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Presidente Lula visita o local onde foi lançada pedra fundamental da refinaria Premium II da Petrobras no Porto de Pecém (CE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O que vem acontecendo no Ceará é emblemático do momento de desenvolvimento que vive o Nordeste atualmente. O estado tem pelo menos quatro grandes projetos em andamento que estão transformando a região: as obras da ferrovia Transnordestina, do canal do rio São Francisco, de uma siderúrgica e da refinaria Premium II no porto de Pecém, em Cacauia, que teve sua pedra fundamental lançada nesta quarta-feira (29/12) pelo presidente Lula. Sua visita ao estado neste momento, afirmou o presidente, é um gesto político que indica o compromisso do governo em investir no Ceará e promover seu desenvolvimento.

“Política não é feita apenas de realizações, política também é feita de gestos. E eu precisava fazer esse gesto de voltar ao Ceará para poder assumir com o governador Cid, o companheiro Gabrielli [presidente da Petrobrás], com o povo do Ceará, e com o povo do Brasil, o compromisso final de que o Ceará finalmente terá a tão sonhada refinaria que tanta gente prometeu e que não conseguiram fazer.”

Além da refinaria a ser construída no Ceará, o Brasil ganhará outras quatro, lembrou o presidente: em Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Duas delas, disse, são por conta da descoberta do petróleo do pré-sal, mas o conjunto de refinarias servirá para tornar o Brasil exportador não apenas de óleo cru mas também de produtos com maior valor agregado, o que poderá gerar mais divisas ao País. E pensar que há sete anos a diretoria da Petrobras dizia que o Brasil não precisava de mais refinarias… “Engoliram a língua, porque vou fazer cinco!”.

O presidente disse durante seu discurso que pediu ao presidente da empresa que fizesse um detalhado calendário com a etapa de cada momento da obra, para deixar nas mesas da presidente eleita Dilma Rousseff, da minitra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e também da diretoria do Ibama para que “todo mundo acompanhasse cada passo”.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente na cerimônia:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

Após o evento, Lula conversou com os jornalistas presentes e disse que pretende continuar contribuindo para a política brasileira sem precisar ser candidato a cargo político algum. Segundo ele, a partir do dia 1 de janeiro, trabalhará para que a futura presidente, Dilma Rousseff, “tenha a mesma sorte que ele”e para que ela estabeleça a mesma relação de confiança e amizade com o povo.

O presidente afirmou ainda que não há porque pensar nas eleições de 2014 pois o momento agora é de a futura presidente governar e trabalhar para continuar a melhorar a vida do povo brasileiro. Como já afirmou em ocasiões anteriores, o presidente lembrou que vai continuar viajando o País “porque ainda há muito o que se fazer” e que seu compromisso com o Brasil permanece.

“O que interessa agora é 2011. A Dilma foi eleita para governar; eu deixo a Presidência para me calar. Vou dar o exemplo de como se comporta um ex-presidente.”

Lula confirmou que pretender usar a internet para acompanhar a política brasileira, que hoje é muito mais transparente por disponibilizar em diversos sites todas as informações de interesse público e de controle da população. Questionado se fará qualquer tipo de cobrança ou oposição, o presidente negou, pois disse “confiar plenamente que Dilma fará tudo o que prometeu”.

Durante a entrevista, o presidente foi indagado sobre a decisão que tomará em relação à extradição do escritor italiano Cesare Battisti, que está preso no Brasil, condenado à prisão perpétua pela Justiça da Itália. O presidente afirmou que a decisão será tomada amanhã (30/12), em Brasília, e que prontamente será anunciada à imprensa.

Aos jornalistas, o presidente declarou que o Brasil seguirá no rumo de diminuir as desigualdades sociais, aumentar os investimentos em infraestrutura e permanecer com o ritmo acelerado de crescimento. Antes de se despedir, pediu aos repórteres que tratem a presidente eleita com o mesmo carinho que o trataram e que escrevam bem sobre ela, que é comprometida e que lutará, durante todo o mandato, para fazer um Brasil melhor e menos desigual.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:


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Presidente Lula em sobrevoo às obras do canal de transposição das águas do rio São Francisco. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O sertão não quer mais ser motivo de estudos sociais para medir fome e miséria, quer é ser uma região desenvolvida, sem que isso signifique tirar recursos ou desenvolvimento de qualquer outra região do País. E essa nova realidade do Nordeste está em construção, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (14/12) em evento realizado em Salgueiro (PE) para entrega de casas às famílias atingidas pela transposição das águas do rio São Francisco. A obra do Canal do rio São Francisco, aliás, é um dos projetos que estão turbinando o crescimento no Nordeste, juntamente com a ferrovia Transnordestina, refinarias, estaleiros, universidades, escolas técnicas.

Em seu discurso, o presidente lembrou que tanto a construção da ferrovia Transnordestina como o Canal do São Francisco são sonhos antigos para a região, e que só agora houve vontade política e os recursos necessários para serem tocados. Esses e os demais projetos que vem sendo feitos no Nordeste estão gerando empregos, renda e dando maior dignidade ao povo local. E se tudo der certo, Lula espera voltar à região em 2012 para ver tudo funcionando:

Eu fico imaginando quando estiver tudo funcionando. O trem passando, a água passando, o povo trabalhando, o Brasil crescendo, a nossa vida melhorando e o sertão nunca mais voltará a ser motivo de estudos sociais para medir a fome e a miséria. O sertão vai fazer parte do Brasil desenvolvido.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O presidente Lula voltou a criticar quem trabalhou contra o projeto de transposição das águas do rio São Francisco, afirmando que só quem “nasceu abrindo uma torneira ou uma geladeira” poderia atacar a obra, que vai levar água e desenvolvimento a milhões de nordestinos. “Nós vencemos a batalha e, se Deus quiser, em 2012 estaremos aqui ajudando a companheira Dilma a inaugurar a transposição definitiva das águas do rio São Francisco”, disse ele, para garantir que todos possam ter o direito “de beber sem pedir licença, sem pedir favor, sem ser humilhado”.

O principal objetivo da transposição é, segundo o presidente, favorecer os pequenos agricultores e cooperativas da região, para dar uma chance no século 21 a pessoas que não tiveram chance no século 20.


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Presidente Lula embarca em composição para visitar as obras da ferrovia Transnordetina entre Salgueiro (PE) e Missão Velha (CE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ano de 2012 promete ser um diferencial para a região Nordeste. É o ano em que serão inauguradas obras emblemáticas como o Canal de Transposição das águas do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina, e outros projetos como a refinaria de Fortaleza estarão em estado avançado. A região que teve durante tanto tempo investimentos e desenvolvimento sonegados por governantes anteriores, hoje cresce a passos largos graças à decisão do governo de dar aos nordestinos as mesmas oportunidades que têm os cidadãos das demais regiões do País, afirmou o presidente Lula ao visitar as obras da ferrovia Transnordestina. Ele percorreu os quase 16 quilômetros de linha concluída entre os municípios de Salgueiro (PE) e Missão Velha (CE), onde discursou após assinar contratação dos lotes 2 a 11 do trecho Missão Velha – Pecém (também no Ceará).

Confira aqui mais detalhes sobre a Transnordestina em nossa série especial sobre ferrovias.

http://blog.planalto.gov.br/categoria/destaques/ferrovias-destaques/

O presidente lembrou ao público presente que toda conquista foi obtida com “suor, lágrimas e sangue de muita gente neste País”, mas que tem valido à pena, porque o desenvolvimento brasileiro tem se dado de forma equilibrada, sem que nenhuma região tenha que deixar de ganhar para que outra ganhe. O segredo?

“Era preciso a gente colocar uma coisa que faltava na política brasileira, que era a paixão, que era a emoção, o coração, o compromisso assumido de verdade, não com palavras, mas olhando no olho de cada mulher, de cada homem, de cada criança. E todos nós juntos dizendo que era possivel a gente mudar as coisas.”

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:

Lula fez questão de lembrar que em seu primeiro discurso como presidente da República, em 2003, disse que queria garantir três refeições a todo povo brasileiro e que iria começar seu governo fazendo apenas aquilo que era necessário, para depois fazer o que fosse possível. “E depois, então, quando a gente menos esperasse, a gente estaria fazendo o impossível”, afirmou. “E isso aconteceu.”

O sucesso é resultado da arte de governo, planejar e assumir compromisso, definindo prioridades, disse o presidente, lembrando que o desenvolvimento equilibrado de todas as regiões do País vem acontecendo sem que nenhum estado esteja perdendo – pelo contrário. Todos estão recebendo investimentos em obras, universidades e geração de empregos.


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Trecho da ferrovia Norte-Sul no município de Colinas (TO) visitado pelo presidente Lula este ano. Foto: Edsom Leite/Ministério dos Transportes

Ferrovias
Na semana passada, durante cerimônia de encerramento da 36ª Reunião Ordinário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto, Lula comemorou o fato de o Brasil ter hoje três das principais obras no mundo em ferrovias -- Norte-Sul, Oeste-Leste e Transnordestina. O orgulho não é para menos. Os três projetos representam milhares de quilômetros de desenvolvimento e integração para o País, além de emprego e renda para milhares de trabalhadores, e terão continuidade no governo Dilma Rousseff, a partir de 2011, por representarem novos tempos para o Brasil em termos de transporte de carga, facilitando e barateando o seu custo.

Nesta segunda parte de nossa série especial sobre ferrovias, falaremos sobre essas três grandes obras ferroviárias que formam, nas palavras de Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), uma ‘espinha dorsal de peixe’ pelo País. Confira a segunda parte da entrevista com Figueiredo, em que detalha os três projetos.

Com extensão de 2.254 quilômetros -- ligando o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao município de Estrela d’Oeste, em São Paulo -- a ferrovia Norte-Sul se destaca no plano nacional de expansão da malha férrea nacional. Seu traçado foi retomado pelo governo do presidente Lula como prioridade no incremento do transporte nacional. Agora em dezembro será entregue o trecho até Anápolis (GO) e dado o início das obras entre a cidade goiana e Estrela d’Oeste (SP). Obra do PAC, a ferrovia teve R$ 5,02 bilhões em investimentos até o final deste ano e terá mais R$ 1,5 bilhão a partir de 2011 para entrar em operação em 2012.

Outro projeto considerado essencial para dar uma nova cara à malha ferroviária brasileira é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que começa a sair do papel ainda este mês. Para tanto o presidente Lula reservou em sua agenda uma data para participar da cerimônia de início das obras dos 1.490 quilômetros da linha férrea que ligará o porto privado de Ilhéus (BA) ao município de Figueirópolis (TO). As obras da Oeste-Leste já deveriam estar sendo tocadas há meses, mas a falta de licença ambiental para as obras no porto de Ilhéus atrasaram os planos.

Já a Transnordestina, sempre muito citada pelo presidente Lula em seus discursos, não só por sua importância estratégica no modal viário do País mas também como geradora de empregos e renda no Nordeste, terá um total de 1.728 quilômetros de extensão, cortando os estados de Pernambuco, Piauí e Ceará. O investimento total previsto no projeto é de R$ 4,45 bilhões.

Na próxima quarta-feira (15/12), o Blog do Planalto traz o terceiro post da série sobre Ferrovias, com mais uma parte da entrevista com Bernardo Figueiredo, da ANTT, sobre os estudos da Valec para viabilizar o trem de passageiros entre Brasília e Goiânia, um sonho antigo na região Centro-Oeste. Figueiredo explica também os motivos que levaram o governo a adiar para abril de 2011 o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), ligando as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.


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bom dia, MinistroO perfil socioeconômico das regiões Norte e Nordeste está mudando com a ampliação da malha ferroviária brasileira. Em uma parceria público privada, a construção das ferrovias Norte-Sul, Oeste-Leste e a Transnordestina está trazendo desenvolvimento para áreas empobrecidas, segundo afirmou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, no programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (9/9).

A partir de uma ferrovia de grande capacidade, nós estamos colocando naquela região uma infraestrutura que será capaz de estimular novos investimentos, fortalecer os investimentos existentes, promover o desenvolvimento econômico e o Nordeste precisava disso, assim como outras regiões do país que também, na área ferroviária estão sendo objeto de investimento do governo.

O ministro explicou que o governo federal está trabalhando para garantir investimentos no setor, de forma a garantir a expansão da malha ferroviária. O Brasil, lembrou, tem uma matriz de cargas onde há uma preponderância do transporte rodoviário sobre os outros tipos de transportes. Mas agora, em que o País está crescendo a um ritmo veloz, é preciso encontrar formas mais eficientes para escoar e deslocar sua produção. “E o transporte ferroviário se apresenta com uma condição incontornável. Nós temos que retomar, como já estamos fazendo, a prioridade nos investimentos ferroviários”, afirmou o ministro.

Durante o programa, o ministro afirmou ainda que trechos da BR-101 para Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte serão entregues até o final de 2010 e que o governo federal tem “na agenda, de Feira de Santana (BA) até Natal (RN), cerca de 1 mil quilômetros de trechos em obra ou em processo de licitação”.

Quanto às obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, que vai se realizar no Brasil, Passos lembrou que os planos estão em andamento, com a participação de diversas áreas, como os ministérios do Esporte e das Cidades.


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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

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No Palácio Itamaraty, presidente Lula discursa em homenagem a Vinicius de Moraes. Foto Ricardo Stuckert/PR

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Presidente Lula e o ministro Fernando Haddad visitam as instalações do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco, Salgueiro (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Sempre elogiando muito o ministro Fernando Haddad (Educação) e sua dedicação por incluir cada vez pessoas na educação fundamental, média e universitária e melhorar a qualidade do ensino oferecido, o presidente Lula fez um apelo aos jovens para que estudem e se qualifiquem profissionalmente, porque as oportunidades estão surgindo no País. Em discurso durante inauguração do campus Salgueiro do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco, disse ainda que quanto mais qualidade, formação e informação tiver o povo, mais poderosa e importante será a nação. “Não há razão para jovem ter preguiça ou desanimar”, afirmou.

Quero que os filhos dos pobres tenham no século 21 as chances que eu não tive no século 20. Quero que este País seja um País em que ninguém deixe de estudar porque não tem dinheiro. Aonde ninguém deixe de estudar porque é pobre, porque é negro, porque está desempregado. É obrigação do estado brasileiro de garantir a todos os seus jovens o direito de estudar, de se formar, e construírem uma vida tranquila.

O presidente, que lembrou aos presentes ter triplicado os recursos do Ministério da Educação (de R$ 20 bilhões para R$ 60 bilhões) lamentou o fato de os governantes anteriores não terem dado a devida atenção à educação, porque é o “investimento mais rentável possível, o que dá retorno mais rápido”. Um povo educado não exporta apenas matérias-primas como suco de laranja e minério de ferro, mas também conhecimento e inteligência, disse Lula.

Com isso em mente, afirmou, foi preciso mudar muita coisa no País, como por exemplo a lei criada em 1998 que proibia o governo federal de assumir a responsabilidade da educação por ensino técnico. O resultado não poderia ser melhor: com o fim da lei, o governo pode criar 214 escolas técnicas no País em oito anos – de 1909 a 2002, foram criadas 140.

O que está criado no Brasil é um paradigma. Antes entrava um governante, não fazia nada; entrava outro, não fazia nada. Antes não tinha referencial. Agora todos tem um referencial.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Todo o investimento em educação, associado a obras importantes como a transposição do rio Sao Francisco, a refinaria Abreu e Lima e a ferrovia Transnordestina, vai desenvolver o Nordeste como já deveria estar sendo feito há anos. “A gente está preparando o povo brasileiro e desenvolvendo as regiões que precisam”, afirmou Lula, citando outro dado importante que reflete o bom momento vivido pela região atualmente: a formação de doutores:

Quando chegamos ao governo, apenas 1,3% dos doutores formados no Brasil eram do Nordeste. Agora já são 9,5% dos doutores do Nordeste. A coisa mais importante é que este ano a maioria das pessoas formadas doutores foram mulheres – 51% contra 49% dos homens. Entao isso demonstra que começa a haver uma mudança no Brasil. Eu acho que vocês vão colher isso, leva pelo menos mais uns 10 anos para gente mudar radicalmente, talvez até um pouco mais. Nós começamos e não tem retorno.


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O Brasil sabe quais são suas prioridades em termos de infraestrutura e está tomando medidas concretas para adequar o País às necessidades que virão nos próximos anos, principalmente por conta de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (13/7) durante o lançamento do edital de concorrência do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Participaram da cerimônia diversos ministros e representantes de sete países interessados nas obras, entre outros. O presidente comemorou o interesse de outros países e afirmou que o Brasil está preparado para entregar essa e outras obras antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Grande parte da infraestrutura que estamos fazendo, nós queremos que ela esteja pronta até as Olimpíadas de 2016. Eu acho plenamente possível a gente inaugurar essas obras até 2016.

Vocês viram que terminou a Copa do Mundo na África do Sul agora e já começam aqueles a dizer “cadê os aeroportos dos brasileiros? Cadê os estádios brasileiros? Cadê os corredores de trem? Cadê os metrôs?”, como se nós fossemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Lula afirmou que o Brasil vive um momento excepcional, em que há um excesso de oferta de obras e falta de gente para tocá-las. No setor de transportes, por exemplo, citou grandes empreendimentos como as ferrovias Transnordestina e a Norte-Sul, que há anos estavam paradas ou avançando lentamente, e que agora finalmente estão com seus projetos em andamento como deveria ser. Lembrou ainda que o Brasil tinha parado de fabricar trilhos e dormentes, mas que vai retomar essa produção graças às muitas obras do sistema ferroviário para passageiros e carga que o País tem hoje. Com tudo isso, será possível enfim dotar o País de um sistema intermodal de transporte, que há décadas é prometido e só agora vem sendo realizado.

“O que queremos fazer neste País é uma espinha dorsal com ligação de ferrovias com um sistema intermodal de transporte, com boas rodovias, boas ferrovias, boas hidrovias. Isso está em curso, não é mais promessa. Está comprometido no PAC 1 e no PAC 2.”


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Para colocar a ferrovia Transnordestina nos “trilhos” -- um dos mais importantes empreendimentos do País -- o presidente Lula comandou, na manhã desta quinta-feira (14/1), reunião com os governadores Eduardo Campos (PE) e Wellington Dias (PI); os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes); o secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, João Santana; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; e, dirigentes do consórcio que tocará a obra. Após a reunião o ministro Nascimento e o governador Campos informaram que o projeto começa a ganhar forma. A expectativa é de que no mês de junho os trechos entre os estados de Pernambuco, Piauí e Ceará estejam em construção com o emprego de sete mil trabalhadores.



O governador pernambucano previu que os 300 quilômetros entre Trindade -- na divisa de Pernambuco e Piauí -- e Missão Velha, no Ceará, esteja concluído nos próximos meses. Com o cronograma estabelecido na reunião, segundo Campos, o presidente Lula planeja visitar os canteiros de obra na segunda quinzena de março. O governador prevê o término das obras em 2012.

A partir de agora, o projeto será motivo de reuniões mensais. Cada passo das obras, de acordo com o governador, será acompanhado pelo governo federal. Em fevereiro, logo após o carnaval, se dará a próxima avaliação sendo que, deste vez, contará com a participação do governador do Ceará, Cid Gomes, uma vez que o foco será os trechos no território cearense.


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