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Presidenta Dilma Rousseff e o candidato brasileiro eleito diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva. A eleição aconteceu neste domingo (26/6), em Roma, Itália. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O ex-ministro José Graziano da Silva foi eleito para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Graziano ganhou a disputa na segunda rodada com 92 votos contra 88 do candidato espanhol Miguel Ángel Moratinos. O candidato brasileiro recebeu apoio dos países africanos e reforçou o sucesso do Brasil no combate à fome e à exclusão social. No primeiro discurso, ele destacou a importância do Brasil no cenário internacional, em especial, como potência agrícola, e agradeceu também o apoio da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula.

Graziano da Silva assume o cargo de diretor-geral da FAO em 1º de janeiro de 2012 para um mandato de quatro anos. Para prestigiar o ex-ministro do governo Lula, o governo brasileiro enviou uma comitiva de quatro ministros e um secretário executivo, além de assessores, para a Itália. A eleição aconteceu neste domingo (26/6).

Graziano disputou com mais cinco candidatos: o ex-chanceler espanhol Miguel Ángel Moratinos, o vice-ministro do Bem-Estar Social da Indonésia, Indroyono Soesilo, o ministro da Agricultura da Áustria, Franz Fischle, o ex-representante do Irã na FAO Mohammed Saeid Noori-Naeini e o ex-ministro de Recursos Hídricos do Iraque Abdul Latif Jamal Rashid.

Quem é Graziano

O portal montado para a campanha traz a biografia completa do ex-ministro brasileiro. Diz o texto que Graziano da Silva, 61 anos de idade, é licenciado em Agronomia, Mestre em Economia e Sociologia Rural pela Universidade de São Paulo (USP) e Doutor em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Concluiu dois pós-doutorados, um sobre Estudos Latinoamericanos, pela University College de Londres, e outro em Estudos Ambientais, pela Universidade de Califórnia, Santa Cruz.

Desde o ano de 2006 ocupa o cargo de Subdiretor-Geral da FAO e Representante Regional para América Latina e Caribe.

Luta contra a fome

Desde 1977, Graziano da Silva tem se dedicado a temas relacionados ao desenvolvimento rural e luta contra a fome em âmbito acadêmico, político e sindical.

No ano de 2001, coordenou a elaboração do Programa Fome Zero e foi subsequentemente nomeado, pelo ex-presidente Lula, ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, assumindo a tarefa de implementar o Programa.

O Programa Fome Zero não somente representa a principal prioridade do governo do ex-presidente Lula, como significa também importante inovação em matéria de políticas públicas direcionadas ao combate à extrema pobreza. Vale ressaltar sua aproximação integral e sistêmica; abertura à participação da sociedade civil na formulação de programas, e alocação e controle de recursos; e seu enfoque de gênero, ao privilegiar a entrega de recursos às mulheres como forma de empoderamento e assegurar a melhor utilização da renda doméstica.

O Fome Zero contribuiu, em apenas cinco anos, para retirar 24 milhões de pessoas da pobreza e para a redução em 25% da subnutrição no Brasil.

Seu trabalho na FAO

Em 2006, José Graziano da Silva assume o cargo de Representante Regional da FAO para América Latina e Caribe e Subdiretor

No Escritório Regional, promove o fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento rural, considerados meios fundamentais para fortalecer a segurança alimentar. Destaque para seu papel como impulsor da Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome, que levou os países da Região a se tornarem os primeiros a assumir, em nível mundial, o compromisso de erradicar a fome antes de 2025.

Adicionalmente, impulsiona uma substantiva agenda vinculada à problemática rural, por meio do fortalecimento da institucionalidade do setor e de políticas públicas orientadas ao desenvolvimento integral e inclusivo no campo, com ênfase no tema de empregos rurais. Nessa linha, se destacam três estudos realizados pelo Escritório Regional da FAO: Boom Agrícola e Persistência da Pobreza Rural, A Institucionalidade Agropecuária na América Latina, Estado Atual e Desafios, e Políticas de mercado de trabalho e pobreza rural na América Latina.

José Graziano da Silva promove de forma ativa o trabalho em parceria com outras agências do Sistema das Nações Unidas como CEPAL, PMA, PNUD e OIT, e organismos internacionais como IICA, OIE, além de impulsionar iniciativas de cooperação Sul-Sul.

Como representante regional, atuou de forma efetiva na materialização do processo de reforma interna da FAO. Destaque para o substantivo avanço na descentralização do organismo, potencializando o papel das instâncias nacionais e outorgando um maior protagonismo aos governos na definição de prioridades. Igualmente importante configura-se a abertura à sociedade civil, propiciando o envolvimento de diversos atores políticos, sociais e profissionais na atuação da FAO em cada país.

Destacada vida acadêmica

Graziano percorre uma longa e exitosa vida acadêmica entre os anos de 1978 e 2010, atuando como professor titular da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e coordenando o Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente do Instituto de Economia da UNICAMP.

Como professor, Graziano da Silva é reconhecido por sua valiosa contribuição como formador de uma geração de jovens profissionais latino-americanos dedicados à problemática do desenvolvimento rural e segurança alimentar.

É autor de importantes publicações vinculadas aos temas de desenvolvimento rural, segurança alimentar e economia agrária. Entre seus 25 livros, se destacam O que é a questão agrária e De bóias frias a empregados rurais.

Antecedentes pessoais

José Graziano da Silva nasceu em 1949, de nacionalidades brasileira e italiana. Está casado com a jornalista Paola Ligasacchi, tem dois filhos e dois netos. Possui fluência nos idiomas inglês, espanhol e português.

Entre as numerosas condecorações e prêmios que recebeu, merecem destaque a Ordem do Rio Branco, outorgada pelo Presidente da República, a Medalha Paulista de Mérito Científico e Tecnológico, do Governo do Estado de São Paulo, e o Prêmio da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER).


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O primeiro dia de trabalho da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto foi dedicado a sete audiências a autoridades internacionais que estiveram na cerimônia de posse, ontem, em Brasília (DF). Após as reuniões bilaterais, o novo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, repassou aos jornalistas detalhes dos assuntos tratados nos encontros. De acordo com o chanceler brasileiro, o incremento das parcerias entre Brasil e os países representados foi destaque nas conversas.

A primeira da série de reuniões, realizadas no Palácio do Planalto, foi com o Príncipe Felipe de Astúrias. De acordo com Patriota, ele entregou à presidente uma correspondência do rei Juan Carlos. Em seguida, Dilma Rousseff recebeu o presidente do Uruguai, José Mujica, e os dois concordaram em manter as reuniões trimestrais que já vinham sendo realizadas. Segundo Patriota, o Uruguai estuda a possibilidade de adotar o sistema nipo-brasileiro para televisão digital.

O aumento do fluxo comercial entre Brasil e Coreia do Sul norteou a conversa de Dilma com o primeiro-ministro Kim Hwang-Sik. “Na conversa foi manifestado o desejo do equilíbrio do comércio, bem como estabelecer acordo de comércio entre a Coreia e o Mercosul”, declarou Patriota.

Os investimentos de empresas portuguesas no Brasil e os voos regulares da TAP foram os destaques do encontro com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates. De acordo com o ministro Patriota, a entrada de Portugal no Conselho de Segurança da ONU, fato ocorrido ontem (1/1), pode ajudar ser bom para o Brasil na instituição.

“Foi abordada a política externa portuguesa e o fato de ter o Brasil como parceiro estratégico”, contou Patriota ao explicar também que na audiência se tratou da economia europeia e a cooperação bilateral.

Em seguida, a presidente Dilma teve reunião com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e depois o primeiro vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura. A série de encontros foi concluída com o ex-primeiro-ministro do Japão Taro Aso. “A presidenta Dilma agradeceu Taro Aso pelo acordo previdenciário firmado com o Japão que beneficia cidadãos brasileiros”, disse Patriota.

O ministro das Relações Exteriores comentou ainda a decisão do ex-presidente Lula de não extraditar o italiano Cesare Battisti, lembrando aos jornalistas que o embaixador da Itália esteve na posse da presidente Dilma.

Patriota deixou o Palácio do Planalto às pressas e seguiu para o Palácio Itamaraty para cerimônia de transmissão de cargo. O chanceler ocupa o posto em substituição a Celso Amorim.


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O presidente Lula decidiu nesta sexta-feira (31/12) não conceder extradição ao cidadão italiano Cesare Battisti com base em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo nota divulgada agora há pouco, o parece considerou “atentamente todas as cláusulas do Tratado de Extradição entre o Brasil e a Itália, em particular a disposição expressa na letra “f”, do item 1, do artigo 3 do Tratado, que cita, entre as motivações para a não extradição, a condição pessoal do extraditando”.

A nota informa ainda que o governo brasileiro manifesta “profunda estranheza” com a nota da Presidência do Conselho dos Ministros da Itália, divulgada ontem, “em particular com a impertinente referência pessoal ao Presidente da República”.

Leia abaixo a íntegra da nota do governo brasileiro:

Nota do governo brasileiro sobre o cidadão italiano Cesare Battisti

O Presidente da República tomou hoje a decisão de não conceder extradição ao cidadão italiano Cesare Battisti, com base em parecer da Advocacia-Geral da União. O parecer considerou atentamente todas as cláusulas do Tratado de Extradição entre o Brasil e a Itália, em particular a disposição expressa na letra “f”, do item 1, do artigo 3 do Tratado, que cita, entre as motivações para a não extradição, a condição pessoal do extraditando. Conforme se depreende do próprio Tratado, esse tipo de juízo não constitui afronta de um Estado ao outro, uma vez que situações particulares ao indivíduo podem gerar riscos, a despeito do caráter democrático de ambos os Estados.

Ao mesmo tempo, o Governo brasileiro manifesta sua profunda estranheza com os termos da nota da Presidência do Conselho dos Ministros da Itália, de 30 de dezembro de 2010, em particular com a impertinente referência pessoal ao Presidente da República.


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Na entrevista coletiva que concedeu, nesta terça-feira (29/6), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente Lula voltou a afirmar que jamais postulou ser secretário-geral da ONU. Ele explicou que o cargo deve ser ocupado por um técnico. A questão apresentada pelo repórter Ricardo Lessa, da GloboNews, foi suscitada a partir de artigo do presidente Lula publicado no jornal londrino Financial Times e que resultou em interpretações equivocadas na mídia brasileira – veja aqui a nossa resposta a essas elocubrações.

O que disse foi exatamente o seguinte: nos adquirimos nestes oito anos um acumulo em política social. Há uma coisa muito rica. O quanto é barato a gente cuidar dos pobres. Disse que tenho interesse em dedicar um espaço do meu tempo para trocar ideias com eles sobre a experiência do Brasil. Essas coisas têm que ser feitas com muito cuidado.

Segundo Lula, o cargo de secretário-geral da ONU não pode ser exercido por alguém que seja político, pois ele “é um empregado” dos países que estão associados ao organismo internacional. O presidente brasileiro disse também que não tratou no encontro com Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, sobre eleição.

Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida pelo presidente Lula:

Na entrevista, ele buscou dar ênfase ao comércio bilateral e que Brasil e Itália podem atingir uma corrente comercial superior a US$ 30 bilhões. Lula acha psosível também a formação de joint venture para colcoar produtos que atendam aos países mais pobres. O brasileiro informou que até o término de seu mandato pretende participar da reunião do G-20, em Seul, na Coreia do Sul, por acredita que possa ser estabelecido acordo para a rodada de Doha.

Lula informou também que vai decidir sobre o processo de extradição do italiano Cesare Battisti quando a Advocacia-Geral da União (AGU) entregar parecer sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente afirmou que espera que sua decisão não provoque arranhões nas relaçõesentre os dois países.


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Presidente Lula discursa no encerramento do seminário Brasil-Itália, realizado na sede da Fiesp em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Muita atenção se dá à macro economia e seus grandes números, bem às grandes decisões tomadas por instituições como Tesouro Nacional e Banco Central. Mas é a micro economia, que não costuma aparecer nas primeiras páginas de jornais nem nas TVs, que vem revolucionando o Brasil e permitindo que os cidadãos simples do País entendam o que é ser um cidadão pleno. Falando de improviso – ou “com o coração” – depois de ler um curto discurso ao final do seminário “Brasil-Itália: Novas Parcerias Estratégicas”, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, o presidente Lula fez questão de mostrar ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi, da Itália, a receita brasileira para turbinar o mercado interno, ampliando o crédito, gerando empregos e, ao mesmo tempo, promovendo a inclusão de milhões de pessoas, garantindo a elas direitos básicos.

“O brasileiro tem cada vez mais orgulho deste País”, afirmou Lula, lembrando que gosta sempre de enfatizar a importância tanto da macro como da micro economia para o desenvolvimento sustentável brasileiro. A micro economia e a macro economia, bem como o pequeno e grande crédito, não são antagônicas, reafirmou o presidente brasileiro. O Brasil precisa financiar tanto a grande empresa que fabrica produtos sofisticados como também os pequenos produtores. Por isso o Brasil teve que trabalhar muito nos últimos anos para ampliar o crédito.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

O milagre da economia brasileira tem vários componentes, disse Lula, apontando programas como o Empréstimo Consignado,Luz para TodosBolsa Família como alguns dos principais responsáveis pela força do País no enfrentamento da crise econômica mundial. Com mais dinheiro circulando, os brasileiros compraram mais e a indústria vendeu mais, apontou o presidente.

Na primeira parte de seu discurso na Fiesp, o presidente Lula afirmou que a “Itália encontrará no Brasil uma alternativa sólida e segura contra choques futuros”, explicando que a crise internacional reforçou o papel decisivo dos países emergentes e em desenvolvimento. Mas, o que permitiu tal acontecimento foi “porque não repetimos os erros do passado”.

A experiência brasileira não deixa margem para dúvidas. Políticas recessivas não resolvem desajustes macroeconômicos. Pelo contrário, agravam o desemprego e as desigualdades sociais. A história da América Latina na década de 1980 foi dominda por ajustes fiscais que inviabilizaram o crescimento e produziram graves desequilíbrios fiscais. Em resposta à crise atual, o Brasil não hesitou em estimular o crescimento, o consumo e o crédito. Eu próprio, no auge da crise, conclamei os brasileiros para que continuassem a consumir.

Lula iniciou o pronunciamento oficial lembrando os laços entre Brasil e Itália e destacou que a população brasileira contam com 30 milhões de descendentes italianos “que vieram ajudar a construir o Brasil moderno de hoje”. O presidente brasileiro destacou também o interesse nas áreas de defesa, de energia, de ciência e tecnologia e de educação e cultura.

Depois, o presidente contou sobre o sucesso das empresas italianas aqui instaladas é prova que investir no Brasil é um bom negócio. Ele explicou que existem outras oportunidades para as empresas italianas, como a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016, além dos projetos de infraestrutura no âmbico do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O presidente brasileiro deu ênfase também à cooperação solidária entre Brasil e Itália “onde a solução pacífica de conflitos fortalece a democracia e resguarda os direitos humanos”. Essa convicção, conforme destacou, motivou nossa ação conjunta de ajuda humanitária às vítimas do terremoto no Haiti.

Lula disse que “foi com este espírito que Brasil e Turquia se empenharam em uma solução pacífica e negociada para a questão do Programa Nuclear Iraniano que se consubstanciou na “Declaração de Teerã”, de 17 de maio”.


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Presidente Lula e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, se encontraram em Washington e assinaram acordos bilaterais. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Washington Washington

O presidente Lula recebeu nesta segunda-feira (12/4), na embaixada do Brasil em Washington, os primeiros-ministros da Itália, Japão e Turquia para discutir a assinatura de acordos bilaterais e grandes projetos como o Trem de Alta Velocidade entre o Rio de Janeiro e Campinas (SP).

Com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, foram assinados acordos bilaterais que envolvem cooperação jurídica, troca de tecnologia militar de defesa e cooperação nos setores do turismo, esporte, saúde e geração de energia.

Com o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, a conversa foi sobre investimentos japoneses na malha ferroviária brasileira. Os japoneses demonstraram interesse na construção do Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando o Rio de Janeiro a Campinas. O dia de trabalho do presidente Lula foi marcado também por reunião com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan.

Nesta terça-feira (13/4), na capital norte-americana, Lula participará da Cúpula de Segurança Nuclear, juntamente com 42 chefes de Estado e de Governo. O encontro é uma iniciativa do presidente americano, Barack Obama, e contará também com a participação de representantes de quatro organizações internacionais. A reunião discutirá a cooperação internacional na área de proteção física de material e instalações nucleares e de combate ao terrorismo nuclear.

Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o governo brasileiro considera a segurança nuclear fundamental para se impulsionar o uso pacífico da energia nuclear, concorrendo para sua aceitação pública, e para a prevenção de acidentes e atentados radiológicos.

O Brasil, lembra o MRE, tem “sólida legislação no campo da segurança nuclear e do combate ao terrorismo, sendo parte das principais convenções internacionais nas matérias”.


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O presidente Lula está disposto a convencer empresas de todo o mundo a investirem no Brasil e por isso tem viajado sistematicamente ao exterior para vender o País e sua indústria. Em discurso feito nesta terça-feira (10/11) no II Fórum Empresarial Brasil-Itália, ocorrido na sede da Fiesp, em São Paulo, Lula afirmou que não há razão, no mundo globalizado, que se fique esperando “a visita em nossa casa de alguém que queira comprar nossos produtos”. No caso específico da relação comercial entre Brasil e Itália, que atingiu US$ 14 bilhões em 2008, o presidente brasileiro foi categórico: “é muito pouco.”

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula no evento realizado na Fiesp, em São Paulo:

Lula enfatizou ainda a importância do Estado como indutor e agente regulador do mercado, e explicou alguns programas de seu governo, como o Luz para Todos e o crédito consignado, que colocou milhões de famílias brasileiras no mercado consumidor. Como resultado, houve o incremento nas vendas de eletrodomésticos, entre outros bens.

“Tem coisa que se o Estado não fizer, ninguém vai fazer”, afirmou o presidente Lula, ao enfatizar que os cidadãos mais humildes têm o mesmo direito de contar com conforto da energia elétrica, por exemplo, que está ao alcance das demais classes sociais. Lula defendeu ainda que os países mais ricos encontrem mecanismos para contribuir com o desenvolvimento das nações mais pobres.


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