Teresópolis (RJ) - Na localidade de Santa Rita, a cerca de 20 quilômetros do centro, a estrada continua interrompida e permite a passagem apenas de pessoas a pé que percorrem de 8 a 14 quilômetros levando mantimentos, remédios e ajuda. Foto: Vladimir Platonow/ABr
Foi formalizado ontem (16/1), a partir de diretriz do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), um Centro de Coordenação Operacional em Teresópolis (RJ), com o objetivo de estabelecer um processo definitivo de resgate e socorro às vítimas das chuvas e enchentes, bem como atuar nas ações de recuperação do município. O Exército, a Força Nacional de Segurança Pública e as polícias Civil e Militar se uniram para fornecer apoio logístico permanente e assim ajudar a população.
A pedido da presidenta Dilma Rouseff, o ministro-chefe do GSI, general José Elito Carvalho Siqueira, se reuniu no domingo (16/1) com o prefeito de Teresópolis, Jorge Mario, que coordenará o Centro. Por meio do telefone (21) 2742-7351, o Centro de Coordenação Operacional também receberá pedidos de socorro dos moradores atingidos pelas chuvas, principalmente nos casos de soterramento e de segurança pública. Participaram do encontro representantes do Exército, Força de Nacional, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Militar, Judiciário, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil.
“Os meios necessários de pessoal e de material estão alocados e o apoio à população é permanente na reconstrução da cidade. Somos uma grande família tentando resolver um macro problema para obter os melhores resultados e na velocidade necessária”, afirmou o ministro José Elito, em entrevista coletiva após a reunião.
Segundo o prefeito Jorge Mario, foram definidas três ações prioritárias neste momento pós-desastre: socorro, abrigo provisório e moradia segura. “O primeiro passo é socorrer as famílias atingidas e levá-las para local seguro. O segundo é a questão da moradia (…). O terceiro passo é a construção de casas em locais seguros para atender prioritariamente os desabrigados e depois os moradores das áreas de risco. Equipe da Secretaria de Planejamento trabalha na elaboração de projetos buscando um método rápido e modular de construção de casas para dar velocidade de resposta”, explicou.
Durante a reunião, foi traçado um plano de controle do espaço aéreo para garantir a circulação segura dos helicópteros que operam na cidade.
“Precisamos criar um Quartel General de ações coordenadas, para que não haja trabalhos individualizados. São necessárias rotas aéreas e corredores terrestres para execução de um bom trabalho”, afirmou o ministro.
FGTS – Entra em vigor nesta segunda-feira (17/1) o Decreto nº 7.428 assinado pela presidenta Dilma Rousseff que define em R$ 5,4 mil o valor máximo de saque na conta vinculada do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por trabalhadores vítimas de desastres naturais. Para que o trabalhador tenha direito ao saque, o intervalo entre uma movimentação na conta do FGTS e outra não deve ser inferior a 12 meses. O interessado pode realizar a habilitação junto à Caixa Econômica Federal, comprovando que morava em uma das áreas afetadas delimitadas pelas prefeituras, por meio de contas de água, luz ou telefone. Quem não dispuser de meios para comprovação do endereço residencial poderá apresentar declaração emitida pela prefeitura municipal da cidade onde mora.
Forças Armadas – O hospital de campanha da Marinha, em Nova Friburgo, o município mais castigado pelas chuvas e deslizamentos de terra ocorridos na região Serrana do Rio, já contabiliza 486 atendimentos. Segundo nota da Marinha divulgada no domingo (16/1), os atendimentos foram iniciados ainda na fase de instalação do hospital, na tarde de sexta-feira (14/1), sendo 75% casos de clínica médica, 20% de ortopedia e 5% de pediatria.
A Força Aérea Brasileira (FAB) também colocou à disposição da população fluminense atingida pelas enchentes rações usadas em “situação de combate”. A alimentação é oferecida às pessoas que estão em áreas de difícil acesso nas cidades da região serrana do estado. A ração é produzida pela FAB em Pirassununga (SP), em conjunto com a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.
“A alimentação é utilizada pelas tropas das Forças Armadas e atende às necessidades diárias do militar em situações de combate, campanha e de sobrevivência em lugares onde o preparo de alimentos é difícil ou inviável”, diz nota da FAB.
Serviço – Quem quiser ajudar as vítimas das enchentes pode procurar a Cruz Vermelha da cidade onde mora. A prioridade é alimentos não-perecíveis, água e produtos de limpeza. Além disso, foram abertas diversas contas bancárias para doações em espécie. Veja a seguir:
SOS Teresópolis – Donativos
Banco do Brasil
Agência: 0741-2
C/C: 110000-9
CNPJ – 29.138.369/0001-47
Teresópolis (RJ) - Na localidade de Santa Rita, a cerca de 20 quilômetros do centro, a estrada continua interrompida e permite a passagem apenas de pessoas a pé que percorrem de 8 a 14 quilômetros levando mantimentos, remédios e ajuda. Foto: Vladimir Platonow/ABr
Foi formalizado ontem (16/1), a partir de diretriz do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), um Centro de Coordenação Operacional em Teresópolis (RJ), com o objetivo de estabelecer um processo definitivo de resgate e socorro às vítimas das chuvas e enchentes, bem como atuar nas ações de recuperação do município. O Exército, a Força Nacional de Segurança Pública e as polícias Civil e Militar se uniram para fornecer apoio logístico permanente e assim ajudar a população.
A pedido da presidenta Dilma Rouseff, o ministro-chefe do GSI, general José Elito Carvalho Siqueira, se reuniu no domingo (16/1) com o prefeito de Teresópolis, Jorge Mario, que coordenará o Centro. Por meio do telefone (21) 2742-7351, o Centro de Coordenação Operacional também receberá pedidos de socorro dos moradores atingidos pelas chuvas, principalmente nos casos de soterramento e de segurança pública. Participaram do encontro representantes do Exército, Força de Nacional, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Militar, Judiciário, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil.
“Os meios necessários de pessoal e de material estão alocados e o apoio à população é permanente na reconstrução da cidade. Somos uma grande família tentando resolver um macro problema para obter os melhores resultados e na velocidade necessária”, afirmou o ministro José Elito, em entrevista coletiva após a reunião.
Segundo o prefeito Jorge Mario, foram definidas três ações prioritárias neste momento pós-desastre: socorro, abrigo provisório e moradia segura. “O primeiro passo é socorrer as famílias atingidas e levá-las para local seguro. O segundo é a questão da moradia (…). O terceiro passo é a construção de casas em locais seguros para atender prioritariamente os desabrigados e depois os moradores das áreas de risco. Equipe da Secretaria de Planejamento trabalha na elaboração de projetos buscando um método rápido e modular de construção de casas para dar velocidade de resposta”, explicou.
Durante a reunião, foi traçado um plano de controle do espaço aéreo para garantir a circulação segura dos helicópteros que operam na cidade.
“Precisamos criar um Quartel General de ações coordenadas, para que não haja trabalhos individualizados. São necessárias rotas aéreas e corredores terrestres para execução de um bom trabalho”, afirmou o ministro.
FGTS -- Entra em vigor nesta segunda-feira (17/1) o Decreto nº 7.428 assinado pela presidenta Dilma Rousseff que define em R$ 5,4 mil o valor máximo de saque na conta vinculada do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por trabalhadores vítimas de desastres naturais. Para que o trabalhador tenha direito ao saque, o intervalo entre uma movimentação na conta do FGTS e outra não deve ser inferior a 12 meses. O interessado pode realizar a habilitação junto à Caixa Econômica Federal, comprovando que morava em uma das áreas afetadas delimitadas pelas prefeituras, por meio de contas de água, luz ou telefone. Quem não dispuser de meios para comprovação do endereço residencial poderá apresentar declaração emitida pela prefeitura municipal da cidade onde mora.
Forças Armadas -- O hospital de campanha da Marinha, em Nova Friburgo, o município mais castigado pelas chuvas e deslizamentos de terra ocorridos na região Serrana do Rio, já contabiliza 486 atendimentos. Segundo nota da Marinha divulgada no domingo (16/1), os atendimentos foram iniciados ainda na fase de instalação do hospital, na tarde de sexta-feira (14/1), sendo 75% casos de clínica médica, 20% de ortopedia e 5% de pediatria.
A Força Aérea Brasileira (FAB) também colocou à disposição da população fluminense atingida pelas enchentes rações usadas em “situação de combate”. A alimentação é oferecida às pessoas que estão em áreas de difícil acesso nas cidades da região serrana do estado. A ração é produzida pela FAB em Pirassununga (SP), em conjunto com a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.
“A alimentação é utilizada pelas tropas das Forças Armadas e atende às necessidades diárias do militar em situações de combate, campanha e de sobrevivência em lugares onde o preparo de alimentos é difícil ou inviável”, diz nota da FAB.
Serviço – Quem quiser ajudar as vítimas das enchentes pode procurar a Cruz Vermelha da cidade onde mora. A prioridade é alimentos não-perecíveis, água e produtos de limpeza. Além disso, foram abertas diversas contas bancárias para doações em espécie. Veja a seguir:
SOS Teresópolis – Donativos
Banco do Brasil
Agência: 0741-2
C/C: 110000-9
CNPJ – 29.138.369/0001-47
Em nota de pesar divulgada na tarde desta terça-feira (26/10) pela morte de Romeu Tuma, o presidente Lula afirmou que o senador “merece o reconhecimento e o respeito dos brasileiros”, tendo contribuído no debate da segurança públiuca no País, “sempre com empenho e ideias inovadoras”.
Neste momento de dor, quero me solidarizar com sua família, amigos e admiradores.
O presidente determinou que o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Jorge Armando Felix, o represente na cerimônia fúnebre..
A íntegra da nota sobre o falecimento do senador Romeu Tuma:
A Secretaria de Imprensa da Presidência da República informa que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Jorge Armando Felix, que o represente na cerimônia fúnebre do senador Romeu Tuma, falecido nesta terça-feira (26/10).
O presidente da República também decidiu divulgar a seguinte nota de pesar, a propósito do falecimento:
Romeu Tuma dedicou grande parte da vida à causa pública, atuando de forma coerente com a visão que tinha do mundo e, por isso, merece o reconhecimento e o respeito dos brasileiros.
No Senado, deu contribuição especial ao debate da segurança pública no país, sempre com empenho e idéias inovadoras. Neste momento de dor, quero me solidarizar com sua família, amigos e admiradores.
As ações de atendimento às vítimas das enchentes que atingiram os estados de Pernambuco e Alagoas em junho deste ano continuam em andamento e foram foco de debate nesta quarta-feira (6/10) entre o presidente Lula e o grupo interministerial coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI). A reunião foi convocada por Lula e contou com a presença de todos os ministros que têm ações nos estados, além dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Vilela.
O general Antonio Sergio Geromel, secretário-executivo do GSI, explicou que o presidente tomou conhecimento do andamento das ações e que se mostrou satisfeito com o balaço apresentado. Entre os projetos para atendimento à população, está a construção de casas para os desabrigados pelas cheias. A previsão de conclusão dessas casas é até o fim de 2010. Por enquanto, as vítimas estão abrigadas em escolas, barracas, ginásios de esportes ou beneficiadas pelo aluguel social.
O presidente reuniu os ministros que têm representantes no gabinete de crise, coordenado pelo GSI, para verificar como andam as providências tomadas nos estados. Ficou bastante satisfeito com os resultados apresentados pelos ministérios, como está caminhando a construção das casas, a construção das escolas e o atendimento social.
Segundo o governador de Alagoas, Eduardo Paes, as escolas já estão em funcionamento e há previsão de construção de sete barragens com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento 2, “para que tragédias como a ocorrida há três meses sejam evitadas”.
Nós apresentamos dois pleitos: a federalização da PE-060 e da AL-10, que são as rodovias que cortam toda a região atingida e a inclusão do PAC 2 das sete barragens de contenção das águas que possa resolver de maneira definitiva essa questão.
Segundo Paes, uma nova reunião de balanço está prevista para acontecer na primeira quinzena de novembro, “quando o governo federal dará resposta dos dois pleitos”.
O levantamento nacional sobre uso de drogas por universitários, feito pelo governo federal, revelou que quase metade dos estudantes brasileiros já fez uso de alguma substância ilícita e que 80% dos entrevistados menores de 18 anos afirmaram já ter consumido algum tipo de bebida alcoólica. Os dados, afirmou o ministro durante a entrevista, são preocupantes e exigem ação coordenada dos governos federal, estaduais e municipais, além de toda a sociedade civil organizada.
Ouça a íntegra do programa com o ministro Jorge Felix:
Após a primeira reunião dos integrantes dos ministérios que formam o Gabinete de Crise, no anexo do Palácio do Planalto, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) divulgou os principais ítens que podem ser doados para as populações dos estados de Alagoas e Pernambuco atingidas pelas chuvas que provocaram estragos em diversos municípios.
De acordo com o GSI, medicamentos e ofertas de serviços podem ser direcionados ao Ministério da Saúde. Produtos como água engarrafada e alimentos para consumo imediato, a exemplo de leite tipo longa vida, sucos em caixa ou lata, achocolatados, biscoitos, barras de cereais, frutas desidratadas e enlatados de pronto consumo, devem ser encaminhados a partir de contato com a Defesa Civil do estado onde reside o doador. As informações podem ser obtidas no endereço eletrônico: www.defesacivil.gov.br.
No caso de outras ofertas de serviços podem ser apresentadas ao GSI que colocou à disposição os seguintes contatos: saei@planalto.gov.br ou fax 61.3411-1297. Participam do Gabinete de Crise representantes da Casa Civil e dos Ministérios da Defesa, da Saúde, dos Transportes, de Minas e Energia, das Cidades, da Integração Nacional e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e outros órgãos.
Se todo o trabalho do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tivesse que ser resumido em uma palavra apenas, a escolhida seria ‘prevenção’. Todas as atividades desenvolvidas pela instituição tem esse objetivo, da segurança do presidente da República, vice-presidente, seus familiares e ministros, ao trabalho de inteligência e segurança da informação de comunicações, afirma Jorge Félix, titular do GSI, no programa 7 Anos em 7 Minutos que o Blog do Planalto publica nesta quarta-feira (5/5).
No trabalho de garantir a segurança do presidente, Félix afirma que foi preciso uma adaptação de ambos os lados:
Tanto o presidente se adapta às regras e normas e às exigências da segurança, como também a segurança tem que se adaptar ao jeito de ser do presidente. Isso vem acontecendo e esse trabalho vem sendo aprimorado ao longo desses sete anos de governo. (…) Hoje nós somos um modelo de segurança presidencial. Temos sido procurados por muitos governos de países amigos, para tratar de segurança de chefes de Estado, de chefes de Governo, de proporcionar cursos, estágios. Hoje nós podemos dizer que somos um modelo de segurança presidencial respeitado em todo o mundo.
Jorge Félix destaca as “radicais modificações” que sofreu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), subordinada ao GSI. Segundo ele, as modificações ocorreram tanto na carreira do servidor como em toda a área de inteligência, que deve culminar na Política Nacional de Inteligência. Entre as principais atribuições da Abin hoje estão a proteção do conhecimento e da tecnologia desenvolvida no País, além de assessorar o presidente para facilitar suas decisões.
O GSI também protege as redes governamentais de comunicação e as infraestruturas críticas do Brasil -- energia, comunicações, transportes e finanças. O Gabinete também atua na proteção do País contra acidentes nucleares.
Um dos destaques do GSI no governo Lula, afirma Félix, foi a atuação de seu gabinete de crises, que participou de ações importantes nos últimos anos como o levantamento dos efeitos e conseqüências da Guerra do Iraque (2003) para o Brasil, tanto do ponto de vista político como econômico e comercial, apoio a cidadãos em tragédias naturais, no Brasil e no exterior, como as enchentes no Nordeste, incêndio em Roraima, tsunami na Ásia e terremoto no Haiti, além de atuar na evacuação de brasileiros no Líbano.
O GSI também tem contribuído para fazer o levantamento de dois milhões de quilômetros quadrados na Amazônia e elaboração de política de inteligência contra a biopirataria na região. Também faz parte do Gabinete a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), “um dos grandes desafios de nosso tempo”, afirma Félix.
É um trabalho permanente, tem começo, tem meio, mas jamais terá fim. Nós trabalhamos fazendo levantamento para conhecer a situação e capacitar as pessoas que lidam diretamente com o jovem ou com as comunidades -- educadores, lideranças comunitárias, indígenas e religiosas, pessoal da área de saúde, do trabalho, das empresas. Procuramos preparar essas pessoas para reconhecerem o problema, saber como abordar, como orientar a família, como orientar aqueles que usam ou abusam das drogas -- sejam legais ou ilegais -, e temos sido muito bem sucedidos, a ponto de os nossos cursos estão sendo traduzidos para o espanhol, para o inglês e estamos também adaptando esses cursos para toda a comunidade dos países de língua portuguesa.
A prioridade da ajuda brasileira às vítimas do terremoto no Chile será o envio de um hospital de campanha da Marinha e de equipes de busca e salvamento da Defesa Civil ao país. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (1/3) após reunião do Gabinete de Crise do governo federal, coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em Brasília. A data de envio e área de destino serão definidos após contatos com o governo chileno.
Participaram da reunião o ministro do GSI, general Jorge Felix; representantes dos ministérios das Relações Exteriores, Defesa e Integração Nacional, e dos comandos da Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira (FAB), além do embaixador do Chile, Álvaro Diaz.
ATUALIZAÇÃO: O presidente Lula, que encontrava-se no Uruguai para a posse do presidente José Mujica, nesta segunda-feira (1/3), seguiu viagem para o Chile. Lula manteve contato com a presidente chilena Michelle Bachelet quando decidiu visitar o país atingido pelo terremoto de 8.8 graus na escala Richter na madrugada de sábado (27/2).
O terremoto de 8.8 graus de magnitute que atingiu o Chile na madrugada deste sábado (27/2) deixou o presidente Lula profundamente preocupado e consternado. O presidente brasileiro instruiu o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o Ministério das Relações Exteriores a realizarem uma primeira avaliação da situação e das medidas de assistência que possam ser adotadas. A presidente Michelle Bachelet decretou estado de catástrofe no Chile.
A Embaixada e o Consulado-Geral do Brasil em Santiago estão trabalhando para dar apoio aos brasileiros que lá se encontram. Informações referentes a cidadãos brasileiros no Chile poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, no seguinte telefone: (61) 8197 2284.
O presidente Lula anuncia, no dia 25 de fevereiro, durante visita a Porto Príncipe, um pacote de projetos para a reconstrução do Haiti. A informação é do ministro-chefe do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), general Jorge Felix, em entrevista concedida nesta quarta-feira (3/2) com balanço dos 20 dias de atuação do Gabinete da Crise na ajuda humantária ao país caribenho. Segundo o ministro, o governo está identificando as demandas do povo haitiano para concluir o cronograma, mas adiantou que o Brasil tem por objetivo “ajudar a população a resolver os seus problemas”.
“O momento mais crucial já passou. Entramos agora na etapa da reconstrução daquele País”, frisou o ministro.
Ele citou exemplos de ações que podem entrar neste cronograma, como construçao de residênciais populares, plantio de alimentos e aproveitamento do lixo na produção de gás para utilização na cozinha. O ministro informou que o projeto do gás envolverá cerca de 150 mil haitianos naquilo que classificou de frente de trabalho. Um dos objetivos é absorver a mão de obra local, fato que retiraria do ócio pessoas que estão vagando pelas ruas ou pelos acampamentos improvisados.
Uma outra frente de ajuda ao país será estabelecida na primeira semana de março, quando ocorrerá reunião em Nova York para tentar estabelecer as linhas de financiamentos para outros projetos a serem estabelecidos pela ONU. Além disso, o Brasil conclui esta semana a substituição do contigente militar que integra a tropa de paz no Haiti. A expectativa é que 1.266 militares sejam substituídos. Numa etapa seguinte, 900 militares que farão o reforço ao contingente naquela região devem chegar a Porto Príncipe até o início da próxima semana.
No balanço apresentado pelo Gabinete da Crise, o general Felix informou que na fase de ajuda humanitária foram enviados 220 toneladas de alimentos, 225 toneladas de medicamentos e 56 toneladas de água. As doações de governos estaduais e municipais, de empresas privadas e da população estão chegando aos haitianos dentro das necessidades dos habitantes daquele país. Em 20 dias de ajuda foram realizados 60 voos.
O hospital de campanha enviado pelo Brasil prestou três mil atendimentos. Foram realizadas 90 cirurgias nestes últimos dias. O navio Almirante Sabóia chega dentro dos próximos dias a Porto Príncipe e integrará a infraestrutura brasileira naquele país caribenho.
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