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Viagens internacionaisO Brasil vai se posicionar como interlocutor na busca pela paz no Oriente Médio. Esse é um dos principais objetivos do presidente Lula que inicia, no próximo sábado (13/3), visita oficial a Israel, Palestina e Jordânia. A informação é do porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, ao detalhar as atividades da primeira viagem oficial de um presidente brasileiro àquela região.

Ouça a entrevista do porta-voz, Marcelo Baumbach.


De acordo com a agenda, o primeiro compromisso oficial do presidente Lula acontece na segunda-feira (15/3) com o presidente de Israel, Shimon Peres. Depois, Lula participa de seminário empresarial no qual pretende reforçar o fluxo comercial entre os dois países. Na mesma data, Lula se encontra com a líder da oposição Tzipi Livni. À tarde, o brasileiro reúne-se com representantes da sociedade civil israelense e palestina em Jerusalém Oriental. Lula visita o parlamento (Knesset) israelense e terá audiência com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

No dia seguinte, o presidente visitará o Museu do Holocausto (Yad Vashem) e, num bosque ao lado do museu, participa da cerimônia de plantio de árvore. A terça-feira contempla encontro com a delegação da Universidade Hebraica, audiências a Amos Oz e ao ex-primeiro ministro Ehud Olmert. À tarde, a comitiva se desloca para Belém, quando está previsto encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e encerramento de seminário empresarial Brasil-Palestina.

Na quarta-feira (17/3), ainda segundo a agenda, Lula segue para Ramalá onde vista escola beneficiada por projeto de cooperação brasileiro. Está prevista também visita ao Mausoléu de Yasser Arafat, assinaturas de atos e declaração à imprensa. Ao término das atividades na Palestina, a delegação segue para Amã, na Jordânia. Naquele país, Lula terá encontro privado com o rei Abdullah II e a rainha Rania da Jordânia.

No último dia da visita (18/3), Lula será recebdo pelo presidente do Senado jordaniano, Taher Masri, e se reunirá com o primeiro-ministro Samir Rifai. Em seguida, Lula participa do encerramento do seminário empresarial Brasil-Jordânia. Após o compromisso, a delegação retorna para o Brasil. De acordo com o porta-voz do governo brasileiro, as reuniões empresariais terão foco nos segmentos de infraestrutura, energia, farmacêutico e agronegócio.


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Viagens internacionais

Às vésperas do início da viagem ao Oriente Médio – onde visitará Israel, Palestina e Jordânia – o presidente Lula defendeu que se pense “em novos interlocutores para a questão dos conflitos” naquela região do planeta. Lula fez esta avaliação em entrevista exclusiva à Associated Press concedida ontem (9/3), no gabinete provisório da Presidência da República, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Porém, o presidente brasileiro afirmou também “ficar com a impressão de que as pessoas pensam que o Brasil está se oferecendo para ter alguma função no conflito do Oriente Médio”.

“Primeiro, nós brasileiros respeitamos muito a determinação de cada país escolher quem ele quiser como negociador, como interlocutor. O que o Brasil tenta explicitar publicamente a todos os presidentes com quem conversamos, aos palestinos, a israelenses, aos árabes, aos americanos, aos europeus, é que é preciso que a gente comece a pensar em novos interlocutores para a questão dos conflitos no Oriente Médio. O Oriente Médio clama por paz, é necessário que tenha paz, e o correto seria que nós tivéssemos nas Nações Unidas a representatividade suficiente para coordenar o processo de paz e executar o processo de paz. Acontece que as Nações Unidas estão enfraquecidas, ou seja, a fotografia da geopolítica que governa as Nações Unidas hoje, no Conselho de Segurança, está muito distante do que nós precisamos”, disse.

Lula explicou que tinha duas teses para a questão. “A primeira é a seguinte: quem quer a paz no Oriente Médio? Nós temos que juntar de um lado. Depois, quem é que não quer a paz? Juntar do outro lado e começar a conversar, porque você tem gente de Israel que quer paz, você tem gente que não quer; você tem na Palestina gente que quer, gente que não quer. Você não sabe o que pensa a Síria, você não sabe o que quer o Irã, você não sabe o que quer o Catar, o que quer a Jordânia, o que querem os americanos, o que querem os franceses. Então tem que juntar todo mundo e dizer o seguinte: “Bom, vamos começar uma conversa franca, aqui, e vamos saber se a gente quer ou não quer paz no Oriente Médio”. Eu acho que não dá mais para ficar do jeito que está, sabe? Eu estou visitando agora o Oriente Médio, mas em maio eu vou visitar o Irã, e eu quero conversar com todo mundo para poder fortalecer a ideia de que através do diálogo você tem mais chance de construir uma política de paz no Oriente Médio”, afirmou.

Leia aqui a íntegra da entrevista.

Ouça a íntegra da entrevista concedida pelo presidente Lula.

Durante a entrevista, o jornalista enfocou também a questão da greve de fome de um prisioneiro cubano em Havana. A seguir, reproduzimos a íntegra do trecho que tratou o assunto:

“Jornalista: Queria perguntar também sobre a viagem que o senhor acabou de fazer para Cuba. Naquele momento estava a situação daquele dissidente, que estava em greve de fome, agora tem outro cara em greve de fome também. Como o senhor acha que Cuba lidar com essa situação dos dissidentes?

Presidente: Olha, veja, eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos aqui em São Paulo entrassem em greve de fome e exigissem a liberdade. Ora, veja… nós temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de prender as pessoas em função da legislação de Cuba, como eu quero que eles respeitem o Brasil, como eu quero respeitar aquilo que os Estados Unidos fizerem cumprindo a lei. A partir daí, um cidadão fazer uma greve de fome até se permitir morrer… Eu já fiz greve de fome e nunca mais eu farei, nuca mais eu farei. Eu acho uma insanidade judiar do próprio corpo. Mas, não é apenas em Cuba que morreu um cara de greve de fome. Tudo mundo sabe o que acontecia na Irlanda, quanta gente do IRA morreu de greve de fome? Eu vejo muita gente que hoje critica o governo cubano por causa da morte, não falava nada da morte do IRA. Era como se fosse uma coisa normal morrer lá na Irlanda e não fosse normal as pessoas morrerem em outros países. Eu gostaria que não acontecesse, agora não posso questionar as razões pelas quais o cubano prendeu ele, como não quero que Cuba me questione pelas razões que pessoas estão presas no Brasil. Sabe, ninguém pode, ninguém pode colocar em dúvida o exercício da democracia no Brasil, ninguém pode colocar em dúvida. Não tem um país do mundo hoje e não tem um governo do mundo que tenha exercitado a democracia como nós exercitamos. Aqui neste país, para tomar as grandes decisões de políticas públicas, nós fazemos conferência nacional que envolve milhares de pessoas na cidade, milhares de pessoas nos estados e depois milhares de pessoas aqui, em Brasília, nas conferências nacionais para a gente determinar nossas políticas.

Jornalista: Então, seria bom isso em Cuba, também, alguma coisa assim?

Presidente: Veja, acho que seria bom em qualquer país. Eu vejo que Cuba não faz, Estados Unidos não fazem, França não faz, Alemanha não faz. Não vejo ninguém fazer. Talvez eu faça por causa da minha origem sindical e da minha origem do movimento social, que é um hábito que eu aprendi a fazer na minha militância política. Quanto mais você tiver capacidade de ouvir as pessoas, menos chance você tem de errar. É simples isso. Essa é democracia que eu chamo de democracia partilhada – democracia compartilhada com a sociedade. Não é porque a sociedade me deu um mandato de presidente que eu posso fazer o que eu quero, não! Vamos ouvir o povo para que ele seja cúmplice das boas coisas que nós fazemos no Brasil.”

A entrevista também abordou temas como a relação entre o Brasil e o Irã, as medidas anunciadas esta semana pela equipe econômica no que diz respeito a taxação de produtos norte-americanos importados pelo Brasil e a saúde do presidente Lula tomando por início da conversa a crise de hipertensão verificada no Recife horas antes de embarcar para Davos, na Suíça, onde participaria da reunião do Fórum Econômico Mundial (FEM). A sucessão presidencial também mereceu destaque por parte da AP. A reunião sobre mudanças climáticas, em dezembro do ano passado, em Copenhague (Dinamarca), e a Copa do Mundo 2010 na África do Sul foram abordados na conversa.


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Agenda presidencial

O presidente Lula cumpre agenda de trabalho, nessa terça-feira (9/3), em Brasília. Agora pela manhã, no gabinete provisório no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Lula concede entrevistas. Na pauta, a viagem que fará na próxima semana a Israel, Palestina e Jordânia. O presidente brasileiro recebe a equipe dos jornais Haaretz e The Marker, além das agências de notícia ANBA e Associated Press.

Às 11h, Lula tem audiência com o secretário-executivo do Prêmio Félix Houphouët-Boigny, Alioune Traoré, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O presidente Lula se reúne também com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. À tarde, Lula comanda reunião da equipe sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) II.


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Presidente Lula participa de homenagem às vítimas do holocausto na Segunda Guerra Mundial em sinagoga no Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula participa de homenagem às vítimas do holocausto na Segunda Guerra Mundial em sinagoga no Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

No dia em que as vítimas das atrocidades nazistas na Segunda Guerra Mundial foram homenageadas em cerimônia realizada nesta quarta-feira (27/1) na sinagoga mais antiga das Américas, localizada em Recife (PE), o presidente Lula fez questão de lembrar a tragédia no Haiti e fazer uma veemente defesa da democracia e do respeito aos direitos humanos. Citou também em seu discurso a contribuição do Brasil para encontrar a paz duradoura que tantos almejam para o Oriente Médio.

Lula elogiou a solidariedade brasileira em favor do povo haitiano, que conta com apoio fundamental também da comunidade judaica, por meio por exemplo do Hospital Israelita Albert Einstein, e lembrou com pesar a morte de 20 brasileiros, entre militares e civis, que trabalhavam pela reconstrução do Haiti.

Lula homenageou também a embaixatriz Roseana Aben-Athar Kipman, neta de judeu, que dedicou sua vida aos doentes de hanseníase:

Ao aconchegar crianças feridas e, em muitos momentos, até  mesmo expor sua vida para salvá-las, Roseana expressa o papel que a nossa presença no Haiti tem desde antes do terremoto: compaixão, solidariedade e convicção de que os haitianos podem um dia erguer uma nação que eles mesmos sustentarão.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente em Recife:

O presidente Lula reiteirou que o extermínio em massa promovido pelos nazistas só foi possível porque antes a democracia e o respeito aos direitos humanos também foram progressivamente aniquilados.

Sempre faço questão de reafirmar que a democracia é um bem do qual não podemos abrir mão. Nunca. E nesta ocasião quero também dizer que a democracia política, social e econômica é a nossa principal arma contra a discriminação e a intolerância. O povo brasileiro me deu a honra de governar um país já democrático e tolerante. E chegando ao fim do meu mandato, me orgulho de ter contribuído para o fortalecimento das instituições, para a liberdade de imprensa, para a expansão das políticas públicas a todos os setores e comunidades de nossa sociedade e, especialmente, para a ampliação da participação social.

Lula citou os encontros que teve recentemente no Brasil com os presidentes Shimon Peres, de Israel, e Mahmud Abbas, da Autoridade Palestina, e as conversas mantidas em defesa da paz duradoura no Oriente Médio e sobre os obstáculos que impedem que ela seja obtida. Em março, lembrou, terá novos encontros com ambos, desta vez em seus respectivos países:

E mais uma vez, em nome do povo brasileiro, levarei até lá nossa mensagem de tolerância e de paz. Uma mensagem que é baseada não em uma utopia, mas na realidade de uma nação onde as mais diversas comunidades convivem. Todos nós, governo e sociedade, podemos trabalhar para que se aproxime o dia em que israelenses e palestinos vivam em segurança em seus respectivos Estados. Um dia no qual a paz e o respeito serão os pilares de um novo Oriente Médio, próspero e com justiça social. E no qual todos os conflitos que existem hoje passem a aparecer apenas nos livros de História.

A Terra Santa é uma referência não apenas para as três grandes religiões que ali nasceram, mas para toda Humanidade. E cabe a todos ajudar os povos que ali habitam a encontrarem o caminho que levará a um futuro melhor.


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Ben Abraham ama o Brasil. Aos 85 anos, esse polonês é testemunha das atrocidades praticadas pelas tropas de Adolf Hitler e como missão segue dando depoimentos sobre o período mais difícil de sua vida. Abraham, que mora em São Paulo, sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, e hoje participou com a mulher Miriam da cerimônia realizada em Recife em homenagem ao Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto. A cerimônia foi realizada na Sinagoga Kahal Zur Israel (a mais antiga das Américas), com a presença do presidente Lula e autoridades do governo brasileiro.

“Tinha 20 anos de idade, 28 quilos e tuberculose dupla quando saí dos campos de concentração nazistas. Sobrevivi e jurei a mim mesmo que contaria ao mundo tudo o que vivi. É isso o que estou fazendo”, afirmou Abraham nas diversas entrevistas que concedeu ao longo dos últimos dias.


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O Brasil espera contar com a influência do Catar para buscar alternativas ao conflito no Oriente Médio, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (20/1) ao se encontrar com o xeque Hamad Bin Khalifa Al Thani, emir do país árabe, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Segundo o presidente brasileiro, a visita de Al Thani ao Brasil é uma “oportunidade histórica”, já que ambos os países estão unidos “pela busca de respostas solidárias aos desafios de um mundo cada vez mais interdependente”.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:

Para ler, clique aqui.

Lula reafirmou a posição brasileira de defender um Estado Palestino viável e a existência de Israel “em condições de segurança”. Além disso, lembrou a influência do Catar não só na questão palestina mas também nos esforços de paz em Darfur, no Sudão, assim como na estabilização política no Líbano. Sendo assim, Brasil e Catar podem contribuir decisivamente para os esforços de reconciliação entre palestinos e israelenses, acredita o presidente Lula.

Segundo o líder do Catar, alguns países Oriente Médio concordam com a idéia de que o mundo inteiro tem que ajudar na construção do Estado da Palestina. Lula disse que só haverá paz naquela região quando a ONU for reformulada.

O presidente brasileiro pediu ajuda ao emir nos esforços empreendidos no Haiti. O mundo, disse Lula, precisa tratar o Haiti com mais responsabilidade. Defendeu também que a ONU assuma o papel de coordenação na ajuda humanitária. Al Thani concordou e afirmou que toda ajuda será coordenada junto com o Brasil. “O que importa para o Catar é que o Brasil tenha um papel mundial”, disse o emir.

O presidente brasileiro afirmou também que os acordos de cooperação econômica e comercial assinados hoje entre os dois países “estendem as potencialidades que unem duas economias dinâmicas e complementares”. O emir explicou que seu país tem interesse em investir em empresas brasileiras e atrair companhias para participarem em obras de infraestrutura em portos, ferrovias e saneamento básico no Catar.

Segundo Lula, desde 2003 o comércio Brasil-Catar cresceu substancialmente, ultrapassando os US$ 440 milhões em 2008, mas ainda assim o país árabe permanece um destino pouco conhecido dos exportadores brasileiros. Lula no entanto acredita que a missão empresarial trazida agora pelo emir Al Thani ao Brasil poderá atrair maior interesse dos empresários brasileiros. Lula espera também apoio do Catar para a conclusão do tratado de livre comércio entre o Mercosul e o Conselho de Cooperação do Golfo.


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O dia 18 de março ficará no calendário brasileiro como sendo também o Dia da Imigração Judaica. E, para oficializar a data, o presidente em exercício, José Alencar, sanciona, nesta quarta-feira (16/12), às 16h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), lei que trata deste tema. A partir do Projeto de Lei 4153/08, de iniciativa do Legislativo, a data escolhida tem como referência a reinauguração da Sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), no Recife, evento ocorrido em 18 de março de 2002. O Dia da Imigração Judaica homenageia a contribuição dessa comunidade na formação da cultura brasileira, especialmente nos campos artístico, político, diplomático, da indústria, do comércio e das finanças.

Após a cerimônia, José Alencar concede audiência ao ex-embaixador do Brasil em Cuba Tilden Santiago. Em seguida, recebe o senador Flávio Arns (PSDB/PR); a prefeita de Governador Valadares (MG),Elisa Maria Costa; o prefeito de Tupaciguara (MG),Alexandre Berquó; e, o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Enquanto isso, em Copenhague (Dinamarca), o presidente Lula tomou café a manhã com a delegação brasileira que o acompanha na Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP15). Tem encontro com governadores brasileiros participantes da conferência. À tarde, concede audiência à diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova; ao presidente do Suriname, Ronald Venetiaan; e ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.


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Qual a importância de se dialogar com líderes do Oriente Médio? Qual o papel do Brasil na região? O que pode render as conversas promovidas pelo governo brasileiro nas últimas semanas com os líderes de Israel (Shimon Peres), Autoridade Palestina (Mahmoud Abbas) e Irã (Mahmoud Ahmadinejad)? Essas e outras questões foram analisadas pelo embaixador Roberto Jaguaribe, da Subsecretaria-Geral Política II do Ministério das Relaçõs Exteriores, que conversou com exclusividade com o Blog do Planalto.

Jaguaribe, que trata diariamente com questões de política exterior com os países da África, da Ásia e Oceania e do Oriente Médio, explica na entrevista acima que o Brasil está trabalhando para encontrar soluções em parceria com outros países em desenvolvimento, cada vez mais importantes no cenário internacional. O Brasil, diz o diplomata, não acredita no isolamento ou no atrito como caminho para resolver as diferenças, e sim no diálogo e na persuasão.


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(Trecho do programa de rádio veiculado nesta segunda-feira em que o presidente Lula fala de sua futura agenda de visita a países do Oriente Médio. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)

Nos últimos 15 dias, o Brasil teve o privilégio de receber os principais líderes do Oriente Médio -- os presidentes Shimon Peres de Israel, Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina e Mahmoud Ahmadinejad do Irã, que chegou ao Brasil nesta segunda-feira (23/11). Nas conversas com esses líderes, a mensagem que o presidente Lula tem passado é sempre a do diálogo:

Aquelas pessoas estão cansadas de guerra, estão cansadas de morte, estão cansadas de ataques. Então, é preciso encontrar um jeito. Não adianta alguém ficar pensando que é melhor do que o outro, não adianta ninguém ficar acusando ninguém. É preciso olhar um pouco o passado, mas pensar no futuro, e o futuro tem que ser de paz.

Clique aqui para ouvir a íntegra do programa:

Para ler, clique aqui.

Segundo o presidente, é preciso encontrar um caminho do meio para fazer a paz, envolvendo outros países e negociadores para discutir o assunto. Para Lula, quem deveria estar negociando é a ONU:

É preciso que a gente encontre um ponto de equilíbrio que possa permitir que haja paz no Oriente Médio. Eu acho que quem deveria estar negociando eram as Nações Unidas. A ONU deveria estar negociando, estabelecer com os países qual é o critério, qual é a base para fazer o acordo e fazer o acordo, e viver tranquilo porque o mundo precisa de paz, o Oriente Médio precisa de paz.


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Enquanto o processo de paz no Oriente Médio tiver a liderança apenas dos Estados Unidos não se alcançará o acordo entre os países envolvidos nos constantes conflitos naquela região. A avaliação foi feita pelo presidente Lula nesta sexta-feira (20/11) em entrevista às emissoras de rádio Excelsior AM e Metrópole FM, em Salvador. Para o presidente, é preciso que a ONU participe deste processo de paz. Na sua avaliação, a ONU tem que ter uma posição que contemple o pensamento do ano de 2010 e não ficar com postura de 1940, quando foi criada.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

Na entrevista, Lula falou sobre a liderança do Brasil em movimentos internacionais, destacou as ações do governo para que o País superasse a crise financeira mundial e defendeu a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. O presidente explicou que o embate com as lideranças sindicais que defendem o fim do fator previdenciário vai ser resolvido por meio de acordo.

Lula disse que ao término do mantado irá atuar em movimentos que visem melhorias aos países daAmérica Latina e do continente africano. O presidente lembrou ainda das obras tocadas pelo governo federal e comentou a disputa para o governo da Bahia em 2010.


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