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Viagens internacionais

O BRIC -- Brasil, Rússia, Índia e China -- vai ganhar um S de South Africa, ou melhor, África do Sul para os brasileiros, e passa a se chamar BRICS. A partir da III Cúpula, que acontece na cidade de Sanya, uma ilha chinesa, nesta quinta-feira (13/4), o país africano passa a integrar o bloco de países emergentes. A chegada de mais um participante será comemorada pelo Brasil que, para o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, dá boas-vindas a este mais novo sócio.

“Seguramente o Brasil vai dar as boas-vindas a África do Sul, já que nos coordenamos no IBAS (Índia, Brasil e África do Sul). A África do Sul é um país que estamos bastante familiarizado”, antecipou Patriota ao explicar que a reunião tratará também de temas como G20 e rodada de Doha. E há uma outra vertente neste grupo de países: todos participam atualmente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Antes de acompanhar a presidenta Dilma Rousseff na viagem para Sanya, quando acontecerá a segunda etapa da visita à China, o chanceler Antonio Patriota concedeu entrevista a repórter Ana Gabriella Sales, da TVNBR -- a emissora do governo federal. Durante pouco mais de seis minutos, Patriota avaliou a viagem da presidenta Dilma a este país da Ásia.

“Fui um resultado que só pode ser considerado muito positivo”, iniciou o chanceler ao destacar a participação dos empresários e o interesse do governo chinês pelo incremento do fluxo comercial Brasil-China. Patriota também anunciou que uma delegação de empresários da China virá ao Brasil no próximo mês, com o objetivo de dar continuidade aos acordos comerciais. Isso tudo sem contar com os investimentos de empresas no mercado brasileiro em setores de aviação comercial, ciência e tecnologia da informação.

O ministro brasileiro também contou que os contatos políticos foram bem vistos pelo governo brasileiro. Segundo ele, as audiências com o presidente da Assembleia Popular Nacional, Wu Bangguo, e com o primeiro-ministro Wen Jiabao reforçam a política de parceria defendida pelo governo brasileiro. Além disso, Patriota destacou a declaração conjunta assinada pela presidenta Dilma e o colega chinês Hu Jintao, na reunião ocorrida no dia anterior.

Até a próxima sexta-feira, a agenda a presidenta Dilma contempla os fóruns BRICS e Boao. Devem ocorrer também encontros da presidenta com os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia) e Jacob Zuma (África do Sul), além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

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O chanceler Celso Amorim em discurso por ocasião da abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Estados Unidos. Foto: UN Photo/Rick Bajornas

O Conselho de Segurança da ONU deve ser reformado, de modo a incluir maior participação de países em desenvolvimento, inclusive entre seus membros permanentes, segundo afirmou o ministro Celso Amorim, na abertura da 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quinta-feira (23/9). O chanceler representa o presidente Lula na conferência.

Amorim disse que não é possível continuar com métodos de trabalho pouco transparentes que permitem aos membros permanentes discutirem a portas fechadas e pelo tempo que desejarem assuntos que interessam a toda humanidade. Segundo ele, o Brasil tem procurado corresponder com o que se espera de um integrante de um Conselho de Segurança, mesmo não-permanente, que é contribuir para a paz.

“Ao fazê-lo, nos baseamos em propostas apresentadas como oportunidade ímpar para criar confiança entre as partes. A Declaração de Teerã de 17 de maio, firmada por Brasil, Turquia e Irã, removeu obstáculos que, segundo os próprios autores daquelas propostas, impediam que se chegasse a um acordo. Estamos convictos de que, uma vez de volta à mesa de negociações, as partes encontrarão formas de resolver outras questões. O mundo não pode se permitir o risco de um novo conflito como o do Iraque”, disse.


Amorim ressaltou que ao longo dos dois mandatos do presidente Lula, o Brasil mudou, apresentando crescimento econômico sustentado, estabilidade financeira, inclusão social e a plena vigência da democracia. “Políticas públicas firmes e transparentes reduziram as desigualdades de renda, de acesso e de oportunidades. Milhões de brasileiros conquistaram dignidade e cidadania. O mercado interno fortalecido nos preservou dos piores efeitos da crise mundial desencadeada pela ciranda financeira nos países mais ricos do Planeta. O Brasil orgulha-se de já ter cumprido quase todas as metas e de estar a caminho de alcançar, em 2015, todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, defendeu.

Em seu discurso, o ministro ressaltou que nesses últimos oito anos, o Brasil moveu-se na cena internacional, impulsionado pelo sentido da solidariedade, e lembrou as iniciativas de cooperação Sul-Sul, o Fundo de Alívio à Pobreza do Ibas – foro que congrega Índia, Brasil e África do Sul -, o financiamento de projetos no Haiti, Guiné Bissau, Cabo Verde, Palestina, Camboja, Burundi, Laos e Serra Leoa.

Ao falar sobre as relações entre os países latino-americanos, o Amorim reiterou o repúdio “ao ilegítimo bloqueio a Cuba, cujo único resultado tem sido o de prejudicar milhões de cubanos em sua luta pelo desenvolvimento”.

Celso Amorim foi firme ao expor que a reforma da governança global ainda não alcançou o campo da paz e da segurança internacionais e que as potências tradicionais relutam em compartilhar o poder. “É preciso banir, de uma vez por todas, o uso da força sem amparo no Direito Internacional. Mais do que isso: é fundamental valorizar o diálogo e as soluções pacíficas para as controvérsias. Para alcançarmos um mundo verdadeiramente seguro, é preciso que seja cumprida a promessa da eliminação total das armas nucleares”, afirmou.

Para ele, outro grande desafio que enfrentamos é o de alcançar um acordo global, abrangente e ambicioso sobre mudança do clima. “Para avançar nessa matéria é preciso que os países deixem de esconder-se uns atrás dos outros. O Brasil, como outros países em desenvolvimento, fez a sua parte. Mas, em Copenhague, várias delegações, sobretudo do mundo rico, procuraram justificativas para se esquivarem de suas obrigações morais e políticas. Esqueceram-se de que com a natureza não se negocia”, disse.

O ministro Celso Amorim representa o presidente Lula na Assembleia Geral da ONU, que será encerrada na próxima quarta-feira (29/9).

Confira aqui a agenda do ministro em Nova York.


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O presidente Lula embarca, nesta sexta-feira (25/6), para Toronto, no Canadá, com uma pauta de temas que o governo brasileiro defenderá na reunião do G20, o quarto encontro de lideranças mundiais desde a crise financeira iniciada em 2008 no mercado imobiliário do Estados Unidos e que provocou grandes estragos mundo afora. O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, informou que entre os ítens está o que chama de exemplo Brasil que “colocou a dívida pública em trajetórias sustentáveis”.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista concedida pelo porta-voz Marcelo Baumbach.

O governo brasileiro também sairá na defesa de se cumprir aquilo que foi estabelecido na Rodada de Doha, cujo “pacote” encontra-se sobre as mesas das lideranças desde 2008. Baumbach explicou que o Brasil espera que a reunião de Toronto “funcione como novos compromissos internacionais”. Até o momento não há confirmação de encontros bilaterais, mas existem tentativas de agendar reuniões com o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, o presidente francês Nicolas Sarkozy, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o primeiro ministro australiano, Kevin Rudd.

Baumbach informou que há tratativas para um encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e uma reunião entre o IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) mais Indonésia. Porém, tudo dependerá da agenda do presidente Lula no Canadá.


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Café com o presidenteAs reuniões realizadas na semana passada com líderes da Rússia, China, Índia e África do Sul (Ibas e Bric) foram muito importantes para o Brasil por permitir aprimorar a relação estratégica entre esses países, avaliou o presidente Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira (19/4). Segundo ele, há muita similaridade entre os quatro países e suas necessidades (desenvolvimento, geração de empregos, distribuição de renda) e os resultados dos encontros realizados em Brasília na última quinta-feira (15/4) serão constatados nos próximos meses. “Porque política internacional é assim: você planta e demora para você começar a colher”, afirmou Lula.

Eu acho que os resultados foram extraordinários. Veja, primeiro, porque nós assinamos muitos documentos com a Rússia, assinamos documentos com a China, assinamos documentos com a Índia, e assinamos documentos com a África do Sul. Segundo, porque nós definimos um plano de atuação estratégica no G-20, porque todos esses países também fazem parte do G-20 Político, do G-20 Econômico. E isso é muito importante, porque nós vamos ter em junho uma reunião do G-20 no Canadá, e nós queremos discutir o FMI, queremos discutir o Banco Mundial, queremos discutir o financiamento, queremos discutir o crédito, queremos discutir os paraísos fiscais. E se você chega em uma reunião com um pensamento único – China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul – você tem meio caminho andado para você convencer outros países que se colocam do nosso lado, como a França, como a Argentina, como o México. Portanto, há uma boa possibilidade de a gente fazer um grande avanço para o Brasil na área internacional.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Para ler a transcrição do programa, clique aqui.

O presidente avaliou ainda o recorde na geração de empregos verificada em março, como sendo um êxito da economia brasileira:

Nós saímos da crise muito forte, a economia mundial tem saído mais lentamente, mas os países emergentes saíram mais rapidamente. É só ver o que aconteceu na economia da China, o que está acontecendo na economia da Índia, o que está acontecendo na economia do Brasil. Ou seja, nós geramos 266 mil novos empregos no mês de março. É a maior quantidade de empregos gerada no mês de março desde que foi criado o Caged, e isso me deixa otimista, porque nós poderemos terminar o ano com 2 milhões de empregos criados ou até um pouco mais.


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Café com o presidenteAs reuniões realizadas na semana passada com líderes da Rússia, China, Índia e África do Sul (Ibas e Bric) foram muito importantes para o Brasil por permitir aprimorar a relação estratégica entre esses países, avaliou o presidente Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira (19/4). Segundo ele, há muita similaridade entre os quatro países e suas necessidades (desenvolvimento, geração de empregos, distribuição de renda) e os resultados dos encontros realizados em Brasília na última quinta-feira (15/4) serão constatados nos próximos meses. “Porque política internacional é assim: você planta e demora para você começar a colher”, afirmou Lula.

Eu acho que os resultados foram extraordinários. Veja, primeiro, porque nós assinamos muitos documentos com a Rússia, assinamos documentos com a China, assinamos documentos com a Índia, e assinamos documentos com a África do Sul. Segundo, porque nós definimos um plano de atuação estratégica no G-20, porque todos esses países também fazem parte do G-20 Político, do G-20 Econômico. E isso é muito importante, porque nós vamos ter em junho uma reunião do G-20 no Canadá, e nós queremos discutir o FMI, queremos discutir o Banco Mundial, queremos discutir o financiamento, queremos discutir o crédito, queremos discutir os paraísos fiscais. E se você chega em uma reunião com um pensamento único -- China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul -- você tem meio caminho andado para você convencer outros países que se colocam do nosso lado, como a França, como a Argentina, como o México. Portanto, há uma boa possibilidade de a gente fazer um grande avanço para o Brasil na área internacional.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Para ler a transcrição do programa, clique aqui.

O presidente avaliou ainda o recorde na geração de empregos verificada em março, como sendo um êxito da economia brasileira:

Nós saímos da crise muito forte, a economia mundial tem saído mais lentamente, mas os países emergentes saíram mais rapidamente. É só ver o que aconteceu na economia da China, o que está acontecendo na economia da Índia, o que está acontecendo na economia do Brasil. Ou seja, nós geramos 266 mil novos empregos no mês de março. É a maior quantidade de empregos gerada no mês de março desde que foi criado o Caged, e isso me deixa otimista, porque nós poderemos terminar o ano com 2 milhões de empregos criados ou até um pouco mais.


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Selo do Bric e Ibas 2010

Brasil, Índia e África do Sul vão trabalhar juntos para acelerar o processo de reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) “para representar melhor os pobres”, afirmou o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, durante a conferência de imprensa realizada no encerramento da 4ª Cúpula do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas). As palavras de Singh foram reforçadas pelos presidentes Lula e Jacob Zuma, da África do Sul, que reafirmaram o comprometimento do grupo pela promoção do desenvolvimento trilateral, por meio do engajamento e colaboração entre as partes.

O presidente sulafricano afirmou que seu país está muito animado com a proposta de construção de satélites do Ibas, que oferecerá oportunidade de expansão das comunicações e do setor agrícola, além de aumentar as capacidades na área científica de Brasil, Índia e África do Sul.

O primeiro-ministro Singh aproveitoou ainda para elogiar o presidente Lula “por sua visão pioneira, que fez do Ibas um fórum inovador para a cooperação Sul-Sul”.


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O primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, o presidente Lula e o presidente sulafricano Jacob Zuma se reuniram em Brasília para a IV Cúpula do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, o presidente Lula e o presidente sulafricano Jacob Zuma se reuniram em Brasília para a IV Cúpula do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Selo do Bric e Ibas 2010

Para problemas cada vez mais globais é preciso ter respostas igualmente universais, baseadas na solidariedade, cooperação e diálogo, defendeu o presidente Lula na abertura da plenária da 4ª Cúpula do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas), realizada na tarde desta quinta-feira (15/4), no Palácio Itamaraty, em Brasília. O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohah Singh, também participaram do encontro.

O presidente Lula afirmou que o grupo é uma resposta “a uma ordem internacional desigual e injusta, incapaz de resolver antigos problemas, como a pobreza extrema e a fome de milhões”, e também não oferece respostas adequadas a novas ameaças como a degradação ambiental e a insegurança alimentar e energética. Como alternativa aos desafios de um mundo interdependente, o Ibas propõe mais cooperação e mais solidariedade, afirmou o presidente Lula, além de ajudar a moldar um século 21 livre de conflitos, miséria e medo.

Somos três grandes democracias multiétnicas do mundo em desenvolvimento, unidas para propor e construir. Sem antagonismos. Com firmeza e continuidade de propósitos. Nossa vocação democrática nos ensinou a apostar na transparência e legitimidade das decisões multilaterais. Para problemas cada vez mais globais, precisamos de respostas igualmente universais.

Lula afirmou ainda que pretende realizar ainda este ano, no Brasil, um encontro de líderes empresariais dos três países.

E em seu discurso de encerramento, o presidente Lula afirmou:

Esta Cúpula é a culminação de uma longa caminhada e o começo de uma jornada ainda mais promissora. Índia, Brasil e África do Sul já têm uma história conjunta e certamente terão, cada vez mais. um futuro comum. Pessoalmente, me despeço do IBAS. E o faço com o sentimento do dever cumprido, com orgulho e felicidade de ver que nossa idéia prosperou. Com a alegria de ter compartilhado com indianos e sul-africanos esta extraordinária e promissora aventura. Desafiamos a geografia e a inércia – e vencemos.

Ouça a íntegra do discurso do presidente na abertura do encontro:

Ouça a íntegra do discurso do presidente no encerramento do evento:

O presidente brasileiro lembrou dos esforços de Brasil, Índia e África do Sul em concluir a Rodada de Doha de forma mais equilibrada, garantindo assim que o comércio internacional seja uma “alavanca para os países mais pobres”, permitindo a eles que desenvolvam o seu potencial agrícola. Citou ainda a atuação dos três países no Conselho de Direitos Humanos e nas negociações sobre mudanças no clima, defendendo o meio ambiente sem que isso interfira no direito ao desenvolvimento, e defendeu mais uma vez a reforma da ONU:

Estamos juntos nessas inúmeras frentes. Mas os países em desenvolvimento não consolidarão uma voz mais ativa sem a reforma da ONU e a ampliação do Conselho de Segurança. Temos credibilidade e estamos dispostos a assumir responsabilidades. Por isso defendo a participação de novos atores nas negociações sobre o Oriente Médio. Não temos histórico colonial nem interesses particulares na região. Podemos ajudar a desobstruir os impasses. Nosso único interesse naquela parte do mundo é o de contribuir para a paz.

Lula prestou homenagem aos primeiro-ministro Singh e ao presidente Zuma pelo compromisso assumido com a iniciativa da Estratégia de Desenvolvimento Social do IBas, que tem como seus principais pilares a cooperação, o diálogo e a solidariedade. Os primeiros frutos já começaram a aparecer: o lançamento de dois satélites do grupo, que trará benefícios nas áreas de navegação e agricultura, entre outras.

Já o Fundo IBAS permite que haja significativos avanços em pesquisa agrícola, formação técnico-profissional, saúde e desenvolvimento de fontes renováveis de energia nos três países.

Com o Fundo IBAS, estamos provando que não é preciso ser rico para ser solidário. Que é possível ajudar sem ingerência nos assuntos internos de outras nações. Estamos provando também que solidariedade não escolhe hora.


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Agenda presidencialA pedido do governo chinês, a II Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Brasil, Rússia, Índia e China (Bric), que seria realizada amanhã (sexta-feira – 16/4), em Brasília, foi antecipada para hoje (15/4). O Itamaraty teve assim que comprimir toda a agenda de hoje da IV Cúpula de chefes de Estado e de Governo do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas).

O presidente da China, Hu Jintao, pediu a antecipação da reunião em Brasília para poder voltar o quanto antes para seu país, que sofreu um forte terremoto ontem na região noroeste, provocando centenas de mortes.


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Agenda presidencialApós despachos internos no Palácio Itamaraty, em Brasília, a partir das 9 horas da manhã, o presidente Lula dá seqüência à sua agenda desta quinta-feira (15/4) com uma reunião de trabalho bilateral com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, com quem também almoça (12 horas). Em seguida, Lula concede audiência ao presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Às 15 horas, participa da IV Cúpula de chefes de Estado e de Governo do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas).

Após a foto oficial da Cúpula do Ibas (às 16 horas), o presidente Lula participa de sessão plenária do encontro, ainda no Palácio Itamaraty. Às 17h30, será realizada cerimônia de assinatura de atos e, depois, haverá declaração à imprensa.

Às 20 horas será realizado jantar oficial da IV Cúpula Ibas e da II Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Brasil, Rússia, Índia e China (Bric), que será realizado na sexta-feira (16/4), em Brasília.


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Brasília sediará esta semana duas importantes reuniões de chefes de Estado: a IV Cúpula IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e a II Cúpula Bric (Brasil, Russia, Índia e China). Os dois eventos ocorrerão nos dias 15 e 16 de abril (quinta e sexta) no Palácio Itamaraty. Para se ter a ideia da dimensão dos dois eventos, cerca de 400 jornalistas e técnicos se credenciaram para a cobertura, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O subsecretário-geral Político II do MRE, embaixador Roberto Jaguaribe, explica as diretrizes das reuniões que terão as participações dos presidentes Lula, Dmitri Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul), além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Os líderes chinês e indiano, segundo Jaguaribe, cumprem visita oficial ao Brasil. Eles desembarcam com investidores dispostos a conhecerem as oportunidades de negócios que o País oferece. Já Medvedev e Zuma, que fizeram visitas recentes ao Brasil, cumprirão apenas agendas voltadas para as duas cúpulas.


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