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Presidente Lula discursa no seminário empresarial em Londres. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula discursa no seminário empresarial em Londres. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os investidores estrangeiros que lotaram o auditório na manhã desta quinta-feira (5), em Londres, na abertura do seminário “Encontro Investindo no Brasil: Identificando Oportunidades no Novo Clima Econômico”, foram convidados pelo presidente Lula a ‘redescobrirem’ o Brasil, País que hoje tem muitas oportunidades para investimentos. O seminário foi organizado pelos jornais Financial Times e Valor Econômico.

O Financial Times trouxe em sua edição desta quinta-feira um caderno especial dedicado às oportunidades de investimentos no Brasil, retratado como uma “superpotência agrícola pronta para alimentar o mundo”. O caderno destaca ainda que a emergente classe média brasileira é a força por trás do crescimento brasileiro. Clique aqui e confira o caderno especial do Financial Times (em inglês). O caderno traz também uma entrevista com o presidente Lula – Veja o vídeo aqui (também concederam entrevista a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles).

O presidente brasileiro lembrou que, no final do século 19 e início do século 20, as empresas inglesas que estavam no Brasil começaram movimentos de retirada, principalmente depois da Primeira Guerra Mundial. Agora, o momento é de retomar os investimentos, afirmou Lula, defendendo novos encontros no Brasil e na Inglaterra para estreitar os laços comerciais entre ambos os países.

Para ouvir a íntegra do discurso do presidente Lula no seminário empresarial em Londres, clique aqui:

Lula citou a importância de programas como o Luz para Todos para os avanços obtidos pelo Brasil nos últimos anos (ouça aqui). Lembrou que empresas privadas e públicas enfrentaram dificuldades para levar energia elétrica às regiões mais distantes do País, mas que graças a uma decisão de governo, foram investidos mais de R$ 9 bilhões no programa, permitindo que famílias mais carentes pudessem não só contar com energia elétrica mas também com bens duráveis como geladeiras, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos. Os benefícios do programa se estenderam à indústria de produtos de linha branca, que vendeu mais.

“Não tratamos isso como gasto, mas como investimento do estado brasileiro para darmos cidadania ao nosso povo.”

O crédito consignado foi outro exemplo apresentado. O volume de recursos emprestado, segundo lula, chegou a R$ 100 bilhões, sendo que a inadimplência é baixa. Foi então que ele conseguiu arrancar risos dos investidores. O dinheiro emprestado “não era para comprar dólares, não era para depositar num banco ou comprar derivativos”, mas para adquirir sapatos, material escolar, vestuário e isso alavancou a economia brasileira, disse Lula.

Lula apresentou ainda à platéia que acompanhava seu discurso o projeto de revitalização e integração do rio São Francisco, que vem dando novas esperanças a milhões de brasileiros, como a comerciante Eliane, que iniciou seu próprio negócio na região do sertão pernambucano. Para conhecer a história de Eliane, clique aqui.


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O bom momento brasileiro não tem nada de ‘milagre’, mas sim de trabalho duro dos brasileiros ao longo das últimas décadas, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva concedida por escrito ao jornal venezuelano El Universal, publicada nesta quinta-feira.

Consolidamos a democracia, derrotamos a inflação, retomamos o crescimento e estamos construindo uma sociedade moderna e cada vez mais justa com todos os seus cidadãos. Do meu período na Presidência, iniciado em 2003, destaco como as maiores conquistas a retomada do desenvolvimento econômico e da capacidade do Governo de investir na educação e na infra-estrutura, além dos programas sociais voltados para as camadas mais pobres da população.

Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.

Lula viajou na tarde desta quinta-feira para a Venezuela onde se encontrará com o presidente Hugo Chávez e participará da inauguração do Consulado-Geral do Brasil e do escritório da Caixa Econômica Federal (CEF) em Caracas. Na sexta-feira (30/10), Lula e Chávez visitarão uma plantação de soja em El Tigre, um projeto de cooperação com a Embrapa.

Ao falar sobre as eleições presidenciais no Brasil em 2010, Lula afirmou que Dilma Roussef conta com sua total confiança:

A ela confiei o comando do principal programa de obras do Governo no segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento, e os resultados mostram sua grande capacidade como gestora e como líder. Sua experiência acumulada como parte de nossa equipe desde o início, em 2003, e sua identidade com nosso projeto para o País asseguram que continuaremos a crescer e a diminuir as desigualdades sociais e regionais ainda existentes.

Lula disse que seria uma grande conquista para as brasileiras fazer história com a eleição da Dilma e revelou ter esperanças de ver a ministra da Casa Civil como a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil:

O caráter simbólico dessa conquista é poderoso, e espero contribuir para que ela aconteça.

Lula apontou a integração regional na América do Sul como uma de suas prioridades na política externa. Explicou ainda o envolvimento do Brasil na crise política de Honduras:

Essa página da História ficou para trás e não deve mais voltar. O envolvimento direto ocorreu em razão da decisão do Presidente Zelaya de pedir proteção na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, e obviamente não poderíamos negar essa proteção a ele ou a quem considere estar com sua vida em risco por conta das posições políticas que defenda. Muitos integrantes do meu governo e da oposição no Brasil tiveram que se refugiar em Embaixadas estrangeiras durante o regime militar em nosso país nos anos 60 e 70.

Espero que um acordo político possa solucionar a crise em Honduras. Vejo que as forças políticas hondurenhas estão empenhadas nesse sentido, e, para isso, contam com o apoio da comunidade internacional e de organismos como a OEA. O que não se pode perder de vista é que Manuel Zelaya é um Presidente eleito democraticamente, e esse fato deve ser respeitado nas negociações. O Brasil não reconhecerá um novo governo em Honduras que resulte de eleições conduzidas por um regime golpista.

Outros temas tratados pelo presidente Lula na entrevista foram as bases americanas na Colômbia, a instituição do Conselho de Defesa da Unasul e a crise econômica mundial.


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