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Presidenta Dilma Roussefff discursa em cerimônia de posse da nova diretoria da Fiergs e da Ciergs, no Teatro Sesi, em Porto Alegre. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Roussef, durante discurso, nesta quinta-feira (14/7) à noite, por ocasião da posse da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS) assegurou que “o Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21″. Para isso, o governo federal vai tornar disponível todos os mecanismos para que o setor produtivo se expanda.

“No comércio exterior”, disse a presidenta Dilma, “utilizaremos instrumentos ousados. Com clara ênfase nos produtos manufaturados. Continuaremos investindo.” Dilma Rousseff explicou também que é preciso atacar os problemas sociais e que uma das missões do seu governo é erradicar a miséria e que, por este motivo, lançou recentemente o plano Brasil sem miséria . A presidente assegurou também que para que o país alcance este patamar de crescimento “se for capaz de desenvolver sua indústria” e que ela possibilite gerar emprego da qualidade para milhões de brasileiros.

No discurso, a presidenta contou que o país é parte do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – pelo fato de ter dimensões continentais, fato comum aos demais integrantes do bloco econômico, como também de possui extensas reservas naturais. “Mas, as nossas similaridades acabam ai. O Brasil não abandonou a sua população nesses últimos dez anos”, contou para em seguida explicar que o governo vem transformando o perfil sócio-econômico do país ao longo desta última década.

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição.


A presidenta Dilma iniciou o discurso mostrando-se muito à vontade por estar naquela cerimônia e por seus laços com o Rio Grande do Sul, onde exerceu importantes cargos nos governos locais. Isso sem dúvida, conforme assinalou, mostra reconhecimento que tem para com a população e os dirigentes estaduais e empresariais. Ela teceu comentários sobre atuação do empresário Paulo Tigre, que nesta noite foi sucedido pelo empresário Heitor José Muller. Disse que quando recebeu o convite para a cerimônia de posse determinou que seus auxiliares marcasse o compromisso na agenda para que pudesse homenagear Paulo Tigre.

“Quando conheci o Paulo Tigre percebi que era um extraordinário dirigente. Capaz de estabelecer consenso. Diálogo firme com o governo federal. Suas propostas vão sempre no no cerne da questão. Daí porque quis vir aqui para homenageá-lo. Ele soube conciliar os interesses nacionais e regionais. Percebendo claramente que Rio Grande do Sul tinha uma imensa importância para o Brasil, assim como o Brasil tem para o Rio Grande do Sul. Ele Construiu pontes em prol do avanço… Estabeleceu diálogo.”

Agora, segundo a presidenta, a federação passa às mãos de Heitor Muller, e deste modo permanecerá na firmeza “de um empresário que vimos aqui visivelmente inovador, com propósitos claros e determinados”. Por tal motivo, como assinalou, deixava claro o compromisso dela para com o Rio Grande do Sul. Para isso, a presidenta Dilma propôs parceria com os empresários para que o estado possa seguir no rumo do progresso.

Em seguida, a presidenta teceu comentários sobre a situação econômica mundial, especialmente os Estados Unidos que deve apresentar crescimento abaixo das expectativas e a crise que se instala em países da Europa. “Esse é o momento de grande desequilíbrio na economia mundial. Desde o início do meu governo estamos, de forma firme e decidida, mantendo a inflação sob controle. Com uma política fiscal bastante austera”, afirmou.

Ela contou algumas medidas que estão sendo adotadas pelo governo, em especial, o compromisso de resgatar cerca de 16,2 milhões de brasileiros que vivem na extrema pobreza. Ela explicou que, por este motivo, lançou o Brasil sem Miséria. Em seguida, comemorou o fato de nos últimos anos, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 39,5 milhões de pessoas ascenderem à classe média, o que significa incluir mais gente ao mercado consumidor.

A presidenta deixou também algumas diretrizes para o futuro. A primeira delas diz respeito às bolsas de estudos para estudantes de universidades no exterior. A meta do governo é formar 75 mil jovens com recursos públicos e pretende que a iniciativa privada patrocine outras 25 mil bolsas de estudo. Disse também do lançamento do Pronatec, que visa oferecer cursos profissionalizantes aos jovens para que estejam qualificados para o mercado de trabalho.

Ainda no discurso, a presidenta confirmou que apresentará no próximo mês o Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para que a indústria nacional possa fazer frente à concorrência internacional e que, em meio a disputa pelos mercados, possa inovar tecnologicamente. Segundo contou, o governo dará importância à produção de equipamentos com conteúdo nacional, terá linhas de crédito para fazer frente à demanda do mercado e que o governo vai intensificar a política de compra governamental.

Porém, conforme explicou no discurso, todos os avanços conseguidos pelo setor produtivo devem também mirar na população brasileira, ou seja, que possam apostar “naquilo que temos de mais forte que são os 190 milhões de cidadãos”. “Temos pela frente um caminho em que nós podemos trilhar sem sobressaltos. Mas, não significa que seja fácil. O Brasil provou, nos últimos anos, que é capaz de enfrentar estas turbulências e encontrar dentro de si a força para ir além”, disse a presidenta.


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Há mais obras e crédito para seu financiamento em todas as regiões do País, milhares de jovens carentes têm tido a oportunidade de fazer uma faculdade (graças ao ProUni), a população está consumindo mais, o governo federal tem feito importantes parcerias com governos estaduais e municipais – independementemente de partidos políticos – mas ainda assim a imprensa e parte da elite brasileira ainda se recusa a admitir que o Brasil mudou. A observação foi feita nesta quinta-feira (10/6) pelo presidente Lula durante inauguração de unidades habitacionais em Aracaju (SE).

Se as coisas não estivessem dando certo, não ia ser porque é pobre que ia gostar de mim. As pessoas gostam porque percebem que as coisas estão acontecendo. É esse país que não aparece na imprensa, nem na televisão. É esse país que muita gente tenta esconder. É esse país que está dando essa popularidade toda ao governo! Não é o chamado País do ‘formador de opinião pública’. Porque houve um tempo que invetaram o formador de opinião pública, era um cidadão que colocavam uma gravata e ia na televisão (…) e essa moça da Central dos Movimentos Populares que veio aqui, bonita e elegante, não é formadora de opinião pública.

As pessoas não percebem que o povo está ficando mais sabido, mais inteligente. O povo não quer mais intermediário. O povo quer falar pela sua boca, pensar pela sua cabeça, enxergar pelo seus olhos e tomar decisão por conta própria.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento em Sergipe:

Um dos grandes legados que está deixando aos brasileiros, afirmou Lula, é fazer a população mais pobre do País acreditar em si mesmo. Falta muito para recuperar o que foi perdido no século 20, admitiu o presidente, mas com a auto-estima reforçada e a economia crescendo de forma contínua e sustentavelmente, o Brasil tem todas as condições de dar um salto de qualidade nos próximos anos.


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Viagens internacionaisUm acordo assinado neste domingo (16/5) em Teerã durante seminário empresarial Brasil-Irã prevê o financiamento de empresas brasileiras e iranianas que queiram exportar seus produtos nos respectivos países. No caso brasileiro, o valor é de 200 milhões de euros por ano, durante cinco anos, para a venda de alimentos no Irã. Os recursos virão do Programa de Crédito à Exportação (Proex). Os empresários iranianos também terão 200 milhões de euros por ano de seu governo, mas não foi divulgada a lista dos produtos a serem exportados.

O presidente Lula destacou a assinatura do acordo durante o seu discurso no encerramento do seminário em Teerã, que contou também com a participação do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Segundo Lula, o acordo é importante porque dinamiza as relações comerciais entre ambos os países sem depender de terceiros.

Não alcançaremos nossas ambições sem um mecanismo ágil e ambicioso de financiamento e de operações comerciais. Não faz sentido que os negócios entre empresas iranianas e brasileiras dependam de crédito e da boa vontade de bancos estrangeiros. Esse foi um tema central da recente troca de missões técnicas entre nossos países. Vamos colocar em prática alternativas capazes de sustentar um intercâmbio crescente e mais equilibrado. É esse o objetivo do memorando de entendimento para concessão de linha de crédito que acabamos de firmar.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O Irã é hoje um grande parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio, já aparecendo entre os três maiores mercados da região para as empresas exportadoras brasileiras. Em 2009, 450 companhias brasileiras exportaram para o Irã e os números de 2010 são promissores, afirmou Lula:

No primeiro trimestre do ano, as exportações brasileiras para o Irã cresceram 77%, e as importações brasileiras cresceram 125%. O agronegócio oferece um desafio especial. O Irã já é um dos cinco maiores mercados do Brasil neste setor, sobretudo para açúcar, carne e soja. Com o apoio da Embrapa, a expressiva transferência tecnológica, queremos ajudar o Irã a aumentar sua independência alimentar.

Lula destacou ainda em seu discurso a importância da renovação da matriz energética por meio dos biocombustíveis e convidou uma missão técnica iraniana a ir ao Brasil para conhecer a nossa experiência com os motores flex. Aos 60 empresários brasileiros que participaram do seminário em Teerã, Lula pediu que prestassem atenção ao “espaço inexplorado” em áreas de bens de capital e serviços em setores estratégicos como telefonia, energia e indústria do petróleo.

Ao final de seu discurso, o presidente brasileiro deu ao ministro de Indústrias e Minas do Irã, Ali Akbar Mehbarian, uma edição em farsi do livro Como Exportar, do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, “numa demonstração que o Brasil não quer apenas vender, nós queremos também ajudar a produzir aqui e a comprar aqui os produtos fabricados. Na minha opinião, o bom comércio é aquele que tem equilíbrio no fluxo da balança comercial”, disse.

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O presidente respondeEm sua coluna O Presidente Responde publicada nesta terça-feira (20/4) em vários jornais do País, Lula respondeu a questões sobre a falta de financiamento para compra de imóveis em zona rural, a falta de emprego para pessoas acima dos 40 anos e a possibilidade de se ampliar o programa Bolsa Formação, estendendo-o a policiais que ganham acima de R$ 1.700. As perguntas vieram de Nova Friburgo (RJ), São Paulo (SP) e Recife (PE).

Para ler a coluna na íntegra, clique aqui.

A técnica de enfermagem Ana Lúcia de Abreu Rodrigues José, de Nova Friburgo (RJ), reclama da falta de financiamento para a compra de imóvel no campo, o que segundo ela dificulta o projeto do governo de aumentar a produção agrícola e incentivar a agricultura familiar.

O presidente lembrou à leitora que foi lançado no ano passado o Programa Nacional de Habitação Rural, dentro do Minha Casa, Minha Vida, com recursos de R$ 500 milhões, para atender justamente os agricultores familiares e os trabalhadores rurais. Com esse dinheiro é possível construir 30 mil casas para famílias com renda anual de até R$ 10 mil.

Além disso, a modalidade do Minha Casa, Minha Vida para municípios com menos de 50 mil habitantes possibilita financiamento também para a zona rural. Essa modalidade vale para famílias com renda mensal de até R$ 1.395. Para acessar os financiamentos, o interessado deve procurar a prefeitura, entidades rurais (sindicatos, associações etc.) ou superintendências regionais da Caixa Econômica. Quanto aos assentados da reforma agrária, é preciso entrar em contato com o Incra. Desde o ano passado, a previsão é de construir 100 mil moradias por ano para os assentados, com as mesmas condições do Minha Casa, Minha Vida.

A questão do analista de sistemas Marco Antonio Bianco, da capital paulista, aflige milhares de cidadãos brasileiros: como conseguir um emprego depois dos 40 anos? O leitor paulistano afirma estar desempregado há quatro anos por esse motivo.

O presidente Lula diz que as oportunidades de emprego estão se ampliando no Brasil em todas as faixas etárias. Segundo dados do IBGE, os trabalhadores com mais de 40 anos representavam 38,6% do total de brasileiros empregados em 2004. Em 2008, esse número saltou para 41,7%. “As empresas que ainda discriminam estão perdendo a oportunidade de contar com pessoas que acumularam grande experiência profissional”, avalia o presidente. E dá uma sugestão:

Para facilitar a colocação, ou recolocação, os trabalhadores, inclusive com mais de 40 anos, podem procurar o Sistema Nacional de Emprego (Sine), que encaminha aos cursos do Plano Nacional de Qualificação (PNQ), implementados pelo Ministério do Trabalho. As chances de colocação aumentam muito, já que os cursos são formatados considerando as necessidades do mercado. Vale lembrar que damos a mesma atenção nesses cursos aos profissionais de 20 anos ou de 40 anos.

O policial militar Jairo Rodrigues de Freitas, de Recife (PE), elogia o programa Bolsa Formação mas pede a sua ampliação para policiais que recebem salário acima dos R$ 1.700 – que é o teto para se receber o benefício. O presidente Lula afirma que a bolsa é um complemento salarial para os que ganham menos, mas é fundamentalmente pedagógico. Por isso poderá ser aperfeiçoado e ampliado, em benefício dos profissionais e da segurança de toda a sociedade.


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