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O presidente mundial da Ford, Allan Mulally, anunciou que a montadora vai investir R$ 4,5 bilhões nas unidades no Brasil até 2015. Na prática, a fabricante vai aumentar em R$ 500 milhões o volume de recursos injetados na produção de carros no País. Além disso, o parque industrial da Ford em Camaçari (BA) irá desenvolver o novo Ford Ecosport, veículo a ser exportado. As informações foram transmitidas pelo executivo ao presidente Lula nesta quinta-feira (8/4), durante reunião em Brasília que contou com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, além de dirigentes da montadora no Brasil e na América do Sul.

Após o encontro, Mulally informou que os investimentos mundiais da Ford para 2010 devem chegar a US$ 5 bilhões. Segundo ele, a companhia está diversificando os investimentos no mundo uma vez que se vislumbra a recuperação dos demais mercados no pós-crise econômica mundial. Sobre o mercado brasileiro, Mulally explicou que está bastante satisfeito com as vendas de automóveis e que a Ford aumentará a produção no País de 250 mil unidades para 300 mil veículos por ano. Os investimentos na produção nacional podem representar mais um mil postos de trabalho.


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O Brasil entra na fase de aproveitar os resultados conquistados a partir da superação da crise financeira internacional. Como consequência, a população deixa de lado a máxima de que somos o País do futuro e entra no clima de que “o futuro é agora”. Essa foi a tônica do pronunciamento do presidente Lula, nesta sexta-feira (20/11), no pátio da Ford em Camaçari, na Bahia, ocasião em que foi apresentado, pela diretoria da montadora, o plano de investimento no Brasil.

No pronunciamento, Lula explicou as medidas adotadas pelo governo que fez frente à onda que assolou os mercados internacionais e traçou um paralelo com o governo dos Estados Unidos: “Em março começamos a bater recorde de produção enquanto o companheiro Obama não havia conseguido isso nos Estados Unidos.”

E Lula enfatizou que as medidas adotadas surtiram efeitos e, um dos exemplos citados, foi o montante disponível de crédito no Banco do Brasil de R$ 380 bilhões, o equivalente ao volume que o País tinha em 2003. “Um País capitalista sem poupança e sem crédito não funciona”, disse. O presidente assegurou também que o BNDES tem uma carteira de contratos, este ano, bastante superior ao montante financeiro à disposição do mercado em 2004.

O presidente explicou que o crédito consignado foi uma alavanca no período mais crítico do abalo financeiro mundial. Numa decisão de governo, o consignado permitiu injeção de dinheiro para a população e a folha de pagamento tornou-se a garantia aos bancos. “Se tem alguém que paga em dia é o povo pobre. O patrimônio mais sagrado é o seu próprio nome e sua honra”, assegurou arrancando aplausos.

Ele falou sobre o Bolsa Família e lamentou as críticas que recebeu de opositores. Naquela ocasião, diziam que em vez de dinheiro para as famílias carentes, o governo deveria investir em obras. “Eu sei que a ponte é importante, mas o povo não come cimento. O povo come feijão e arroz. Era preciso primeiro dar comida”, disse.

Lula lamentou o fato de o setor automobilístico ter feito demissões em massa nos primeiros meses da crise e assegurou que, somente neste ano, 1,3 milhão de brasileiros estarão inseridos no mercado de trabalho. Ao concluir o discurso, o presidente contou os resultados do programa Luz Para Todos e que em visita a Salvador, conheceu uma família beneficiada com energia elétrica: “A mãe acendia e apagava a luz para ver o filho dormindo.”


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