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O ano de 2010 registrou alta histórica de 3,4% no índice de emprego na indústria. É o que mostra a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário divulgada nesta sexta-feira (11) pelo IBGE. O índice de 3,4% registrado no ano passado foi o mesmo verificado na comparação entre os meses de dezembro de 2010 e de 2009, dando continuidade à série de resultados positivos iniciada em fevereiro de 2010. Já na comparação trimestral dos últimos dois anos, o aumento foi ligeiramente maior: 3,6%.

O resultado positivo verificado de forma generalizada nos 14 locais pesquisados reflete o crescimento progressivo do emprego na indústria brasileira no ano passado, após um 2009 de ajustes no setor devido à crise financeira que atingiu o comércio internacional. São Paulo, com alta de 3%, puxou a fila dos estados que mais colaboraram para esse crescimento, seguido da região Nordeste (3,4%), Minas Gerais (3,9%), região Norte e Centro-Oeste (4,6%), Rio Grande do Sul (3,6%), Santa Catarina (3,9%) e Rio de Janeiro (4,4%).


Quando a análise é feita por setores, a metalurgia básica (10,8%), produtos de metal (10,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,0%), os meios de transporte (8,7%), máquinas e equipamentos (8,3%) e borracha e plástico (6,2%) se destacam entre os 13 dos 18 segmentos que registraram alta na comparação de dezembro de 2010 com o mesmo período de 2009.

No ano, também houve uma expansão generalizada, com destaque para os segmentos de metalurgia básica (7,7%), máquinas e equipamentos (7,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,2%), produtos de metal (7,0%), têxtil (6,4%), meios de transporte (5,9%), calçados e couro (5,7%) e alimentos e bebidas (1,5%).

Folha de pagamento real e horas pagas

No ano passado, também houve aumento no número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, fechando em 4,1%, “maior avanço desde o início da série histórica, com perfil generalizado de expansão, que atingiu os 14 locais e 14 dos 18 segmentos investigados”, de acordo com o IBGE, com destaque para São Paulo (3,7%), regiões Nordeste (4,6%), Norte e Centro-Oeste (5,0%), Rio Grande do Sul (4,2%), Rio de Janeiro (6,6%) e Minas Gerais (3,0%). No acumulado de 2009, o índice havia apresentado baixa de 5,3%.

A folha de pagamento real dos trabalhadores também sofreu alterações positivas em 2010. No indicador mensal o índice subiu 5,9%, apresentando resultados favoráveis em praticamente todos os locais pesquisados (13 das 14 locais). Desta vez, Minas Gerais – alavancado pelo aumento no valor da folha de pagamento real da indústria extrativa (64,7%), meios de transporte (28,5%) e alimentos e bebidas (14,4%) – verificou 15,0% de expansão no período. Outros estados também afetaram positivamente o índice anual, como São Paulo com (+2,9), Rio Grande do Sul (+11%) e região Norte e Centro-Oeste (+8,7%).

A expansão foi ainda maior no acumulado de todo o ano de 2010, quando o indicador alcançou 6,8% de aumento, contra 2,4% de queda em 2009. A expansão do valor da folha de pagamento real no ano passado, verificada em todos os 14 locais pesquisados, contribuiu para se chegar a esse índice, com destaque novamente para São Paulo (5,0%), Minas Gerais (7,6%), Rio de Janeiro (9,3%) e Rio Grande do Sul (9,1%).


[2] Comentários

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (21/10), revela que a taxa de desocupação no Brasil em setembro foi de 6,2%, o menor nível desde 2002, recuando meio ponto percentual em relação a agosto (6,7%) e 1,5 em relação a setembro de 2009 (7,7%). A pesquisa é feita em seis regiões metropolitanas do País. Os números constatam ainda que o País tinha em setembro 22,3 milhões de pessoas ocupadas, 0,7% a mais do que em agosto e 3,5% em relação a setembro de 2009. A população desocupada (1,5 milhão) caiu 7,5% em relação a agosto, e 17,7% no ano.

O relatório da pesquisa mostra também que o número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões) ficou estável no mês e cresceu 8,6% no ano.

Outro dado significativo foi o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.499,00) que subiu 1,3% na comparação mensal e 6,2% no ano. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 33,8 bilhões em setembro de 2010), ficou cresceu 2,1% no mês e 10,1% em relação a setembro de 2009. A massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados (R$ 33,5 bilhões em agosto de 2010) cresceu 2,6% no mês e 10.5% no ano. O rendimento domiciliar per capita (R$ 999,35) cresceu 2,3% em relação a agosto último e 8,8% no ano.

Os setores que aumentaram o número de empregados foram os da indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (3,5%), serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (4,4%) e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (5,9%)

Numa análise por região, a taxa de desocupação teve variação estatisticamente significativa apenas na Região Metropolitana de Salvador, onde sofreu redução de 1,4 ponto percentual frente ao mês anterior. Pelo quesito anual foram registrados declínios em Recife (1,7 p.p.), em Belo Horizonte (1,5 p.p.) em São Paulo (2,4 p.p.) e em Porto Alegre (1,3 p.p.). Em Salvador e no Rio de Janeiro não houve variação.

O contingente de desocupados, estimado em 1,5 milhão no agregado das seis regiões investigadas, caiu 7,5% em relação a agosto e 17,7% em relação a setembro do ano passado. A população ocupada (22,3 milhões) no total das seis regiões, apresentou elevação de 0,7% em relação a agosto e de 3,5% em relação a setembro de 2009 (ou mais 762 mil postos de trabalho no ano).

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (10,3 milhões) para o conjunto das seis regiões ficou estável na análise mensal e cresceu 8,6% (ou mais 816 mil postos de trabalho com carteira assinada) na comparação anual.


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A indústria sucroalcooleira brasileira está de parabéns pelo desenvolvimento de uma agroenergia de qualidade e competitiva internacionalmente, mas precisa investir ainda mais para melhorar as condições de trabalho no campo, até mesmo como estratégia de negócio, já que adversários comerciais poderão usar essa brecha para barrar o avanço da indústria nacional. Em discurso feito na abertura da 18ª Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro) e da 8ª Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Acúcar (Agrocana), em Sertãozinho (SP), o presidente Lula afirmou que é preciso mostrar ao mundo que os avanços conquistados pela indústria brasileira vão além do etanol, chegando também à qualidade de vida dos trabalhadores:

A liderança conquistada tecnologicamente pela nossa agroenergia deve agora vencer o desafio de associar ao etanol brasileiro o selo da sustentabilidade e o primado da justiça social.

Lula elogiou o amadurecimento do setor sucroalcooleiro brasileiro, que soube superar desconfianças que tinha do governo para estabelecer uma relação sadia, de lealdade, e disse que também tinha dúvidas sobre o comportamento dos empresários do setor. Mas hoje ambos os lados aprenderam a conviver harmoniosamente, para o bem do País – o governo estabelecendo o etanol como diretriz para a matriz energética brasileira e os empresários desenvolvendo e entregando o combustível do século 21, ajudando assim o País a cumprir metas de emissão de gases do efeito estufa.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente afirmou que o País avançou significativamente, em 2009, rumo à sustentabilidade e à justiça social na indústria sucroalcooleira, lembrando a instituição do zoneamento agro-ecológico da cana-de-açúcar, que vetou a instalação de novas usinas e plantações em áreas de vegetação nativa, sejam elas na Amazônia, no Pantanal, na Caatinga, no Cerrado ou em remanescentes da Mata Atlântica, sem que o setor perdesse mercado ou produtividade.

O setor sucroalcooleiro nada perdeu. E o todo o Brasil ganhou com isso. Preservamos nossas riquezas naturais. E o etanol continua a dispor de, pelo menos, 70 milhões de hectares ociosos no interior da fronteira agropecuária.

Outro passo importante, disse Lula, foi o lançamento pelo governo federal, em junho do ano passado, do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, em que representantes do setor sucroalcooleiro, dos trabalhadores e do governo, discutiram medidas para melhorar as relações de trabalho, reconhecidamente duras, predominantes nos canaviais brasileiros. Como resultado, o fórum eliminou a prática da terceirização da mão-de-obra, que prejudicava cerca de 500 mil trabalhadores brasileiros.

Rompeu-se assim um preconceito feito de descrédito e desconhecimento mútuos. Uma avenida de entendimento se abriu e através dela podemos –eu diria, devemos – ir além, buscando cada vez mais a superação de desequilíbrios seculares que, injustificadamente, contrapunham a atividade sucroalcooleira à justiça social.


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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve um forte crescimento no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8/6) pelo IBGE. Os três primeiros meses de 2010 tiveram uma expansão de 2,7% em comparação ao último trimestre de 2009 e 9% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Os setores que mais cresceram em relação ao último trimestre de 2009 foram a indústria (4,2%), agropecuária (2,7%) e serviços (1,9%). Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, a indústria também aparece como o setor que mais cresceu (14,6%), seguido de serviços (5,9%) e agropecuária (5,1%). O IBGE informou também que a taxa de investimento no período subiu para 18% e a taxa de poupança bruta atingiu 15,8% no País.

No acumulado dos quatro últimos trimestres o PIB cresceu 2,4%, com alta nos Serviços (3,6%), estabilidade da Indústria (0,0%) e queda na Agropecuária (-3,3%).


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O presidente respondeA coluna O Presidente Responde desta semana recebeu perguntas do Rio de Janeiro e de São Paulo, referentes aos temas de emprego, Lei do Inquilinato e seguro-desemprego.

O artífice Aluízio Araújo, do Rio de Janeiro (RJ), perguntou sobre a política do governo federal para atender os trabalhadores que atuam na informalidade por conta da substituição da mão-de-obra nas indústrias por máquinas. O presidente Lula lembrou em sua resposta que, mesmo com a automação, o Brasil tem expandido o número de empregos formais – 12,7 milhões de novos postos de trabalho com carteira assinada desde 2003. Mas afirmou que o governo está atento à informalidade.

Em 2005, lançamos o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), que já concedeu R$ 6,6 bilhões de financiamento aos informais. O programa Microempreendedor Individual é também uma ótima opção para quem fatura até R$ 36 mil por ano. Pagando R$ 56,10 por mês de contribuição previdenciária, o empreendedor passa a ter vários direitos, como aposentadoria por idade, invalidez, a salário-maternidade e a auxílio-doença. E, além de ter acesso a crédito com juros mais baixos, pode participar das compras dos governos federal, estaduais e municipais. Para o cadastro, basta entrar na página www.portaldoempreendedor.gov.br.

Leia aqui a íntegra da coluna.

O policial militar Mozart Maia Moura, de Praia Grande (SP), parabenizou o presidente pela aprovação da Lei do Inquilinato e pediu que fosse aprovada uma outra lei, obrigado o inquilino inadimplente a cumprir sua obrigação.

Lula respondeu que a Lei do Inquilinato, que entrou em vigor em janeiro deste ano, já estabelece obrigações para o proprietário do imóvel e também para o inquilino.

No caso de inadimplência, o inquilino pode ser cobrado de forma amigável ou, caso persista na inadimplência, ser acionado judicialmente, com base na Lei do Inquilinato, para que suas despesas não venham a recair sobre os demais moradores.

A demora do seguro-desemprego em chegar à conta dos beneficiados foi questionada pelo desempregado Rogério Pereira, de Lins (SP). O presidente Lula afirmou que, quando as exigências da legislação do seguro-desemprego são atendidas nos prazos estipulados, as parcelas são liberadas sem demora.

A legislação estabelece uma rotina a ser seguida. Entre vários outros critérios, a entrada do requerimento tem que ocorrer entre 7 e 120 dias a partir da data da dispensa. É preciso que as informações fornecidas sejam comprovadas como, por exemplo, o CNPJ da empresa e os dados do solicitante. Algumas vezes, há atrasos em função da necessidade de o requerente ter que modificar dados que haviam sido fornecidos incorretamente. E antes da emissão das parcelas, é preciso verificar se o solicitante não possui renda própria e também se, no decorrer do processo, não voltou a estar empregado.


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bom dia, MinistroO Programa de Produção Sustentável Palma de Óleo no Brasil, a ser lançado pelo presidente Lula amanhã (6/5) em Tomé-Açu, no Pará, foi apresentado nesta quarta-feira (5/5) pelos ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Wagner Rossi (Agricultura) no programa Bom Dia, Ministro Especial, que contou com a participação de diversas emissoras de rádio de todo o País. A idéia do programa apresentado é reunir um conjunto de ações para regulamentar a expansão do cultivo de palma no Brasil, evitando assim problemas como o desmatamento.

O óleo de palma vem sendo muito usado em todo mundo nas indústrias alimentar, de limpeza e higiene (fabricação de sabonetes) e oleoquímicos (para produção de biocombustível). Como o produto vem se tornando cada vez mais uma importante ‘commodity’ para países tropicais, o governo considera fundamental garantir a sua sustentabilidade, principalmente na região amazônica.

As regiões prioritárias do programa são as áreas antropizadas (ocupadas pelo homem) da Amazônia Legal (Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima), do Nordeste (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe) e Sudoeste (Rio de Janeiro e Espírito Santo).

Ouça aqui a íntegra do programa:


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Selo do programa 7 anos em 7 minutosA atuação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nos últimos sete anos contribuiu para o crescimento econômico brasileiro e para a criação de empregos, além de ampliar o comércio exterior e elaborar e coordenar uma política industrial que ajudou o País a enfrentar a crise econômica mundial, afirmou o ministro Miguel Jorge no seu programa da série 7 Anos em 7 Minutos, que o Blog do Planalto publica nesta sexta-feira (23/4).

O ministro destaca que o comércio exterior mais que triplicou entre 2002 e 2008, passando de um patamar de US$ 107 bilhões para quase US$ 371 bilhões. Houve incremendo significativo nas exportações -- de US$ 60 bilhões em 2002 para US$ 198 bilhões em 2008, o melhor resultado da nossa historia. Ele lembra que as exportações caíram em 2009, para US$ 159 bilhões, porque a crise afetou os países de destino de nossas vendas, mas que essa queda poderia ter sido maior sem a política de diversificação das exportações.

Com ela, diminuímos a nossa dependência dos países desenvolvidos. Um dado deixa isso claro: em 2002, os Estados Unidos receberam 25% de nossas exportações, mas em 2009 elas foram de apenas 10%, com o mesmo volume. Na busca pela diversificação, nesses sete anos, os ministros do desenvolvimento e os secretários do ministério chefiaram 40 missões empresariais a 45 países.

Todas as medidas na área de comércio exterior foram coordenadas, afirma o ministro, com a retomada do processo de política industrial no País, que culminou no lançamento em 2008 do Plano de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que foi coordenada pelo MDIC e envolveu outros 13 ministérios, com destacada colaboração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Hoje, o PDP abrange os 27 mais importantes setores da economia brasileira.

Miguel Jorge faz questão de destacar a fundamental atuação do BNDES, que se transformou durante o governo Lula no maior banco de desenvolvimento das Américas e um dos maiores do Mundo. Hoje, o BNDES é o principal financiador a longo prazo para investimentos em todos os setores da economia brasileira.

No ano passado, o BNDES desembolsou mais de R$ 135 bilhões em empréstimos -- o maior volume dos 57 anos da sua história. Isso representou o crescimento de 365% em relação aos R$ 37 bilhões desembolsados em 2002. O BNDES também foi fundamental para superar os efeitos da crise financeira internacional. É ainda o maior financiador do PAC e continuará tendo papel fundamental no futuro. Já está financiando investimento para a exploração do petróleo e do gás do Pré-sal e também financiará projetos de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.


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Selo do programa 7 anos em 7 minutosUm dos grandes avanços do governo Lula foi instituir no País, a partir de 2003, algo que está previsto na Constituição Federal brasileira aprovada em 1988: a democracia participativa, que prevê um diálogo franco e permanente da sociedade civil com o governo. Desse diálogo, feito em conferências, conselhos, ouvidorias e mesas de negociação, saíram diversas políticas públicas e ações do governo ao longo dos últimos anos, promovendo o desenvolvimento do País e melhorando as condições de vida da população. Detalhes dessa conquista são explicados no programa 7 Anos em 7 Minutos desta quarta-feira por Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, que tem entre suas atribuições coordenar essa relação Estado-sociedade civil.

Dulci lembra que de 2003 até hoje foram realizadas 63 conferências nacionais em todas as áreas -- meio ambiente, saúde, reforma agrária, juventude -- para subsidiar políticas públicas nesses setores. Elas contaram com a participação de cerca de cinco milhões de brasileiros. Além das conferências, foram criados mais de 60 conselhos de participação social, vinculados a todos os ministérios, em que as maiores organizações populares do Brasil, e também entidades empresariais, religiosas, etc, ajudam a pensar as políticas públicas, a implementá-las, a avaliá-las, a corrigir alguma coisa que precise ser aperfeiçoada nessas políticas.

Para garantir que esses canais de interlocução da sociedade civil com o governo continuem funcionando a pleno vapor o governo decidiu encaminar ao Congresso Nacional o projeto da Consolidação das Leis Sociais, afirma Dulci.

A consolidação das leis vai garantir que as conferências, os conselhos, as ouvidorias, e todos os canais de participação social sejam garantidos independentemente de quem esteja no governo, que a sociedade brasileira continue participando ativamente da elaboração das políticas públicas e mantenha os canais para fazer com que o Brasil experimente a cada governo novos saltos de qualidade na esfera social.

Luiz Dulci cita exemplos ainda na área de educação (Fundeb, ProUni, piso nacional salarial do magistério) e política externa, em que movimentos populares foram incorporados nas delegações brasileiras que representam o País em diversos encontros internacionais, como Organização Mundial do Comércio (OMC), G20 e Mercosul, entre outros, da mesma forma que o empresariado já fazia parte dessas delegações.

A democracia participativa cumpriu papel importante até quando a crise econômica mundial chegou ao Brasil, lembra Dulci:

Assim que a crise eclodiu, o governo sentou-se e reuniu-se com as centrais sindicais e foram aprovadas uma série de medidas muito importantes para evitar a recessão, para fazer com que a economia brasileira continuasse crescendo e fossem preservados os empregos. Uma das medidas mais relevantes nesse sentido foi a desoneração da indústria automobilística, casada com a obrigação das empresas manterem escrupulosamente de todos os empregos. Mas as centrais propuseram também, e o governo concordou e colocou em prática, que os bancos públicos suprissem toda a demanda nacional de crédito, já que os bancos privados haviam parado de emprestar naquele momento.


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Selo do programa 7 anos em 7 minutosUm dos grandes avanços do governo Lula foi instituir no País, a partir de 2003, algo que está previsto na Constituição Federal brasileira aprovada em 1988: a democracia participativa, que prevê um diálogo franco e permanente da sociedade civil com o governo. Desse diálogo, feito em conferências, conselhos, ouvidorias e mesas de negociação, saíram diversas políticas públicas e ações do governo ao longo dos últimos anos, promovendo o desenvolvimento do País e melhorando as condições de vida da população. Detalhes dessa conquista são explicados no programa 7 Anos em 7 Minutos desta quarta-feira por Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, que tem entre suas atribuições coordenar essa relação Estado-sociedade civil.

Dulci lembra que de 2003 até hoje foram realizadas 63 conferências nacionais em todas as áreas -- meio ambiente, saúde, reforma agrária, juventude -- para subsidiar políticas públicas nesses setores. Elas contaram com a participação de cerca de cinco milhões de brasileiros. Além das conferências, foram criados mais de 60 conselhos de participação social, vinculados a todos os ministérios, em que as maiores organizações populares do Brasil, e também entidades empresariais, religiosas, etc, ajudam a pensar as políticas públicas, a implementá-las, a avaliá-las, a corrigir alguma coisa que precise ser aperfeiçoada nessas políticas.

Para garantir que esses canais de interlocução da sociedade civil com o governo continuem funcionando a pleno vapor o governo decidiu encaminar ao Congresso Nacional o projeto da Consolidação das Leis Sociais, afirma Dulci.

A consolidação das leis vai garantir que as conferências, os conselhos, as ouvidorias, e todos os canais de participação social sejam garantidos independentemente de quem esteja no governo, que a sociedade brasileira continue participando ativamente da elaboração das políticas públicas e mantenha os canais para fazer com que o Brasil experimente a cada governo novos saltos de qualidade na esfera social.

Luiz Dulci cita exemplos ainda na área de educação (Fundeb, ProUni, piso nacional salarial do magistério) e política externa, em que movimentos populares foram incorporados nas delegações brasileiras que representam o País em diversos encontros internacionais, como Organização Mundial do Comércio (OMC), G20 e Mercosul, entre outros, da mesma forma que o empresariado já fazia parte dessas delegações.

A democracia participativa cumpriu papel importante até quando a crise econômica mundial chegou ao Brasil, lembra Dulci:

Assim que a crise eclodiu, o governo sentou-se e reuniu-se com as centrais sindicais e foram aprovadas uma série de medidas muito importantes para evitar a recessão, para fazer com que a economia brasileira continuasse crescendo e fossem preservados os empregos. Uma das medidas mais relevantes nesse sentido foi a desoneração da indústria automobilística, casada com a obrigação das empresas manterem escrupulosamente de todos os empregos. Mas as centrais propuseram também, e o governo concordou e colocou em prática, que os bancos públicos suprissem toda a demanda nacional de crédito, já que os bancos privados haviam parado de emprestar naquele momento.


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O setor produtivo brasileiro retomou de vez o seu bom ritmo, conforme revelam os números da balança comercial e da produção industrial do País divulgados nesta quinta-feira (1/4). Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o saldo da balança comercial ficou em US$ 668 milhões em março – US$ 15,727 bilhões de exportações contra US$ 15,059 de importações. Já o IBGE mostrou que, de janeiro para fevereiro, a produção industrial teve aumento de 1,5% – um crescimento de 18,4% em relação ao mesmo período de 2009. O setor já acumula crescimento de 17,2% nos dois primeiros meses de 2010.

Hoje, às 15h30, o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, concederá entrevista coletiva para detalhar o desempenho do fluxo comercial do País. Na terça-feira (6/4), no Rio de Janeiro, o governo divulgará a segunda edição do Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP), uma série de medidas que busca dar mais impulso à economia brasileira.

Confira aqui os números da balança comercial brasileira
http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=567
E aqui os resultados do desempenho da indústria nacional
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1582&id_pagina=1

Confira aqui os números da balança comercial brasileira.

E aqui os resultados do desempenho da indústria nacional.


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