Presidenta Dilma Rousseff recebe os cumprimentos do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em encontro que ocorreu em Assunção. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, mantiveram reunião, nesta quarta-feira (29/6), em Assunção, como parte preparatória do encontro ampliado entre integrantes dos governos brasileiro e paraguaio. Ontem (28/6), os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e do Paraguai, Jorge Lara Castro, assinaram quatro ajustes a acordos firmados entre os dois países.
Presidenta Dilma Rousseff e o colega paraguaio Fernando Lugo participam de reunião ampliada no Centro de Convenções da Conmebol . Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Segundo informações do Itamaraty, um dos ajustes se deu no acordo para cooperação em segurança pública e enfrentamento ao tráfico de drogas e outras substâncias psicotrópicas e crimes conexos. As modificações acontecem no acordo firmado entre Brasil e Paraguai em 29 de março de 1988. O texto informa que no artigo I “as Partes buscarão harmonizar suas políticas de prevenção ao uso indevido de drogas e reabilitação de fármaco-dependentes, bem como de enfrentamento à produção e ao tráfico ilícitos de entorpecentes e substâncias psicotrópicas e à criminalidade organizada transnacional”.
O artigo II diz que “as Partes cooperarão, de forma coordenada, em pleno respeito à soberania de cada uma delas em seus respectivos territórios e no âmbito de suas respectivas legislações internas, nas seguintes áreas:
a) controle e segurança das fronteiras, inclusive vigilância do espaço aéreo e fluvial, com intensificação das operações conjuntas e coordenadas;
b) apoio técnico e logístico a operações de vigilância aérea e fluvial;
c) utilização de veículos aéreos não tripulados, para tarefas de monitoramento, para sobrevoo de áreas definidas de comum acordo, nas datas e conforme os procedimentos definidos em conjunto pelas Partes;
d) apoio à constituição de laboratórios de criminalística no Paraguai;
e) troca de informações, inclusive de inteligência policial, bem como de tecnologias, com vistas à verificação de impressões digitais e reconhecimento facial;
f) apoio técnico e tecnológico recíproco e eventual cooperação para a formação de recursos humanos na área de inteligência;
g) transferência de equipamentos e tecnologia de controle, de vigilância e outros, segundo as possibilidades e necessidades das Partes, sendo aplicável para esse efeito o disposto do Artigo VII do Acordo de Cooperação Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Paraguai, de 27 de outubro de 1987;
h) análise criminal e forense; e
i) fortalecimento das instituições nacionais e dos mecanismos de enfrentamento ao tráfico ilícito, com vistas a aperfeiçoar a aplicação da lei contra o crime organizado, particularmente em zonas fronteiriças.
Os governos do Brasil e do Paraguai, pelo acordo, estabelecem as instituições de ficarão encarregadas na implementação do ajuste proposto. Pelo lado brasileiro estão o Ministério da Justiça, o Departamento de Polícia Federal (DPF), o Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) e o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (COAF), sob a coordenação do Ministério das Relações Exteriores.
Enquanto isso, pelo Paraguai, o Ministério do Interior, a Polícia Nacional, a Secretaria Nacional Anti-Drogas (SENAD), a Secretaria de Prevenção da Lavagem de Dinheiro e Bens (SEPRELAD), o Ministério Público, a Prefeitura-Geral Naval e a Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC), sob a coordenação do Ministério das Relações Exteriores.
Os outros três ajustes são: para as implementações dos projetos “Fortalecimento Institucional da Assessoria Jurídica da Presidência da República do Paraguai”; “Apoio à elaboração e à implementação do Programa Nacional para o Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Leiteira no Paraguai”; e “Fortalecimento da transparência e desenvolvimento de capacidades dos governos locais do Paraguai”.
A presidenta Dilma Rousseff, que chegou ao Paraguai na noite de ontem (28/6) para participar da 41ª Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados. Agora pela manhã, a agenda de trabalho inicia com encontro, na cidade de Assunção, com o presidente paraguaio Fernando Lugo. Em seguida, ainda de acordo com a agenda, os dois presidentes participam de reunião ampliada com integrantes dos governos brasileiro e paraguaio.
No final da manhã, a presidenta Dilma participa da primeira sessão da 41ª Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a adoção do Plano Estratégico de Ação Social do Mercosul (Peas), o estabelecimento de novas regras para permitir a retomada dos trabalhos do Parlamento do Mercosul e a aprovação, no âmbito do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), de projeto conjunto dos quatro Estados Partes sobre pesquisa, educação e biotecnologia aplicadas à saúde são alguns dos resultados esperados deste encontro.
Depois da reunião, os chefes de Estado e convidados da cúpula participam de almoço oferecido pelo presidente Lugo. Em seguida, os presidentes posam para a fotografia oficial do encontro. No meio da tarde, a presidenta Dilma Rousseff embarca para Brasília com previsão de chegada à Base Aérea da capital federal no início da noite.
A presidenta Dilma Rousseff recebe, nesta segunda-feira (6/6), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, às 10h30, no Palácio do Planalto. De acordo com a agenda da presidenta, após a cerimônia oficial, Dilma e Chávez reúnem-se no Salão Nobre.
Concluído o encontro, os dois presidentes participam de cerimônia de assinatura de atos, seguida de declaração à imprensa. Às 13h, ainda de acordo com a agenda, a presidenta Dilma comparece ao Palácio Itamaraty para almoço em homenagem a Chávez.
No meio da tarde, a presidenta retorna ao Palácio do Planalto para despachos internos com assessores do gabinete.
Os países integrantes do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai -, além da Venezuela, divulgaram comunicado à imprensa com manifestação sobre o Acordo de Cartagena das Índias relativo à situação em Honduras. Para os países, “a assinatura do Acordo constitui passo fundamental para a normalização do convívio internacional de Honduras”.
A seguir o Blog do Planalto reproduz o comunicado divulgado pelo Itamaraty.
“COMUNICADO À IMPRENSA
Assinatura do Acordo de Cartagena das Índias sobre a situação em Honduras
Os países membros do MERCOSUL acompanharam, com satisfação, a assinatura, no dia 22 de maio de 2011, em Cartagena das Indias, Colômbia, do Acordo entre o Governo de Honduras e o ex-Presidente Manuel Zelaya, que abre caminho para o retorno do ex-Presidente a seu país, em pleno gozo de seus direitos e livre das perseguições ocorridas como consequência do golpe de Estado de 28 de junho de 2009.
A assinatura do Acordo constitui passo fundamental para a normalização do convívio internacional de Honduras.
Os países membros do Mercosul congratulam-se com os Governos da Colômbia e Venezuela pelo apoio e mediação que viabilizaram a assinatura do Acordo, que reafirma o compromisso de toda a América Latina com a preservação e a consolidação da democracia. Reiteram, ademais, sua convicção de que, conforme o Protocolo de Ushuaia, de 1998, a plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração em que estão engajados.”
Presidenta Dilma Rousseff participa de almoço com o presidente da Alemanha, Christian Wulff, sua esposa Bettina Wulff e o presidente do Senado Federal, José Sarney, no Palácio Itamaraty. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Chegou o momento da Alemanha investir ainda mais no Brasil. A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff, durante discurso em almoço oferecido ao presidente da Alemanha, Christian Wulff, no Palácio Itamaraty, nesta quinta-feira (5/5). Ao dar boas vindas a presidente Wulff e à primeira dama Bettina, Dilma Rousseff informou que o Brasil quer dar um novo salto em seu desenvolvimento e, mais uma vez, conta com a parceria da Alemanha.
Segundo a presidenta, a visita oficial do presidente da Alemanha e da delegação empresarial, parlamentar e governamental que o acompanha atende às oportunidades abertas com a situação que o país vive — de crescimento econômico e inclusão social — e coincide com as oportunidades abertas com os preparativos para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, com o horizonte de exploração do pré-sal e com o trem de alta velocidade. “Enfim, coincide com um momento muito importante da economia, da política e da sociedade brasileira” , frisou.
“Estou certa de que o Plano da Aceleração do Crescimento atrairá também empresários alemães, principalmente, para projetos voltados às áreas de infraestrutura, especialmente aeroportos e portos, energias limpas e renováveis e ao nosso esforço para o desenvolvimento científico e tecnológico e inovação”, afirmou.
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a degravação.
A presidenta lembrou que o Brasil é o principal parceiro comercial da Alemanha na América Latina, num intercâmbio que quase triplicou nos últimos oito anos. Segundo ela, os números do primeiro trimestre de 2011 já apontam para um aumento superior a 23% em relação ao ano passado. A presidenta disse, ainda, estar convencida de que o Brasil pode contar com o apoio do governo alemão para fazer avançar as negociações entre o Mercosul e a União Europeia, “de forma realista e equilibrada”.
Ao citar a cooperação bilateral em matéria energética, a presidenta frisou que esse “é um dos pilares centrais de nossa parceria”, uma vez que o suprimento confiável, diversificado e renovável de energia é um desafio para países como o Brasil e a Alemanha, com grande população e crescimento econômico robusto.
“No setor de biocombustíveis, o Brasil tem conhecimento, tecnologia e vantagens competitivas na produção de etanol e biodiesel. A Alemanha tem toda uma expertise em biodiesel. Os biocombustíveis já contribuem para a diversificação das nossas matrizes e para o cumprimento de nossas metas ambientais.”
Para além dos temas bilaterais — prosseguiu Dilma Rousseff — “tenho certeza que nós iremos aprofundar e transformar numa plataforma para a promoção do desenvolvimento recíproco das nossas relações e do bem dos nossos povos, o certo é que também temos valores comuns. Buscamos incessantemente promover a paz, a cooperação e o desenvolvimento dos países e dos povos; defendemos a democracia e os direitos humanos. Aliás, somos grandes países democráticos”. Segundo a presidenta, com a visita da delegação alemã, os dois países dão um passo a mais na construção de uma ordem multipolar, que prima pelo entendimento e pela cooperação.
Assim como fez mais cedo, em declaração à imprensa no Palácio do Planalto, a presidenta enfatizou a importância do fortalecimento do G-20, que “já mostrou ser capaz de tomar decisões importantes que foram essenciais para superar momentos mais dramáticos da crise que se abateu sobre o mundo, a partir de 2008”, e de outros organismos multilaterais como o Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“Creio que há base suficiente para uma iniciativa sobre a reforma que contemple a expansão dos assentos permanentes e não-permanentes. Aliás, os conflitos recentes na África do Norte e no Oriente Médio mostram que não há porque optar entre conformismo de um lado, violência intervencionista de outro. A realidade é mais fixa e complexa.”
Os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Helena Chagas (Comunicação Social) participaram de seminário no Instituto Rio Branco pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Foto: Agência Brasil
A mídia do século 21 adquire novos contornos que permitem ao cidadão acompanhar por infinitas ferramentas os fatos que acontecem no Brasil e no mundo. E a internet vem se destacando neste cenário, assegurando a rapidez da propagação da informação seja por meio do twitter, do youtube, do facebook, e demais redes sociais. Essa foi a tônica do seminário “A Mídia do Século XXI: Novas Fronteiras, Novas Barreiras”, realizado nesta terça-feira (3/5), no auditório do Instituto Rio Branco, em Brasília, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Aberto pelo diretor do Instituto Rio Branco, George Lamaziére, o seminário contou com a participação da ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny. Em seguida aconteceu painel com mediação do jornalista Mauro Malin entre Andrew Puddephatt, diretor da Global Partners and Associates, organização que promove a boa governança, a democracia e os direitos humanos, e Caio Túlio Costa, jornalista consultor de mídia digital.
A ministra Helena Chagas destacou em seu pronunciamento o fato de o Brasil viver atualmente “a plena liberdade de imprensa”. Helena Chagas frisou que tal situação ocorreu no governo do ex-presidente Lula e segue o curso normal no governo da presidenta Dilma Rousseff. Em seguida, a ministra contou sobre as ações do governo federal no sentido de assegurar ao cidadão acesso aos meios eletrônicos de comunicação, com exemplo, por meio do Plano Nacional de Banda Larga ou a oferta de internet nas escolas públicas do país.
Helena Chagas também destacou as ferramentas que o governo dispõe para canalizar as informações, como o Blog do Planalto, o twitter, site e portal Brasil. “A implantação das novas mídias constitui um processo muito grande. Processo de incorporação. As novas mídias vieram pegar o Brasil neste momento de emancipação de um vasto contingente de brasileiros…”, disse.
“É uma maneira de você combater a desigualdade. O governo da presidenta Dilma Rousseff está realmente empenhado nisso. O Plano Nacional de Banda Larga vem sendo implementado. O objetivo claro do governo é inserção do brasileiro nessa nova mídia.”
Numa outra frente, segundo a ministra, o governo segue com a política de descentralização da verba publicitária. Isso permitiu que publicações de menor porte pudessem contar com anúncios do governo federal. Helena Chagas destacou também o apoio do governo à Lei Geral do Acesso à Informação Pública, que tramita no Congresso Nacional, e concluiu lembrando uma manifestação da presidenta Dilma: “Ela prefere mil vezes as críticas da imprensa livre ao silêncio do calabouço das ditaduras. É com esse espírito que vamos trabalhando.”
O ministro Antonio Patriota, também em discurso, destacou os 20 anos da instituição no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e a rapidez como surgem novas mídias no mundo. O ministro contou sobre a dimensão dos instrumentos colocados à disposição do cidadão pelo Itamaraty e o volume de acessos as redes sociais do ministério.
O representante da Unesco, Vincent Defourny, falou sobre a comemoração da data no Brasil e em outros cem países. Em seguida teve início painel com a participação da plateia formada basicamente por jornalistas e integrantes da diplomacia brasileira.
O governo brasileiro, por meio de nota oficial divulgada nesta segunda-feira (25/4) pelo Ministério das Relações Exteriores, reiterou o repúdio ao uso da força contra manifestantes desarmados na Síria e manifestou preocupação frente à crescente violência no país.
Segundo o Itamaraty, o Brasil espera que a crise seja resolvida por meio do diálogo e defende que a responsabilidade pelo tratamento dos impactos das crises no mundo árabe sobre a paz e segurança internacionais recaia sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“O governo brasileiro (…) ressalta a importância do papel dos organismos regionais – em particular a Liga dos Estados Árabes e a União Africana – nos esforços de mediação diplomática”, diz o texto.
Leia abaixo íntegra da nota do MRE sobre a situação na Síria:
Nota nº 161 – Situação na Síria
O Governo brasileiro manifesta preocupação com a escalada de violência na Síria, que ocasionou, nos últimos dias, elevado número de mortos, principalmente em Deraa, Homs e nos arredores de Damasco. O Governo brasileiro reitera o repúdio ao uso da força contra manifestantes desarmados e expressa a expectativa de que a crise seja equacionada pela via do diálogo.
O Governo brasileiro sublinha que as aspirações legítimas das populações do mundo árabe devem ser equacionadas por processos políticos inclusivos e não pela via militar.
O Governo brasileiro reafirma o entendimento de que a responsabilidade pelo tratamento dos impactos das crises no mundo árabe sobre a paz e segurança internacionais recai sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas e ressalta a importância do papel dos organismos regionais – em particular a Liga dos Estados Árabes e a União Africana – nos esforços de mediação diplomática.
Presidenta Dilma discursa durante a cerimônia de formatura da Turma 2009-2011 do Instituto Rio Branco. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A política externa brasileira será norteada pela defesa e promoção dos Direitos Humanos e pelo fortalecimento político, econômico e comercial da América do Sul. A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff, proferida após cerimônia de imposição de insígnias e medalhas da Ordem de Rio Branco, em comemoração do Dia do Diplomata, e de formatura do Instituto Rio Branco, nesta quarta-feira (20/4), no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF).
Em seu discurso, Dilma Rousseff assegurou que a América do Sul seguirá como prioridade da política externa e que sinalizou tal prioridade ao fazer na Argentina sua primeira viagem ao exterior. Segundo ela, não há espaço para discórdias e rivalidades do passado, uma vez que os países do continente “tornaram-se valiosos parceiros políticos e econômicos do Brasil”.
“Nós sabemos que os destinos da América do Sul e os nossos estão indelevelmente ligados. Nossa região, com um crescimento médio de 7,2% em 2010, transformou-se em um polo dinâmico do crescimento mundial”, frisou.
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff no Itamaraty ou leia aqui a transcrição:
Outro pilar das relações exteriores, segundo a presidenta, é a defesa dos Direitos Humanos, “mais do que nunca no centro das preocupações de nossa política”. “Vamos promovê-los e defendê-los em todas as instâncias internacionais, sem concessões, discriminações ou seletividade, coerentemente com as preocupações que temos a respeito em nosso próprio país”, completou.
A presidenta salientou que a política externa de um país é mais do que sua projeção na cena internacional, por ser também um componente essencial de projetos nacionais de desenvolvimento. Nesse contexto, afirmou, a atenção que o Brasil tem despertado globalmente nos últimos anos é consequência da percepção e da valorização que a comunidade internacional passou a ter das transformações que país vem passando, como a recuperação da infraestrutura física, social, econômica e energética e a crescente distribuição de renda.
“Como país multiétnico, de grande diversidade cultural e com interesses globais, o Brasil busca a interação entre culturas e respeita a pluralidade de ideologias e sistemas políticos. Por essa razão também favorecemos a cooperação com os países desenvolvidos e em desenvolvimento de todas as regiões do mundo.”
A presidenta Dilma destacou, ainda, o fortalecimento das relações do Brasil com a África, Oriente Médio, Ásia e Estados Unidos e lembrou do papel brasileiro da reconstrução da democracia do Haiti. Ela fez também questão de frisar a importância da reformulação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de outros organismos internacionais, e continuou:
“Sabemos que temos ainda inúmeros desafios pela frente. O mais importante deles é o de superar a pobreza extrema. E, mais, para sermos uma grande nação – próspera e democrática – precisamos também realizar um grande esforço para assegurar educação de qualidade para os jovens brasileiros, mobilizando todas as nossas capacidades para desenvolver a pesquisa científica e tecnológica e entrarmos no caminho da inovação em todas as áreas de nossa atividade. Esses são, sem dúvida, o nosso passaporte para a economia do conhecimento, permitindo que enfrentemos a dura competitividade econômica internacional. São, sobretudo, instrumentos para a construção de uma verdadeira cidadania.”
Alunos da Turma 2009-2011 do Instituto Rio Branco posam para foto ao lado da presidenta Dilma Rousseff e do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Formatura – As comemorações ao Dia do Diplomata foram marcada com a formatura de 109 diplomatas da Turma 2009-2011 do Instituto Rio Branco. A turma escolheu como patrono o embaixador Paulo Nogueira Batista e, como paraninfo, o ex-presidente Lula, representado na cerimônia pelo assessor da área internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.
O ingresso na carreira diplomática se dá mediante concurso público realizado pelo Instituto. Sendo aprovado, o candidato realiza um estágio de dois anos, nos moldes de um curso de mestrado, e ingressa na carreira diplomática. O treinamento durante a carreira capacita o diplomata a tratar de temas como paz e segurança até normas de comércio e relações econômicas e financeiras, passando por temas que diga respeito ao fortalecimento dos laços de amizade e cooperação do Brasil com seus parceiros externos.
A presidenta Dilma Rousseff participa, na manhã desta quarta-feira (20/4), de cerimônia comemorativa pelo Dia do Diplomata, no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Assim, a primeira atividade prevista na agenda de trabalho é a condecoração da Ordem de Rio Branco, prevista para iniciar às 11h. Em seguida, a presidenta participa da cerimônia de formatura da turma 2009-2011 do Instituto Rio Branco.
À tarde, a presidenta concede audiência ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e em seguida, comanda reunião com participação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
De acordo com o MDIC, ao todo, 24 empresas e 10 entidades empresariais integram a comitiva, que terá as presenças do secretário-executivo do ministério, Alessandro Teixeira, e do presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges. As empresas brasileiras representam os setores de alimentos (carnes, frutas, laticínios, café, mel e vinho) e moda (calçados, componentes para calçados e joias) e se reunirão com empresas chinesas e de cinco países do sudeste asiático (Indonésia, Malásia, Cingapura, Vietnã e Tailândia) para rodadas de negócios em Hong Kong.
As entidades empresariais que integram a missão terão encontros com representantes do governo chinês. Estão previstas também visitas técnicas a um supermercado, a um shopping center, ao porto de Hong Kong e ao Centro de Negócios da Apex-Brasil em Pequim. “Temos feito um investimento contínuo no mercado asiático para aproveitar o aumento de renda e o interesse crescente por produtos de qualidade e alto valor agregado”, diz Alessandro Teixeira, coordenador da Missão.
“Desenvolvemos estudos de inteligência comercial e competitiva, nos preparamos com conhecimento do mercado e da cultura de negócios e planejamos ações de forma estratégica, com foco na exportação de produtos com maior valor agregado. Nosso objetivo é realizar negócios e conhecer cada vez mais esse imenso mercado, que é hoje uma grande oportunidade para negócios”, afirma o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.
Apoio local ao exportador brasileiro na China
Desde maio de 2009, a Apex-Brasil mantém um Centro de Negócios (CN) em Pequim. A estrutura tem como objetivo orientar e apoiar o empresário brasileiro que pretende realizar negócios na China. O CN de Pequim trabalha para promover as exportações e a internacionalização de empresas brasileiras, com ênfase em: inteligência comercial e competitiva, com a elaboração de relatórios de percepção de mercado customizados; promoção de negócios por meio da realização de missões comerciais, feiras, rodadas de negócios e visitas técnicas; e apoio à instalação local, auxiliando a empresa brasileira a abrir uma unidade na China.
O CN de Pequim já atendeu 94 empresas brasileiras, prestando informações sobre como negociar com os chineses, detalhando as oportunidades do mercado, organizando participações em encontros de negócios com os empresários chineses e oferecendo a estrutura física do CN para as empresas brasileiras que desejam manter representante no local.
Além da estrutura do CN de Pequim, a Apex-Brasil vem realizando ações de forma sistêmica e constante no mercado chinês, com vistas a promover as exportações brasileiras para o país asiático. Em 2009, foram realizados seminários de sensibilização em 52 províncias chinesas, com objetivo de mostrar oportunidades de negócios no Brasil. A Apex-Brasil também coordenou a montagem do pavilhão brasileiro na Exposição Universal de 2010 (em Xangai), que recebeu mais de dois milhões de visitantes. Seminários de divulgação do café e dos calçados brasileiros também foram promovidos pela Agência na China.
Comércio Brasil-China
A China é hoje o principal parceiro comercial brasileiro. Em 2010, o Brasil exportou para os chineses US$ 30,785 bilhões e importou US$ 25,593 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,192 bilhões. As vendas externas para a China, no ano passado, cresceram 46,57% em relação ao montante exportado em 2009 (US$ 21,003 bilhões).
Os principais produtos brasileiros comprados pelos chineses no primeiro bimestre de 2011 foram minérios de ferro não-aglomerados (US$ 2,115 bilhões), óleos brutos de petróleo (US$ 712 milhões), minérios de ferro aglomerados (US$ 319 milhões), pasta química de madeira (US$ 170 milhões), ferronióbio (US$ 82,731 milhões), outros grãos de soja triturados (US$ 52,941 milhões), frangos congelados (US$ 50,012 milhões), pasta química de madeira para dissolução (US$ 38,938 milhões), aviões/veículos aéreos mais pesados (US$ 32,439 milhões) e óleo de soja em estado bruto (US$ 27,134 milhões).
Comércio Brasil-Malásia
No primeiro bimestre de 2011, o Brasil exportou US$ 167,6 milhões para a Malásia e importou US$ 264,4 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2010, as exportações cresceram 64,9% e as importações 11,3%. Os principais produtos comprados pelos malaios nos primeiros dois meses de 2001 foram: milho em grãos (US$ 67,723 milhões), açúcar de cana em bruto (US$ 31,719 milhões), minério de ferro e seus concentrados (US$ 28,318 milhões), óleo de soja em bruto (US$ 5,762 milhões), fumo em folhas (US$ 3,775 milhões), automóveis de passageiros (US$ 3,224 milhões) e tratores (US$ 3,219 milhões)
Comércio Brasil-Tailândia
As exportações do Brasil para a Tailândia, no primeiro bimestre de 2011, foram de US$ 203,6 milhões, 79,4% maiores do que as registradas no mesmo período de 2010. As importações cresceram 39,3%, passando de US$ 249,2 milhões para US$ 347,2 milhões. Os principais produtos vendidos para os tailandeses foram: semimanufaturados de ferro ou aço (US$ 83,609 milhões), farelos e resíduos da extração de óleo de soja (US$ 61,218 milhões), soja triturada (US$ 21,313 milhões), fio-máquina e barras de ferro ou aços (US$ 4,507 milhões) e instrumentos e aparelhos de medida de verificação (US$ 3 milhões).
Comércio Brasil-Indonésia
As exportações do Brasil para a Indonésia, no primeiro bimestre de 2011, dobraram em relação ao mesmo período de 2010, passando de US$ 103 milhões para US$ 206,2 milhões. As importações também cresceram, mas a um ritmo menor: 65,2%, passando de US$ 190,4 milhões para US$ 314,6 milhões. Os produtos mais vendidos para os indonésios foram: minério de ferro e seus concentrados (US$ 58,276 milhões), açúcar de cana em bruto (US$ 26,596 milhões), milho em grãos (US$ 25,653 milhões), máquinas e aparelhos para terraplenagem, perfuração etc. (US$ 13,991 milhões) e produtos semimanufaturados de ferro ou aços (US$ 13,581 milhões).
Comércio Brasil-Cingapura
No primeiro bimestre de 2011, as exportações do Brasil para Cingapura cresceram 8,7% na comparação com o mesmo período de 2010. As vendas passaram de US$ 246,4 milhões para US$ 267,8 milhões. No caminho inverso, as importações cresceram 29,1%. Nos dois primeiros meses de 2010, os cingapurianos venderam US$ 95,6 milhões para o Brasil. Em 2011, a soma das importações no primeiro bimestre foi de US$ 123,4 milhões. Os produtos mais vendidos para Cingapura foram: óleos combustíveis (US$ 121,054 milhões), ferro-ligas (US$ 55,669 milhões), carne de frango (US$ 20,631 milhões), carne suína (US$ 12,324 milhões), carne bovina (US$ 5,434 milhões), fio-máquina e barras de ferro ou aços (US$ 5,429 milhões) e pneumáticos (US$ 5,038 milhões).
Comércio Brasil-Vietnã
O Brasil exportou US$ 111,035 milhões para o Vietnã no primeiro bimestre de 2011. Esse volume é três vezes maior do que os US$ 36,2 milhões exportados no mesmo período de 2010. As importações do Vietnã também cresceram, passando de US$ 48,893 milhões nos dois primeiros meses de 2010 para US$ 93,432 milhões em janeiro e fevereiro de 2011. Os produtos brasileiros mais vendidos para o Vietnã foram: bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja (US$ 45,228 milhões), milho em grão, exceto para semeadura (US$ 30,676 milhões), fumo não manufaturado (US$ 4,187 milhões), outros couros/peles (US$ 3,727 milhões) e outras madeiras serradas/cortadas em folhas (US$ 3,266 milhões).
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