Ao inaugurar três obras simultaneamente nesta quinta-feira (30/12) em cerimônia realizada no Palácio do Planalto em Brasília (DF) -- uma agência do INSS em Caetés (PE), sua cidade natal; a terceira cascata de enriquecimento de urânio da INB em Resende (RJ) e a hidrelétrica Foz de Chapecó (SC-RS) -- ver mais detalhes aqui -, o presidente Lula aproveitou para celebrar três grandes conquistas de seu governo: a produção de energia limpa, a excelência dos serviços da Previdência Social no País e o recorde nas exportações. Com isso, disse, o Brasil será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff preparado para os desafios que virão.
“Nós estamos terminando o ano e entregando para a companheira Dilma a Presidência do Brasil num momento muito bom da história do País. Por isso que eu acho que a companheira Dilma vai fazer um extraordinário governo, o Brasil tem qe se preparar para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, o Brasil tem que se preparar para ser a quinta economia logo.”
Sobre a cascata de enriquecimento de urânio, Lula afirmou que o País já debateu o suficiente com a sociedade sobre a necessidade de se fazer investimentos para se ter autossuficiência no processo e para construir o que for necessário estrategicamente para o Brasil manter o ritmo de seu desenvolvimento. E o País tem hoje, disse o presidente, autoridade moral e política na questão energética, porque sua produção é limpa como em nenhum outro lugar.
Depois de conversar com um aposentado de Caetés (PE) por meio de um link ao vivo (vídeo acima), Lula apontou algumas importantes vitórias no campo da previdência no País, como o fim das filas nos postos de atendimento e na maior agilidade existente hoje para dar informações e garantir a aposentadoria dos trabalhadores. Lembrou que pelo telefone 135 é possível, de qualquer lugar do País, obter informações variadas e também marcar consultas. Aproveitou o evento também para criticar os peritos contratados pela Previdência Social, que segundo o presidente, foram ingratos ao fazerem greve logo após conseguirem aumento salarial. “Eu fiquei muito chateado, é importante terminar o mandato dizendo que fiquei chateado, porque ganhavam quase nada, nós levamos para 14 mil e o agradecimento foi fazer uma greve pedindo mais”, afirmou.
A Agência da Previdência Social (APS) de Caetés (PE) contou com recursos de R$ 611,1 mil e vai beneficiar mais de 40 mil pessoas -- tanto em Caetés como também em Capoeiras, cidade próxima. A unidade terá capacidade para atender a cerca de 500 segurados por mês e realizar uma média de 50 perícias mensais. Esta será a 57ª agência inaugurada pelo Plano de Expansão da Rede de Atendimento (PEX), que tem como objetivo reforçar o atendimento e facilitar o acesso de 30,8 milhões de pessoas de todo o país aos serviços previdenciários. Apenas em Pernambuco, está prevista a criação de 59 novas APS.
A inauguração da terceira cascata de enriquecimento de urânio, em Resende (RJ), torna a INB a única fabricante de combustível nuclear no mundo com enriquecimento e fabricação no mesmo sítio. A instalação de cascatas faz parte do processo de implantação da Unidade de Enriquecimento Isotópico da INB que, quando concluída, permitirá a consolidação do domínio tecnológico da principal etapa industrial do ciclo de produção do combustível nuclear, o enriquecimento de urânio por ultracentrifugação. A primeira cascata entrou em operação em 2006 e a segunda em 2009. Com a inauguração da terceira cascata, a INB terá capacidade para enriquecer cerca de 10% do total de urânio produzido.
A Usina Hidrelétrica (UHE) Foz de Chapecó está localizada no rio Uruguai, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A obra, que integra o plano de metas do PAC, foi iniciada em 2006 e contou com investimentos de R$ 2,2 bilhões. Até o final da construção da usina, prevista para 2011, serão aportados mais R$ 54 milhões, segundo o Ministério de Minas e Energia.
A construção da usina de Chapecó gerou cerca de 7 mil empregos no pico das obras, sendo 4 mil diretos e 3 mil indiretos. Um trecho de 150 km de estrada também foi criado durante a construção da usina, 95 km no Rio Grande do Sul e 55 km em Santa Catarina. Ao todo, 19 pontes também foram erguidas. Hoje, Chapecó é o quarto maior empreendimento em geração de energia elétrica no país, ficando atrás apenas de Jirau, Santo Antônio e Estreito.
Um País, a exemplo das pessoas, precisa de muita energia para crescer. É com ela que podemos ter o desenvolvimento da indústria, aumento na geração de empregos, promoção da inclusão social, melhoria de vida das pessoas mais pobres e crescimento de regiões que sempre foram colocadas em segundo plano, como o Nordeste. Uma coisa puxa a outra: com o crescimento do País, mais investimentos são direcionados à área de infraestrutura, o que implica necessariamente mais recursos para obras do setor energético – construção de hidrelétricas, termelétricas, gasodutos e desenvolvimento de novas tecnologias (biocombustíveis, por exemplo). E o melhor de tudo: com o menor impacto possível ao meio ambiente.
Nunca antes na histórica essa combinação energia/desenvolvimento/meio ambiente funcionou tão bem. O resultado são as altas taxas de crescimento do País, o ciclo virtuoso de desenvolvimento que todas as regiões brasileira experimentam nos últimos anos e uma proteção ambiental invejada e replicada pelos quatro cantos do planeta. O quarto post da nossa série especial “Nunca Antes…” explica detalhes de como isso foi planejado e executado.
A grande mudança no setor energético brasileiro foi resultado de uma revolução conceitual. Não se pensa mais em expansão da produco sem antes ampliar investimentos em qualificação de mão de obra. Não se investe em novas fontes sem antes incentivar o consumo consciente. Temos que produzir mais com menos energia. E a geração dessa energia tem que ser mais limpa. O caminho vem sendo trilhado. Em 2002, as fontes renováveis representavam 41,5% de nossa matriz energética – hoje atingem 45,8%. Isso reduz a emissão de gases do efeito estufa – que agrava o aquecimento global – e coloca o Brasil na vanguarda da defesa ambiental. Para se ter uma ideia, a média de fontes renováveis na matriz energética mundial era de 13% em 2008. Nos países desenvolvidos, apenas 7%. Ou seja: estamos caminhando rumo ao desenvolvimento com muito mais respeito ao meio ambiente do que os mais desenvolvidos jamais tiveram.
Nossa matriz energética é mais verde do que a dos outros por ter forte presença da energia hidráulica. O Brasil é privilegiado pela quantidade de rios que tem e temvem mostrando competência para usar esse recurso natural em benefício de seu povo. Atualmente, as três maiores hidrelétricas em construção no mundo estão no Brasil – Jirau, Santo Antônio e Belo Monte -, o que deve aumentar em 16% a produção de energia no País. Juntas, representam ainda a abertura de quase 50 mil novos empregos diretos e investimentos de mais de R$ 40 bilhões.
Mas o País também tem desenvolvido pesquisas para produzir energia por meio de outras fontes renováveis, como o bagaço da cana e o etanol, o biodiesel e a geração eólica. A produção de etanol, por exemplo, cresceu 138% entre de 2002 e 2010. A geração eólica, que de 2002 a 2004 ficou em 61 GWh por ano, deve se aproximar de 2 mil GWh em 2010. Já a produção de biodiesel, que teve início em 2005, com o montante de 69 mil m³; deve chegar a 2,4 milhões m³ em 2010, já representando cerca de 5% da mistura com diesel de petróleo. Hoje, possuímos 55 usinas de biodiesel instaladas, com capacidade produtiva de 5,2 bilhões de litros/ano, e nos tornamos o terceiro maior produtor no mercado mundial de biodiesel, atrás somente da Alemanha e França. Com isso, o Brasil já deixou de importar mais de 5 bilhões de litros de diesel, o que equivale a um ganho na balança comercial da ordem de US$ 3 bilhões – sem falar na redução de emissões de gases do efeito estufa.
Outra fonte que vem ganhando destaque na matriz energética brasileira é o gás natural, que hoje conta com uma lei específica (ver aqui). Para garantir o seu melhor uso, o governo investiu pesado na infraestrutura necessária para o seu transporte pelo País. A expansão dos gasodutos brasileiros chegou a 62%, totalizando mais de 9 mil quilômetros até o final de 2010. Com isso, será possível substituir as usinas termelétricas a óleo pelas de gás natural, que são mais eficientes e menos poluidoras. Somente no mês passado, o presidente Lula inaugurou, simultaneamente, três usinas desse tipo em Manaus (AM) e já estão em construção as usinas termelétricas de Porto do Pecém (CE), do Atlântico (RJ) e de Candiota III (RS).
Com toda esta energia, o Brasil projeta-se para as próximas décadas como sendo o país que mais se expandiu num dos setores mais dinâmicos da economia mundial. Colocando na ponta do lápis, nossa energia atingiu patamares “nunca antes” vistos. Nos últimos oito anos, o Brasil teve uma expansão da oferta de energia elétrica da ordem de 293 mil megawatts instalados, representados por 12,5 gigawatts (GW) de usinas hidrelétricas, 13,57 GW de usinas termoelétricas, 2,4 GW de pequenas centrais hidrelétricas e 840 MW de usinas eólicas. O sistema de transporte de energia elétrica alcançou a extensão de 98.306 km. Entre 2003 e novembro de 2010, foram construídos no Brasil 22.679 km de linhas de transmissão, com incremento de aproximadamente 30% sobre o sistema já existente. Resultado: saltamos de uma produção anual de 385.826 Gwh, em 2002, para 501.930 Gwh, em 2010.
Como se vê, o Brasil tem energia de sobra para crescer e se desenvolver como precisa e quer.
Presidente Lula no evento em que foi apresentado o balanço dos quatro anos do PAC, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Brasil do Pré-sal, do Luz para Todos, das grandes obras em infraestrutura, das maiores refinarias e hidrelétricas em construção no mundo, do Minha Casa, Minha Vida, da geração recorde de emprego e renda e da inclusão social é a grande conquista do povo brasileiro, afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (9/12), em Brasília (DF), durante a cerimônia de apresentação do balanço de quatro anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E o País que hoje “anda a 120 km por hora”, disse Lula, tem razões de sobra para comemorar: com o Brasil em condições “excepcionais”, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, irá pisar um pouco mais no acelerador rumo a um desenvolvimento jamais visto.
O milagre do PAC, como definiu Lula, só foi possível porque a mesma importância de uma grande rodovia, como a BR-101, ou do Rodoanel de São Paulo, foi dada a toda pessoa que morava de forma inadequada em uma palafita. Para Lula, o PAC foi uma “confraria bem intencionada” dos governos federal, estaduais e municipais, empresários e trabalhadores, que resultou em uma cumplicidade em defesa do Brasil e nos resultados “nunca antes vistos” do programa.
Essa grandeza é que fez o PAC dar certo e tenho certeza que é essa grandeza que vai fazer com que esse país continue dando certo e continue avançando.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:
Lula ressaltou que o Brasil estava desacostumado com um ritmo tão grande de crescimento e que desde a década de 70 não havia investimentos em infraestrutura, resultando em anos de estagnação econômica e de recessão. Ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, Lula recomendou para o próximo mandato o mesmo cuidado e atenção, uma vez que, como ensinou o próprio Guido, “em economia não há milagres”.
Nós não podemos perder de vista a estabilidade econômica, nós não podemos perder de vista a responsabilidade fiscal e nós não podemos perder de vista o controle da inflação, porque são três coisas que se a gente perder o controle quem pagará o pato será a parte brasileira que vive de trabalho e que vive de salário.
Na ocasião, o presidente teve acesso aos números do PAC que, até o dia 31 de dezembro de 2010,chegarão à marca de R$ 619 bilhões executados. Esse valor representa 94,1% dos R$ 657,4 bilhões previstos para serem investidos pelo programa no período 2007-2010. Até 31 de outubro deste ano, o montante investido atingiu R$ 559,6 bilhões, equivalentes a 85,1% do total previsto.
Os empreendimentos concluídos no âmbito do PAC alcançarão R$ 444 bilhões até dezembro de 2010. O valor representa 82% dos R4 541,8 bilhões previstos para serem concluídos no período 2007-2010. Até outubro, esse percentual equivalia a 73,3%, ou R$ 396,9 bilhões do total previsto para ser executado no mesmo período. Os investimentos nos eixos Logística, Energia e Social e Urbano somarão R$ 225,2 bilhões até dezembro deste ano. Até outubro, o investimento alcançou R$ 197,7 bilhões. Nas áreas de Habitação e Saneamento, as ações concluídas somarão R$ 218,8 bilhões até dezembro de 2010, montante que chegou a R$ 199,2 bilhões até outubro. Os dados integram o 11º balanço do programa, divulgado nesta quinta-feira (9), em entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto.
Depois de ver durante décadas milhares de brasileiros deixarem o País em busca de oportunidades no exterior, o presidente Lula acredita que agora o Brasil está pronto para garantir a esse pessoal tudo a que eles têm direito. Afinal, o País está se desenvolvendo e ampliando oportunidades de emprego, graças aos investimentos em infraestrutura, energia e educação, e isso reabre as portas para o regresso dos brasileiros que estão pelo mundo, disse Lula nesta sexta-feira (3/12) na III Conferência “Brasileiros no Mundo”, realizada no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro (RJ).
Eu sonho que não está longe o dia em que só estará no exterior o brasileiro que quiser estar no exterior. Mas ele não estará mais fora fugindo daquele tempo tenebroso em que nós passamos vinte anos sem gerar emprego neste país. Muitos de vocês foram embora para adquirir o direito de comer outra vez e nós queremos dizer para vocês que esse país está pronto para garantir o direito de comer a todos os brasileiros aqui dentro do Brasil.
O presidente Lula citou obras as obras das hidrelétricas Jirau, Santo Antônio e Belo Monte – as três maiores em construção no mundo –, as ferrovias Norte-Sul, Leste-Oeste e Transnordestina, além das refinarias do Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte como exemplos de obras que geraram muitos empregos e oportunidades no País. Se levarmos em conta ainda os investimentos do Pré-sal, o Brasil está num patamar superior aos países desenvolvidos quando se fala em emprego e crescimento, disse ele.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
O momento de crescimento acelerado do Brasil tende a continuar, afirmou Lula, uma vez que a presidenta eleita, Dilma Rousseff, exerceu papel fundamental na elaboração e condução de programas e políticas públicas que impulsionaram o País – e portanto vai dar continuidade ao projeto. Para ele, se a economia brasileira continuar crescendo nesse ritmo, em muito pouco tempo não faltará lugar para os brasileiros que moram fora e ainda haverá oportunidades para trabalhadores de outros países.
Estou certo de que o Brasil tem pela frente anos excepcionais. O que está acontecendo neste país é uma coisa que eu sonhei muito tempo e que muitos de vocês sonharam. Esse país não pode mais ser governado para 30% da população.
A III Conferência Brasileiros no Mundo teve início ontem (2/3), e tem o objetivo de debater as políticas governamentais para as comunidades brasileiras que vivem fora do país. Durante a cerimônia, houve ainda a posse do Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior.
Presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff em cerimônia de inauguração de eclusas da hidrelétrica de Tucuruí (PA). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Mais do que uma herança bendita, o pacote de grandes obras que o governo Lula está deixando para a presidente eleita Dilma Rousseff a partir de janeiro de 2011 é símbolo da continuidade de um projeto político que está mudando a lógica de governo no País, afirmou o presidente em evento realizado no final da tarde desta terça-feira (30/11) em Tucuruí, no Pará. Projetos como o das três maiores hidrelétricas do mundo (Jirau, Santo Antônio e Belo Monte) ou das três maiores ferrovias do mundo (Transnordestina 1.700 km, Norte-Sul 1.500 km e Oeste-Leste 1.500 km) ou ainda os mais de US$ 200 bilhões que a Petrobras investirá no Pré-sal nos próximos anos contaram com participação efetiva da presidente eleita, lembrou Lula, o que o deixa convicto do sucesso do governo Dilma. “Pela sua competência, pelo seu grau de conhecimento, compromisso, eu não tenho dúvida de que em quatro anos você poderá fazer mais e melhor por este País”, disse ele.
Ouça a íntegra do discurso do presidente:
Um pouco antes de discursar no evento, que marcou a inauguração de eclusas da hidrelétrica de Tucuruí e a contratação de 41 engenheiros, o presidente Lula teve que sair do palco para mastigar um pouco de gelo, devido ao forte calor que fazia no local, mas voltou a tempo de ouvir a presidente eleita Dilma Rousseff fazer a sua primeira participação em um evento público, desde a eleição este ano, quando elogiou o governo Lula, frisando que estava ali não como presidente eleita, mas como uma pessoa que acompanhou de perto o trabalho feito na região. Ela disse que pretende continuar a ‘herança bendita’ para “fazer avançar esse projeto de inclusão social de milhões de brasileiros”. O Brasil, disse Dilma, pode ser do tamanho de nossos sonhos.
E o tamanho dos sonhos é gigantesco, afirmou Lula, enumerando o que Dilma receberá a partir do dia 1º de janeiro para dar continuidade – além das hidrelétricas, ferrovias e investimentos em Pré-sal: renascimento da indústria naval (com dezenas de encomendas de navios-plataformas, petroleiros e sondas), recorde de escolas técnicas e universidades criadas por todo o País e mais de 700 mil jovens estudando em universidades pelo ProUni, entre outras benesses. “O País está em construção e você ajudou muito nisso”, elogiou Lula. “Queremos mudar a lógica deste País. Eu sei que nós – porque você ajudou a fazer – fizemos muito, mas sei que ainda falta muito para fazer.”
O desenvolvimento do setor energético – com a construção de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão –, a rodovia Norte-Sul e grandes investimentos na área de habitação, saneamento básico, saúde e projetos públicos de irrigação farão do estado de Goiás um grande entroncamento logístico, com imensas vantagens competitivas no mercado interno e no comércio exterior. Foi o que garantiu o presidente Lula nesta terça-feira (19/10), em Catalão (GO), em cerimônia de inauguração simultânea de seis usinas hidrelétricas.
Não é todo dia que temos a feliz oportunidade de inaugurar empreendimentos do porte destas seis usinas hidrelétricas. Afinal, estamos falando de obras do PAC que receberam, juntas, investimentos de R$ 2,9 bilhões e que vão suprir a demanda de energia de mais de um milhão de pessoas. Essas obras estão sendo inauguradas em um momento em que o Brasil voltou a investir pesadamente em geração e transmissão de energia elétrica. Com isso, Goiás se tornará um grande entroncamento logístico.
O presidente afirmou que após um profundo levantamento do potencial hidrelétrico, o Brasil modernizou o marco regulatório para o setor e devolveu ao Estado a capacidade de planejar a longo prazo, além de criar uma grande carteira de projetos na área de energia. Os investimentos estatais e privados em geração e transmissão de energia elétrica em todo o País chegaram, afirmou Lula, a R$ 48,6 bilhões entre 2007 e 2010.
A segunda etapa do PAC prevê investimentos totais de R$ 136,6 bilhões. Apenas em usinas hidrelétricas serão investidos R$ 116 bilhões de reais, na construção de dez usinas de modelo plataforma e mais 44 hidrelétricas convencionais – 12 delas no estado de Goiás.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Na área de transmissão, segundo Lula, estão previstos investimentos totais de R$ 37,4 bilhões, com a construção de mais de 36 mil quilômetros de redes para grandes interligações, linhas e reforços regionais. O PAC 2 também prevê novidades no quesito preservação ambiental, como a instalação de aquecimento solar para o banho em residências.
As seis usinas hidrelétricas inauguradas em Goiás são: Serra do Facão (Catalão e Davinópolis), Barra dos Coqueiros (Cachoeira Alta e Caçu), Caçu (Cachoeira Alta e Caçu), Salto do Rio Verdinho (Itarumã e Caçu), Foz do Rio Claro (São Simão e Caçu), e Salto (Itarumã e Caçu). As novas usinas terão, ao todo, 645 MW de potência instalada e 445,6 MW médios de energia assegurada ao sistema elétrico.
O presidente Lula levou à gargalhadas empresários e técnicos do setor elétrico nacional nesta quinta-feira (26/8), no Palácio do Planalto, ao contar situações bizarras envolvendo as obras de dois dos mais importantes empreendimentos de energia elétrica do País. Lula contou que já fez vários dicursos contra a construção de Itaipu Binacional, usina construída em Foz do Iguaçu (PR) bem na divisa com o Paraguai, da mesma forma como já foi contra a usina de Belo Monte, que será construída no rio Xingu, no Pará.
“Vocês nem imaginam quantos discursos fiz contra a construção de Belo Monte. E é exatamente no meu governo que ela acontece”, disse Lula na cerimônia que marcou a assinatura do decreto em que concede a Norte Energia -- vencedora do leilão para construir Belo Monte -- para em seguida pedir ao ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que fizesse um catálogo de casos bizarros apresentados para barrar a construção das duas usinas.
Zimmermann contou ao Blog do Planalto que o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Miguel Samek, tem um arquivo contendo reportagens publicadas nos anos 80 que diziam, por exemplo, que o lago da usina iria transbordar e provocar alagamento em Buenos Aires, cidade a 1,3 mil quilômetros de Itaipu. Os arquivos mostram também casos mais dramáticos -- da criação de uma “bomba atômica” à mudança do eixo da terra ou terremotos provocados pelo peso da área inundada.
Contra Belo Monte, já se disse que a área do reservatório não produzirá energia suficiente que possa justificar o empreendimento -- um argumento que, segundo o ministro, vem de quem não conhece a fundo o projeto.
O presidente Lembrou ainda do caso da usina Tijuco Alto, que fica entre os estados de São Paulo e Paraná, outro empreendimento do setor elétrico que enfrenta dificuldades para ser concluído. O impasse, no caso, refere-se a uma caverna que seria alagada. O presidente chamou a atenção para outros casos que geraram embargos em obras do governo, como por exemplo, uma “machadinha” que sinalizaria um sítio arqueológico ou a “perereca” que atrasou as obras de duplicação da BR-101, no Rio Grande do Sul.
Com as obras de infraestrutura tocadas pelo governo federal, o Nordeste brasileiro vive um período de ouro. A avaliação foi feita pelo presidente Lula, nesta terça-feira (17/8), durante entrevista a emissoras de rádio de estados nordestinos. Para o presidente, as oportunidades criadas nos nove estados do Nordeste permitirão que dentro dos próximos dez anos a região esteja transformada. Lula apontou também um outro fenômeno: o processo de migração dos nordestinos para as regiões Sul e Sudeste se inverte. Agora, os nordestinos estão retornando para suas cidades de origem e, com isso, buscam investir em negócios.
Instigados pelos radialistas, o presidente respondeu a questões como críticas de políticos de oposição o governo federal sobre investimentos na região. Segundo Lula, um levantamento comparativo com os últimos 30 anos irá concluir que o seu governo destinou mais recursos para a região se somados os recursos destinados por seus antecessores. Atualmente, além da Ferrovia Transnordestina, estão em curso o canal do rio São Francisco, a Ferrovia Norte-Sul, dentre outros empreendimentos. Na próxima sexta-feira, a Petrobras deve concluir as negociações para as obras da refinaria no Ceará. Lula defendeu também um estaleiro para aquele estado.
Ouça aqui a íntegra da entrevista:
No Piauí, Lula acredita na possibilidade de uma reserva de gás igual a encontrada no Maranhão. O presidente informou que o rio Parnaíba deve contar com a construção de usinas hidrelétricas. “Eu acho que as coisas estão indo bem. Nos próximos 10 anos, quem vier para o NE não vai reconheçe-lo de tão bonito que ele vai ficar”, disse.
O presidente queixou-se do aparelho fiscalizador do Estado que impede a realização de obras [por parte do governo federal e informou que após as eleições irá trabalhar na conclusão de um marco regulatório. Segundo ele, se o então presidente Juscelino Kubstichek viesse a construir Brasília nos dias atuais enfrentaria problemas para tocar as obras.
Na mesma entrevista, Lula acusou a oposição de acabar com a CPMF como vingança. “O nosso adversário está com dificuldades. As vezes fica tentando dizer coisa. Na área de saúde, essas pessoas esquecem para se vingar não de mim, mas do povo pobre acabaram com a CPMF. Tiraram por pura vingança”, disse.
Em seguida, afirmou que durante seus dois mandatos deu o mesmo tratamento para governantes de situação e de oposição. Depois, comentou que desde os anos 80, quando atuou como dirigente sindical na região do ABC paulista até os dias atuais nunca verificou placas nas empresas anunciando contratação de mão de obra. “O Brasil está se consolidando com economia estável e crescente. É um processo que não tem retorno. Não tem volta”, afirmou.
Após a entrevista, Lula seguiu para Salgueiro, no sertão pernambucano. Lá, ele visita canteiro de obras da Ferrovia Transnordestina e fábrica de dormentes e brita, além de inaugurar campus do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco. No início da noite, Lula retorna a Petrolina para inaugurações de prédios da Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco).
O presidente reafirmou, nesta segunda-feira (16/8), no programa Café com o Presidente, que é possível gerar energia limpa, emprego e renda com a preservação do meio ambiente, a exemplo do que tem sido feito nas usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia.
“Temos consciência de que é preciso produzir energia limpa, temos consciência de que é preciso preservar o meio ambiente e temos mais consciência ainda de que é necessário cuidar para que a comunidade – trabalhadores, pequenos proprietários, indígenas – possa viver dignamente, sem ser prejudicada pela hidrelétrica.”
Lula destacou a visita que realizou na última sexta-feira (13/8) às obras das hidrelétricas, que produzirão, juntas, cerca de 6.600 megawatts e que estão gerando 25 mil empregos, aproximadamente. “Se a gente é governo, contrata uma obra e não acompanha essa obra, a gente, muitas vezes, fica à mercê de coisas que independem da vontade do governo”, afirmou, lembrando que o tempo de construção de duas hidrelétricas desse porte é inédito no mundo:
Só para você ter uma ideia, em Santo Antônio, nós fomos visitar a montagem de duas turbinas e que talvez, já em 2011, comece a produzir energia. Em Jirau, possivelmente em março de 2012 já comece a produzir, o que é uma coisa extraordinária, no menor espaço de tempo possível. Como ser humano, como brasileiro, eu estou orgulhoso, porque nós estamos fazendo o aproveitamento do nosso potencial hídrico.
Ouça a íntegra do programa:
O presidente ressaltou ainda o avanço ocorrido na Previdência Social brasileira, com a implantação do sistema de controle da Previdência, que permite o acompanhamento on line de todas as agências da Previdência no território nacional e com o novo sistema de contratação dos bancos. “Antes, a gente pagava para os bancos pagarem os aposentados. Agora, a gente não só não paga como os bancos prestam serviços para os aposentados. Na verdade é a bancarização, a modernização, chegando às pessoas mais humildes desse país. Eu fiquei muito feliz, acho que o modelo implantado pela Previdência Social é um modelo extraordinário”, concluiu.
Afirmando ser um ’sulamericanista juramentado’, o presidente Lula defendeu nesta quarta-feira (16/6) durante encontro com o presidente do Peru, Alan García, em Manaus (AM), uma ‘revolução do óbvio’ na América do Sul para promover o desenvolvimento na região. Segundo o presidente brasileiro, governos passados desperdiçaram a chance de aproximar os países, priorizando as relações com o “lado mais rico do planeta”, deixando assim de alicerçar a construção de uma política comum, o que seria mais fácil e benéfico para a região.
Essa falta de atenção aos países vizinhos permitiu situações no mínimo prosaicas, como o fato dos estados do norte brasileiro comprarem produtos em São Paulo ou até mesmo na Europa, a preços maiores, em vez de adquiri-los no Peru, por exemplo, como no caso da sardinha, da cebola e do cimento -- neste último caso, há uma exigência de investigação fitosanitária no cimento do Peru para que ele possa ser comprado pelo Brasil, o que foi classificado pelo presidente de ‘insano’. Para acabar com esse tipo de entrave, Lula defendeu uma ‘revolução do óbvio’:
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:
O presidente brasileiro afirmou ainda que os acordos assinados hoje em Manaus permitirão ao Brasil e ao Peru desenvolver melhor as suas potencialidades energéticas não só em gás natural e hidrelétricas, mas também em energia eólica e biomassa. “Temos um potencial de produzir energia limpa que nenhum outro país do mundo tem”, reiteirou Lula, convocando os empresários presentes a impulsionarem essa parceria entre os dois países.
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