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Conversa com a Presidenta

A coluna Conversa com a Presidenta publicada nesta terça-feira (31/5), em dezenas de jornais e revistas no Brasil e no exterior, aborda temas como a parceria de associações de bairro ou comunitárias para pôr fim à fome e à miséria, a abertura de novos mercados para o setor agropecuário e o controle da inflação. A primeira questão veio de Arcoverde (PE). A aposentada Maria José Bezerra perguntou quais são ações de governo para acabar com a fome e a miséria.

Leia aqui a íntegra da coluna Conversa com a Presidenta.

“Para o êxito dos nossos programas sociais, nós consideramos fundamental ampliar e fortalecer a parceria com estados, municípios e com a sociedade, o que inclui as entidades comunitárias. Desenvolvemos um programa de capacitação que está qualificando 21 mil conselheiros municipais de assistência social, entre os quais estão os representantes de associações das comunidades. Eles são fundamentais para o controle dos programas, garantindo que nossas ações cheguem de fato aos que mais precisam. Este ano, serão promovidas as conferências nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Assistência Social, envolvendo cerca de 500 mil pessoas.”

E prosseguiu a presidenta Dilma: “Serão encontros importantes, que começam nos municípios, para que as comunidades possam participar. As associações comunitárias têm papel importante também na distribuição de alimentos.” No ano passado, disse a presidenta, nós desembolsamos R$ 800 milhões com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e, com aumentos gradativos até 2014, vamos chegar ao gasto anual de R$ 2 bilhões, um aumento de 150%.

“Os alimentos são comprados pela Conab e encaminhados aos que vivem em situação de insegurança alimentar pelas associações comunitárias, entre outros canais. Com o aumento da aquisição de alimentos, as entidades terão à disposição muito mais produtos e vão poder atender um número muito maior de pessoas.”

O agricultor Edson Benedetto, morador de Caçador (SC), disse que a viagem da presidenta Dilma à China, ocorrida em abril deste ano, “trouxe boas novas para a região do meio-oeste catarinense, que é forte na suinocultura”. Ele indagou: “Que setores agropecuários terão iguais boas novas, pela abertura de novos mercados no exterior?”

“Além da suinocultura, vários outros setores estão sendo beneficiados com a diversificação do nosso comércio exterior. Ampliamos o número de empresas exportadoras de carnes bovina e de frango para a China e conseguimos autorização para exportar gelatinas e produtos derivados do leite. No esforço para diversificar as exportações agropecuárias, já identificamos vários outros produtos com potencial de incremento das vendas por meio de promoção comercial. Alguns deles foram apresentados ao ministro do Comércio da China, Chen Deming, e sua comitiva, durante visita a Brasília este mês: milho, café torrado, cafés especiais, sucos, inclusive de laranja, carnes de aves, mel e vinhos.”

Dilma Rousseff disse também que “outras negociações estão sendo feitas pelo Ministério da Agricultura com mercados importantes, como os da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, para a exportação de carnes bovina e suína”. Essas estratégias, segundo informou a presidenta, contribuíram para o nosso país alcançar um superávit comercial de US$ 5 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado: US$ 2,1 bilhões.

“É importante ressaltar que o Brasil tem hoje a maior agropecuária do mundo e é o único país que ainda pode dobrar sua produção e suas exportações sem alterar o meio ambiente e sem afetar o mercado interno.”

Morador em Vila Velha (ES), o universitário Sidney Lima Neto perguntou: “Como a senhora pretende controlar a inflação, já que houve aumento abusivo no preço da gasolina e elevação nos valores dos produtos da cesta básica?”

“Sidney, posso assegurar a você que a inflação já começou a declinar mais fortemente. Esse recuo está acontecendo porque os preços no mercado internacional pararam de subir e porque adotamos as medidas corretas no Brasil. Tudo que fazemos é sempre com muito critério e equilíbrio, para controlar a inflação sem comprometer o crescimento econômico e a geração de empregos. Entre os mecanismos acionados, destaco o estímulo à agricultura. Para esta safra, a Conab prevê uma colheita recorde de 159,5 milhões de toneladas de grãos.”

E continuou: “Além disso, também estamos controlando o crescimento do consumo, com o corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União e medidas financeiras para moderar a expansão do crédito. Mais importante, estamos mantendo os estímulos aos investimentos, pois é o aumento da capacidade de produção de nosso país que garante o controle da inflação. Todas estas medidas reduzirão a inflação sem comprometer o crescimento da economia.”


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Presidente Lula discursa durante abertura de reunião Brasil países da África Ocidental. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

Durante cerimônia da abertura da reunião com 14 chefes de Estado e de Governo na Ilha do Sal, Cabo Verde, o presidente Lula assegurou que o Brasil, durante seu governo, tomou uma decisão política de reencontrar com o continente africano. Segundo ele, o país não tem como levantar ou valor da dívida histórica para com os países aficanos, mas vem tomando medidas importantes que estabelecem as parcerias entre os governos. Ele citou como exemplo o trabalho desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na produção de alimentos.

O Brasil não seria o que é se não fosse a participação de milhões e africanos na construção do nosso país.

O presidente afirmou que seu sucessor no governo brasileiro tem o dever de dar continuidade aos projetos iniciados em sua administração e incrementar outros programas de cooperação com a África. Lula defendeu que os países ricos também entrem no esforço de ajuda aos povos africanos. Conforme destacou, a relação do Brasil com a África não pode ser apenas comercial.

Se o Brasil pensar assim estará pensando com a mesma mesquinhez dos colonizadores.

Lula participou da reunião Brasil – Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), num hotel na Ilha do Sal. O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, anfitrião do encontro, explicou que o Brasil se voltou para os países africanos por intermédio do presidente Lula e, por este motivo, os governantes têm muito a agradecer. “Lula da Silva é um presidente que não pertence a elite conservadora. Por este motivo abriu perspectivas progressistas”, destacou o presidente Pires.

O presidente da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan, que também é presidente em exercício da CEDEAO, disse que os países deste bloco econômico possuem interesses em infraestrutura de transporte, segurança, energia renovável e capacitação de mão de obra. Lula afirmou que o Congresso Nacional deve aprovar a criação de uma universidade afro-brasileira que será construída em Redenção (CE). Isso permitirá a formação de 10 mil alunos, sendo reservadas 50% das vagas para os africanos. Fora isso, o Brasil está empenhado na produção do biocombustível.

A agenda de trabalho do presidente Lula em Cabo Verde prevê uma reunião bilateral com o presidente Pedro Pires na Cara Municipal da Ilha do Sal. Depois, Lula concede audiência ao primeiro-ministro caboverdeano José Brito.

Bandeira da Rússia Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem a Cabo Verde.

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Presidente Lula discursa durante abertura de reunião Brasil países da África Ocidental. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

Durante cerimônia da abertura da reunião com 14 chefes de Estado e de Governo na Ilha do Sal, Cabo Verde, o presidente Lula assegurou que o Brasil, durante seu governo, tomou uma decisão política de reencontrar com o continente africano. Segundo ele, o país não tem como levantar ou valor da dívida histórica para com os países aficanos, mas vem tomando medidas importantes que estabelecem as parcerias entre os governos. Ele citou como exemplo o trabalho desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na produção de alimentos.

O Brasil não seria o que é se não fosse a participação de milhões e africanos na construção do nosso país.

O presidente afirmou que seu sucessor no governo brasileiro tem o dever de dar continuidade aos projetos iniciados em sua administração e incrementar outros programas de cooperação com a África. Lula defendeu que os países ricos também entrem no esforço de ajuda aos povos africanos. Conforme destacou, a relação do Brasil com a África não pode ser apenas comercial.

Se o Brasil pensar assim estará pensando com a mesma mesquinhez dos colonizadores.

Lula participou da reunião Brasil – Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), num hotel na Ilha do Sal. O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, anfitrião do encontro, explicou que o Brasil se voltou para os países africanos por intermédio do presidente Lula e, por este motivo, os governantes têm muito a agradecer. “Lula da Silva é um presidente que não pertence a elite conservadora. Por este motivo abriu perspectivas progressistas”, destacou o presidente Pires.

O presidente da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan, que também é presidente em exercício da CEDEAO, disse que os países deste bloco econômico possuem interesses em infraestrutura de transporte, segurança, energia renovável e capacitação de mão de obra. Lula afirmou que o Congresso Nacional deve aprovar a criação de uma universidade afro-brasileira que será construída em Redenção (CE). Isso permitirá a formação de 10 mil alunos, sendo reservadas 50% das vagas para os africanos. Fora isso, o Brasil está empenhado na produção do biocombustível.

A agenda de trabalho do presidente Lula em Cabo Verde prevê uma reunião bilateral com o presidente Pedro Pires na Cara Municipal da Ilha do Sal. Depois, Lula concede audiência ao primeiro-ministro caboverdeano José Maria e Neves.

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O presidente Lula disse hoje (10/5) que o combate à pobreza só será bem sucedido, se houver decisão política de priorizá-lo na elaboração do orçamento de cada país. “Se a gente espera sobrar dinheiro do orçamento para cuidar da fome, nunca vai sobrar, porque os que têm acesso ao orçamento são gananciosos e querem todo o dinheiro para eles de não fica nada para os pobres”.

Para Lula, “se os dirigentes políticos do mundo não estiverem, cotidianamente, comprometidos com as pessoas que estão em pior situação, fica mais difícil tomar decisão em beneficio dos mais pobres”. “Somos eleitos pelos mais pobres”, afirmou o presidente, “mas quando ganhamos as eleições, quem tem acesso aos gabinetes dos dirigentes não são os mais pobres – são os mais ricos”.

Lula criticou a postura daquele tipo de político que, em eleições, diz defender pobres, mas que, uma vez eleito, esquece deles. “O problema é que, na hora de governar, o pobre sai da agenda e o rico entra – eles que determinam a politica que tem que fazer”, disse.

As declarações foram feitas na abertura da reunião Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, no Palácio do Itamaraty, da qual participam representantes dos países africanos, ministros e especialistas. O encontro vai debater alternativas para promover a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural, de modo a intensificar a cooperação entre o Brasil e os países africanos.

No discurso, Lula disse que os dirigentes políticos precisam definir a segurança alimentar como questão de soberania dos povos. “Se um país tiver a arma mais poderosa e não tiver a comida de cada dia do seu povo plantada em seu território ou comprada fora, esse país não tem soberania.”

“Precisamos garantir o café da manhã, o almoço e a janta porque quem tem fome não pensa. A dor no estomago é maior do que muita gente imagina, e a pessoa que tem fome não vira revolucionário, vira submisso, pedinte, dependente. A fome não faz o guerreiro que gostaríamos que fizesse. A fome faz um ser humano subserviente e humilhado, sem força para brigar contra seus algozes, que são responsáveis pela fome”.

O presidente defendeu ainda o fortalecimento da relação do Brasil com países do hemisfério Sul e a necessidade de apoiar o desenvolvimento da África. “O século XXI tem de ser o século do renascimento africano”. Também agradeceu o prêmio Campeão do Mundo na Batalha Contra a Fome, que recebeu do Programa Alimentar Mundial (PAM), vinculado às Nações Unidas.


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Lula recebe prêmio da ONU por programas de combate à fome Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula recebe prêmio da ONU por programas de combate à fome Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula recebeu hoje (10/5) prêmio concedido pelo Programa Alimentar Mundial (PMA), vinculado às Nações Unidas (ONU) em reconhecimento ao seu trabalho no combate à fome e à desnutrição infantil.

O título  “Campeão do Mundo na Batalha Contra a Fome” foi entregue pela diretora Executiva do PMA da ONU, Josette Sheeran, durante a abertura da reunião Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, no Palácio Itamaraty.

Na reunião, ministros e especialistas discutirão as alternativas para promover a segurança alimentar e o desenvolvimento rural, com o objetivo é fortalecer a cooperação entre o Brasil e África.

“Presidente, você deu o produto mais precioso para seu povo: esperança”, disse a representante da ONU em seu discurso. De acordo com Sheeran, 93% das crianças e 83% dos adultos brasileiros passaram a ter três refeições por dia, no governo Lula.


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O representante Regional e Subdiretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), José Graziano, fez uma visita de cortesia ao presidente Lula, em Brasília, nesta quarta-feira (31/3), acompanhado do ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, e fez questão de defender o programa Fome Zero, do qual foi um dos idealizadores. Segundo Graziano, as críticas feitas ao programa, de que é assistencialista e cria uma relação de dependência da população com o Estado, não procedem: “Não tem como tirar uma pessoa da miséria se a gente não der um recurso adicional. Esse recurso, porém, promove as suas capacidades e potencialidades”, afirmou.

José Graziano, ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome durante o primeiro mandato do presidente Lula, lembrou que o programa Fome Zero cria condições de desenvolvimento local para que as pessoas beneficiadas trabalhem e tenham autonomia em relação à transferência inicial. “Hoje, temos exemplos no Brasil inteiro de inúmeras atividades impulsionadas pelo Fome Zero”. Ele também avalia o desempenho do Fome Zero e traça as perspectivas para o programa nos próximos anos.


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O representante Regional e Subdiretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), José Graziano, fez uma visita de cortesia ao presidente Lula, em Brasília, nesta quarta-feira (31/3), acompanhado do ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, e fez questão de defender o programa Fome Zero, do qual foi um dos idealizadores. Segundo Graziano, as críticas feitas ao programa, de que é assistencialista e cria uma relação de dependência da população com o Estado, não procedem: “Não tem como tirar uma pessoa da miséria se a gente não der um recurso adicional. Esse recurso, porém, promove as suas capacidades e potencialidades”, afirmou.

José Graziano, ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome durante o primeiro mandato do presidente Lula, lembrou que o programa Fome Zero cria condições de desenvolvimento local para que as pessoas beneficiadas trabalhem e tenham autonomia em relação à transferência inicial. “Hoje, temos exemplos no Brasil inteiro de inúmeras atividades impulsionadas pelo Fome Zero”. Ele também avalia o desempenho do Fome Zero e traça as perspectivas para o programa nos próximos anos.


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Selo 7 anos em 7 minutosA inclusão de milhões de pessoas na sociedade de consumo, por meio de programas sociais como o Bolsa Família, tem um impacto positivo na economia do País e cria um círculo virtuoso de crescimento econômico, explica o ministro Patrus Ananias, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), no sétimo programa da série 7 Anos em 7 Minutos publicado hoje (2/3) no Blog do Planalto.

Segundo o ministro, que está na equipe do presidente Lula desde os primeiros dias de governo, as famílias beneficiadas pelos programas sociais tiveram papel importante no auge da crise financeira mundial, por ajudar a manter a economia brasileira aquecida.

Patrus explicou ainda que os programas do governo também atendem a idosos e portadores de necessidades especiais. No total, são 3,4 milhões de cidadãos que contam com os benefícios no País. Além disso, segundo o ministro Patrus, estão sendo implantados restaurantes populares e as cozinhas comunitárias. “Com isso estamos combatendo a ação perversa dos especuladores e dos atravessadores”.

O nosso programa de maior visibilidade é exatamente o Bolsa Família que atende hoje mais 12 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Exigimos das famílias que tenham crianças na escola e os cuidados básicos com a saúde. Isso é uma avenida de mão dupla. Estamos integrando o Bolsa Família com outros programas como por exemplo erradicação do trabalho infantil. Com isso, pretendemos zerar o trabalho infantil no Brasil.


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O futuro da economia brasileira depende da capacidade de trabalho da sociedade, que está madura e sabe fazer as escolhas certas. Foi assim que o País enfrentou e superou a crise econômica mundial, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva concedida por escrito publicada nesta sexta-feira no jornal Metro (edição São Paulo e ABC). E a manutenção e o aprofundamento desse rumo serão defendidos durante a campanha eleitoral de 2010:

(…) Esperamos contar com a solidariedade dos eleitores, que aprovam o que fizemos, apóiam nossa luta diária pela eliminação da fome, pela erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais e regionais, pelo crescimento com distribuição de renda. Todas as nossas iniciativas sempre se pautaram pela necessidade de crescer para gerar riquezas para todos e pela necessidade de retirar milhões de brasileiros da situação de carência e abandono.

Confira aqui a íntegra da entrevista.

O presidente falou também sobre as diferenças do seu governo em relação à gestão anterior, lembrando que antes o Estado era considerado um entrave para o desenvolvimento do País:

O governo anterior achava que o Estado atrapalhava o desenvolvimento do País, e fez tudo para desmontá-lo. Para eles, o mercado era um deus. A crise financeira internacional, que nós superamos com elogios do mundo inteiro, mostrou que estávamos certos ao recuperar a capacidade do Estado ser um indutor e organizador do desenvolvimento.

Questionado sobre o andamento das obras do PAC, Lula afirmou que seu governo foi o que mais investiu em infraestrutura (logística, energética e social e urbana) e que os projetos do programa estão espalhados por todo o País, beneficiando todas as regiões. Destacou as obras das usinas de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira, na região amazônica, “a maior obra de engenharia dos últimos 22 anos no Brasil”, lembrando que o complexto será um dos maiores do mundo.

A maioria das obras do PAC ficará pronta até o final do nosso mandato. E nós já tomamos a decisão de não parar por aqui. Vamos deixar muitos projetos engatilhados para que o próximo governo possa iniciar as obras já no seu primeiro ano. Se outros tivessem feito isto antes de nós, hoje o país estaria num estágio muito mais avançado do que está.


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A experiência brasileira no combate à fome, com ações como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) – ambos programas do Fome Zero – é hoje considerada uma referência mundial e pode vir a ser replicada em outros países em desenvolvimento pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Segundo os ministros Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), que foram entrevistados nesta quinta-feira (26/11) por rádios de todo o País no programa Bom Dia Ministro, as políticas públicas brasileiras estão garantindo cada vez mais a segurança alimentar dos brasileiros.

Ananias lembrou que 19 milhões de brasileiros já saíram da linha da pobreza extrema e que o Brasil vai atingir, até 2015, a meta do milênio de erradicar a fome. Falou também sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que inclui a alimentação entre os direitos sociais de todos os brasileiros. O ministro Cassel detalhou o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, criado em 2003, para garantir acesso a alimentos em quantidade e regularidade às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Ouça aqui a íntegra do programa:


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