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Os presidentes Mauricio Funes (El Salvador) e Lula durante seminário empresarial Brasil-El Salvador realizado na sede da Fiesp em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aproveitando a participação do presidente de El Salvador em seminário empresarial realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista, o presidente Lula deu algumas pistas ao seu colega Maurício Funes da receita que fez o Brasil ter crescimento econômico, geração de empregos e desenvolvimento sustentável nos últimos anos, beneficiando empresários, trabalhadores e as pessoas mais pobres do País. Segundo Lula, a chave do sucesso passa por investimentos públicos, políticas sociais e maior agressividade do empresariado brasileiro na América Latina e na África. Por isso, disse, talvez tenha visitado mais a Fiesp do que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) durante seu mandato, porque tem se empenhado em incentivar o empresariado brasileiro a procurar oportunidades de negócios em outros países, principalmente os latino americanos e africanos. Com vizinhos mais fortes, o Brasil também se fortalece.

“O Brasil não ficará mais rico se os seus vizinhos ficarem pobres”, afirmou o presidente brasileiro, criticando o baixo volume de compras brasileiras em El Salvador – US$ 5 milhões atualmente. Segundo Lula, esse volume poderia ser bem maior, até mesmo vindo de empresas brasileiras instaladas em território salvadorenho. “Podemos aproveitar para exportar para outros mercados, até mesmo os Estados Unidos”, afirmou. Lula reafirmou a importância de o empresário brasileiro jogar mais proativamente no mundo dos negócios, lembrando que tem feito questão de levar delegações empresariais para os países que tem visitado, para que conheçam outros empresários e criem oportunidades.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:

Após participarem do encerramento do seminário, Lula e Funes concederam entrevista coletiva a jornalistas. O presidente brasileiro foi perguntado sobre a crise entre Venezuela e Colômbia e também sobre a reunião ministerial que ocorrerá amanhã, em Brasília. Lula reafirmou sua confiança numa solução pacífica entre os dois países vizinhos e disse que a reunião ministerial é para que possa reforçar o seu compromisso de cobrar seus ministros “até o último dia do mandato” por resultados.

Elogiou a iniciativa do presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, de convidar empresários de El Salvador para virem ao Brasil, porque eles podem identificar muitas possibilidades, como por exemplo na produção de etanol – o país centro-americano já planta cana-de-açúcar, mas atualmente dá prioridade à produção de melado para exportação aos Estados Unidos. Lula acredita que esse é um setor estratégico que pode gerar muitas oportunidades para empresários brasileiros e salvadorenhos.

Lula aproveitou ainda para deixar um alerta ao colega Maurício Funes: a promoção do crescimento de El Salvador deve ser feita de forma duradoura e sustentável, e com boa política social, porque “não adianta nada crescer a economia se não tiver coragem de repartir com as pessoas mais pobres”. O presidente brasileiro lembrou que no Brasil foi essa combinação que permitiu que o País ganhasse solidez e tirasse milhões da miséria. Essas pessoas, lembrou Lula, viram consumidores, vão à escola e ajudam a reduzir a violência.


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Viagens internacionais

O Brasil oferece uma gama diversificada de oportunidades de negócios para empresários israelenses, especialmente na área de engenharia e tecnologia, afirmou o presidente Lula em seu discurso no seminário Brasil-Israel realizado nesta segunda-feira (15/3) no hotel King David, em Jerusalém (Israel). Falando para uma platéia de empresários brasileiros e israelenses, Lula afirmou que Israel é o sócio ideal para desenvolver parcerias em tecnologias de ponta, como semicondutores, telecomunicações, nanotecnologia e fármacos, além da engenharia – Israel é o país com maior índice per capita de engenheiros no mundo.

O presidente brasileiro lembrou que as cadeias produtivas de Brasil e Israel têm alto grau de complementariedade, o que abre espaço para parcerias em setores importantes. “Só precisamos aproveitar a sinergia, principalmente de nossas pequenas e médias empresas”, afirmou.

Lula saudou o fato de Israel ser o primeiro país fora da América do Sul a fechar um acordo de livre comércio com o Mercosul:

Espero que isso seja motivo para que outros paises façam acordo com o Mercosul. Queremos fazer avançar novos projetos conjuntos que gerem crescimento e bem-estar para a nossa sociedade.

Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula.

O discurso do presidente Lula teve dois momentos distintos. O primeiro em que leu um texto, focando mais nas relações comerciais entre Brasil e Israel, e o segundo em que preferiu improvisar, gerando grande expectativas nos empresários presentes. Nesse momento, Lula falou sobre as negociações de paz entre israelenses e palestinos, com as quais o Brasil pretende contribuir. O presidente brasileiro explicou porque confia tanto no poder do diálogo:

Eu acho que o vírus da paz está comigo acho desde quando eu ainda estava no útero da minha mãe. Não me lembro o dia que eu briguei com alguém, já fiz muita disputa política, pertenço a um partido muito complicado, temos divergências políticas de causar inveja a qualquer pessoa no mundo. Isso tudo me permitiu acreditar que, se através do diálogo não conseguimos fazer as coisas, muito mais difícil será fazer de outras formas.

Lembrou que durante seu mandato sempre manteve boas relações com presidentes de outros países, mesmo quando muitos previam que haveria conflito. Citou o ex-presidente americano George W. Bush, Evo Morales (Bolívia) e Fernando Lugo (Paraguai) como exemplos de relações que foram fortalecidas graças ao diálogo franco e constante.

Ao final de seu discurso, Lula voltou a incentivar empresários israelenses a investirem no Brasil, lembrando o grande potencial do mercado interno do País e o fato do Brasil sediar dois grandes eventos esportivos nos próximos anos – a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.

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O presidente Lula está disposto a convencer empresas de todo o mundo a investirem no Brasil e por isso tem viajado sistematicamente ao exterior para vender o País e sua indústria. Em discurso feito nesta terça-feira (10/11) no II Fórum Empresarial Brasil-Itália, ocorrido na sede da Fiesp, em São Paulo, Lula afirmou que não há razão, no mundo globalizado, que se fique esperando “a visita em nossa casa de alguém que queira comprar nossos produtos”. No caso específico da relação comercial entre Brasil e Itália, que atingiu US$ 14 bilhões em 2008, o presidente brasileiro foi categórico: “é muito pouco.”

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula no evento realizado na Fiesp, em São Paulo:

Lula enfatizou ainda a importância do Estado como indutor e agente regulador do mercado, e explicou alguns programas de seu governo, como o Luz para Todos e o crédito consignado, que colocou milhões de famílias brasileiras no mercado consumidor. Como resultado, houve o incremento nas vendas de eletrodomésticos, entre outros bens.

“Tem coisa que se o Estado não fizer, ninguém vai fazer”, afirmou o presidente Lula, ao enfatizar que os cidadãos mais humildes têm o mesmo direito de contar com conforto da energia elétrica, por exemplo, que está ao alcance das demais classes sociais. Lula defendeu ainda que os países mais ricos encontrem mecanismos para contribuir com o desenvolvimento das nações mais pobres.


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Um País sólido economicamente e com ritmo de crescimento que chegará a 5% do PIB em 2010 foi apresentado hoje de manhã pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a empresários italianos que participam do II Fórum Econômico Brasil-Itália, que acontece na sede da Fiesp, em São Paulo. Mantega afirmou que, mesmo com a taxação promovida pelo governo para a entrada de investimentos no mercado interno, o País quer que o capital venha: “O que não queremos é que haja um exagero. O que estamos garantindo é que não haverá bolhas”, afirmou.

O ministro destacou o crescimento do PIB nos últimos trimestres e aposta numa retomada do aumento do volume de riquezas em média em 5% nos próximos anos, sinalizando aos empresários presentes que o Brasil está pronto para receber investimentos em setores como o automobilístico e o de construção civil. Outra área em expansão, apontou Mantega, é o de petróleo. O ministro lembrou que a Petrobras tem planos de investimentos da ordem de US$ 200 bilhões para os próximos cinco anos, com a contratação de plataformas de produção de petróleo e embarcações.


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Um País sólido economicamente e com ritmo de crescimento que chegará a 5% do PIB em 2010 foi apresentado hoje de manhã pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a empresários italianos que participam do II Fórum Econômico Brasil-Itália, que acontece na sede da Fiesp, em São Paulo. Mantega afirmou que, mesmo com a taxação promovida pelo governo para a entrada de investimentos no mercado interno, o País quer que o capital venha: “O que não queremos é que haja um exagero. O que estamos garantindo é que não haverá bolhas”, afirmou.

O ministro destacou o crescimento do PIB nos últimos trimestres e aposta numa retomada do aumento do volume de riquezas em média em 5% nos próximos anos, sinalizando aos empresários presentes que o Brasil está pronto para receber investimentos em setores como o automobilístico e o de construção civil. Outra área em expansão, apontou Mantega, é o de petróleo. O ministro lembrou que a Petrobras tem planos de investimentos da ordem de US$ 200 bilhões para os próximos cinco anos, com a contratação de plataformas de produção de petróleo e embarcações.


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Presidente Lula e vice-presidente José Alencar em ĥomenagem promovida pela Fiesp. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula e vice-presidente José Alencar em ĥomenagem promovida pela Fiesp. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Quando se encontrou com o então senador José Alencar, em 2002, numa reunião com empresários e políticos em Minas Gerais, Lula não teve dúvidas: percebeu que estava diante do parceiro ideal para formalizar a chapa que se candidataria às eleições presidenciais de 2002. “Se eu tivesse te conhecido antes, quem sabe eu não teria perdido tantas eleições”, afirmou o presidente Lula na festa em homenagem ao vice-presidente José Alencar realizada ontem à noite no Teatro Sesi, da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Ao lembrar de quando conheceu José Alencar e o carinho que tem pelo senador e empresário, o presidente Lula levou seu vice às lágrimas. Não poupou elogios a Alencar, segundo ele a “sua cara-metade na política” ou “duas pedras que se encaixam perfeitamente”. Mas também o fez sorrir várias vezes, como por exemplo quando lembrou de um almoço ocorrido em 2002 na casa de Josué Christiano Gomes da Silva, filho de José Alencar e atual presidente da Coteminas, em que estavam presentes também os banqueiros Olavo e Roberto Setúbal. Confira:

Ouça aqui o discurso do presidente Lula:

Para ler o discurso, clique aqui.

José Alencar foi homenageado com o título de Presidente Emérito da Fiesp por iniciativa de Paulo Skaf, presidente da entidade. A cerimônia contou com a presença de governadores, senadores, prefeitos, deputados e ministros de Estado.

O presidente Lula continua em São Paulo, nesta terça-feira (10/11), quando participa na Fiesp do seminário Brasil-Itália. Ao meio-dia tem outro encontro que marca a parceria Brasil-França. À tarde, Lula retorna a Brasília.


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Os presidentes Álvaro Uribe e Lula se encontraram nesta segunda-feira em São Paulo e discutiram a ampliação da relação comercial entre os dois países. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os presidentes Álvaro Uribe e Lula se encontraram nesta segunda-feira em São Paulo e discutiram a ampliação da relação comercial entre os dois países. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Nos próximos 10 meses, Brasil e Colômbia vão trabalhar em conjunto para duplicar o comércio existente hoje entre os dois países, que gira em torno de US$ 3,1 bilhões -- US$ 2,3 bilhões dos quais correspondem a exportações brasileiras. O desafio foi proposto pelo presidente Lula nesta segunda-feira, em discurso feito no encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Colômbia, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo o presidente brasileiro, é preciso construir as propostas e projetos, sobretudo na questão da seguridade.

Esse é o sentido de nosso encontro hoje: insistir na opção pela integração, bilateral e regional. Com a casa em ordem, com economias robustas e estáveis, estamos avançados no caminho que nos levará às sociedades prósperas, justas e abertas que almejamos.

Veja trecho do discurso do presidente Lula, em que destaca a retomada do crescimento na América do Sul e importância do fortalecimento das relações entre países sul-americanos:

Para a íntegra do discurso, em áudio, clique aqui:

Para ler, clique aqui.

O encontro empresarial contou com a presença do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, que está visitando o Brasil pela quarta vez este ano, o que demonstra a aproximação entre os dois países. Para Lula, Brasil e Colômbia estão fazendo uma aposta numa parceria fundamental para o futuro de ambos e também da América do Sul:

Nossa economia cresce a ritmos elevados, abrindo espaço para importação de bens e serviços de qualidade. Os empresários brasileiros já identificaram as vantagens dessa parceria. Somos o terceiro maior investidor na Colômbia. Investimentos brasileiros de US$ 1,3 bilhão estão presentes nos mais variados setores da economia colombiana.

Também participaram do encontro o presidente da Fiesp, Paulo Skaff; o governador de São Paulo, José Serra; e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge.

Além do comércio

Além da aproximação comercial, o presidente Lula defendeu a união dos países da região amazônica para defender os interesses comuns da região – e de todo o planeta – na Conferência da ONU sobre o Clima, que acontece em dezembro em Copenhague (Dinamarca). Ele falou da vanguarda da América do Sul no desenvolvimento das energias renováveis e lembrou das metas ambiciosas adotadas pelo governo Uribe que garantem a adição de 10% de etanol à gasolina. Lula afirma que as condições para isso estão asseguradas, e o acordo que ampliará a produção de cana para 1 milhão de hectares está sendo concluido.

Vamos gerar empregos, renda e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Temos todas as condições de assumir uma posição de liderança na Conferência de Copenhague. Para tanto, proponho reunir em Manaus todos os Presidentes da região amazônica a fim de coordenar uma posição conjunta.

Após o encontro, Lula visitou a exposição Arte Colombiana 1948-1965 e em seguida participou de almoço oferecido por Skaff a ele e ao presidente colombiano.


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