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Presidenta Dilma Rousseff participa de cerimônia em memória ao Holocausto em Salvador. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Na cerimônia em memória às vítimas do Holocausto, hoje em Salvador (BA), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que é necessário fazer de tudo para evitar atrocidades como as que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial.

“Holocausto nunca mais, nós estamos, aqui, nos manifestando sobre algo que de fato é uma nódoa na história da humanidade. Mas, também, lembrar é, de uma certa forma, construir os mecanismos para que jamais aconteça novamente”.

A presidenta disse que o Brasil foi o primeiro país a apoiar a criação do estado de Israel e que o governo brasileiro acha que depois de tanto tempo é preciso que haja paz no Oriente Médio.

“E o governo brasileiro considera imprescindível para essa paz a criação também de um Estado palestino democrático e não segregador”.

Dilma parabenizou a  escolha da cidade de Salvador para realização do evento em alusão ao Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, lembrado anualmente em 27 de janeiro. Destacou também o papel importante da cidade na história do país.

“Esta cidade possui a maior população de afrodescendentes fora da África, foi palco de lutas históricas, tanto pela independência do meu país, do nosso país, quanto pela abolição da escravatura. Sua história política e cultural está ligada intimamente à revolta contra a dor e o sofrimento a que os povos africanos foram submetidos em solo brasileiro”.


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Na cerimônia em memória às vítimas do Holocausto, no início da noite desse domingo (29/1) em Salvador (BA), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que é necessário fazer de tudo para evitar atrocidades como as que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial.

Holocausto nunca mais, nós estamos, aqui, nos manifestando sobre algo que de fato é uma nódoa na história da humanidade. Mas, também, lembrar é, de uma certa forma, construir os mecanismos  para que jamais aconteça novamente.

A presidenta disse que o Brasil foi o primeiro país a apoiar a criação do estado de Israel e que o governo brasileiro acha que depois de tanto tempo é preciso que haja paz no Oriente Médio.

E o governo brasileiro considera imprescindível para essa paz a criação também de um estado palestino democrático e não segregador.

Dilma parabenizou a  escolha da cidade de Salvador para realização do evento em alusão ao Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, lembrado anualmente em 27 de janeiro. Destacou também o papel importante da cidade na história do país.

Esta cidade, ela possui a maior população de afrodescendentes fora da África, foi palco de lutas históricas, tanto pela independência do meu país, do nosso país, quanto pela abolição da escravatura. Sua história política e cultural está ligada intimamente à revolta contra a dor e o sofrimento a que os povos africanos foram submetidos em solo brasileiro.

O governador da Bahia, Jaques Wagner, falou sobre a importância da comunidade judaica na formação do povo brasileiro e lamentou as ações de extermínio às quais o povo judeu foi submetido durante a Segunda Guerra Mundial.

A cerimônia, iniciada com a apresentação do coral Vozes do Holocausto, com 60 integrantes, sob a regência do maestro Cícero Alves, contou com a participação de políticos e membros da comunidade judaica brasileira. O primeiro a falar foi o rabino Ariel Oliszewski, da Sociedade Israelita da Bahia (SIB). Ele lembrou os seis milhões de judeus que foram mortos durante a segundo guerra mundial. Ao final, chamou para o acendimento de seis velas, cada uma representando um milhão das vítimas do holocausto. “As seis velas são para lembrar os judeus, ciganos, homossexuais, negros. Todos aqueles que não pertenciam à raça ariana”, destacou o rabino.

Ao fazer um histórico do povo judeu, Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil, fez uma homenagem  aos milhares de afrodescendentes que também foram alvo do nazismo. Trazendo para a atualidade, em seu discurso ele destacou que é preciso fazer de tudo para evitar atrocidades. “Não podemos manter a indiferença pelo povo palestino”, enfatizou.

 


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Agenda presidencial

A presidenta Dilma Rousseff reúne-se, nesta sexta-feira (28/1), pela manhã, com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, no Palácio do Piratini, em Porto Alegre. A presidenta Dilma, que chegou ontem à noite na capital gaúcha, participou de cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, na sede Ministério Público Estadual.

De acordo com a agenda de trabalho, a presidenta Dilma embarca ainda hoje para Brasília, com decolagem no Aeroporto Salgado Filho.


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Presidente Lula durante visita ao Museu do Holocausto (Yad Vashem), em Jerusalém. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula durante visita ao Museu do Holocausto (Yad Vashem), em Jerusalém. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

Todos que querem dirigir uma nação deveriam visitar o Museu do Holocausto, em Jerusalém (Israel), para saber o que pode acontecer quando a irracionalidade toma conta do ser humano, afirmou o presidente Lula após conhecer o lugar na manhã desta terça-feira (16/3) – horário local, cinco horas a mais do que o de Brasília. Acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, ministros e empresários, Lula percorreu os corredores do novo museu, inaugurado em 2005, ouvindo atentamente às explicações do guia, que contava algumas das histórias de horror vividas pelos judeus da Europa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). “O Holocausto e a escravidão foram grandes crimes da humanidade”, comentou Lula ao diretor do Conselho Deliberativo do Museu, o rabino Israel Meir Lau, que acompanhou toda a visita ao lado do presidente brasileiro.

Levo ao Brasil a certeza do que pode acontecer quando a irracionalidade toma conta do ser humano. Não podemos permitir que se repita algo como o Holocausto. E temos que repetir quantas vezes forem necessárias: nunca mais, nunca mais.

Veja aqui algumas fotos do Museu do Holocausto de Jerusalém.

Ao final de sua visita ao Museu do Holocausto em Jerusalém, o presidente Lula depositou uma coroa de flores na lápide de pedra que contém cinzas das vítimas dos campos de concentração nazistas. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao final de sua visita ao Museu do Holocausto em Jerusalém, o presidente Lula depositou uma coroa de flores na lápide de pedra que contém cinzas das vítimas dos campos de concentração nazistas. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e dona Marisa Letícia foram recebidos no Pavilhão da Memória do museu pelo presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente brasileiro colocou uma coroa de flores uma lápide de pedra que contém cinzas de vítimas dos campos de concentração nazistas de Dachau, Auschwitz-Birkenau, Buchenwald e Treblinka, entre outros.

Após a visita ao Museu do Holocausto, Lula seguiu com sua comitiva para a Floresta das Nações, no Bosque de Jerusalém, para plantar uma oliveira (símbolo da paz em Israel), e observou que Jerusalém está mais arborizada, aproveitando a ocasião para lembrar que o Brasil assumiu um importante compromisso de reduzir o desmatamento na Amazônia em 80% até 2020. Ao final da cerimônia, convidou todos os presentes a retornarem ao local em alguns anos para colher as primeiras azeitonas da oliveira recém plantada.

Bandeira de Israel Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem a Israel.

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Presidente Lula participa de homenagem às vítimas do holocausto na Segunda Guerra Mundial em sinagoga no Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula participa de homenagem às vítimas do holocausto na Segunda Guerra Mundial em sinagoga no Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

No dia em que as vítimas das atrocidades nazistas na Segunda Guerra Mundial foram homenageadas em cerimônia realizada nesta quarta-feira (27/1) na sinagoga mais antiga das Américas, localizada em Recife (PE), o presidente Lula fez questão de lembrar a tragédia no Haiti e fazer uma veemente defesa da democracia e do respeito aos direitos humanos. Citou também em seu discurso a contribuição do Brasil para encontrar a paz duradoura que tantos almejam para o Oriente Médio.

Lula elogiou a solidariedade brasileira em favor do povo haitiano, que conta com apoio fundamental também da comunidade judaica, por meio por exemplo do Hospital Israelita Albert Einstein, e lembrou com pesar a morte de 20 brasileiros, entre militares e civis, que trabalhavam pela reconstrução do Haiti.

Lula homenageou também a embaixatriz Roseana Aben-Athar Kipman, neta de judeu, que dedicou sua vida aos doentes de hanseníase:

Ao aconchegar crianças feridas e, em muitos momentos, até  mesmo expor sua vida para salvá-las, Roseana expressa o papel que a nossa presença no Haiti tem desde antes do terremoto: compaixão, solidariedade e convicção de que os haitianos podem um dia erguer uma nação que eles mesmos sustentarão.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente em Recife:

O presidente Lula reiteirou que o extermínio em massa promovido pelos nazistas só foi possível porque antes a democracia e o respeito aos direitos humanos também foram progressivamente aniquilados.

Sempre faço questão de reafirmar que a democracia é um bem do qual não podemos abrir mão. Nunca. E nesta ocasião quero também dizer que a democracia política, social e econômica é a nossa principal arma contra a discriminação e a intolerância. O povo brasileiro me deu a honra de governar um país já democrático e tolerante. E chegando ao fim do meu mandato, me orgulho de ter contribuído para o fortalecimento das instituições, para a liberdade de imprensa, para a expansão das políticas públicas a todos os setores e comunidades de nossa sociedade e, especialmente, para a ampliação da participação social.

Lula citou os encontros que teve recentemente no Brasil com os presidentes Shimon Peres, de Israel, e Mahmud Abbas, da Autoridade Palestina, e as conversas mantidas em defesa da paz duradoura no Oriente Médio e sobre os obstáculos que impedem que ela seja obtida. Em março, lembrou, terá novos encontros com ambos, desta vez em seus respectivos países:

E mais uma vez, em nome do povo brasileiro, levarei até lá nossa mensagem de tolerância e de paz. Uma mensagem que é baseada não em uma utopia, mas na realidade de uma nação onde as mais diversas comunidades convivem. Todos nós, governo e sociedade, podemos trabalhar para que se aproxime o dia em que israelenses e palestinos vivam em segurança em seus respectivos Estados. Um dia no qual a paz e o respeito serão os pilares de um novo Oriente Médio, próspero e com justiça social. E no qual todos os conflitos que existem hoje passem a aparecer apenas nos livros de História.

A Terra Santa é uma referência não apenas para as três grandes religiões que ali nasceram, mas para toda Humanidade. E cabe a todos ajudar os povos que ali habitam a encontrarem o caminho que levará a um futuro melhor.


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Ben Abraham ama o Brasil. Aos 85 anos, esse polonês é testemunha das atrocidades praticadas pelas tropas de Adolf Hitler e como missão segue dando depoimentos sobre o período mais difícil de sua vida. Abraham, que mora em São Paulo, sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, e hoje participou com a mulher Miriam da cerimônia realizada em Recife em homenagem ao Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto. A cerimônia foi realizada na Sinagoga Kahal Zur Israel (a mais antiga das Américas), com a presença do presidente Lula e autoridades do governo brasileiro.

“Tinha 20 anos de idade, 28 quilos e tuberculose dupla quando saí dos campos de concentração nazistas. Sobrevivi e jurei a mim mesmo que contaria ao mundo tudo o que vivi. É isso o que estou fazendo”, afirmou Abraham nas diversas entrevistas que concedeu ao longo dos últimos dias.


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