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Posted by robertocordeiro under desenvolvimento
Na virada deste sábado para domingo os relógios devem ser atrasados em uma hora. É o fim do horário de verão. Foto: Renato Araújo/ABr/Arquivo
O horário de verão termina na virada deste sábado para domingo, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora. Com isso, os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste passam a ter a mesma hora dos nove estados do Nordeste, exceto Fernando de Noronha que permanece com uma hora a mais. Dados do governo dão conta de que durante os quatro meses de duração do horário especial permitiu-se uma economia de R$ 30 milhões apenas na geração de energia de usinas termelétricas. Na prática, além da redução da carga consumida, a ação também colabora para que a luz natural seja aproveitada de forma mais intensa. De acordo com especialistas, exatamente neste período do ano os dias são mais longos devido à posição da Terra em relação ao sol. Este fator faz com que a luminosidade se estenda por mais tempo.
Nos últimos anos a redução média da demanda tem se situado em torno de 5% nas regiões onde foi aplicada a medida. As análises também demonstram que essa redução da demanda de ponta tem evitado novos investimentos da ordem de R$ 2 bilhões a cada ano, na construção de usinas geradoras de energia. Neste ano, a economia da geração térmica ao longo do horário de verão trouxe como consequência a redução da tarifa de energia elétrica para o consumidor a ser aplicada no futuro. No total, a redução de energia nos subsistemas Sul/Sudeste/Centro-Oeste foi equivalente a cerca de 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro e 10 % do consumo mensal de Curitiba.
A redução representa 4,4% da demanda máxima dos subsistemas. No caso do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a aproximadamente 60% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro, ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília. Na região Sul, representa 60% da carga no horário de ponta de Curitiba.
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse que as principais consequências da redução de demanda no horário de ponta são o aumento da segurança e a diminuição dos custos de operação do Sistema Interligado Nacional.
“O aumento da segurança operacional decorre da diminuição dos carregamentos na rede de transmissão, da maior flexibilidade operativa para realização de manutenções e da redução de cortes de carga em situações de emergência neste horário”, afirmou Chipp.
O horário de verão tem sido um valioso instrumento de uso eficiente e racional da energia elétrica e tem ajudado o país a garantir a sua oferta de forma mais contínua e segura, com preços adequados à realidade nacional.
O período de quatro meses em que a medida é aplicada sustenta o objetivo de desacelerar o ritmo da demanda no chamado horário de ponta. Trata-se da faixa das 18h às 21h, momento em que o consumo de energia é mais intenso nas residências. O principal objetivo do horário de verão é o melhor aproveitamento da luz natural em relação à artificial, adiantando-se os relógios em uma hora, de forma a reduzir a concentração de consumo no horário entre 18 e 20 horas.
Esse fato leva a um menor carregamento de energia nas linhas de transmissão, nas subestações, e nos sistemas de distribuição, reduzindo o risco de não atendimento às cargas no horário de ponta, em uma época do ano em que o sistema é normalmente submetido às mais severas condições operacionais, uma vez que este é um período de maior consumo. A redução da demanda máxima impacta também na redução da necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia elétrica.
Assim, a redução dos picos máximos nos horários de demanda por energia – proporcionando uma utilização mais uniforme durante o dia – é uma medida de eficiência energética. Quanto mais uniforme a utilização da energia no período diário, mensal e anual, melhor se aproveita o sistema elétrico disponível, os recursos energéticos e naturais.
Nos últimos dez anos, o horário de verão possibilitou a redução média de aproximadamente 5% na demanda por energia durante o horário de ponta. Isso significa que deixaram de ser consumidos, no horário de maior carga, aproximadamente 2 mil megawatts de energia a cada ano.
Consumo de energia
O Brasil tem 68,6 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica. A informação consta do Sistema de Apoio à Decisão (SAD) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com dados atualizados até outubro de 2010. O número é 39% maior que o de 2001, quando o país possuía 49,35 milhões de unidades consumidoras.
A classe residencial é a maior em número de unidades consumidoras, com 58,3 milhões, que representam 85,02% do total. Os consumidores industriais somam 572,3 mil ligações. Comércio, serviços e outras atividades totalizam 4,96 milhões de unidades consumidoras. Ligações rurais perfazem 3,91 milhões, sem contar as unidades consumidoras rurais destinadas à aquicultura, com 105 mil ligações; e rurais irrigantes, com outras 53 mil.
Também são tipos de consumidores o poder público, com 517,8 mil unidades; a iluminação pública, com 76,5 mil ligações; o serviço público, com 69,15 mil, e as unidades consideradas de consumo próprio, com 8,4 mil unidades.
O Brasil possui 99 distribuidoras, sendo 63 concessionárias e 26 cooperativas de eletrificação rural. As dez distribuidoras com maior número de unidades consumidoras concentram mais de 57% do total de ligações.
Está prevista para os próximos anos uma adição de 46.947.473 kW na capacidade de geração do país, proveniente dos 127 empreendimentos atualmente em construção e mais 480 outorgadas. Atualmente, o Brasil possui 2.359 empreendimentos em operação, gerando 113.662.190 kW de potência.
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Posted by robertocordeiro under desenvolvimento

No próximo sábado os relógios devem ser atrasados em uma hora. É o término do horário de verão que começou dia 17 de outubro de 2010.
Depois de quatro meses em vigor, o horário de verão termina no próximo sábado. À meia-noite, os relógios deverão ser atrasados em uma hora. A medida deve ser seguida no Distrito Federal e nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A alteração do horário de verão, que iniciou no terceiro domingo (dia 17) do mês de outubro, termina o ciclo no dia 20 de fevereiro. Na prática, além da redução da carga consumida, a ação também colabora para que a luz natural seja aproveitada de forma mais intensa. Segundo especialistas, exatamente nesta temporada, os dias são mais longos devido à posição da terra em relação ao sol. Este fator faz com que a luminosidade se estenda por mais tempo. Outro fator fica por conta da produção industrial que aquece no período natalino, além do aumento do calor no verão.

Objetivos
O período de quatro meses em que a medida é aplicada sustenta o objetivo de desacelerar o ritmo da demanda no chamado horário de ponta. Trata-se da faixa das 18h às 21h, momento em que o consumo de energia é mais intenso nas residências. O principal objetivo do horário de verão é o melhor aproveitamento da luz natural em relação à artificial, adiantando-se os relógios em uma hora, de forma a reduzir a concentração de consumo no horário entre 18 e 20 horas.
Esse fato leva a um menor carregamento de energia nas linhas de transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição, reduzindo o risco de não atendimento às cargas no horário de ponta, em uma época do ano em que o sistema é normalmente submetido às mais severas condições operacionais, uma vez que este é um período de maior consumo. A redução da demanda máxima impacta também na redução da necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia elétrica.
Assim, a redução dos picos máximos nos horários de demanda por energia – proporcionando uma utilização mais uniforme durante o dia – é uma medida de eficiência energética. Quanto mais uniforme a utilização da energia no período diário, mensal e anual, melhor se aproveita o sistema elétrico disponível, os recursos energéticos e naturais.
Nos últimos dez anos, o horário de verão possibilitou a redução média de aproximadamente 5% na demanda por energia durante o horário de ponta. Isso significa que deixaram de ser consumidos, no horário de maior carga, aproximadamente 2 mil megawatts de energia a cada ano.
Economia
Nos últimos anos a redução média da demanda tem se situado em torno de 5% nas regiões onde foi aplicada a medida. As análises também demonstram que essa redução da demanda de ponta tem evitado novos investimentos da ordem de R$ 2 bilhões a cada ano, na construção de usinas geradoras de energia.
A redução de demanda por energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste durante o horário de verão equivale à carga, no horário de ponta, de 62% da cidade do Rio de Janeiro; ou 2 vezes a cidade de Brasília; ou 1 cidade com 3,8 milhões de habitantes. Na região Sul, equivale aproximadamente a 75% da carga no horário de ponta da cidade de Porto Alegre, ou uma cidade com 1,1 milhões de habitantes.
A redução no consumo de energia no período do horário de verão, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, equivale aproximadamente a 10% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro; ou o consumo da cidade de Vitória (ES); ou uma cidade com 320 mil habitantes; ou 25% do consumo mensal de Brasília. Na região Sul, equivale aproximadamente a 10% do consumo mensal da cidade de Porto Alegre ou uma cidade de 150 mil habitantes. (Fonte: ONS)
O horário de verão tem sido um valioso instrumento de uso eficiente e racional da energia elétrica e tem ajudado o país a garantir a sua oferta de forma mais contínua e segura, com preços adequados à realidade nacional.
Origens
Não existe um consenso sobre a origem do horário de verão na história da nossa civilização, mas alguns estudos afirmam que ele foi criado por Benjamim Franklin, em 1784, nos Estados Unidos, quando percebeu que o sol nascia antes de as pessoas se levantarem, durante alguns meses do ano. Ele pensou, então, que se os relógios fossem adiantados em uma hora, naquele período, poderiam aproveitar melhor a luz do dia ao entardecer e economizar velas, já que naquele tempo ainda não existia luz elétrica. Mas naquela época as suas ideias não despertaram o interesse das autoridades.
Em 1907, um construtor chamado William Willett, membro da Sociedade Astronômica Real Britânica, resolveu fazer uma campanha na Inglaterra para colocar em prática o horário de verão. Mas as pessoas reclamaram muito e a proposta não obteve êxito. Foi somente durante a Primeira Guerra Mundial, em 1916, que outro país europeu – a Alemanha – resolveu adotar essa medida pela primeira vez, tendo em vista sua necessidade de se economizar energia por conta da Guerra.
No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase meio ano, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. No verão seguinte foi reeditada a medida com a mesma duração da primeira versão.
Posteriormente, a adoção da medida foi retomada em períodos não consecutivos, nos anos de 1949 até 1953, de 1963 até 1968, e nos tempos atuais a partir de 1985. O período de vigência é bastante variado, mas a média nos últimos 20 anos está em torno de 120 dias de duração, no Brasil.
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Na coluna O Presidente Responde desta semana, os temas abordados foram o acesso a financiamento da casa própria para trabalhadores que recebem salário acima da média, crítica ao horário de verão como forma de economizar energia e a necessidade de se investir em educação ambiental nas escolas do País. As perguntas vieram de leitores de Goiás e São Paulo.
Saiba aqui como funciona o cadastramento de jornais para receber a coluna O Presidente Responde.
O funcionário público federal Otaci Silva, de Goiânia (GO), pergunta porque trabalhadores que recebem acima da méida não têm acesso a financiamento da casa própria. “Neste país é 8 ou 80, ou é pobre ou é rico, não se pode subir para a classe média?”, questionou.
O presidente Lula respondeu que o País conta com uma linha de crédito imobiliário para todas as faixas de renda, o que muda são as condições de financiamento, que dependem da renda familiar. Os maiores subsídios são para famílias que têm renda até R$ 1.395,00 – para essa faixa, explicou o presidente, as prestações são de apenas 10% da renda familiar, com um valor mínimo de R$ 50,00, pelo período máximo de 10 anos.
“Um segundo segmento, que tem poder de compra um pouco maior – renda familiar entre R$ 1.395,00 e R$ 2.790,00 – recebe um subsídio para complementar a capacidade de pagamento, que pode chegar a R$ 23 mil, além de taxas de juros subsidiadas (6,0% ao ano). As famílias com renda entre R$ 2.790,00 e R$ 4.900,00, além de taxas de juros subsidiadas (8,16% ao ano), podem obter financiamento para até 100% do valor do imóvel, desde que o prazo de financiamento não ultrapasse 20 anos. Considerando que os recursos públicos são limitados, o governo concede subsídios diretamente até o teto de renda familiar de R$ 4.900,00. A partir desse valor, o atendimento se dá via regras de mercado. Mesmo assim o governo subsidia indiretamente quem compra imóveis de até R$ 500 mil, independentemente da renda. A União isenta de impostos os rendimentos da poupança e ao mesmo tempo obriga que grande parte dos recursos captados pelos bancos, em cadernetas, seja aplicada em financiamentos imobiliários a taxa de juros tabelada.”
O contador Adriano Lima, também de Goiânia (GO), critica o horário de verão, que segundo ele sacrifica trabalhadores e estudantes. Ele afirma que há outras formas de se economizar energia, “mais eficazes e menos desgastantes”.
Lula respondeu lembrando que com a adoção do horário de verão, a população economiza energia e há um menor carregamento de energia nas linhas de transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição. Com isso, é reduzido o risco de sobrecarga “numa época do ano em que, em várias regiões do País, o sistema é normalmente submetido às mais severas condições operacionais, por ser este o período de carga máxima”.
“Com o horário de verão, é possível operar o sistema com maior segurança e confiabilidade nas horas mais críticas, diminuindo a necessidade de investimentos em geração de energia elétrica. Se a medida não fosse adotada, o Brasil teria de construir várias usinas térmicas ao custo de R$ 1 bilhão, capazes de suprir a necessidade de energia de uma cidade de 6 milhões de habitantes.”
Já o servidor público Adailton Paulo de Araújo, de São Bernardo do Campo (SP), pede investimento em profissionais qualificados e implantação da educação ambiental nas escolas brasileiras, já que o meio ambiente é tão importante para todos. O presidente Lula concordou e revelou que o Ministério da Educação já atua no desenvolvimento da educação ambiental nas escolas, sugerindo a introdução do tema nos currículos escolares e desenvolvendo atividades extracurriculares, por meio de encontros, ações, projetos e programas.
“No ano que vem, o Conselho Nacional de Educação vai colocar em consulta pública diretrizes específicas e atualizadas para a educação ambiental em todos os níveis e todas as modalidades de ensino. Desde 2004, o MEC investiu, através de educação a distância, R$ 14,3 milhões na formação de um total de 47 mil professores. Como exemplo de atividades extraclasses, cito as três edições da Conferência Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente – Vamos Cuidar do Brasil, realizadas em 2003, 2006 e 2009 pelo MEC e Ministério do Meio Ambiente. Cada conferência mobilizou, em média, 3,6 milhões de alunos e 180 mil professores, de 12.800 escolas. Muitos participantes tornam-se uma espécie de agentes multiplicadores de educação ambiental nas suas escolas, locais de trabalho e de moradia.”
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Posted by jorge under desenvolvimento
O Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgaram na quarta-feira (16/9) informações sobre a implantação do horário de verão deste ano, que começa no próximo dia 17 de outubro e termina no dia 20 de fevereiro de 2011. Os relógios devem ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os estados do Norte e Nordeste não terão horário especial.
Saiba mais nas páginas do Ministério de Minas e Energia e da Aneel.
O horário de verão tem o objetivo de conscientizar a população em relação ao aproveitamento da luz natural, além de estimular o uso, de forma racional, de energia elétrica. Na prática, o adiantamento do horário em uma hora diminui o carregamento nas linhas de transmissão, subestações e nos sistemas de distribuição, de forma que, o atendimento em épocas de maior consumo ocorra com maior eficiência.
Em todas as regiões onde foi aplicada a medida em anos anteriores, contabilizou-se uma redução média na demanda de aproximadamente 5%. A redução na coincidência de consumo entre as várias utilizações prolonga esse período de maior consumo até as 22 horas, reduzindo o seu valor máximo, chamado de demanda. Este fato leva a um menor carregamento de energia, reduzindo o risco de não atendimento às cargas no horário de ponta, em uma época do ano em que o sistema é normalmente submetido às mais severas condições operacionais, uma vez que este é um período de maior consumo. A redução da demanda máxima impacta também na redução da necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia elétrica.
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Na última coluna do ano, publicada em jornais do País nesta terça-feira (29/12), o presidente Lula respondeu questões de leitores do Paraná e São Paulo a respeito do horário de verão e suas consequências, a implantação de atividade esportiva nas escolas públicas como acontece em Cuba e o monopólio da mídia.
A pergunta sobre o horário de verão foi feita pelo leitor Paulo César Otero Marcelino, médico de Maringá (PR). Ele afirma que o horário gera consequências como insônia e deficiência no aprendizado e questiona porque Recife não tem o horário.
O presidente Lula lembrou ao leitor a importância do horário de verão para reduzir a demanda por energia nos horários de pico – entre seis e nove da noite.
Com a adoção do horário no período de maior luminosidade, entre outubro e fevereiro, o Brasil dispensa a construção de várias usinas térmicas, com potência instalada total de 2 mil MW e ao custo de R$ 1 bilhão, suficientes para abastecer uma cidade com 6 milhões de habitantes. Assim, esse recurso é aplicado em outras áreas, como saúde, educação e infraestrutura.
Para ler a coluna na íntegra, clique aqui.
Lula afirmou que o horário de verão não é adotado no Norte e Nordeste do País porque nesse período do ano a luminosidade natural é bem menor do que nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Assim, os ganhos com a medida seria poucos e os transtornos, muitos.
José Zilmar Miranda, zelador em São Paulo (SP), quis saber sobre a implantação de esportes nas escolas públicas, como é feito em Cuba, lembrando que o Brasil será a sede de uma Olimpíada e de uma Copa do Mundo.
O presidente Lula informou que as federações esportivas brasileiras serão convocadas a apresentarem um plano de metas justamente por conta dos eventos esportivos que o País receberá. Disse que o exemplo de diversos países não pode ser ignorado, mas afirmou que o Brasil não está parado:
Com o programa Mais Educação, os alunos da rede pública participam de atividades, inclusive esportivas – tais como natação, basquetebol, volei, futebol, handebol e judô -, nos turnos em que não há aulas regulares. O programa atende 1,1 milhão de alunos de 5.126 escolas dos ensinos fundamental e médio, com repasse de R$ 166 milhões. Com o programa Segundo Tempo, já investimos R$ 260 milhões para envolver em atividades esportivas 975 mil crianças e adolescentes em situação de risco social. Em 2004, lançamos o Bolsa Atleta, que já contemplou 10.252 atletas de alto rendimento. Na Olimpíada de Pequim, nada menos do que 65% dos atletas eram de confederações que tinham patrocínio das empresas estatais ou de economia mista.
Murilo Oliveira, publicitário de Amparo (SP), lembrou que o então candidato Lula afirmava, na década de 1990, que se eleito acabaria com o monopólio da mídia, e cobrou o cumprimento da promessa. O presidente Lula concorda que o monopólio da mídia “não é bom para a democracia”, citando a Constituição: “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.” No entanto, afirmou, cabe ao Congresso regulamentar os mandamentos constitucionais.
Lula citou alguns números dos últimos anos para mostrar que as mudanças econômicas e sociais estão provocando transformações na comunicação social no Brasil:
Há cinco anos, os jornais tradicionais do eixo Rio-São Paulo estão estacionados em 900 mil exemplares, enquanto os jornais das demais capitais cresceram 41%, chegando a 1.630.883, os jornais do interior subiram 61,7% (552.380) e os populares cresceram nada menos que 121,4% (1.189.090). O panorama se repete com as emissoras de rádio e de TV.
O presidente Lula lembrou que há um projeto de lei tramitando no Congresso que normatiza e amplia a oferta de TVs por assinatura, o que vai aumentar a concorrência e favorecer os assinantes.