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Presidente Lula discursa durante abertura de reunião Brasil países da África Ocidental. Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Durante cerimônia da abertura da reunião com 14 chefes de Estado e de Governo na Ilha do Sal, Cabo Verde, o presidente Lula assegurou que o Brasil, durante seu governo, tomou uma decisão política de reencontrar com o continente africano. Segundo ele, o país não tem como levantar ou valor da dívida histórica para com os países aficanos, mas vem tomando medidas importantes que estabelecem as parcerias entre os governos. Ele citou como exemplo o trabalho desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na produção de alimentos.

O Brasil não seria o que é se não fosse a participação de milhões e africanos na construção do nosso país.

O presidente afirmou que seu sucessor no governo brasileiro tem o dever de dar continuidade aos projetos iniciados em sua administração e incrementar outros programas de cooperação com a África. Lula defendeu que os países ricos também entrem no esforço de ajuda aos povos africanos. Conforme destacou, a relação do Brasil com a África não pode ser apenas comercial.

Se o Brasil pensar assim estará pensando com a mesma mesquinhez dos colonizadores.

Lula participou da reunião Brasil – Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), num hotel na Ilha do Sal. O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, anfitrião do encontro, explicou que o Brasil se voltou para os países africanos por intermédio do presidente Lula e, por este motivo, os governantes têm muito a agradecer. “Lula da Silva é um presidente que não pertence a elite conservadora. Por este motivo abriu perspectivas progressistas”, destacou o presidente Pires.

O presidente da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan, que também é presidente em exercício da CEDEAO, disse que os países deste bloco econômico possuem interesses em infraestrutura de transporte, segurança, energia renovável e capacitação de mão de obra. Lula afirmou que o Congresso Nacional deve aprovar a criação de uma universidade afro-brasileira que será construída em Redenção (CE). Isso permitirá a formação de 10 mil alunos, sendo reservadas 50% das vagas para os africanos. Fora isso, o Brasil está empenhado na produção do biocombustível.

A agenda de trabalho do presidente Lula em Cabo Verde prevê uma reunião bilateral com o presidente Pedro Pires na Cara Municipal da Ilha do Sal. Depois, Lula concede audiência ao primeiro-ministro caboverdeano José Brito.

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Presidente Lula discursa durante abertura de reunião Brasil países da África Ocidental. Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Durante cerimônia da abertura da reunião com 14 chefes de Estado e de Governo na Ilha do Sal, Cabo Verde, o presidente Lula assegurou que o Brasil, durante seu governo, tomou uma decisão política de reencontrar com o continente africano. Segundo ele, o país não tem como levantar ou valor da dívida histórica para com os países aficanos, mas vem tomando medidas importantes que estabelecem as parcerias entre os governos. Ele citou como exemplo o trabalho desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na produção de alimentos.

O Brasil não seria o que é se não fosse a participação de milhões e africanos na construção do nosso país.

O presidente afirmou que seu sucessor no governo brasileiro tem o dever de dar continuidade aos projetos iniciados em sua administração e incrementar outros programas de cooperação com a África. Lula defendeu que os países ricos também entrem no esforço de ajuda aos povos africanos. Conforme destacou, a relação do Brasil com a África não pode ser apenas comercial.

Se o Brasil pensar assim estará pensando com a mesma mesquinhez dos colonizadores.

Lula participou da reunião Brasil – Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), num hotel na Ilha do Sal. O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, anfitrião do encontro, explicou que o Brasil se voltou para os países africanos por intermédio do presidente Lula e, por este motivo, os governantes têm muito a agradecer. “Lula da Silva é um presidente que não pertence a elite conservadora. Por este motivo abriu perspectivas progressistas”, destacou o presidente Pires.

O presidente da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan, que também é presidente em exercício da CEDEAO, disse que os países deste bloco econômico possuem interesses em infraestrutura de transporte, segurança, energia renovável e capacitação de mão de obra. Lula afirmou que o Congresso Nacional deve aprovar a criação de uma universidade afro-brasileira que será construída em Redenção (CE). Isso permitirá a formação de 10 mil alunos, sendo reservadas 50% das vagas para os africanos. Fora isso, o Brasil está empenhado na produção do biocombustível.

A agenda de trabalho do presidente Lula em Cabo Verde prevê uma reunião bilateral com o presidente Pedro Pires na Cara Municipal da Ilha do Sal. Depois, Lula concede audiência ao primeiro-ministro caboverdeano José Maria e Neves.

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O presidente Lula disse hoje (10/5) que o combate à pobreza só será bem sucedido, se houver decisão política de priorizá-lo na elaboração do orçamento de cada país. “Se a gente espera sobrar dinheiro do orçamento para cuidar da fome, nunca vai sobrar, porque os que têm acesso ao orçamento são gananciosos e querem todo o dinheiro para eles de não fica nada para os pobres”.

Para Lula, “se os dirigentes políticos do mundo não estiverem, cotidianamente, comprometidos com as pessoas que estão em pior situação, fica mais difícil tomar decisão em beneficio dos mais pobres”. “Somos eleitos pelos mais pobres”, afirmou o presidente, “mas quando ganhamos as eleições, quem tem acesso aos gabinetes dos dirigentes não são os mais pobres – são os mais ricos”.

Lula criticou a postura daquele tipo de político que, em eleições, diz defender pobres, mas que, uma vez eleito, esquece deles. “O problema é que, na hora de governar, o pobre sai da agenda e o rico entra – eles que determinam a politica que tem que fazer”, disse.

As declarações foram feitas na abertura da reunião Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, no Palácio do Itamaraty, da qual participam representantes dos países africanos, ministros e especialistas. O encontro vai debater alternativas para promover a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural, de modo a intensificar a cooperação entre o Brasil e os países africanos.

No discurso, Lula disse que os dirigentes políticos precisam definir a segurança alimentar como questão de soberania dos povos. “Se um país tiver a arma mais poderosa e não tiver a comida de cada dia do seu povo plantada em seu território ou comprada fora, esse país não tem soberania.”

“Precisamos garantir o café da manhã, o almoço e a janta porque quem tem fome não pensa. A dor no estomago é maior do que muita gente imagina, e a pessoa que tem fome não vira revolucionário, vira submisso, pedinte, dependente. A fome não faz o guerreiro que gostaríamos que fizesse. A fome faz um ser humano subserviente e humilhado, sem força para brigar contra seus algozes, que são responsáveis pela fome”.

O presidente defendeu ainda o fortalecimento da relação do Brasil com países do hemisfério Sul e a necessidade de apoiar o desenvolvimento da África. “O século XXI tem de ser o século do renascimento africano”. Também agradeceu o prêmio Campeão do Mundo na Batalha Contra a Fome, que recebeu do Programa Alimentar Mundial (PAM), vinculado às Nações Unidas.


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Lula recebe prêmio da ONU por programas de combate à fome Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula recebe prêmio da ONU por programas de combate à fome Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula recebeu hoje (10/5) prêmio concedido pelo Programa Alimentar Mundial (PMA), vinculado às Nações Unidas (ONU) em reconhecimento ao seu trabalho no combate à fome e à desnutrição infantil.

O título  “Campeão do Mundo na Batalha Contra a Fome” foi entregue pela diretora Executiva do PMA da ONU, Josette Sheeran, durante a abertura da reunião Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, no Palácio Itamaraty.

Na reunião, ministros e especialistas discutirão as alternativas para promover a segurança alimentar e o desenvolvimento rural, com o objetivo é fortalecer a cooperação entre o Brasil e África.

“Presidente, você deu o produto mais precioso para seu povo: esperança”, disse a representante da ONU em seu discurso. De acordo com Sheeran, 93% das crianças e 83% dos adultos brasileiros passaram a ter três refeições por dia, no governo Lula.


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O representante Regional e Subdiretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), José Graziano, fez uma visita de cortesia ao presidente Lula, em Brasília, nesta quarta-feira (31/3), acompanhado do ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, e fez questão de defender o programa Fome Zero, do qual foi um dos idealizadores. Segundo Graziano, as críticas feitas ao programa, de que é assistencialista e cria uma relação de dependência da população com o Estado, não procedem: “Não tem como tirar uma pessoa da miséria se a gente não der um recurso adicional. Esse recurso, porém, promove as suas capacidades e potencialidades”, afirmou.

José Graziano, ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome durante o primeiro mandato do presidente Lula, lembrou que o programa Fome Zero cria condições de desenvolvimento local para que as pessoas beneficiadas trabalhem e tenham autonomia em relação à transferência inicial. “Hoje, temos exemplos no Brasil inteiro de inúmeras atividades impulsionadas pelo Fome Zero”. Ele também avalia o desempenho do Fome Zero e traça as perspectivas para o programa nos próximos anos.


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O representante Regional e Subdiretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), José Graziano, fez uma visita de cortesia ao presidente Lula, em Brasília, nesta quarta-feira (31/3), acompanhado do ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, e fez questão de defender o programa Fome Zero, do qual foi um dos idealizadores. Segundo Graziano, as críticas feitas ao programa, de que é assistencialista e cria uma relação de dependência da população com o Estado, não procedem: “Não tem como tirar uma pessoa da miséria se a gente não der um recurso adicional. Esse recurso, porém, promove as suas capacidades e potencialidades”, afirmou.

José Graziano, ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome durante o primeiro mandato do presidente Lula, lembrou que o programa Fome Zero cria condições de desenvolvimento local para que as pessoas beneficiadas trabalhem e tenham autonomia em relação à transferência inicial. “Hoje, temos exemplos no Brasil inteiro de inúmeras atividades impulsionadas pelo Fome Zero”. Ele também avalia o desempenho do Fome Zero e traça as perspectivas para o programa nos próximos anos.


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Selo 7 anos em 7 minutosA inclusão de milhões de pessoas na sociedade de consumo, por meio de programas sociais como o Bolsa Família, tem um impacto positivo na economia do País e cria um círculo virtuoso de crescimento econômico, explica o ministro Patrus Ananias, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), no sétimo programa da série 7 Anos em 7 Minutos publicado hoje (2/3) no Blog do Planalto.

Segundo o ministro, que está na equipe do presidente Lula desde os primeiros dias de governo, as famílias beneficiadas pelos programas sociais tiveram papel importante no auge da crise financeira mundial, por ajudar a manter a economia brasileira aquecida.

Patrus explicou ainda que os programas do governo também atendem a idosos e portadores de necessidades especiais. No total, são 3,4 milhões de cidadãos que contam com os benefícios no País. Além disso, segundo o ministro Patrus, estão sendo implantados restaurantes populares e as cozinhas comunitárias. “Com isso estamos combatendo a ação perversa dos especuladores e dos atravessadores”.

O nosso programa de maior visibilidade é exatamente o Bolsa Família que atende hoje mais 12 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Exigimos das famílias que tenham crianças na escola e os cuidados básicos com a saúde. Isso é uma avenida de mão dupla. Estamos integrando o Bolsa Família com outros programas como por exemplo erradicação do trabalho infantil. Com isso, pretendemos zerar o trabalho infantil no Brasil.


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O futuro da economia brasileira depende da capacidade de trabalho da sociedade, que está madura e sabe fazer as escolhas certas. Foi assim que o País enfrentou e superou a crise econômica mundial, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva concedida por escrito publicada nesta sexta-feira no jornal Metro (edição São Paulo e ABC). E a manutenção e o aprofundamento desse rumo serão defendidos durante a campanha eleitoral de 2010:

(…) Esperamos contar com a solidariedade dos eleitores, que aprovam o que fizemos, apóiam nossa luta diária pela eliminação da fome, pela erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais e regionais, pelo crescimento com distribuição de renda. Todas as nossas iniciativas sempre se pautaram pela necessidade de crescer para gerar riquezas para todos e pela necessidade de retirar milhões de brasileiros da situação de carência e abandono.

Confira aqui a íntegra da entrevista.

O presidente falou também sobre as diferenças do seu governo em relação à gestão anterior, lembrando que antes o Estado era considerado um entrave para o desenvolvimento do País:

O governo anterior achava que o Estado atrapalhava o desenvolvimento do País, e fez tudo para desmontá-lo. Para eles, o mercado era um deus. A crise financeira internacional, que nós superamos com elogios do mundo inteiro, mostrou que estávamos certos ao recuperar a capacidade do Estado ser um indutor e organizador do desenvolvimento.

Questionado sobre o andamento das obras do PAC, Lula afirmou que seu governo foi o que mais investiu em infraestrutura (logística, energética e social e urbana) e que os projetos do programa estão espalhados por todo o País, beneficiando todas as regiões. Destacou as obras das usinas de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira, na região amazônica, “a maior obra de engenharia dos últimos 22 anos no Brasil”, lembrando que o complexto será um dos maiores do mundo.

A maioria das obras do PAC ficará pronta até o final do nosso mandato. E nós já tomamos a decisão de não parar por aqui. Vamos deixar muitos projetos engatilhados para que o próximo governo possa iniciar as obras já no seu primeiro ano. Se outros tivessem feito isto antes de nós, hoje o país estaria num estágio muito mais avançado do que está.


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A experiência brasileira no combate à fome, com ações como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) – ambos programas do Fome Zero – é hoje considerada uma referência mundial e pode vir a ser replicada em outros países em desenvolvimento pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Segundo os ministros Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), que foram entrevistados nesta quinta-feira (26/11) por rádios de todo o País no programa Bom Dia Ministro, as políticas públicas brasileiras estão garantindo cada vez mais a segurança alimentar dos brasileiros.

Ananias lembrou que 19 milhões de brasileiros já saíram da linha da pobreza extrema e que o Brasil vai atingir, até 2015, a meta do milênio de erradicar a fome. Falou também sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que inclui a alimentação entre os direitos sociais de todos os brasileiros. O ministro Cassel detalhou o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, criado em 2003, para garantir acesso a alimentos em quantidade e regularidade às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Ouça aqui a íntegra do programa:


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Presidente Lula discursa na sessão de abertura da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da FAO em Roma, Itália. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula discursa na sessão de abertura da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da FAO em Roma, Itália. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O mundo não terá êxito no combate à fome se os padrões de cooperação internacional não forem alterados e os países desenvolvidos não cumprirem os compromissos assumidos e aumentarem os níveis de assistência ao desenvolvimento de países mais pobres, afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira, em Roma (Itália) na sessão de abertura da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O sistema multilateral de comércio precisa livrar-se dos vergonhosos subsídios agrícolas dos países ricos. Eles sabotam a incipiente agricultura dos países mais pobres, cancelam suas esperanças de fazer dela uma ponte para o desenvolvimento.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula enfatizou que modelos impostos de fora que inviabilizam políticas públicas de estímulo à agricultura dos países em desenvolvimento não fazem mais sentido. É preciso respeitar as experiências acumuladas nos próprios países beneficiários.

O presidente citou o sucesso da experiência brasileira e de outros países no enfrentamento da fome, que exige vontade e determinação política. No Brasil, afirmou Lula, programas como o Bolsa Família, principal instrumento do Fome Zero, conseguiram criar uma forte rede de proteção social articulada com políticas de estímulo à agricultura familiar. Com isso, afirmou, o Brasil conseguiu tirar 20 milhões e 400 mil pessoas da pobreza e reduzir em 62% a desnutrição infantil no Brasil.

Mas o Estado brasileiro não está sozinho nesse esforço. Conta com o engajamento indispensável dos movimentos populares e de diversos setores da sociedade civil, por meio do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, diretamente vinculado à Presidência da República. Com isso, logramos alcançar o 1º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio bem antes do prazo estabelecido. Agora trabalhamos para a total erradicação da fome no Brasil.

O presidente Lula lembrou aos presentes que conhece de perto a fome, a pobreza e a exclusão social, “uma experiência de vida, mais do que uma percepção intelectual”, e por isso está convicto de que o caminho está correto e deve ser exemplo para o mundo.

Citou ainda a crise econômica mundial, em que foram gastos centenas de bilhões de dólares para salvar bancos falidos, lembrando que com menos da metade desses recursos seria possível erradicar a fome em todo o mundo. O combate à fome, no entanto, afirmou o presidente Lula, “continua praticamente à margem da ação coletiva dos governos”:

É como se a fome fosse invisível. Muitos parecem ter perdido a capacidade de se indignar com um sofrimento tão longe de sua realidade e experiência de vida. Mas os que ignoram ou negam esse direito acabam por perder sua própria humanidade.

O Brasil quer, afirmou o presidente Lula, que a ONU e a FAO tenham papel decisivo na construção de um mundo sem fome, e por isso o Brasil tem trabalhado para reformar o Comitê de Segurança Alimentar, que deve se transformar em um foro representativo de todos na construção de uma parceria global para a agricultura e a segurança alimentar.

Mais que um lamento, esta é uma convocação. Já afirmei, e faço questão de reiterar, que a fome é a mais terrível arma de destruição em massa existente no nosso Planeta. Na verdade, ela não mata soldados, ela não mata exércitos. Ela mata, sobretudo, crianças inocentes que morrem antes de completar um ano de idade. Vencê-la está, realisticamente, ao alcance de nossas mãos. Só assim abriremos caminho para um mundo justo, livre e democrático com que todos nós sonhamos.

PRÊMIO PELA LUTA CONTRA A FOME

Presidente Lula e as luxas que recebeu da ONG ActionAid em homenagem aos programas criados por ele para combater a fome no Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula recebeu hoje, em Roma, um par de luxas da ONG ActionAid, em reconhecimento por sua luta para erradicar a fome no planeta e homenagem aos programas do governo nessa área. Segundo a instituição, o Brasil teve o melhor desempenho no mundo em ações contra a fome.


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