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O presidente respondeQuando era garoto e vivia em Santos, nos anos 50, Luiz Inácio da Silva tinha o sonho de ser motorista de caminhão. “Acabou dirigindo o Brasil, um enorme caminhão carregado de abacaxis que ele vem descascando com jeito e felicidade. É isso mesmo, presidente?” perguntou o professor Jacinto Guerra, de Brasília (DF), em uma das questões publicadas na coluna O Presidente Responde desta terça-feira (27/12). O presidente Lula gostou da comparação, “porque o abacaxi é uma das frutas mais saborosas que eu conheço”. O Brasil, disse Lula, realmente é um caminhão carregado de coisas muito boas, positivas, “cercadas de outras negativas”.

“Felizmente, nós estamos conseguindo iniciar o processo de retirada das cascas e dos espinhos, ou seja, de começar a eliminar as desigualdades sociais e regionais, de acabar com o complexo de vira-latas, de retirar da situação de pobreza dezenas de milhões de pessoas. Estamos impulsionando o que é bom, que é o crescimento econômico e a geração de empregos, e eliminando o que é ruim, que é a exclusão de milhões de pessoas dos benefícios do progresso. E meu governo conseguiu avançar porque contou com o apoio, paciência e aprovação do povo brasileiro. E contei com as críticas construtivas também. Isso foi muito importante. Por isso, quero agradecer a todo brasileiro e, em especial, a leitores como você, Jacinto, que me acompanharam neste espaço semanalmente.”

O presidente lembrou que respondeu a 234 perguntas feitas por leitores de jornais de todo o País e publicadas em 78 colunas O Presidente Responde. “Foram muitos os abacaxis e só posso agradecer a cada um de vocês”, disse ele.

A pergunta do administrador Rafael Soares, de Cuiabá (MT) foi sobre a expectativa que muitos brasileiros têm em relação ao governo da presidente eleita Dilma Rousseff, que toma posse no próximo sábado (1/1). “O senhor disse que o Brasil iria se surpreender com o governo da Dilma Rousseff. Em que sentido serão as surpresas?”, quis saber o leitor. Lula respondeu lembrando que Dilma tem grande capacidade de comandar, produzir, fazer as coisas andarem e acontecerem.

O presidente lembrou ainda que a presidente eleita já demonstrou sua capacidade nos últimos oito anos, quando foi ministra de Minas e Energia e também da Casa Civil, e também durante a campanha eleitoral, em que se saiu vitoriosa:

“Era um campo absolutamente novo, pelo qual ela nunca tinha passado e, no entanto, superou concorrentes de grande experiência, que tinham se dedicado a fazer política durante toda a vida. Ela tem uma grande capacidade de aprender e de se adaptar a situações novas e extraordinárias. Sua fibra é impressionante. Ainda jovem, enquanto muita gente se recolhia ou se dobrava, ela teve a coragem de colocar a vida em risco e enfrentar a ditadura e as torturas. Mais recentemente enfrentou e venceu um inimigo ainda mais perigoso e traiçoeiro, o câncer. Nós temos, felizmente, à frente dos destinos do nosso país uma pessoa preparada para vencer os mais diferentes desafios. Inclusive o principal, que é fazer mais e melhor do que foi feito nestes últimos oito anos.”

Já o autônomo Valdivino de Almeida, de Goiânia (GO), perguntou se Lula deixará de fazer política ao deixar a Presidência da República. “Não, essa hipótese de abandonar a polítiac não existe”, afirmou o presidente. “Deixar de fazer política, para mim, seria o mesmo que deixar de me alimentar ou respirar.” Se o fizesse, afirmou, seria como “jogar pela janela” a experiência acumulada de um governo de sucesso. O presidente afirmou que pretende levar o caso brasileiro para países pobres da América Latina e África, por ser um modelo que combina crescimento econômico com políticas de transferência de renda.

“Sinto-me com bastante energia para continuar atuando no sentido de contribuir para a construção de nações prósperas, com povos que vivam em liberdade e com justiça social. Pretendo também atuar dentro do meu partido e em aliança com vários outros para viabilizar as reformas Política e Tributária. Essas são questões urgentes e mais afetas aos partidos e ao Congresso do que ao governo federal. Pretendo ainda viajar por esse país, repetindo, de certa maneira, as caravanas da cidadania realizadas entre 1991 e 1994, quando percorri 91 mil quilômetros de Brasil. Quero verificar o que nós construímos nestes oito anos de mandato, divulgar o que é pouco divulgado, mostrar esse novo Brasil pujante, de gente que passou a se alimentar, que foi integrada à cidadania, esse Brasil que acredita no amanhã.”


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O presidente respondeNa coluna O Presidente Responde desta semana, os temas abordados foram o acesso a financiamento da casa própria para trabalhadores que recebem salário acima da média, crítica ao horário de verão como forma de economizar energia e a necessidade de se investir em educação ambiental nas escolas do País. As perguntas vieram de leitores de Goiás e São Paulo.

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O funcionário público federal Otaci Silva, de Goiânia (GO), pergunta porque trabalhadores que recebem acima da méida não têm acesso a financiamento da casa própria. “Neste país é 8 ou 80, ou é pobre ou é rico, não se pode subir para a classe média?”, questionou.

O presidente Lula respondeu que o País conta com uma linha de crédito imobiliário para todas as faixas de renda, o que muda são as condições de financiamento, que dependem da renda familiar. Os maiores subsídios são para famílias que têm renda até R$ 1.395,00 – para essa faixa, explicou o presidente, as prestações são de apenas 10% da renda familiar, com um valor mínimo de R$ 50,00, pelo período máximo de 10 anos.

“Um segundo segmento, que tem poder de compra um pouco maior – renda familiar entre R$ 1.395,00 e R$ 2.790,00 – recebe um subsídio para complementar a capacidade de pagamento, que pode chegar a R$ 23 mil, além de taxas de juros subsidiadas (6,0% ao ano). As famílias com renda entre R$ 2.790,00 e R$ 4.900,00, além de taxas de juros subsidiadas (8,16% ao ano), podem obter financiamento para até 100% do valor do imóvel, desde que o prazo de financiamento não ultrapasse 20 anos. Considerando que os recursos públicos são limitados, o governo concede subsídios diretamente até o teto de renda familiar de R$ 4.900,00. A partir desse valor, o atendimento se dá via regras de mercado. Mesmo assim o governo subsidia indiretamente quem compra imóveis de até R$ 500 mil, independentemente da renda. A União isenta de impostos os rendimentos da poupança e ao mesmo tempo obriga que grande parte dos recursos captados pelos bancos, em cadernetas, seja aplicada em financiamentos imobiliários a taxa de juros tabelada.”

O contador Adriano Lima, também de Goiânia (GO), critica o horário de verão, que segundo ele sacrifica trabalhadores e estudantes. Ele afirma que há outras formas de se economizar energia, “mais eficazes e menos desgastantes”.

Lula respondeu lembrando que com a adoção do horário de verão, a população economiza energia e há um menor carregamento de energia nas linhas de transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição. Com isso, é reduzido o risco de sobrecarga “numa época do ano em que, em várias regiões do País, o sistema é normalmente submetido às mais severas condições operacionais, por ser este o período de carga máxima”.

“Com o horário de verão, é possível operar o sistema com maior segurança e confiabilidade nas horas mais críticas, diminuindo a necessidade de investimentos em geração de energia elétrica. Se a medida não fosse adotada, o Brasil teria de construir várias usinas térmicas ao custo de R$ 1 bilhão, capazes de suprir a necessidade de energia de uma cidade de 6 milhões de habitantes.”

Já o servidor público Adailton Paulo de Araújo, de São Bernardo do Campo (SP), pede investimento em profissionais qualificados e implantação da educação ambiental nas escolas brasileiras, já que o meio ambiente é tão importante para todos. O presidente Lula concordou e revelou que o Ministério da Educação já atua no desenvolvimento da educação ambiental nas escolas, sugerindo a introdução do tema nos currículos escolares e desenvolvendo atividades extracurriculares, por meio de encontros, ações, projetos e programas.

“No ano que vem, o Conselho Nacional de Educação vai colocar em consulta pública diretrizes específicas e atualizadas para a educação ambiental em todos os níveis e todas as modalidades de ensino. Desde 2004, o MEC investiu, através de educação a distância, R$ 14,3 milhões na formação de um total de 47 mil professores. Como exemplo de atividades extraclasses, cito as três edições da Conferência Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente – Vamos Cuidar do Brasil, realizadas em 2003, 2006 e 2009 pelo MEC e Ministério do Meio Ambiente. Cada conferência mobilizou, em média, 3,6 milhões de alunos e 180 mil professores, de 12.800 escolas. Muitos participantes tornam-se uma espécie de agentes multiplicadores de educação ambiental nas suas escolas, locais de trabalho e de moradia.”


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Ferrovias
Viajar de trem pelo País é o sonho de muitos brasileiros e está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Projetos como o Trem de Alta Velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo e investimentos em ferrovias com a Norte-Sul podem ajudar o Brasil a ter uma malha ferroviária respeitável nos próximos anos. A região Centro-Oeste, por exemplo, poderá ganhar um ramal de passageiros ligando as capitais Brasília (DF) e Goiânia, em trecho que seria ligado à ferrovia Norte-Sul. Estudos nesse sentido já estão em andamento pela Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias no País, afirmou Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na terceira parte da entrevista exclusiva concedida ao Blog do Planalto. Confira as partes anteriores da entrevista clicando no selinho deste post.

Bernardo Figueiredo explicou que a conclusão da Norte-Sul abre espaço também para o transporte de passageiros por trens. Segundo ele, a malha férrea representa 80% do investimento e as composições, 20%. Deste forma, com as linhas disponíveis, basta apenas que grupos econômicos entrem no empreendimento. O objetivo é promover a interligação de Brasília com a Norte-Sul e, por sua vez, permitir um ramal ligando a capital federal ao Rio de Janeiro. “É um eixo muito denso e com uma demanda muito forte. Será possível conectar Brasília à Norte-Sul com um custo baixo”, explicou, lembrando que o modelo de transporte ferroviário no Brasil existe desde o século 19, mas nunca foi posto em prática pelos governantes. Foi resgatado por decisão política do governo Lula.

Na conversa, o diretor-geral da ANTT conta também que a agência reguladora apresentou ao governo federal proposta de adiamento do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) para abril de 2011 por achar que existem outros grupos que podem entrar na disputa, tornando o processo ainda mais competitivo. Figueiredo explicou ainda que a decisão não vai atrasar as obras do ‘trem-bala’ e que a agência reguladora pretende equacionar questões referentes à licença ambiental nos próximos cinco meses. Segundo o executivo, o trem-bala deverá entrar em operação em 2016, quando ocorrerá os Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro. Para Figueiredo, o trem-bala será um divisor de águas no setor ferroviário de passageiros do País. Com o empreendimento, os aeroportos internacionais do Rio (Galeão), São Paulo (Guarulhos-Cumbica) e Campinas (Viracopos) ficarão mais atraentes e terão melhor aproveitamento. O de Campinas, por exemplo, poderá receber voos internacionais com os passageiros se deslocando para São Paulo e Rio de Janeiro por meio do ‘trem-bala’.

Na próxima quarta-feira (22/12), a última parte da série especial sobre ferrovias abordará a herança que a presidente Dilma Rousseff vai receber a partir do dia 1 de janeiro de 2011.


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Representantes de seis cidades brasileiras e o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, assinam nesta quinta-feira (1º/7), em Brasília, o Compromisso Nacional – Cidade Acessível é Direitos Humanos, com metas para melhorar a acessibilidade até o final de 2010. Participam do projeto as cidades de Campinas (SP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Joinville (SC), Rio de Janeiro (RJ) e Uberlândia (MG). Essas cidades já têm políticas de promoção dos direitos da pessoa com deficiência em andamento.

As principais políticas, ações e projetos implementados pelas cidades que pretendem melhorar a acessibilidade se dão nas seguintes áreas: marco legal, acesso à saúde, reabilitação, educação, transporte público, habitação, trabalho e emprego, turismo, esporte, cultura e lazer. Os municípios também se comprometerão a elaborar, em 90 dias, o Plano de Ação Municipal, além de criar, manter ou nomear uma instância que monitore o compromisso, garantida a participação dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada.


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Café com o presidente

Todo mundo quer se divertir no carnaval mas também quer voltar para casa são e salvo na Quarta-Feira de Cinzas. Por isso é preciso ter muita responsabilidade durante os festejos, principalmente quando estiver na estrada. O recado foi dado pelo presidente Lula na edição desta semana de seu programa de rádio Café com o Presidente, em que falou também sobre a visita que fez a Goiânia, onde inaugurou uma barragem, uma escola municipal e casas populares.

Para ouvir a íntegra do áudio do programa, clique aqui:


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Há uma semana, Ruth Ferreira do Nascimento, que trabalha como secretária de um laboratório clínico de Goiânia, mudou-se com os filhos para uma casa de dois quartos, banheiro, sala e cozinha no residencial Jardins do Cerrado IV. Na sexta-feira (12/2), Ruth ganhou novo presente: a visita do presidente Lula, que foi ao local inaugurar a escola municipal Jornalista Jayme Câmara.

Presidente Lula visita família que ganhou casa no conjunto habitacional que visitou em Goiânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula visita família que ganhou casa no conjunto habitacional que visitou em Goiânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

“Nunca esperava receber tanta gente importante na minha casa. Fiquei muito emocionada”, disse Ruth na companhia da mãe Zélia Soares do Nascimento, 69 anos, e dos dois filhos Victor Hugo, 10 anos, e Rebeca, 5 anos. Para receber o presidente, dona Zélia fez bolo de fubá e café fresquinho. “Ele é bonito”, disse dona Zélia, sem cerimônia, ao presidente.


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Ao visitar nesta sexta-feira (12/2) um conjunto habitacional com 2.400 casas recém inaugurado em Goiânia (GO), o presidente Lula assumiu um compromisso com os novos moradores: em seis meses, voltará ao lugar para ver o que falta ser feito, o que precisa melhorar e como está sendo feita a manutenção. O conjunto é praticamente maior que muitas cidades brasileiras criadas após a Constituição de 1988, comparou, e para que não fique decadente, é preciso ter “um carinho especial” com as pessoas que receberam as casas.

Porque se a gente não cuidar, não ter uma estrutura de acompanhamento do desenvolvimento dessas casas, não começar a acompanhar quais são as perspectivas dos adolescentes que vão morar nessas casas, se a gente não cuidar para que isso se transforme num centro de atração de lazer, de cultura e de oportunidades, a gente pode transformar um conjunto extraordinário como esse numa coisa de desesperança, se a oportunidade de emprego, de estudar, de lazer, de cultura não vierem junto com as casas que nós estamos entregando a esse povo brasileiro.

Para ouvir a íntegra do discurso, clique aqui:

O presidente fez questão de assumir o compromisso com o prefeito Íris Rezende e o governador Alcides Rodrigues de voltar ao lugar em seis meses “apenas para que a gente possa ouvir do povo” e saber o que falta ser feito para melhorar ainda mais o conjunto habitacional. Disse que é preciso ter campos de futebol, quadras de basquete e de outros esportes, para incentivar as crianças e adolescentes a praticarem esportes, e também mais escolas, inclusive de ensino profissional, para que os jovens tenham educação em tempo integral.

Ao final do discurso, o presidente foi avisado de que Túlio, jogador de futebol e vereador em Goiânia, estava presente à cerimônia. Lula resolveu então fazer uma provocação ao atleta, que diz estar perto da marca de 1.000 gols. “Eu já passei dos 1.300″, afirmou o presidente:


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A inauguração nesta sexta-feira (12/2) da Barragem João Leite e as obras na Estação de Tratamento de Água (ETA) farão de Goiânia a primeira capital brasileira a ter 100% de rede de água e esgoto até o final do ano. A barragem foi concluída em dezembro do ano passado e o seu lago demorou dois meses para ser enchido. O presidente Lula e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, participarão da cerimônia de inauguração da barragem, que beneficiará também cidades vizinhas à capital goiana.

O Blog do Planalto conversou com o presidente da empresa de saneamento de Goiás (Saneago), Nicomedes Borges, que explicou mais detalhes da obra, que garantirá água para três milhões de pessoas até 2040. O investimento total da barragem foi cerca de R$ 200 milhões. Outros R$ 183 milhões serão aplicados na Estação de Tratamento de Água (ETA), nas proximidades da barragem.


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