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Imagens da III Cúpula BRICS de chefes de Governo e Estado, em Sanya, China
Posted by robertocordeiro under Cerimônias, desenvolvimento
Acordo no âmbito do BRICS fortalece bancos de desenvolvimento dos países emergentes
Posted by robertocordeiro under Cerimônias, desenvolvimento

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ao lado do ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores), assinou acordo de cooperação com bancos de desenvolvimento dos países do BRICS, em Sanya, China. Foto: Elza Fiúza/ABR-Arquivo
A proposta de fortalecer a cooperação financeira entre os bancos de desenvolvimento do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) contida no plano de ação da “Declaração de Sanya” começa a surtir efeito. O BNDES divulgou, nesta quinta-feira (14/4), no Rio de Janeiro, informação sobre assinatura de acordo para cooperações financeiras pelos presidentes dos bancos de desenvolvimentos dos cinco países. Segundo a assessoria do banco brasileiro a “iniciativa ampliará investimentos e comércio entre potências emergentes”.
O fato ocorreu no âmbito da III Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo dos BRICS, em Sanya, China, que teve participação da presidenta Dilma Rousseff, dos presidentes da China, Hu Jintao; da África do Sul, Jacob Zuma; e da Rússia, Dmitri Medvedev, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que acompanha a presidenta Dilma nesta conferência, assinou o acordo pelo lado brasileiro. Na ocasião, também foi firmado um protocolo de acesso que formalizará a adesão do banco de desenvolvimento da África do Sul ao grupo.
Ainda segundo a assessoria do banco, o acordo de cooperação terá prazo de vigência de cinco anos e prevê o fortalecimento da cooperação financeira entre as instituições signatárias e o desenvolvimento do relacionamento econômico e comercial entre os países dos BRICS.
Vídeo: ministro Antonio Patriota avalia resultados da III Cúpula BRICS
Para dar andamento ao processo, será formado um grupo de estudos integrado por representantes das cinco instituições – BNDES, China Development Bank (CDB), Bank for Development and Foreign Economic Affairs (Vnesheconombank, Rússia), Export-Import Bank of India (Eximbank, Índia) e Development Bank of Southern Africa (DBSA).
O objetivo do grupo é propor, em 2012, duas medidas básicas: a criação de instrumentos que permitam a efetiva atuação conjunta das instituições, a fim de fomentar as relações comerciais entre os países, e mecanismos financeiros e operacionais que facilitem o apoio a projetos de interesse comum.
A atuação e peso dos BRICS na economia mundial têm sido cada vez maiores. A crise financeira internacional de 2008 mostrou o potencial destes países na sustentação do crescimento global, o que aumentou as perspectivas de que essas nações possam ampliar sua influência também na dinâmica sociopolítica do planeta.
Por essa razão, o intercâmbio de experiências e a reflexão conjunta sobre os possíveis caminhos para a realização desse potencial de desenvolvimento econômico e social têm significativas implicações sobre os referenciais e os modelos de política vigentes.
Nesse cenário, o BNDES surge como um dos agentes de desenvolvimento dotados de uma crescente relevância. Em 2010, o banco desembolsou o equivalente a US$ 96,3 bilhões, cifra superior ao de outras instituições internacionais de fomento, como o Banco Mundial, que liberou US$ 18,6 bilhões; o Banco Interamericano de Desenvolvimento, US$ 11,4 bilhões; e a CAF -- Corporação Andina de Fomento -, US$ 4,6 bilhões.
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Papel dos BRICS no cenário internacional marca cúpula em Sanya, na China
Posted by robertocordeiro under Cerimônias, desenvolvimento
O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, o presidente Rússia, Dmitri Medvedev, o presidente da China, Hu Jintao, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da da África do Sul, Jacob Zuma, durante foto oficial da 3ª Cúpula dos BRICs. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff; da Rússia, Dmitri Medvedev; da China, Hu Jintao; da África do Sul, Jacob Zuma; além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, participam da III Cúpula BRICS – bloco de países emergentes – que ocorre em Sanya, situada a sul de província de Hainan, China. Após foto oficial, os mandatários se encontraram em reunião privada, norteada por quatro assuntos principais: situação político-econômica internacional, quadro econômico mundial pós-crise, cooperação inter BRICS e papel dos países deste bloco na governança internacional
Segundo agenda divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), após a reunião privada acontecerá reunião ampliada no Hotel Sheraton Sanya Resort.
Por volta de 11h25 (aos 25 minutos de quinta-feira, 14/4, pela hora oficial de Brasília) haverá cerimônia de assinatura de atos e declaração à imprensa. Em seguida, os participantes da reunião serão recebidos para um almoço oferecido pelo presidente chinês, Hu Jintao, e logo após audiências individuais com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma; o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh; e o primeiro-Ministro da Ucrânia, Mykola Azarov.
Na sexta-feira (15/4), na cidade de Bo’Ao, a presidenta Dilma comparece à cerimônia de abertura do Forum de Bo’Ao. No início da tarde (pelo horário local) segue para Xi’an.
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Brasil dá boas-vindas à África do Sul na composição dos BRICS
Posted by robertocordeiro under desenvolvimento
O BRIC -- Brasil, Rússia, Índia e China -- vai ganhar um S de South Africa, ou melhor, África do Sul para os brasileiros, e passa a se chamar BRICS. A partir da III Cúpula, que acontece na cidade de Sanya, uma ilha chinesa, nesta quinta-feira (13/4), o país africano passa a integrar o bloco de países emergentes. A chegada de mais um participante será comemorada pelo Brasil que, para o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, dá boas-vindas a este mais novo sócio.
“Seguramente o Brasil vai dar as boas-vindas a África do Sul, já que nos coordenamos no IBAS (Índia, Brasil e África do Sul). A África do Sul é um país que estamos bastante familiarizado”, antecipou Patriota ao explicar que a reunião tratará também de temas como G20 e rodada de Doha. E há uma outra vertente neste grupo de países: todos participam atualmente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Antes de acompanhar a presidenta Dilma Rousseff na viagem para Sanya, quando acontecerá a segunda etapa da visita à China, o chanceler Antonio Patriota concedeu entrevista a repórter Ana Gabriella Sales, da TVNBR -- a emissora do governo federal. Durante pouco mais de seis minutos, Patriota avaliou a viagem da presidenta Dilma a este país da Ásia.
“Fui um resultado que só pode ser considerado muito positivo”, iniciou o chanceler ao destacar a participação dos empresários e o interesse do governo chinês pelo incremento do fluxo comercial Brasil-China. Patriota também anunciou que uma delegação de empresários da China virá ao Brasil no próximo mês, com o objetivo de dar continuidade aos acordos comerciais. Isso tudo sem contar com os investimentos de empresas no mercado brasileiro em setores de aviação comercial, ciência e tecnologia da informação.
O ministro brasileiro também contou que os contatos políticos foram bem vistos pelo governo brasileiro. Segundo ele, as audiências com o presidente da Assembleia Popular Nacional, Wu Bangguo, e com o primeiro-ministro Wen Jiabao reforçam a política de parceria defendida pelo governo brasileiro. Além disso, Patriota destacou a declaração conjunta assinada pela presidenta Dilma e o colega chinês Hu Jintao, na reunião ocorrida no dia anterior.
Até a próxima sexta-feira, a agenda a presidenta Dilma contempla os fóruns BRICS e Boao. Devem ocorrer também encontros da presidenta com os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia) e Jacob Zuma (África do Sul), além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
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Itamaraty divulga nota à imprensa sobre conflito nos países árabes
Posted by robertocordeiro under desenvolvimento
Ministro Antonio Patriota abordou a situação nos países árabes durante visita à China. Foto: Elza Fiúza/ABr-Arquivo
O Ministério das Relações Exteriores divulgou, nesta sexta-feira (4/3), nota à imprensa sobre posicionamento do governo brasileiro diante do conflito nos países árabes. O documento diz que “o governo e o povo brasileiros se solidarizam com as eloquentes manifestações das sociedades no mundo árabe em favor da realização de suas justas aspirações e anseios por maior participação nas decisões políticas, em ambiente democrático, com perspectivas de crescimento econômico e inclusão social, capaz de gerar oportunidades de emprego, liberdade de expressão e dignidade humana”.
A nota informa ainda que o ministro Antonio Patriota, durante visita a Pequim, tratou do tema nas conversas com o ministro de Negócios Estrangeiros da China, Yang Jiechi. Informa ainda que o assunto deverá ser tratado, igualmente, em reunião com o assessor de Segurança Nacional da Índia, embaixador Shiv Shankar Menon, em encontro amanhã, em Nova Delhi. “Além disso, o ministro Patriota tenciona coordenar-se com seus homólogos da Índia e da África do Sul, em reunião Ministerial do IBAS, a realizar-se na capital indiana, em 8 de março, em momento em que os três países têm assento no Conselho de Segurança da ONU”, diz.
A seguir a íntegra da nota à imprensa divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores
Ministério das Relações Exteriores
Nota à Imprensa nº 88
4 de março de 2011
Situação nos países árabes
No momento em que o mundo árabe passa por período de profundas mudanças, é importante reafirmar a parceria existente entre América do Sul e países árabes, conforme consignado na Declaração de Brasília por ocasião da Primeira Cúpula América do Sul- Países Árabes, em 2005.Nessa ocasião, com base nos laços humanos e culturais, bem como nas aspirações que as unem, as duas regiões afirmaram que, para promover a paz, a segurança e a estabilidade mundiais, a cooperação bi-regional deve ser norteada pelo compromisso com o multilateralismo, o respeito ao Direito Internacional e a observância dos Direitos Humanos e do Direito Internacional Humanitário; com o desarmamento e a não-proliferação de armas nucleares e de outras armas de destruição em massa.
O Governo e o povo brasileiros se solidarizam com as eloquentes manifestações das sociedades no mundo árabe em favor da realização de suas justas aspirações e anseios por maior participação nas decisões políticas, em ambiente democrático, com perspectivas de crescimento econômico e inclusão social, capaz de gerar oportunidades de emprego, liberdade de expressão e dignidade humana. Manifestam, ainda, a expectativa de que as transformações em curso ocorram em ambiente pacífico, sem arbitrariedade ou uso da força.
A suspensão da Líbia do Conselho de Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em resolução co-patrocinada pelo Brasil e adotada por consenso, com apoio dos países árabes e africanos, foi decisão sem precedentes, que afirma a expectativa de pleno respeito dos direitos humanos dos manifestantes líbios.
Conforme ressaltou a Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Ministra Maria do Rosário, na abertura da 16ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH) – Segmento de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça, em fevereiro último, “eventuais ondas migratórias devem ser tratadas com humanidade, com respeito aos direitos humanos, com compreensão pela diversidade e sem xenofobia.”
Onde surjam situações de emergência humanitária, faz-se necessário assegurar acesso tempestivo e irrestrito aos prestadores de assistência humanitária. Igualmente, devem ser respeitados os direitos dos jornalistas, inclusive estrangeiros, de reportar e de circular livremente, sem constrangimentos ou intimidações.
Os recentes eventos nos países árabes oferecem oportunidade para se levar adiante iniciativas que possam contribuir para a paz e a segurança mundiais, a exemplo da proposta de estabelecimento de zonas livres de armas nucleares, especialmente em regiões com focos de tensão, como o Oriente Médio, como consta do documento final da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, de maio de 2010.
O Brasil considera que o debate sobre proposta de estabelecimento de zona de proibição de voos no espaço aéreo líbio, ou acerca de qualquer iniciativa militar naquele país, só terá legitimidade no marco estrito do respeito à Carta da ONU, no âmbito do Conselho de Segurança.
O Brasil privilegiará a diplomacia, o diálogo e a negociação no encaminhamento de situações de tensão, em que haja risco de conflagração ou quadro de violência.
O Brasil tem mantido consultas permanentes sobre a situação no Norte da África e no Oriente Médio com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU e com o Secretário Geral das Nações Unidas.
Durante a visita do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, a Pequim, em 3 e 4 de março, o tema foi suscitado nas conversas com o Ministro de Negócios Estrangeiros da China, Yang Jiechi. O assunto deverá ser tratado, igualmente, em reunião com o Assessor de Segurança Nacional da Índia, Embaixador Shiv Shankar Menon, em encontro no sábado, 5 de março, em Nova Delhi. Além disso, o Ministro Patriota tenciona coordenar-se com seus homólogos da Índia e da África do Sul, em reunião Ministerial do IBAS, a realizar-se na capital indiana, em 8 de março, em momento em que os três países têm assento no Conselho de Segurança da ONU.
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Haiti: um ano após terremoto, Brasil amplia ajuda humanitária e de segurança alimentar
Posted by magda under desenvolvimento

Um ano após terremoto, haitianos ainda lutam para reconstrução do país. Foto: Marcello Casal/ABr arquivo
Há exato um ano, no dia 12 de janeiro de 2010, o mundo inteiro se impressionava com as imagens do maior desastre natural dos últimos 30 anos: o terremoto no Haiti, o país mais pobre das Américas, que deixou cerca 220 mil mortos, 300 mil feridos, incluindo milhares de pessoas que tiveram membros amputados, e 1,5 milhão de cidadãos desabrigados. Dentre os mortos, 18 militares brasileiros, a presidente da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e o representante adjunto da ONU para o Haiti, Luiz Carlos da Costa
Desde então, o país iniciou seu processo de reconstrução, enfrentando ainda muitos problemas de infraestrutura, saúde pública, alimentação e saneamento básico. Apenas parte dos escombros foi removida e o Haiti agora enfrenta uma epidemia de cólera. Além da destruição, entretanto, o mundo pôde testemunhar uma inédita mobilização global em prol do Haiti e de seu povo, que luta para recomeçar a vida e reerguer o Estado, praticamente aniquilado pelo terremoto de magnitude 7 que destruiu a capital haitiana, Porto Príncipe.
O Brasil, que lidera a missão de paz da ONU naquele país, continua empenhando esforços na promoção de ações de assistência humanitária e de segurança alimentar e nutricional. Destaque para o Programa Nacional de Cantinas Escolares (PNCS), que contempla a capacitação de profissionais haitianos e a implantação de cozinhas escolares. Nos últimos dois anos, o Brasil destinou recursos da ordem de US$ 244 mil para o fortalecimento do Programa. Desde agosto de 2010, o Brasil apoia com custeio as missões técnicas de transferência de tecnologia indiana de produção de fogões especiais “ORKA”, movidos a dejetos sólidos. Atualmente, o Haiti importa os fogões especiais da Índia para atender às necessidades das cantinas escolares do PNCS.
Veja galeria de imagens:
O coordenador-geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores, Milton Rondó Filho, explica que o objetivo é que os projetos ao longo do tempo sejam sustentáveis social, econômico e ambientalmente.
“Você não pode ver a criança isolada do contexto da família e da comunidade. Se a gente distribuir alimento para a criança e se esse alimento for industrializado, importado de algum lugar distante, e a família não tiver como vender esse alimento, mais dia, menos dia eles vão terminar em uma favela. Então é muito importante a gente buscar o desenvolvimento local.”
O próximo passo é a instalação do Projeto de Compras Locais da Agricultura Familiar para Alimentação Escolar no Haiti, por intermédio da FAO [Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação] e do PMA [Programa Mundial de Alimentos], que já conta com crédito extraordinário brasileiro aprovado de US$ 5,5 milhões. O projeto é inspirado no PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] brasileiro e contempla apoio aos Ministérios de Educação e de Agricultura haitianos para estabelecimento da compra de derivados do leite e arroz produzidos por organizações de pequenos e médios agricultores e destinados à alimentação escolar. Serão beneficiadas cerca de 6 mil famílias de agricultores familiares, que fornecerão alimentos para 20 mil estudantes.
O Brasil tem contribuído, ainda, para a recuperação do setor agrícola haitiano – prejudicado por desastres naturais e pelo restrito acesso à terra – por intermédio de organizações de sociedade civil como a Via Campesina, que mantém equipe de agentes de desenvolvimento agrícola no Haiti, e atua na distribuição de cisternas que beneficiam grupos de agricultores familiares e escolas.
Outro exemplo de parceria junto à sociedade civil foi a contribuição voluntária, em agosto passado, à ONG Viva Rio, no valor de US$ 252 mil, para apoio a atividades do Centro Comunitário que a ONG mantém em Porto Príncipe e que abriga programas educacionais diversos – inclusive de prevenção da violência – para cerca de 700 crianças e adolescentes diariamente. A iniciativa brasileira previu a coordenação entre a Viva Rio e o Programa Nacional de Cantinas Escolares (PNCS) haitiano.
Também está em negociação o projeto de atenção à saúde pública do Haiti, a ser executado pela Associação Lar São Francisco de Assis, por intermédio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A partir do apoio financeiro do governo brasileiro, no valor aproximado de US$ 1,5 milhão, o projeto possibilitará a restauração de um centro de saúde e a implementação de serviços ambulatoriais.
Quem esteve no país nos dias seguintes ao terremoto vivenciou momentos de tristeza, dor, mas de solidariedade. A diplomata Maria Luiza de França, da Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome, conta que uma das coisas que mais a surpreendeu foi a capacidade de mobilização internacional e do povo haitiano.
“Eu fiquei comovida com a paciência deles, com uma certa resignação, com a solidariedade que eles cultivavam (…). A gente percebe o desejo dos haitianos em batalhar para melhores condições de vida, para receber ajuda, mas também ser agente da assistência.”
A Caixa Econômica Federal abriu no dia 30 de dezembro de 2010 uma conta para quem quiser contribuir para a reconstrução do Haiti. A conta corrente 664-8, agência 0647, operação 003 está em nome do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
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ONU: uma profissão de fé do presidente Obama
Posted by robertocordeiro under desenvolvimento

Com o embaixador do Brasil em Moçambique, Antônio Sousa e Silva, presidente Lula recebe os cumprimentos de autoridades no Aeroporto de Maputo, Moçambique. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula afirmou, ao desembarcar em Maputo, Moçambique, para a última visita ao continente africano antes do término de seu mandato, que espera do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “uma profissão de fé”. Indagado por jornalistas brasileiros sobre o apoio do governo norte-americano a entrada da Índia no Conselho de Segurança da ONU, o presidente brasileiro explicou que não tinha ficado decepcionado com a postura do presidente Obama. Porém, Lula acredita que só é possível discutir uma reforma do organismo internacional com a participação de outras nações.
“É importante que seja representada por uma quantidade maior de países. É impensável que você tenha reforma da ONU e não tenha os continentes representados. O importante é o seguinte. Vamos começar o debate da reforma e depois vamos dicutir os países que vão participar. É impossível pensar sem participação da Índia, do Brasil, da África. Os Estados Unidos é apenas uma voz num conselho de cinco. Não fiquei decepcionado. O Brasil defende a participação da Índia. Só espero que o presidente Obama faça desse compromisso com a Índia uma profissão de fé e consiga efetivamente abrir o Conselho de Segurança para que outros países possam participar”, afirmou.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista do presidente Lula em Maputo.
Clique aqui para ler a íntegra da entrevista.
Tão logo chegou ao hotel em Maputo, Lula recebeu os cumprimentos do ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, e de funcionários da Embaixada do Brasil em Moçambique. Em seguida, o presidente foi chamado pelos jornalistas que destacaram a questão da ONU. Lula voltou a insistir na necessidade das Nações Unidas atuar com posicionamento voltado para o século 21 e não no século passado.
Ainda na entrevista, o presidente foi perguntado sobre a ação de um jornalista pernambucano sobre a prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio). Lula explicou que o fato de uma pessoa ter obtido a prova de forma ilegal “não afetou a imagem do Enem”. Segundo o presidente, o exame é sério. O presidente afirmou ter conversado ontem à noite (7/11) com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e este o garantiu que manterá uma apuração rigorosa sobre os acontecimentos. Segundo Lula, Haddad optou por permanecer no Brasil para acompanhar os desdobramentos.
“É muito difícil você lidar com seriedade quando tem pessoas que não agem com seriedade. Não vai ser um ou outro caso que vai impedir o sucesso do Enem. O sucesso foi total e absoluto.”
O presidente comentou também sobre as expectativas para a reunião do G-20, que ocorre esta semana em Seul, na Coreia.
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Brasil defende maior participação de países no Conselho de Segurança da ONU
Posted by robertocordeiro under desenvolvimento

O chanceler Celso Amorim em discurso por ocasião da abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Estados Unidos. Foto: UN Photo/Rick Bajornas
O Conselho de Segurança da ONU deve ser reformado, de modo a incluir maior participação de países em desenvolvimento, inclusive entre seus membros permanentes, segundo afirmou o ministro Celso Amorim, na abertura da 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quinta-feira (23/9). O chanceler representa o presidente Lula na conferência.
Amorim disse que não é possível continuar com métodos de trabalho pouco transparentes que permitem aos membros permanentes discutirem a portas fechadas e pelo tempo que desejarem assuntos que interessam a toda humanidade. Segundo ele, o Brasil tem procurado corresponder com o que se espera de um integrante de um Conselho de Segurança, mesmo não-permanente, que é contribuir para a paz.
“Ao fazê-lo, nos baseamos em propostas apresentadas como oportunidade ímpar para criar confiança entre as partes. A Declaração de Teerã de 17 de maio, firmada por Brasil, Turquia e Irã, removeu obstáculos que, segundo os próprios autores daquelas propostas, impediam que se chegasse a um acordo. Estamos convictos de que, uma vez de volta à mesa de negociações, as partes encontrarão formas de resolver outras questões. O mundo não pode se permitir o risco de um novo conflito como o do Iraque”, disse.
Amorim ressaltou que ao longo dos dois mandatos do presidente Lula, o Brasil mudou, apresentando crescimento econômico sustentado, estabilidade financeira, inclusão social e a plena vigência da democracia. “Políticas públicas firmes e transparentes reduziram as desigualdades de renda, de acesso e de oportunidades. Milhões de brasileiros conquistaram dignidade e cidadania. O mercado interno fortalecido nos preservou dos piores efeitos da crise mundial desencadeada pela ciranda financeira nos países mais ricos do Planeta. O Brasil orgulha-se de já ter cumprido quase todas as metas e de estar a caminho de alcançar, em 2015, todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, defendeu.
Em seu discurso, o ministro ressaltou que nesses últimos oito anos, o Brasil moveu-se na cena internacional, impulsionado pelo sentido da solidariedade, e lembrou as iniciativas de cooperação Sul-Sul, o Fundo de Alívio à Pobreza do Ibas – foro que congrega Índia, Brasil e África do Sul -, o financiamento de projetos no Haiti, Guiné Bissau, Cabo Verde, Palestina, Camboja, Burundi, Laos e Serra Leoa.
Ao falar sobre as relações entre os países latino-americanos, o Amorim reiterou o repúdio “ao ilegítimo bloqueio a Cuba, cujo único resultado tem sido o de prejudicar milhões de cubanos em sua luta pelo desenvolvimento”.
Celso Amorim foi firme ao expor que a reforma da governança global ainda não alcançou o campo da paz e da segurança internacionais e que as potências tradicionais relutam em compartilhar o poder. “É preciso banir, de uma vez por todas, o uso da força sem amparo no Direito Internacional. Mais do que isso: é fundamental valorizar o diálogo e as soluções pacíficas para as controvérsias. Para alcançarmos um mundo verdadeiramente seguro, é preciso que seja cumprida a promessa da eliminação total das armas nucleares”, afirmou.
Para ele, outro grande desafio que enfrentamos é o de alcançar um acordo global, abrangente e ambicioso sobre mudança do clima. “Para avançar nessa matéria é preciso que os países deixem de esconder-se uns atrás dos outros. O Brasil, como outros países em desenvolvimento, fez a sua parte. Mas, em Copenhague, várias delegações, sobretudo do mundo rico, procuraram justificativas para se esquivarem de suas obrigações morais e políticas. Esqueceram-se de que com a natureza não se negocia”, disse.
O ministro Celso Amorim representa o presidente Lula na Assembleia Geral da ONU, que será encerrada na próxima quarta-feira (29/9).
Confira aqui a agenda do ministro em Nova York.
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Ainda vamos colher os bons frutos da nossa política externa
Posted by jorge under desenvolvimento, trabalho

As reuniões realizadas na semana passada com líderes da Rússia, China, Índia e África do Sul (Ibas e Bric) foram muito importantes para o Brasil por permitir aprimorar a relação estratégica entre esses países, avaliou o presidente Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira (19/4). Segundo ele, há muita similaridade entre os quatro países e suas necessidades (desenvolvimento, geração de empregos, distribuição de renda) e os resultados dos encontros realizados em Brasília na última quinta-feira (15/4) serão constatados nos próximos meses. “Porque política internacional é assim: você planta e demora para você começar a colher”, afirmou Lula.
Eu acho que os resultados foram extraordinários. Veja, primeiro, porque nós assinamos muitos documentos com a Rússia, assinamos documentos com a China, assinamos documentos com a Índia, e assinamos documentos com a África do Sul. Segundo, porque nós definimos um plano de atuação estratégica no G-20, porque todos esses países também fazem parte do G-20 Político, do G-20 Econômico. E isso é muito importante, porque nós vamos ter em junho uma reunião do G-20 no Canadá, e nós queremos discutir o FMI, queremos discutir o Banco Mundial, queremos discutir o financiamento, queremos discutir o crédito, queremos discutir os paraísos fiscais. E se você chega em uma reunião com um pensamento único -- China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul -- você tem meio caminho andado para você convencer outros países que se colocam do nosso lado, como a França, como a Argentina, como o México. Portanto, há uma boa possibilidade de a gente fazer um grande avanço para o Brasil na área internacional.
Ouça aqui a íntegra do programa:
Para ler a transcrição do programa, clique aqui.
O presidente avaliou ainda o recorde na geração de empregos verificada em março, como sendo um êxito da economia brasileira:
Nós saímos da crise muito forte, a economia mundial tem saído mais lentamente, mas os países emergentes saíram mais rapidamente. É só ver o que aconteceu na economia da China, o que está acontecendo na economia da Índia, o que está acontecendo na economia do Brasil. Ou seja, nós geramos 266 mil novos empregos no mês de março. É a maior quantidade de empregos gerada no mês de março desde que foi criado o Caged, e isso me deixa otimista, porque nós poderemos terminar o ano com 2 milhões de empregos criados ou até um pouco mais.
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Ainda vamos colher os bons frutos da nossa política externa
Posted by jorge under desenvolvimento, trabalho
As reuniões realizadas na semana passada com líderes da Rússia, China, Índia e África do Sul (Ibas e Bric) foram muito importantes para o Brasil por permitir aprimorar a relação estratégica entre esses países, avaliou o presidente Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira (19/4). Segundo ele, há muita similaridade entre os quatro países e suas necessidades (desenvolvimento, geração de empregos, distribuição de renda) e os resultados dos encontros realizados em Brasília na última quinta-feira (15/4) serão constatados nos próximos meses. “Porque política internacional é assim: você planta e demora para você começar a colher”, afirmou Lula.
Eu acho que os resultados foram extraordinários. Veja, primeiro, porque nós assinamos muitos documentos com a Rússia, assinamos documentos com a China, assinamos documentos com a Índia, e assinamos documentos com a África do Sul. Segundo, porque nós definimos um plano de atuação estratégica no G-20, porque todos esses países também fazem parte do G-20 Político, do G-20 Econômico. E isso é muito importante, porque nós vamos ter em junho uma reunião do G-20 no Canadá, e nós queremos discutir o FMI, queremos discutir o Banco Mundial, queremos discutir o financiamento, queremos discutir o crédito, queremos discutir os paraísos fiscais. E se você chega em uma reunião com um pensamento único – China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul – você tem meio caminho andado para você convencer outros países que se colocam do nosso lado, como a França, como a Argentina, como o México. Portanto, há uma boa possibilidade de a gente fazer um grande avanço para o Brasil na área internacional.
Ouça aqui a íntegra do programa:
Para ler a transcrição do programa, clique aqui.
O presidente avaliou ainda o recorde na geração de empregos verificada em março, como sendo um êxito da economia brasileira:
Nós saímos da crise muito forte, a economia mundial tem saído mais lentamente, mas os países emergentes saíram mais rapidamente. É só ver o que aconteceu na economia da China, o que está acontecendo na economia da Índia, o que está acontecendo na economia do Brasil. Ou seja, nós geramos 266 mil novos empregos no mês de março. É a maior quantidade de empregos gerada no mês de março desde que foi criado o Caged, e isso me deixa otimista, porque nós poderemos terminar o ano com 2 milhões de empregos criados ou até um pouco mais.







