei para onde, vamos para a represa, vamos para a praia, vamos não sei para onde”, e eu não fui. Então, isso eu não faço mais. Eu, agora, posso participar, até dia de semana, de reunião, mas pelo amor de Deus, não me convoquem mais para uma reunião de domingo, não.
Momento do adeus
Então deixa eu te contar uma coisa: eu não penso em dizer adeus. Porque eu vou andar muito pelo Brasil. Eu vou… eu tenho planos, eu vou voltar a viajar o Brasil inteiro. Ou seja, cada estado deste país eu vou voltar a visitar. Eu tenho vontade de voltar a fazer caravana para ver o que aconteceu nas coisas. Ou seja, eu quero voltar a andar. Uma coisa é certa: eu aprendi a conviver com esse povo durante tantos anos, que eu utilizava “eu não governo, eu cuido desse povo com o carinho que eu cuido da minha família.
O bom momento do Brasil
Eu acho que o Brasil, hoje, se encontrou consigo mesmo. De quem é a responsabilidade? Eu acho que é do povo brasileiro, das pessoas que acreditaram, das pessoas que trabalharam, das pessoas que tiveram fé. Eu fui apenas o encarregado, muitas vezes, de tornar prática aquilo que eu aprendi nas 70 conferências nacionais que eu fiz. Eu fiz conferência com tudo o que você possa imaginar, neste país. O orgulho do dia em que embaixo daquela ponte, lá no Glicério, eu vi o BNDES assinar o empréstimo de R$ 200 milhões para a cooperativa de catadores de papel, aí eu falei: agora sim, este país (choro emocionado).
(…) Eu acho que é o… é o clima do reconhecimento de que as pessoas passaram a perceber que o Brasil é delas. Eu fiz uma reunião no Palácio do Planalto com os moradores de rua, porque esse Palácio não é só para príncipes, não é só para banqueiros. Eu lembro o dia em que eu trouxe os portadores de deficiência física, porque tinha um debate no Brasil se os cães-guia poderiam entrar em igreja, se os cães-guia poderiam entrar em shopping, se os cães-guia poderiam entrar no metrô, um absurdo! O cão-guia é o olho do cego. Como é que alguém pode deixar o seu olho do lado de fora do shopping ou da igreja? Então, para demonstrar que eles podiam entrar, o que eu fiz? Eu fiz uma reunião dentro do Palácio, com mais de mil pessoas portadoras de deficiência com os seus cachorros. Nenhum cachorro fez nenhum xixi e nenhum cocô dentro do Palácio. Foram embora tranquilamente, guiando os seus donos. Depois, quando eu fiz com os moradores de rua, o discurso deles, o que era? “Presidente, nós não queremos reivindicar nada. Nós só queremos dizer o seguinte: a maior conquista nossa é o fato de a gente estar dentro do Palácio”, coisa que eles jamais pensaram em entrar. (choro emocionado). Acho que eu estou ficando velho…
Maior erro
Eu acho que o meu maior erro foi o meu maior acerto, ou seja, eu errei na campanha de [19]89, sobretudo naquele último debate. Eu passei praticamente 28 horas sem dormir antes do debate, o que era um crime para qualquer debatedor minimamente experiente, e eu perdi aquelas eleições. Eu agradeço a Deus de não ter ganhado em 89 e ter ganhado somente em 2002, porque eu estava mais maduro, mais calejado, mais preparado, eu estava mais no ponto, possivelmente, se eu tivesse vindo tão cedo, eu não tivesse tido condições de fazer tudo que nós fizemos agora.
Serra e as Farc
Jornalista: O senhor gostaria de falar com o candidato José Serra sobre essa
afirmação que ele fez da ligação do PT com as Farc?
Presidente: Eu estou falando via você. Espero que ele ouça.
Jornalista: Pessoalmente?
Presidente: Espero que ele tenha abertura suficiente para ver outro canal de televisão. Espero que ele utilize o controle remoto e mude de canal, para ele ver que tem coisa acontecendo, que ele está equivocado, ele está muito equivocado. Eu tenho acompanhado algumas críticas dele, que eu acho que ele não pensa aquilo, eu acho que ele não acredita naquilo. E se ele tem algum assessor orientando ele, esse assessor não é tão amigo dele, porque está no caminho errado.
Receita Federal e quebra de sigilo
A Receita Federal é intocável. Até para o presidente da República, a Receita Federal é tão intocável que, se eu pedir a declaração do meu pior inimigo, a Receita precisa me denunciar. Somente assim a gente vai garantir a manutenção do processo democrático deste país. A Receita Federal não pode estar a serviço de A, B ou C. A Receita Federal tem que estar a serviço do sigilo que este país precisa sobre as declarações das pessoas.
(…) Eu posso te garantir uma coisa, Adriana – é como se eu estivesse falando para a minha mulher, para o meu filho ou para a minha mãe, que é a pessoa que eu mais adoro: se eu tiver informação de que alguém da Receita Federal vazou a declaração do Eduardo Jorge ou a de qualquer outra pessoa neste país, esse cidadão será exonerado a bem do Serviço Público, uma hora antes. Porque, senão, a gente não garante a democracia neste país. E todo mundo que me conhece sabe, inclusive os meus adversários sabem: eu posso ter todo o defeito do mundo. Agora, tem uma coisa que eu não abro mão, que é a lealdade no meu comportamento em relação às pessoas. É isso.
Preconceito
Eu não era Presidente, uma vez eu estava em um bar em São Paulo, eu fui entrando para jantar, aí eu passei em uma mesa, uma mulher falou para a outra assim: “Não sei por que ele diz que é representante dos trabalhadores e vem comer aqui”. Aí, um amigo meu que estava atrás perguntou para a mulher: “É a senhora que vai pagar?” Ela falou: “Não”. “Então não se incomode”. O preconceito é uma doença. Então, eu sou agradecido ao povo brasileiro por não ter tido preconceito com relação a mim, sabe. Eu sou agradecido a todos aqueles que um dia acreditaram que era possível a gente chegar ao estágio em que nós estamos, conquistar as Olimpíadas.
Comparação com FHC
Eu reconheço que teve a ajuda da Era Getúlio Vargas, da Era dom Pedro… Todo mundo fez um pouco neste país. Alguns jogaram fora o que fizeram, alguns jogaram fora. Eu até… até… eu não gosto mais de fazer comparação com a Era do Fernando Henrique Cardoso, porque ele sofre demais. Acho que nem os governadores dele vão colocar ele defendendo a Era dele na televisão, nem isso eles vão fazer. Porque eu topo discutir qualquer número, mostrar na televisão os números: o que era o Banco do Brasil, o que é hoje; o que era a Caixa Econômica, o que é hoje; o que era o BNDES, o que é hoje; o que era o crédito; o que era a agricultura familiar, o que é hoje… Sabe? Nós podemos discutir qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa. Por quê? Porque eu acho que nós tomamos como decisão incluir mais gente na cidadania brasileira. O Brasil não poderia continuar sendo governado para 35 milhões de pessoas.
(…) Então, eu acho que o Fernando Henrique Cardoso teve um momento importante, o primeiro mandato do Fernando Henrique Cardoso, o Plano Real foi importante, a URV, que nós, equivocadamente… eu falei mal, fiz uma campanha falando mal. Mas onde foi o suicídio político? O suicídio político foi, primeiro, a tese da reeleição e, segundo, não se dar conta do câmbio, não fazer a mudança do câmbio, por conta da eleição de [19]98. E este que vos fala não deixará de tomar nenhuma medida, por mais que ela seja dura para mim mesmo, por causa de uma eleição. A nação vale mais do que uma eleição. A eleição é uma coisa passageira e a nação é eterna.
Multas da Justiça eleitoral
Olha, veja, eu acho que a Justiça deve ter suas razões para entender que eu desrespeito a Lei quando eu falo o nome de um candidato. E, outro dia, eu culpei o próprio Congresso Nacional, que precisava definir melhor as regras do processo eleitoral. Eu vou lhe contar um episódio, para não ficar falando de pessoas. Quando eu criei a Olimpíada de Matemática, em 2005, foi um sucesso, se inscreveram 10 milhões de pessoas. No ano de 2006 tinha eleição presidencial. Ora, eu não estava fazendo propaganda minha, eu estava fazendo propaganda, que era um cartaz dizendo: “Matricule-se para participar da Olimpíada de Matemática”. A Justiça, simplesmente, proibiu aquilo.
Lei eleitoral
Eu não acho que a Lei é rígida, o juiz interpreta a lei que é feita pelo Congresso Nacional. Eu acho que quem tem que ser mais claro é o Congresso Nacional, e eu tenho conversado muito com os deputados sobre isso. Veja, eu jamais, jamais, até porque eu sei da responsabilidade que eu tenho como Presidente da República, e eu sei o exemplo que eu devo ser para a nação brasileira, eu jamais iria fazer qualquer coisa para desrespeitar a lei. Ou seja, eu tenho tentado me portar dentro do limite daquilo que eu recebo orientação dos meus advogados: “Isso pode, isso não pode”, e falar. E, muitas vezes, mesmo aquilo que dizem que eu posso, eu não posso, no entendimento de um juiz. Quando ele toma a decisão, nós entramos com recurso e vamos julgar, para ver o que acontece. Eu, jamais me passou pela cabeça, nem quando eu não era Presidente, muito menos como Presidente, desrespeitar a Lei Eleitoral, até porque se eu der esse exemplo eu vou garantir que ninguém mais queira respeitar coisa nenhuma neste país. E eu acho que o Poder Judiciário é um dos pilares, um dos sustentáculos da garantia democrática deste país.
Juros
Nós colocamos meta de inflação. Nós temos como instrumento de controlar a inflação, quando ela começa a dar sinais de crescimento, você diminuir um pouco a demanda. Então, você tem que aumentar um pouco a taxa de juros. Se a gente não gostar disso, você tem que mudar. E até agora, nós achamos que deu certo no Brasil, que não precisa mudar, porque… O que é engraçado, no Brasil, é que você tem mais de 60% dos juros do mercado não está por conta da taxa Selic. Você pega todo o dinheiro que o BNDES tem para emprestar, da Caixa Econômica Federal, toda a agricultura, ninguém é financiado pela taxa Selic, é tudo juro muito mais barato. E a economia está dando certo. Então, eu tenho confiança no Banco Central, tenho confiança no Meirelles, e acho que ele tem que ter autonomia para tomar as decisões corretas. E nesses oito anos, a verdade é que nós acertamos mais que erramos. Quando alguém pergunta para mim: “O juro está alto?” Eu pergunto: Meu Deus do céu, quando eu cheguei aqui esse juro estava em quase 26%. Ele está bem menos do que estava naquela época, e eu acho que ele pode cair mais. Mas para ele cair mais, nós precisamos estabilizar mais a economia e garantir o fim da cultura inflacionária no Brasil.
Sucessor de Dunga
Eu tenho quatro pessoas que eu respeito e gosto: Eu tenho o Felipão, que é o que nos traz a imagem de maior saudade, porque foi campeão em 2002; eu tenho o Luxemburgo, que eu acho sempre um grande técnico brasileiro; tem o Muricy, que ganhou tantos títulos pelo São Paulo e está agora recuperando o Fluminense; e tem o Mano Menezes, do meu Coringão, que eu não gostaria que ele deixasse o Coringão agora.
(…) hoje, eu, sinceramente, votaria no Felipão. Agora, o Felipão está com um problema, que ele tem contrato com o Palmeiras até 2012, e a Seleção não pode ficar esperando, porque tem que ter um técnico já, porque tem que formar a Seleção de 2014. Nós precisamos começar a convocar meninos de 21 anos, de 20, de 19, de 22, para quando chegar à Copa ele estar com 25, 26 anos, estar maduro e preparado. Então, a gente não pode… Tem muitos jogadores que disputaram essa Copa que estarão com a chuteira pendurada, já em 2014. Então, o técnico que for chamado agora será… ele não vai convocar, ele vai formar a Seleção brasileira. É diferente. Então, ele tem que ser menos mandão e mais líder, porque é diferente. O cara mandão é aquele cara que você tem medo, o líder é aquele cara que você respeita. Então, eu acho que o Felipão ficaria bem.
Custo da Copa 2014
O governo federal tem investimentos em mobilidade urbana, em saneamento básico, em quase tudo que for de infraestrutura o governo federal quer ter uma participação muito forte; o governo do estado também, e o governo federal. Ainda nesta semana foi assinado entre os entes federados – todas as cidades
que vão ter a Copa do Mundo e todos os estados – um pacto, um compromisso do que cada um vai ter de responsabilidade, porque dessa vez a gente quer fazer uma coisa que seja exemplar para o Brasil. Aquilo que for necessário gastar, nós vamos gastar para fazer a melhor Copa do Mundo que o mundo já viu, sem precisar, sem precisar fazer nada que seja “elefante branco”. Fazendo apenas as coisas necessárias para dar seriedade, sobretudo a qualidade dos
campos de futebol.
Investimentos em infraestrutura
Duvido que nos últimos 30 anos as grandes empresas brasileiras tiveram 50% do que têm de obra, hoje, neste país. Com um agravante: recebem em dia. Eu vou lhe dar um número, apenas. Quando eu cheguei aqui, o Ministério dos Transportes tinha apenas 1 bilhão por ano. Sabe quanto nós temos neste ano, fora o PAC? Treze bilhões. Você sabe quantos quilômetros foram feitos, da Ferrovia Norte-Sul, em 17 anos? Duzentos e quinze. Só no meu governo nós vamos fazer 1.300 quilômetros. Agora estamos fazendo a Transnordestina, que são 1.900 quilômetros. Vamos, ainda neste ano, lançar a pedra fundamental da Oeste-Leste, ligando Ilhéus à Ferrovia Norte-Sul. Vamos terminar até Palmas a Ferrovia Norte-Sul, e vamos levar até Estrela d’Oeste, em São Paulo, para que a gente possa interligar do Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos. Nunca, depois do Geisel, que foi o último presidente a fazer investimento em infraestrutura e endividou o Brasil porque teve que tomar dinheiro emprestado, e tomou dinheiro emprestado a 3% de juros ao ano/dólar, e depois o Paul Volcker, para arrumar a economia americana elevou o dólar para 21% de juros, e aí o Brasil quebrou. Depois do governo Geisel, nenhum presidente, mais,
conseguiu infraestrutura, do que nós estamos fazendo neste momento.
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