Entries tagged with “”.


A avenida Perimetral do Rio de Janeiro, que passa por cima da área portuária da cidade, ligando o Aterro do Flamengo à Ponte Rio-Niterói e à avenida Brasil, foi “derrubada” simbolicamente pelo presidente Lula nesta segunda-feira (27/12) em encontro com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Uma maquete colocada montada sobre uma mesa na sala de reuniões do terceiro andar do Palácio do Planalto desmontou após um golpe de marreta do presidente. Na prática, conforme contou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o ato marcou o processo de reurbanização do porto carioca, cuja as obras devem estar concluídas em 2016, às vésperas do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Paes deu ao presidente Lula uma placa alusiva ao lançamento da pedra fundamental e explicou a cerimônia como uma forma de homenagear o governo federal que muito fez pela capital fluinense. “Já que o preidente Lula não pode ir a avenida Perimetral, trouxemos a Perimetral até aqui…” disse.

Na primeira etapa, o município terá o repasse de R$ 900 milhões. Neste periodo de seis anos, a União vai liberar cera de R$ 4 bilhões. O projeto de remodelação da região portuária tem quatro décadas. O prefeito explicou que há dois anos as mudanças na região portuária começaram a se tornar viáveis.

“É o momento mais importante da história do Rio”, afirmou o prefeito carioca.


1 Comentário

Foi o profissionalismo no esporte brasileiro o grande responsável pelo País conquistar o direito de fazer os Jogos Olímpicos de 2016. Essa foi a tônica do discurso do presidente Lula nesta segunda-feira (20/12), na cerimônia de entrega do prêmio Brasil Olímpico, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Em um rápido discurso, Lula afirmou que uma de suas metas foi lutar para transformar o esporte em “um instrumento de desenvolvimento do País” e que é uma grande alegria pessoal perceber a contribuição do esporte para o fortalecimento da autoestima do povo brasileiro.

“Nós jogamos fora o complexo de vira-latas que Nelson Rodrigues tanto dizia que nós tínhamos e nós resolvemos ser cidadãos e cidadãs com direito a fazer uma Olimpíada no Brasil.”

Ao citar o Rio de Janeiro como exemplo, Lula lembrou da importância do fortalecimento do relacionamento entre os entes federados e definiu como um milagre o trabalho conjunto que exerceu em seu governo com os estados e municípios, indispnesável para “a gente, em um curto espaço de tempo, possa mudar a cara dos estados brasileiros e, portanto, mudar a vida do povo”.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Em tom de descontração, Lula disse ao presidente do Comitê Olímpico Brasileiro que, caso exista “alguma modalidade de terceira idade nas Olimpíadas”, ele se habilita a participar, “pois tem pique de um rapaz de 30 anos”.

O Prêmio Brasil Olímpico é promovido anualmente para homenagear os melhores atletas do ano. A escolha dos esportistas, em cada uma das 47 modalidades e a definição dos três indicados em cada categoria (masculina e feminina), é realizada por um júri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. A partir deste ano, além de atletas individuais, também concorreram ao Troféu Melhor do Ano no Esporte equipes, times, técnicos, duplas, trios ou quadras.


Comente!

Em entrevista que em foi ao ar ontem à noite (21/7) no Jornal da Record (TV Record), o presidente fez uma breve avaliação de seu governo, muitas vezes se emocionando ao falar do carinho do povo e do bom momento do País, e revelou que não pensa em dizer ‘adeus’ quando acabar seu mandato, no dia 31 de dezembro deste ano. “Porque eu vou andar muito pelo Brasil. Eu tenho planos, vou voltar a viajar o Brasil inteiro”, disse ele. A intenção, afirmou o presidente, é reeditar a Caravana da Cidadania pelo Brasil, “para ver o que aconteceu nas coisas”.

Uma coisa é certa: eu aprendi a conviver com esse povo durante tantos anos, que eu utilizava “eu não governo, eu cuido desse povo com o carinho que eu cuido da minha família”.

O presidente Lula se emocionou quando falou do bom momento que o País vive e do orgulho que sentiu quando participou de cerimônia de assinatura de empréstimo do BNDES para uma cooperativa de catadores de papel, em São Paulo. Ao lembrar da reunião que promoveu no Palácio do Planalto com portadores de deficiência visual, chorou:

Eu fiz uma reunião no Palácio do Planalto com os moradores de rua, porque esse Palácio não é só para príncipes, não é só para banqueiros. Eu lembro o dia em que eu trouxe os portadores de deficiência física, porque tinha um debate no Brasil se os cães-guia poderiam entrar em igreja, se os cães-guia poderiam entrar em shopping, se os cães-guia poderiam entrar no metrô, um absurdo! O cão-guia é o olho do cego. Como é que alguém pode deixar o seu olho do lado de fora do shopping ou da igreja? Então, para demonstrar que eles podiam entrar, o que eu fiz? Eu fiz uma reunião dentro do Palácio, com mais de mil pessoas portadoras de deficiência com os seus cachorros. Nenhum cachorro fez nenhum xixi e nenhum cocô dentro do Palácio. Foram embora tranquilamente, guiando os seus donos. Depois, quando eu fiz com os moradores de rua, o discurso deles, o que era? “Presidente, nós não queremos reivindicar nada. Nós só queremos dizer o seguinte: a maior conquista nossa é o fato de a gente estar dentro do Palácio”, coisa que eles jamais pensaram em entrar. (choro emocionado). Acho que eu estou ficando velho…

Para ler a íntegra da transcrição, clique aqui.

Ouça o áudio da íntegra da entrevista:

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Boas lembranças

Nessa semana toda, a lembrança que vem à minha mente foi o encontro que eu tive com os quase 400 estudantes da periferia, do ProUni que se formaram em Medicina. Você não imagina o… Eu cheguei em casa, eu quase que não conseguia dormir, de ver meninas e meninos pobres da periferia, que jamais poderiam estudar Medicina, por conta do ProUni se formaram, e no ano que vem, se Deus quiser, já estarão fazendo a sua Residência e trabalhando. Foi… se eu morresse naquele dia, para mim já teria valido a pena ter passado pela Terra.

Popularidade

Ora, eu penso que é a relação que eu tenho com o povo. Eu acho que a minha história de vida ajudou muito, e acho que o resultado do que nós estamos fazendo. Uma coisa, Adriana, você sabe, você é jornalista, que se dependesse de alguns jornais, se dependesse de algumas televisões e se dependesse de algumas rádios – eu estou falando “algumas” para não generalizar – eu teria zero na pesquisa.

Relação com a imprensa

Eu não me acho perseguido, nunca. Eu agradeço sempre à imprensa porque eu sou presidente, também, por causa da imprensa. Mesmo quando ela me criticava, ela falava o meu nome. Mas, mas, como jornalista, você sabe que nós não somos tratados, na minha opinião, até com o respeito que deveríamos ser tratados, muitas vezes, e eu nunca me queixei. Nunca, nunca trouxe aqui na minha sala um dono de televisão, de rádio ou de jornal para me queixar.

(…) Aliás, eu duvido que este país já tenha vivido um momento de democracia, como ele vive hoje. E o governo, muitas vezes, é ofendido, a figura do presidente é ofendida, a figura do vice é ofendida, a figura de ministro é ofendida. E eu digo: Oh, ninguém deve assimilar o ódio, porque se a gente tiver o mesmo ódio que eles têm de nós, a gente vai ter azia, vai ter gastrite, a gente não vai dormir. Deixa eles ficarem com insônia, e vamos nós continuar trabalhando. Então, quando as políticas públicas dão resultado, Adriana, não tem jeito.

Vida pós-mandato

Eu só não quero participar de mais reunião de partido político. Pelo amor de Deus! Eu estraguei tantos sábados da minha vida fazendo reunião. Sábado de sol, que eu saía para a reunião do PT; sábado de sol que eu saía para reunião da CUT; sábado de sol que eu saía para a reunião do sindicato, minha mulher, em casa com as crianças: “Vamos não sei para onde, vamos para a represa, vamos para a praia, vamos não sei para onde”, e eu não fui. Então, isso eu não faço mais. Eu, agora, posso participar, até dia de semana, de reunião, mas pelo amor de Deus, não me convoquem mais para uma reunião de domingo, não.

Momento do adeus

Então deixa eu te contar uma coisa: eu não penso em dizer adeus. Porque eu vou andar muito pelo Brasil. Eu vou… eu tenho planos, eu vou voltar a viajar o Brasil inteiro. Ou seja, cada estado deste país eu vou voltar a visitar. Eu tenho vontade de voltar a fazer caravana para ver o que aconteceu nas coisas. Ou seja, eu quero voltar a andar. Uma coisa é certa: eu aprendi a conviver com esse povo durante tantos anos, que eu utilizava “eu não governo, eu cuido desse povo com o carinho que eu cuido da minha família.

O bom momento do Brasil

Eu acho que o Brasil, hoje, se encontrou consigo mesmo. De quem é a responsabilidade? Eu acho que é do povo brasileiro, das pessoas que acreditaram, das pessoas que trabalharam, das pessoas que tiveram fé. Eu fui apenas o encarregado, muitas vezes, de tornar prática aquilo que eu aprendi nas 70 conferências nacionais que eu fiz. Eu fiz conferência com tudo o que você possa imaginar, neste país. O orgulho do dia em que embaixo daquela ponte, lá no Glicério, eu vi o BNDES assinar o empréstimo de R$ 200 milhões para a cooperativa de catadores de papel, aí eu falei: agora sim, este país (choro emocionado).

(…) Eu acho que é o… é o clima do reconhecimento de que as pessoas passaram a perceber que o Brasil é delas. Eu fiz uma reunião no Palácio do Planalto com os moradores de rua, porque esse Palácio não é só para príncipes, não é só para banqueiros. Eu lembro o dia em que eu trouxe os portadores de deficiência física, porque tinha um debate no Brasil se os cães-guia poderiam entrar em igreja, se os cães-guia poderiam entrar em shopping, se os cães-guia poderiam entrar no metrô, um absurdo! O cão-guia é o olho do cego. Como é que alguém pode deixar o seu olho do lado de fora do shopping ou da igreja? Então, para demonstrar que eles podiam entrar, o que eu fiz? Eu fiz uma reunião dentro do Palácio, com mais de mil pessoas portadoras de deficiência com os seus cachorros. Nenhum cachorro fez nenhum xixi e nenhum cocô dentro do Palácio. Foram embora tranquilamente, guiando os seus donos. Depois, quando eu fiz com os moradores de rua, o discurso deles, o que era? “Presidente, nós não queremos reivindicar nada. Nós só queremos dizer o seguinte: a maior conquista nossa é o fato de a gente estar dentro do Palácio”, coisa que eles jamais pensaram em entrar. (choro emocionado). Acho que eu estou ficando velho…

Maior erro

Eu acho que o meu maior erro foi o meu maior acerto, ou seja, eu errei na campanha de [19]89, sobretudo naquele último debate. Eu passei praticamente 28 horas sem dormir antes do debate, o que era um crime para qualquer debatedor minimamente experiente, e eu perdi aquelas eleições. Eu agradeço a Deus de não ter ganhado em 89 e ter ganhado somente em 2002, porque eu estava mais maduro, mais calejado, mais preparado, eu estava mais no ponto, possivelmente, se eu tivesse vindo tão cedo, eu não tivesse tido condições de fazer tudo que nós fizemos agora.

Serra e as Farc

Jornalista: O senhor gostaria de falar com o candidato José Serra sobre essa
afirmação que ele fez da ligação do PT com as Farc?

Presidente: Eu estou falando via você. Espero que ele ouça.

Jornalista: Pessoalmente?

Presidente: Espero que ele tenha abertura suficiente para ver outro canal de televisão. Espero que ele utilize o controle remoto e mude de canal, para ele ver que tem coisa acontecendo, que ele está equivocado, ele está muito equivocado. Eu tenho acompanhado algumas críticas dele, que eu acho que ele não pensa aquilo, eu acho que ele não acredita naquilo. E se ele tem algum assessor orientando ele, esse assessor não é tão amigo dele, porque está no caminho errado.

Receita Federal e quebra de sigilo

A Receita Federal é intocável. Até para o presidente da República, a Receita Federal é tão intocável que, se eu pedir a declaração do meu pior inimigo, a Receita precisa me denunciar. Somente assim a gente vai garantir a manutenção do processo democrático deste país. A Receita Federal não pode estar a serviço de A, B ou C. A Receita Federal tem que estar a serviço do sigilo que este país precisa sobre as declarações das pessoas.

(…) Eu posso te garantir uma coisa, Adriana – é como se eu estivesse falando para a minha mulher, para o meu filho ou para a minha mãe, que é a pessoa que eu mais adoro: se eu tiver informação de que alguém da Receita Federal vazou a declaração do Eduardo Jorge ou a de qualquer outra pessoa neste país, esse cidadão será exonerado a bem do Serviço Público, uma hora antes. Porque, senão, a gente não garante a democracia neste país. E todo mundo que me conhece sabe, inclusive os meus adversários sabem: eu posso ter todo o defeito do mundo. Agora, tem uma coisa que eu não abro mão, que é a lealdade no meu comportamento em relação às pessoas. É isso.

Preconceito

Eu não era Presidente, uma vez eu estava em um bar em São Paulo, eu fui entrando para jantar, aí eu passei em uma mesa, uma mulher falou para a outra assim: “Não sei por que ele diz que é representante dos trabalhadores e vem comer aqui”. Aí, um amigo meu que estava atrás perguntou para a mulher: “É a senhora que vai pagar?” Ela falou: “Não”. “Então não se incomode”. O preconceito é uma doença. Então, eu sou agradecido ao povo brasileiro por não ter tido preconceito com relação a mim, sabe. Eu sou agradecido a todos aqueles que um dia acreditaram que era possível a gente chegar ao estágio em que nós estamos, conquistar as Olimpíadas.

Comparação com FHC

Eu reconheço que teve a ajuda da Era Getúlio Vargas, da Era dom Pedro… Todo mundo fez um pouco neste país. Alguns jogaram fora o que fizeram, alguns jogaram fora. Eu até… até… eu não gosto mais de fazer comparação com a Era do Fernando Henrique Cardoso, porque ele sofre demais. Acho que nem os governadores dele vão colocar ele defendendo a Era dele na televisão, nem isso eles vão fazer. Porque eu topo discutir qualquer número, mostrar na televisão os números: o que era o Banco do Brasil, o que é hoje; o que era a Caixa Econômica, o que é hoje; o que era o BNDES, o que é hoje; o que era o crédito; o que era a agricultura familiar, o que é hoje… Sabe? Nós podemos discutir qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa. Por quê? Porque eu acho que nós tomamos como decisão incluir mais gente na cidadania brasileira. O Brasil não poderia continuar sendo governado para 35 milhões de pessoas.

(…) Então, eu acho que o Fernando Henrique Cardoso teve um momento importante, o primeiro mandato do Fernando Henrique Cardoso, o Plano Real foi importante, a URV, que nós, equivocadamente… eu falei mal, fiz uma campanha falando mal. Mas onde foi o suicídio político? O suicídio político foi, primeiro, a tese da reeleição e, segundo, não se dar conta do câmbio, não fazer a mudança do câmbio, por conta da eleição de [19]98. E este que vos fala não deixará de tomar nenhuma medida, por mais que ela seja dura para mim mesmo, por causa de uma eleição. A nação vale mais do que uma eleição. A eleição é uma coisa passageira e a nação é eterna.

Multas da Justiça eleitoral

Olha, veja, eu acho que a Justiça deve ter suas razões para entender que eu desrespeito a Lei quando eu falo o nome de um candidato. E, outro dia, eu culpei o próprio Congresso Nacional, que precisava definir melhor as regras do processo eleitoral. Eu vou lhe contar um episódio, para não ficar falando de pessoas. Quando eu criei a Olimpíada de Matemática, em 2005, foi um sucesso, se inscreveram 10 milhões de pessoas. No ano de 2006 tinha eleição presidencial. Ora, eu não estava fazendo propaganda minha, eu estava fazendo propaganda, que era um cartaz dizendo: “Matricule-se para participar da Olimpíada de Matemática”. A Justiça, simplesmente, proibiu aquilo.

Lei eleitoral

Eu não acho que a Lei é rígida, o juiz interpreta a lei que é feita pelo Congresso Nacional. Eu acho que quem tem que ser mais claro é o Congresso Nacional, e eu tenho conversado muito com os deputados sobre isso. Veja, eu jamais, jamais, até porque eu sei da responsabilidade que eu tenho como Presidente da República, e eu sei o exemplo que eu devo ser para a nação brasileira, eu jamais iria fazer qualquer coisa para desrespeitar a lei. Ou seja, eu tenho tentado me portar dentro do limite daquilo que eu recebo orientação dos meus advogados: “Isso pode, isso não pode”, e falar. E, muitas vezes, mesmo aquilo que dizem que eu posso, eu não posso, no entendimento de um juiz. Quando ele toma a decisão, nós entramos com recurso e vamos julgar, para ver o que acontece. Eu, jamais me passou pela cabeça, nem quando eu não era Presidente, muito menos como Presidente, desrespeitar a Lei Eleitoral, até porque se eu der esse exemplo eu vou garantir que ninguém mais queira respeitar coisa nenhuma neste país. E eu acho que o Poder Judiciário é um dos pilares, um dos sustentáculos da garantia democrática deste país.

Juros

Nós colocamos meta de inflação. Nós temos como instrumento de controlar a inflação, quando ela começa a dar sinais de crescimento, você diminuir um pouco a demanda. Então, você tem que aumentar um pouco a taxa de juros. Se a gente não gostar disso, você tem que mudar. E até agora, nós achamos que deu certo no Brasil, que não precisa mudar, porque… O que é engraçado, no Brasil, é que você tem mais de 60% dos juros do mercado não está por conta da taxa Selic. Você pega todo o dinheiro que o BNDES tem para emprestar, da Caixa Econômica Federal, toda a agricultura, ninguém é financiado pela taxa Selic, é tudo juro muito mais barato. E a economia está dando certo. Então, eu tenho confiança no Banco Central, tenho confiança no Meirelles, e acho que ele tem que ter autonomia para tomar as decisões corretas. E nesses oito anos, a verdade é que nós acertamos mais que erramos. Quando alguém pergunta para mim: “O juro está alto?” Eu pergunto: Meu Deus do céu, quando eu cheguei aqui esse juro estava em quase 26%. Ele está bem menos do que estava naquela época, e eu acho que ele pode cair mais. Mas para ele cair mais, nós precisamos estabilizar mais a economia e garantir o fim da cultura inflacionária no Brasil.

Sucessor de Dunga

Eu tenho quatro pessoas que eu respeito e gosto: Eu tenho o Felipão, que é o que nos traz a imagem de maior saudade, porque foi campeão em 2002; eu tenho o Luxemburgo, que eu acho sempre um grande técnico brasileiro; tem o Muricy, que ganhou tantos títulos pelo São Paulo e está agora recuperando o Fluminense; e tem o Mano Menezes, do meu Coringão, que eu não gostaria que ele deixasse o Coringão agora.

(…) hoje, eu, sinceramente, votaria no Felipão. Agora, o Felipão está com um problema, que ele tem contrato com o Palmeiras até 2012, e a Seleção não pode ficar esperando, porque tem que ter um técnico já, porque tem que formar a Seleção de 2014. Nós precisamos começar a convocar meninos de 21 anos, de 20, de 19, de 22, para quando chegar à Copa ele estar com 25, 26 anos, estar maduro e preparado. Então, a gente não pode… Tem muitos jogadores que disputaram essa Copa que estarão com a chuteira pendurada, já em 2014. Então, o técnico que for chamado agora será… ele não vai convocar, ele vai formar a Seleção brasileira. É diferente. Então, ele tem que ser menos mandão e mais líder, porque é diferente. O cara mandão é aquele cara que você tem medo, o líder é aquele cara que você respeita. Então, eu acho que o Felipão ficaria bem.

Custo da Copa 2014

O governo federal tem investimentos em mobilidade urbana, em saneamento básico, em quase tudo que for de infraestrutura o governo federal quer ter uma participação muito forte; o governo do estado também, e o governo federal. Ainda nesta semana foi assinado entre os entes federados – todas as cidades
que vão ter a Copa do Mundo e todos os estados – um pacto, um compromisso do que cada um vai ter de responsabilidade, porque dessa vez a gente quer fazer uma coisa que seja exemplar para o Brasil. Aquilo que for necessário gastar, nós vamos gastar para fazer a melhor Copa do Mundo que o mundo já viu, sem precisar, sem precisar fazer nada que seja “elefante branco”. Fazendo apenas as coisas necessárias para dar seriedade, sobretudo a qualidade dos
campos de futebol.

Investimentos em infraestrutura

Duvido que nos últimos 30 anos as grandes empresas brasileiras tiveram 50% do que têm de obra, hoje, neste país. Com um agravante: recebem em dia. Eu vou lhe dar um número, apenas. Quando eu cheguei aqui, o Ministério dos Transportes tinha apenas 1 bilhão por ano. Sabe quanto nós temos neste ano, fora o PAC? Treze bilhões. Você sabe quantos quilômetros foram feitos, da Ferrovia Norte-Sul, em 17 anos? Duzentos e quinze. Só no meu governo nós vamos fazer 1.300 quilômetros. Agora estamos fazendo a Transnordestina, que são 1.900 quilômetros. Vamos, ainda neste ano, lançar a pedra fundamental da Oeste-Leste, ligando Ilhéus à Ferrovia Norte-Sul. Vamos terminar até Palmas a Ferrovia Norte-Sul, e vamos levar até Estrela d’Oeste, em São Paulo, para que a gente possa interligar do Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos. Nunca, depois do Geisel, que foi o último presidente a fazer investimento em infraestrutura e endividou o Brasil porque teve que tomar dinheiro emprestado, e tomou dinheiro emprestado a 3% de juros ao ano/dólar, e depois o Paul Volcker, para arrumar a economia americana elevou o dólar para 21% de juros, e aí o Brasil quebrou. Depois do governo Geisel, nenhum presidente, mais,
conseguiu infraestrutura, do que nós estamos fazendo neste momento.


1 Comentário

O governo federal concluiu, nesta segunda-feira (19/7), a etapa de investimentos em infraestrutura para a Copa do Mundo 2014. Em cerimônia no Palácio Itamaraty, em Brasília, com participação dos governadores e prefeitos das cidades-sede da competição internacional foram anunciados investimentos de R$ 5,15 bilhões para obras em 13 aeroportos e mais R$ 740 milhões para sete portos brasileiros. Com isso, conclui-se a etapa de infraestrutura para o campeonato. Na mesma solenidade, o presidente Lula assinou medida provisória que permite aos municípios obterem linhas de crédito para obras relativas à Copa do Mundo até o limite de 120% das respectivas receitas.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, explicou em entrevista coletiva que os preparativos para a Copa do Mundo 2014 seguem no ritmo normal. Ele espera equacionar, ainda esta semana, a situação do estádio de São Paulo que irá receber alguns jogos. “O nosso interesse é que haja definição de forma mais rápida”, afirmou Silva.

Até o momento, os recursos a serem empregados na Copa compreendem R$ 23,14 bilhões, sendo R$ 11,5 bilhões no setor de transportes (mobilidade urbana), R$ 4,8 bilhões para obras nos estádios, R$ 1 bilhão para o parque hoteleiro (recursos colocado à disposição pelo BNDES), R$ 5,1 bilhões para aeroportos e R$ 740 milhões para os portos. No entanto, o ministro afirmou que o governo ainda não pode prevê o volume total dos investimentos para a Copa do Mundo. A próxima etapa será concluir os planos nas áreas de segurança e infraestrutura de comunicação.


Comente!

O presidente Lula respondeu nesta segunda-feira (19/7) às críticas de que o Brasil está atrasado nas preparações para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, durante assinatura de Medida Provisória para cidades-sede dos dois eventos realizada em Brasília. O presidente lembrou todo o procedimento de escolha das 12 cidades-sede, que levou mais de um ano, e disse essas pessoas que estão reclamando querem comer “o mingau antes dele estar pronto”.

As pessoas ficam querendo que a gente coma o mingau antes dele estar pronto. Quem não sabe comer mingau, precisa saber que quando a gente coloca o fubá no fogo e fica mexendo, tem gente muita ‘borbulha’, fica mexendo até o mingau ficar pronto. Essa medida que assinamos hoje significa que o mingau está pronto. Agora a gente vai poder comer o mingau.

Lula disse ainda durante a solenidade que gostaria de ajudar para que São Paulo não ficasse fora da Copa do Mundo. “Estou disposto a entrar nessa conversa”, afirmou, ao ver o presidente do São Paulo Futebol Clube, Juvenal Juvêncio, na plateia.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição, clique aqui.

Além de estabelecer um caráter excepcional para limites de endividamente de alguns municípios, para que possam investir em obras, a MP também prevê a transferência de imóveis da União, como os da zona portuária do Rio que serão transferidos para a Companhia Docas do Rio de Janeiro, ajudando assim na revitalização da região.

Lula disse que quer evitar com isso que se repita o que aconteceu nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, em 2007, em que não houve um pacto entre os governos federal, estadual e municipal, e com isso o governo federal teve que triplicar o total de recursos para a competição, “porque ia sobrar para o Brasil, o nome do Brasil ia ficar sujo na praça e nós então resolvemos colocar o dinheiro que faltou ser colocado pelas autoridades municipais e estaduais naquela ocasião”, lembrou o presidente.


Comente!

O Brasil sabe quais são suas prioridades em termos de infraestrutura e está tomando medidas concretas para adequar o País às necessidades que virão nos próximos anos, principalmente por conta de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (13/7) durante o lançamento do edital de concorrência do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Participaram da cerimônia diversos ministros e representantes de sete países interessados nas obras, entre outros. O presidente comemorou o interesse de outros países e afirmou que o Brasil está preparado para entregar essa e outras obras antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Grande parte da infraestrutura que estamos fazendo, nós queremos que ela esteja pronta até as Olimpíadas de 2016. Eu acho plenamente possível a gente inaugurar essas obras até 2016.

Vocês viram que terminou a Copa do Mundo na África do Sul agora e já começam aqueles a dizer “cadê os aeroportos dos brasileiros? Cadê os estádios brasileiros? Cadê os corredores de trem? Cadê os metrôs?”, como se nós fossemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Lula afirmou que o Brasil vive um momento excepcional, em que há um excesso de oferta de obras e falta de gente para tocá-las. No setor de transportes, por exemplo, citou grandes empreendimentos como as ferrovias Transnordestina e a Norte-Sul, que há anos estavam paradas ou avançando lentamente, e que agora finalmente estão com seus projetos em andamento como deveria ser. Lembrou ainda que o Brasil tinha parado de fabricar trilhos e dormentes, mas que vai retomar essa produção graças às muitas obras do sistema ferroviário para passageiros e carga que o País tem hoje. Com tudo isso, será possível enfim dotar o País de um sistema intermodal de transporte, que há décadas é prometido e só agora vem sendo realizado.

“O que queremos fazer neste País é uma espinha dorsal com ligação de ferrovias com um sistema intermodal de transporte, com boas rodovias, boas ferrovias, boas hidrovias. Isso está em curso, não é mais promessa. Está comprometido no PAC 1 e no PAC 2.”


Comente!

Presidente Lula discursa na III Conferência Nacional do Esporte, realizada em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A realização de mais uma conferência nacional, dessa vez do esporte, é uma demonstração humilde de um governo que “pensa que ouvindo a sociedade a gente tem a chance de errar menos”, afirmou o presidente Lula durante a III Conferência Nacional do Esporte, realizada nesta sexta-feira (4/6) em Brasília. Lula lembrou que esta é a 68ª conferência realizada em seu governo e que elas são importantes por externar a diversidade do País em relação aos temas propostos por esses encontros. “Vocês vieram aqui para falar e a gente veio aqui para ouvir”, afirmou o presidente, lembrando que muitas das propostas dessas conferências acabam ajudando ao governo a montar políticas públicas.

Lula reafirmou que as Olimpíadas servirão como uma prova de fogo para o País:

As Olimpíadas estão servindo para nós como se fosse uma prova de fogo, porque quando chegar nas Olimpíadas, não tem como esconder, a nossa cara vai aparecer do jeito que nós somos. Se trabalharmos corretamente, vamos sair na foto com a cara bonita. Se ficarmos esperando que a natureza dê conta das coisas, vamos sair com a cara feia.

Uma das prioridades, frisou, é convencer os quase seis mil prefeitos do País de que o esporte é importante para a juventude brasileira e que fica mais barato investir em melhores escolas, que ofereçam oportunidades esportivas aos jovens, e também na contratação de professores de educação física, do que construir cadeias. “É um trabalho sério que vamos ter que fazer daqui pra frente com os quase seis mil prefeitos deste País”, afirmou Lula.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula citou os importantes investimentos que o País vem fazendo no esporte brasileiro, não só por conta dos Jogos Olímpicos que o Rio de Janeiro sediará em 2016, mas também porque é uma determinação da Constituição – conforme está no artigo 217, lembrou o presidente, que define o esporte como direito social e determina que cabe ao Estado oferecê-lo como política pública.

“Portanto não estamos fazendo nenhum favor, apenas cumprindo um preceito constitucional.”

O presidente cobrou ainda que as federações esportivas do País apresentem às autoridades olímpicas um plano de metas, até 2014, porque são essas metas que vão orientar as verbas do governo a serem repassadas às federações. “Todo o dinheiro que a gente tiver que colocar tem que ter base em um programa a ser perseguido por eles e fiscalizados por todos nós, senão não vamos atingir nossos objetivos”, disse.


Comente!