A diretora Ruthnéia Vieira Lima Costa tem comemorado bastante os muitos ‘zeros’ que sua escola municipal Casa do Meio Norte, de Teresina (PI), vem colecionando nos últimos anos. É zero em repetência, zero em violência na escola e zero de abandono e zero em depredação. “Nossos banheiros são de hotel cinco estrelas”, orgulha-se. A escola, que tem 900 alunos e fica num dos bairros mais pobres e violentos da capital piauiense, hoje tem qualidade comparável às melhores instituições públicas de ensino do mundo, com professores dedicados e participação ativa dos pais das crianças que ali estudam. Segundo o último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a escola Casa do Meio Norte tem a maior nota do Nordeste, 6,6.
Ruthnéia diz que não há receita do sucesso, mas aponta alguns ingredientes que podem ajudar outros estabelecimentos de ensino no País:
Sempre ouvimos que lugar de criança é na escola, e aqui na Meio Norte nós acreditamos que lugar da família é na escola. Com isso, mesmo situada em uma das comunidades mais violentas de Teresina, em que 60% dos alunos vêm de famílias em condições difíceis, pais e mães fazem parte do dia-a-dia de seus filhos na sala de aula.
A escola foi um dos destaques do lançamento do Portal Brasil, em março deste ano, quando o presidente Lula conversou ao vivo, online, com um dos alunos da escola e com a diretora Ruthnéia, que se emocionou – veja aqui.
Com ou sem receita, as boas práticas têm dado resultado. A evasão que era de 68% em 2000 caiu para zero em 2003. Em 2005, alcançou a meta de 2007 na Prova Brasil (em que são aplicadas provas de Português e Matemática aos alunos), atingindo a nota de 5,7. Em 2007, alcançou a de 2009: 5,9. Em 2009, não superou apenas a meta de 2011, mas também a de 2013. “Isso porque estamos no meio do caminho, nunca sentimos que chegamos”, explica a professora.
Desde que foi criado em 2007, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) faz da excelência em educação no Brasil um o caminho sem volta. O índice relativo ao ano de 2009 para a primeira fase do ensino fundamental, divulgado esta semana, revela que a meta de 2011 (4,6) foi atingida antecipadamente. Com essa nota, o Brasil já se adianta em pelo menos um terço da estrada que tem que percorrer rumo à educação de qualidade prevista para 2021 -- cuja nota é 6,0.
Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, “os próximos governantes vão ter de se ater a estas metas, honrá-las, para que o País possa, em 2021, ter um desempenho educacional comparado aos países mais desenvolvidos do mundo”. Conversamos com o ministro sobre os dados do Ideb, confira:
A antecipação da meta de 2011 se deve, diz Haddad, “ao fato de o presidente Lula ter assumido para si a melhoria da qualidade no ensino. Desde que assumiu, o orçamento [da Educação] foi triplicado, o que não tem precedentes na história. Isso nos permitiu investir em todas as etapas da educação – desde a educação infantil até a pós-graduação”.
O ministro Haddad concedeu na sexta-feira (9/7) entrevista a rádios de todo o País no programa Bom Dia, Ministro, detalhando os avanços registrados pelo Ideb, bem como sobre a importância do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para o desenvolvimento educacional do País.
Ouça aqui a íntegra do programa:
O resultado obtido no Ideb – correspondente à qualidade do ensino observada em países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – reafirma a política do governo Lula de qualidade sobre a de quantidade. O índice é calculado a partir dos dados sobre fluxo escolar (taxas de aprovação, reprovação e evasão) obtidos no censo da educação básica e de médias de desempenho nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e na Prova Brasil.
A estrada está sedimentada, mas para o ministro, “há muito trabalho pela frente, embora os alicerces para que os resultados sejam colhidos estejam firmes, sólidos e institucionalizados”.
Quem fica chorando o leite derramado não tem o hábito de ganhar – e esse não é o caso do Brasil. O que o País tem que fazer agora é levantar a cabeça e se preparar bem para conquistar o sexto título mundial na Copa do Mundo de 2014. “Eu quero estar bem vivo para participar da abertura e para participar da festa da conquista do hexacampeonato pelo Brasil em 2014″, afirmou o presidente Lula no programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira (5/7).
O presidente explicou que vai à África do Sul numa visita de chefe de Estado e também para participar do encerramento da Copa do Mundo de 2010, já que o Brasil é o anfitrião da edição seguinte da competição. Lula afirmou que estava confiante no sucesso da Seleção Brasileira nos campos sulafricanos, mas “lamentavelmente, não aconteceu”.
O presidente também falou durante o programa sobre a importância do ProUni para a integração de milhares de jovens à educação superior no País e também sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado esta semana pelo Ministério da Educação.
Os números mostram que a qualidade da educação avançou mais e avançou para melhor. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, cresceu em todas as etapas de ensino, entre 2007 e 2009. Nos anos iniciais, do ensino fundamental, o Ideb subiu para 4,6 em 2009. A nossa proposta para o período era 4,2. Portanto, nós ultrapassamos, e muito, a meta que nós mesmos tínhamos nos colocado, índice já registrado em resultado de 2007. Nos anos finais, o indicador foi para 4, superando a meta que nós tínhamos nos colocado, de 3,7 para o ano. Já o ensino médio obteve um índice de 3,6. Olha, eu acho, Luciano, que o que está acontecendo no Brasil é o seguinte: quando o governo age com seriedade, quando o governo acredita que em pouco tempo a gente pode avançar muito, e os passos que nós demos são extremamente importantes… eu posso garantir que a educação no Brasil está melhorando de forma extraordinária.
Ouça a íntegra do Café com o Presidente desta semana:
Ao expandir e interiorizar a presença federal nos municípios brasileiros, levando novos campi de universidades e institutos federais para todas as regiões do País, o Ministério da Educação está também expandido o horizonte educacional da juventude brasileira, que tem assim um acesso mais democrático e direto à universidade. A avaliação foi feita pelo ministro Fernando Haddad no 18ºprograma da série 7 Anos em 7 Minutos que o Blog do Planalto publica nesta quarta-feira (31/3).
Essa capilaridade do MEC permite ao jovem, sem migrar para os grandes centros, para as capitais, ter acesso à educação superior na sua região. Nós também temos a Universidade Aberta do Brasil, que está em mais de 550 municípios, com a previsão de chegar a 720 até o final de 2010. Nós estamos construindo um sistema federal de educação profissional e de educação superior que expande como nunca o horizonte da nossa juventude, que vai poder pensar a sua formação a partir de um novo paradigma de acesso mais democrático, mais direto à universidade, que inclusive conta com recursos adicionais para assistência estudantil, porque se é verdade que o acesso precisa ser garantido, de outro lado nós temos que garantir a permanência e a conclusão dos estudos -- um desafio enorme para um País que relegou por um século, pelo menos, a educação a um segundo plano.
Haddad afirma que, se fosse apontar um diferencial do governo Lula em relação aos anteriores em relação à educação, seria a “visão sistêmica” que teve da educação. Destaca ainda a multiplicação dos recursos de sua pasta, que passaram de R$ 18 bilhões em 2003 para R$ 53 bilhões em 2010, permitindo ao Ministério da Educação promover inúmeras ações e programas de sucesso, como o Fundeb.
Foi dada atenção especial também, afirma Haddad, à valorização do professor -- por isso os grandes investimentos no ensino superior, para melhorar a formação deles e, assim, melhorar também a educação básica do País.
Só é possível enfrentar o desafio da educação básica, com a valorização do magistério, se nós abrirmos para a entrada dos professores da educação básica. Ou seja: se nós não investirmos na educação superior, nós não teremos uma educação básica de qualidade.
Veja aqui nosso infográfico sobre escolas técnicas no País.
E confira aqui o infográfico sobre a expansão das universidades.
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