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Presidente Lula e o ministro Fernando Haddad visitam as instalações do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco, Salgueiro (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Sempre elogiando muito o ministro Fernando Haddad (Educação) e sua dedicação por incluir cada vez pessoas na educação fundamental, média e universitária e melhorar a qualidade do ensino oferecido, o presidente Lula fez um apelo aos jovens para que estudem e se qualifiquem profissionalmente, porque as oportunidades estão surgindo no País. Em discurso durante inauguração do campus Salgueiro do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco, disse ainda que quanto mais qualidade, formação e informação tiver o povo, mais poderosa e importante será a nação. “Não há razão para jovem ter preguiça ou desanimar”, afirmou.

Quero que os filhos dos pobres tenham no século 21 as chances que eu não tive no século 20. Quero que este País seja um País em que ninguém deixe de estudar porque não tem dinheiro. Aonde ninguém deixe de estudar porque é pobre, porque é negro, porque está desempregado. É obrigação do estado brasileiro de garantir a todos os seus jovens o direito de estudar, de se formar, e construírem uma vida tranquila.

O presidente, que lembrou aos presentes ter triplicado os recursos do Ministério da Educação (de R$ 20 bilhões para R$ 60 bilhões) lamentou o fato de os governantes anteriores não terem dado a devida atenção à educação, porque é o “investimento mais rentável possível, o que dá retorno mais rápido”. Um povo educado não exporta apenas matérias-primas como suco de laranja e minério de ferro, mas também conhecimento e inteligência, disse Lula.

Com isso em mente, afirmou, foi preciso mudar muita coisa no País, como por exemplo a lei criada em 1998 que proibia o governo federal de assumir a responsabilidade da educação por ensino técnico. O resultado não poderia ser melhor: com o fim da lei, o governo pode criar 214 escolas técnicas no País em oito anos – de 1909 a 2002, foram criadas 140.

O que está criado no Brasil é um paradigma. Antes entrava um governante, não fazia nada; entrava outro, não fazia nada. Antes não tinha referencial. Agora todos tem um referencial.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Todo o investimento em educação, associado a obras importantes como a transposição do rio Sao Francisco, a refinaria Abreu e Lima e a ferrovia Transnordestina, vai desenvolver o Nordeste como já deveria estar sendo feito há anos. “A gente está preparando o povo brasileiro e desenvolvendo as regiões que precisam”, afirmou Lula, citando outro dado importante que reflete o bom momento vivido pela região atualmente: a formação de doutores:

Quando chegamos ao governo, apenas 1,3% dos doutores formados no Brasil eram do Nordeste. Agora já são 9,5% dos doutores do Nordeste. A coisa mais importante é que este ano a maioria das pessoas formadas doutores foram mulheres – 51% contra 49% dos homens. Entao isso demonstra que começa a haver uma mudança no Brasil. Eu acho que vocês vão colher isso, leva pelo menos mais uns 10 anos para gente mudar radicalmente, talvez até um pouco mais. Nós começamos e não tem retorno.


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EntrevistasCom as obras de infraestrutura tocadas pelo governo federal, o Nordeste brasileiro vive um período de ouro. A avaliação foi feita pelo presidente Lula, nesta terça-feira (17/8), durante entrevista a emissoras de rádio de estados nordestinos. Para o presidente, as oportunidades criadas nos nove estados do Nordeste permitirão que dentro dos próximos dez anos a região esteja transformada. Lula apontou também um outro fenômeno: o processo de migração dos nordestinos para as regiões Sul e Sudeste se inverte. Agora, os nordestinos estão retornando para suas cidades de origem e, com isso, buscam investir em negócios.

Instigados pelos radialistas, o presidente respondeu a questões como críticas de políticos de oposição o governo federal sobre investimentos na região. Segundo Lula, um levantamento comparativo com os últimos 30 anos irá concluir que o seu governo destinou mais recursos para a região se somados os recursos destinados por seus antecessores. Atualmente, além da Ferrovia Transnordestina, estão em curso o canal do rio São Francisco, a Ferrovia Norte-Sul, dentre outros empreendimentos. Na próxima sexta-feira, a Petrobras deve concluir as negociações para as obras da refinaria no Ceará. Lula defendeu também um estaleiro para aquele estado.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

No Piauí, Lula acredita na possibilidade de uma reserva de gás igual a encontrada no Maranhão. O presidente informou que o rio Parnaíba deve contar com a construção de usinas hidrelétricas. “Eu acho que as coisas estão indo bem. Nos próximos 10 anos, quem vier para o NE não vai reconheçe-lo de tão bonito que ele vai ficar”, disse.

O presidente queixou-se do aparelho fiscalizador do Estado que impede a realização de obras [por parte do governo federal e informou que após as eleições irá trabalhar na conclusão de um marco regulatório. Segundo ele, se o então presidente Juscelino Kubstichek viesse a construir Brasília nos dias atuais enfrentaria problemas para tocar as obras.

Na mesma entrevista, Lula acusou a oposição de acabar com a CPMF como vingança. “O nosso adversário está com dificuldades. As vezes fica tentando dizer coisa. Na área de saúde, essas pessoas esquecem para se vingar não de mim, mas do povo pobre acabaram com a CPMF. Tiraram por pura vingança”, disse.

Em seguida, afirmou que durante seus dois mandatos deu o mesmo tratamento para governantes de situação e de oposição. Depois, comentou que desde os anos 80, quando atuou como dirigente sindical na região do ABC paulista até os dias atuais nunca verificou placas nas empresas anunciando contratação de mão de obra. “O Brasil está se consolidando com economia estável e crescente. É um processo que não tem retorno. Não tem volta”, afirmou.

Após a entrevista, Lula seguiu para Salgueiro, no sertão pernambucano. Lá, ele visita canteiro de obras da Ferrovia Transnordestina e fábrica de dormentes e brita, além de inaugurar campus do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco. No início da noite, Lula retorna a Petrolina para inaugurações de prédios da Univasf  (Universidade Federal do Vale do São Francisco).


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