Ciente que para permitir o desenvolvimento econômico do país é necessário investir em obras de infraestrutura, o presidente Lula disse, nesta quinta-feira (23/12), em Petrolina de Goiás, que o Brasil, em seu governo, deu impulso ao setor ferroviário brasileiro, colocado num segundo plano pelos governos anteriores. Lula participou de cerimônia que assinatura de ordem de serviço para a construção de mais 667 quilômetros de malha da ferrovia Norte-Sul, que interligará Ouro Verde (GO) a Estrela D’Oeste (SP), cortando uma região produtora de grãos.
Lula lembrou que em seu governo esta ferrovia ganhou impulso. Ele relatou que entre os governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, foram construídos cerca de 300 quilômetros da malha. Porém, nos últimos oito anos, a Norte-Sul saiu de Açailândia (MA) e chega em Anápolis (GO) com cerca de 1,1 mil quilômetros. O presidente reconheceu que as obras sofreram atrasos em função de exigências fixadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
“As obras estão concluídas em 90%. Até abril a presidenta Dilma [Rousseff] estará aqui entregando o trecho até Palmas (TO)…”
Ouça aqui a íntegra do discurso:
O presidente informou também que o modal ferroviário na região Centro-Oeste permite o transporte de passageiros. Deste modo, segundo explicou, há expectativa por parte do governo sobre a possibilidade de grupos econômicos virem a investir neste meio de transporte. O Blog do Planalto, na série especial sobre ferrovias (ver aqui), informou que a Valec -- estatal para o segmento ferroviário -- promeve estudos de sobre a questão.
Para o presidente, as obras em ferrovias no país permitem o aquecimento do setor de construção de vagões e locomotivas. Conforme destacou, a indústria nacional está produzindo cerca de 100 vagões por ano. Antes da cerimônia houve a exibição de vídeo que ressalta a importância do governo Lula em alavancar o setor ferroviário.
O presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que antecederam o presidente Lula em discursos, informaram que as obras das ferrovias permitem a contratação de mão de obra local. Isso possibilita o aquecimento econômico regional. Juquinha explicou, por exemplo, que os macacões dos operários de uma construtora foram confeccionados na região. O ministro realçou o volume de recursos de sua pasta, bm como o fato do governo estar pagando em dia pelas obras concluídas.
Viajar de trem pelo País é o sonho de muitos brasileiros e está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Projetos como o Trem de Alta Velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo e investimentos em ferrovias com a Norte-Sul podem ajudar o Brasil a ter uma malha ferroviária respeitável nos próximos anos. A região Centro-Oeste, por exemplo, poderá ganhar um ramal de passageiros ligando as capitais Brasília (DF) e Goiânia, em trecho que seria ligado à ferrovia Norte-Sul. Estudos nesse sentido já estão em andamento pela Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias no País, afirmou Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na terceira parte da entrevista exclusiva concedida ao Blog do Planalto. Confira as partes anteriores da entrevista clicando no selinho deste post.
Bernardo Figueiredo explicou que a conclusão da Norte-Sul abre espaço também para o transporte de passageiros por trens. Segundo ele, a malha férrea representa 80% do investimento e as composições, 20%. Deste forma, com as linhas disponíveis, basta apenas que grupos econômicos entrem no empreendimento. O objetivo é promover a interligação de Brasília com a Norte-Sul e, por sua vez, permitir um ramal ligando a capital federal ao Rio de Janeiro. “É um eixo muito denso e com uma demanda muito forte. Será possível conectar Brasília à Norte-Sul com um custo baixo”, explicou, lembrando que o modelo de transporte ferroviário no Brasil existe desde o século 19, mas nunca foi posto em prática pelos governantes. Foi resgatado por decisão política do governo Lula.
Na conversa, o diretor-geral da ANTT conta também que a agência reguladora apresentou ao governo federal proposta de adiamento do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) para abril de 2011 por achar que existem outros grupos que podem entrar na disputa, tornando o processo ainda mais competitivo. Figueiredo explicou ainda que a decisão não vai atrasar as obras do ‘trem-bala’ e que a agência reguladora pretende equacionar questões referentes à licença ambiental nos próximos cinco meses. Segundo o executivo, o trem-bala deverá entrar em operação em 2016, quando ocorrerá os Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro. Para Figueiredo, o trem-bala será um divisor de águas no setor ferroviário de passageiros do País. Com o empreendimento, os aeroportos internacionais do Rio (Galeão), São Paulo (Guarulhos-Cumbica) e Campinas (Viracopos) ficarão mais atraentes e terão melhor aproveitamento. O de Campinas, por exemplo, poderá receber voos internacionais com os passageiros se deslocando para São Paulo e Rio de Janeiro por meio do ‘trem-bala’.
Na próxima quarta-feira (22/12), a última parte da série especial sobre ferrovias abordará a herança que a presidente Dilma Rousseff vai receber a partir do dia 1 de janeiro de 2011.
Trecho da ferrovia Norte-Sul no município de Colinas (TO) visitado pelo presidente Lula este ano. Foto: Edsom Leite/Ministério dos Transportes
Na semana passada, durante cerimônia de encerramento da 36ª Reunião Ordinário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto, Lula comemorou o fato de o Brasil ter hoje três das principais obras no mundo em ferrovias -- Norte-Sul, Oeste-Leste e Transnordestina. O orgulho não é para menos. Os três projetos representam milhares de quilômetros de desenvolvimento e integração para o País, além de emprego e renda para milhares de trabalhadores, e terão continuidade no governo Dilma Rousseff, a partir de 2011, por representarem novos tempos para o Brasil em termos de transporte de carga, facilitando e barateando o seu custo.
Nesta segunda parte de nossa série especial sobre ferrovias, falaremos sobre essas três grandes obras ferroviárias que formam, nas palavras de Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), uma ‘espinha dorsal de peixe’ pelo País. Confira a segunda parte da entrevista com Figueiredo, em que detalha os três projetos.
Com extensão de 2.254 quilômetros -- ligando o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao município de Estrela d’Oeste, em São Paulo -- a ferrovia Norte-Sul se destaca no plano nacional de expansão da malha férrea nacional. Seu traçado foi retomado pelo governo do presidente Lula como prioridade no incremento do transporte nacional. Agora em dezembro será entregue o trecho até Anápolis (GO) e dado o início das obras entre a cidade goiana e Estrela d’Oeste (SP). Obra do PAC, a ferrovia teve R$ 5,02 bilhões em investimentos até o final deste ano e terá mais R$ 1,5 bilhão a partir de 2011 para entrar em operação em 2012.
Outro projeto considerado essencial para dar uma nova cara à malha ferroviária brasileira é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que começa a sair do papel ainda este mês. Para tanto o presidente Lula reservou em sua agenda uma data para participar da cerimônia de início das obras dos 1.490 quilômetros da linha férrea que ligará o porto privado de Ilhéus (BA) ao município de Figueirópolis (TO). As obras da Oeste-Leste já deveriam estar sendo tocadas há meses, mas a falta de licença ambiental para as obras no porto de Ilhéus atrasaram os planos.
Já a Transnordestina, sempre muito citada pelo presidente Lula em seus discursos, não só por sua importância estratégica no modal viário do País mas também como geradora de empregos e renda no Nordeste, terá um total de 1.728 quilômetros de extensão, cortando os estados de Pernambuco, Piauí e Ceará. O investimento total previsto no projeto é de R$ 4,45 bilhões.
Na próxima quarta-feira (15/12), o Blog do Planalto traz o terceiro post da série sobre Ferrovias, com mais uma parte da entrevista com Bernardo Figueiredo, da ANTT, sobre os estudos da Valec para viabilizar o trem de passageiros entre Brasília e Goiânia, um sonho antigo na região Centro-Oeste. Figueiredo explica também os motivos que levaram o governo a adiar para abril de 2011 o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), ligando as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.
O Brasil mudou nos últimos anos porque há no País uma nova forma de governar, ouvindo a sociedade e prestando contas. Segundo afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (21/9) durante a inauguração do trecho Colinas do Tocantins-Palmas, da ferrovia Norte-Sul, e dos pátios multimodais de Palmas/Porto Nacional e Guaraí/Tupirama, o povo aprendeu seu papel de cobrar e participar das decisões. Já o governo pretende registrar em cartório tudo que foi feito como uma maneira de prestar contas:
Quando eu terminar o governo a gente vai poder fazer planos. Eu já pedi uma novidade que nós vamos criar no país: cada ministro vai ter que fazer uma prestação de contas, registrada em cartório, para que todo mundo que quiser saber o que foi feito de 2003 a 2010 tenha acesso ao que aconteceu e cada canto deste país. Porque a sociedade está mais sabida, mais esperta e vai cobrar mais.
Para Lula, não há possibilidade do País retornar ao passado, para o tempo das obras inacabadas e paralisadas, da falta de projetos. O povo, comemorou, “não é mais massa de manobra como era o povo de 30 anos atrás”:
Já não podem colocar alguém para mentir achando que o povo vai acreditar É preciso perceber que o povo está sabendo que quando escrevem uma coisa errada é mentira, que quando falam coisas erradas é mentira. Não tem mais aquele negócio de que deu na televisão é verdade – acabou. É verdade quando é verdade, mas o povo sabe quando é mentira.
Ouça a íntegra do discurso do presidente:
O presidente fez questão de falar sobre liberdade de imprensa, lembrando que sempre foi um de seus maiores defensores, por acreditar ser esta uma questão sagrada para a fortalecer a democracia. Mas ressaltou, porém, que a liberdade de imprensa significa “informar corretamente a opinião pública para fazer críticas políticas, e não liberdade para inventar coisas o dia inteiro”.
O trecho da ferrovia Norte-Sul, que liga os pátios multimodais de Colinas do Tocantins e de Palmas/Porto Nacional, tem extensão de 256 quilômetros e contou com investimentos de R$ 1,1 bilhão. Além do trecho concluído, o presidente entregou os pátios multimodais de Palmas/Porto Nacional e o de Guaraí/Tupirama para exploração comercial.
A ferrovia Norte-Sul foi projetada para promover a integração nacional, minimizando os custos de transporte de longa distância e interligando as regiões Norte e Nordeste às Sul e Sudeste. A integração ferroviária das regiões brasileiras contribuirá para a uniformização do crescimento autossustentável no país, na medida em que possibilitará a ocupação econômica e social do cerrado brasileiro e fortalecerá a infraestrutura de transporte necessária ao escoamento da produção agropecuária e agroindustrial.
Em cerimônia improvisada realizada na divisa de Goiás e Tocantins, o presidente Lula anunciou, de cima de uma cadeira – para que ele e o público pudessem “se ver e se conhecer” – que a ferrovia Norte-Sul chegará até Belém (PA) e que na próxima semana serão lançadas as obras da ferrovia Oeste-Leste, em um projeto que visa interligar todo o país por meio do sistema ferroviário.
Para mim é quase a realização de um sonho a gente ver uma ferrovia da magnitude da Norte-Sul prestes a acabar o seu primeiro trecho histórico. Essa obra foi lançada em 1987 e, em 17 anos, andou apenas 215 km. Quando eu assumi a Presidência, eu disse que era necessário a gente retomar as ferrovias existentes, tentar arrumar aquelas que foram privatizadas e que não estavam em uso e, ao mesmo tempo, tentar fazer um traçado para fazer novas ferrovias no Brasil.
Segundo Lula, a partir de 20 de dezembro, a Norte-Sul dará forma ao que ele chama de “espinha de peixe”, uma malha ferroviária que atravessa todo o País, com várias ferrovias ligando a Norte-Sul a outros estados. “Significa quase 6 mil quilômetros de ferrovia que nós pretendemos até 2012, 2013 terminar no Brasil”, afirmou.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Presidente Lula durante visita à fábrica de dormentes da Triunfo Iesa Infraestrutura S/A (TIISA) (Ferrovia Norte-Sul/TO) Foto: Ricardo Stuckert/PR
Para Lula, o investimento em ferrovias vai baratear o custo da produção nacional, vai beneficiar os empresário e vai “significar desenvolvimento, mais empregos, mais salário e mais poder de compra e a melhoria da qualidade de vida da população”.
Antes da cerimônia, o presidente fez um passeio de trem de Talismã (TO) até Goiás, onde participou da inserção dos trilhos de ligação da divisa entre os dois estados, ligados pela ferrovia Norte-Sul.
O Brasil não pode parar em ano eleitoral, porque senão sobra pouco tempo para trabalhar e entregar as obras que o País precisa, afirmou o presidente Lula nesta quinta/feira (16/9) durante cerimônia em Belém (PA) de divulgação de editais para recuperação de rodovias no estado. “As coisas precisam acontecer”, disse Lula, lembrando que a cada dois anos há eleições e assim, num mandato de quatro anos, sobram apenas dois anos úteis para trabalhar. Por isso tomou a decisão de não permitir que o processo eleitoral parasse o trabalho do governo:
“Num ano eleitoral, normalmente no Brasil, representante do Poder Executivo fica um pouco amarrado, porque a partir de julho não pode fazer convênio com cidade, estado, fica um pouco paralisado de fazer qualquer coisa. Eu tomei a decisão de não permitir que o processo eleitoral parasse o trabalho do governo. Uma coisa é as pessoas que disputam as eleições e outra coisa é a atuação do prefeito, do governador, do presidente da República.
Lula lembrou ainda durante seu discurso as muitas dificuldades que existem para se tocar obras no País. Da apresentação do projeto à execução e conclusão da obra, vai um longo caminho, de muitas interrupções por variados motivos – a ferrovia Norte-Sul, a transposição do rio São Francisco e a usina hidrelétrica de Belo Monte são alguns dos exemplos de projetos que penaram durante anos até finalmente verem suas obras engrenarem.
A culpa, disse o presidente, não é de ninguém individualmente. Cada instituição envolvida no processo de uma obra, do governo federal ao TCU, passando pelas prefeituras, Ministério Público, etc, interpreta a lei de seu jeito, contribuindo para paralisar tudo. “A culpa é de todos nós.” Nos últimos 25 anos, no entanto, a culpa foi da atrofia em investimentos em infraestrutura que o País sofreu, mas isso faz parte do passado. Hoje, o País tem dinheiro para as obras necessárias, e elas estão sendo tocadas.
Quem vier depois de nós vai ter muito mais facilidade de governar este País, porque o caminho está ‘picado’.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente em Belém (PA):
O perfil socioeconômico das regiões Norte e Nordeste está mudando com a ampliação da malha ferroviária brasileira. Em uma parceria público privada, a construção das ferrovias Norte-Sul, Oeste-Leste e a Transnordestina está trazendo desenvolvimento para áreas empobrecidas, segundo afirmou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, no programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (9/9).
A partir de uma ferrovia de grande capacidade, nós estamos colocando naquela região uma infraestrutura que será capaz de estimular novos investimentos, fortalecer os investimentos existentes, promover o desenvolvimento econômico e o Nordeste precisava disso, assim como outras regiões do país que também, na área ferroviária estão sendo objeto de investimento do governo.
O ministro explicou que o governo federal está trabalhando para garantir investimentos no setor, de forma a garantir a expansão da malha ferroviária. O Brasil, lembrou, tem uma matriz de cargas onde há uma preponderância do transporte rodoviário sobre os outros tipos de transportes. Mas agora, em que o País está crescendo a um ritmo veloz, é preciso encontrar formas mais eficientes para escoar e deslocar sua produção. “E o transporte ferroviário se apresenta com uma condição incontornável. Nós temos que retomar, como já estamos fazendo, a prioridade nos investimentos ferroviários”, afirmou o ministro.
Durante o programa, o ministro afirmou ainda que trechos da BR-101 para Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte serão entregues até o final de 2010 e que o governo federal tem “na agenda, de Feira de Santana (BA) até Natal (RN), cerca de 1 mil quilômetros de trechos em obra ou em processo de licitação”.
Quanto às obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, que vai se realizar no Brasil, Passos lembrou que os planos estão em andamento, com a participação de diversas áreas, como os ministérios do Esporte e das Cidades.
Com as obras de infraestrutura tocadas pelo governo federal, o Nordeste brasileiro vive um período de ouro. A avaliação foi feita pelo presidente Lula, nesta terça-feira (17/8), durante entrevista a emissoras de rádio de estados nordestinos. Para o presidente, as oportunidades criadas nos nove estados do Nordeste permitirão que dentro dos próximos dez anos a região esteja transformada. Lula apontou também um outro fenômeno: o processo de migração dos nordestinos para as regiões Sul e Sudeste se inverte. Agora, os nordestinos estão retornando para suas cidades de origem e, com isso, buscam investir em negócios.
Instigados pelos radialistas, o presidente respondeu a questões como críticas de políticos de oposição o governo federal sobre investimentos na região. Segundo Lula, um levantamento comparativo com os últimos 30 anos irá concluir que o seu governo destinou mais recursos para a região se somados os recursos destinados por seus antecessores. Atualmente, além da Ferrovia Transnordestina, estão em curso o canal do rio São Francisco, a Ferrovia Norte-Sul, dentre outros empreendimentos. Na próxima sexta-feira, a Petrobras deve concluir as negociações para as obras da refinaria no Ceará. Lula defendeu também um estaleiro para aquele estado.
Ouça aqui a íntegra da entrevista:
No Piauí, Lula acredita na possibilidade de uma reserva de gás igual a encontrada no Maranhão. O presidente informou que o rio Parnaíba deve contar com a construção de usinas hidrelétricas. “Eu acho que as coisas estão indo bem. Nos próximos 10 anos, quem vier para o NE não vai reconheçe-lo de tão bonito que ele vai ficar”, disse.
O presidente queixou-se do aparelho fiscalizador do Estado que impede a realização de obras [por parte do governo federal e informou que após as eleições irá trabalhar na conclusão de um marco regulatório. Segundo ele, se o então presidente Juscelino Kubstichek viesse a construir Brasília nos dias atuais enfrentaria problemas para tocar as obras.
Na mesma entrevista, Lula acusou a oposição de acabar com a CPMF como vingança. “O nosso adversário está com dificuldades. As vezes fica tentando dizer coisa. Na área de saúde, essas pessoas esquecem para se vingar não de mim, mas do povo pobre acabaram com a CPMF. Tiraram por pura vingança”, disse.
Em seguida, afirmou que durante seus dois mandatos deu o mesmo tratamento para governantes de situação e de oposição. Depois, comentou que desde os anos 80, quando atuou como dirigente sindical na região do ABC paulista até os dias atuais nunca verificou placas nas empresas anunciando contratação de mão de obra. “O Brasil está se consolidando com economia estável e crescente. É um processo que não tem retorno. Não tem volta”, afirmou.
Após a entrevista, Lula seguiu para Salgueiro, no sertão pernambucano. Lá, ele visita canteiro de obras da Ferrovia Transnordestina e fábrica de dormentes e brita, além de inaugurar campus do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco. No início da noite, Lula retorna a Petrolina para inaugurações de prédios da Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco).
O Brasil sabe quais são suas prioridades em termos de infraestrutura e está tomando medidas concretas para adequar o País às necessidades que virão nos próximos anos, principalmente por conta de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (13/7) durante o lançamento do edital de concorrência do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Participaram da cerimônia diversos ministros e representantes de sete países interessados nas obras, entre outros. O presidente comemorou o interesse de outros países e afirmou que o Brasil está preparado para entregar essa e outras obras antes dos Jogos Olímpicos de 2016.
Grande parte da infraestrutura que estamos fazendo, nós queremos que ela esteja pronta até as Olimpíadas de 2016. Eu acho plenamente possível a gente inaugurar essas obras até 2016.
Vocês viram que terminou a Copa do Mundo na África do Sul agora e já começam aqueles a dizer “cadê os aeroportos dos brasileiros? Cadê os estádios brasileiros? Cadê os corredores de trem? Cadê os metrôs?”, como se nós fossemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula afirmou que o Brasil vive um momento excepcional, em que há um excesso de oferta de obras e falta de gente para tocá-las. No setor de transportes, por exemplo, citou grandes empreendimentos como as ferrovias Transnordestina e a Norte-Sul, que há anos estavam paradas ou avançando lentamente, e que agora finalmente estão com seus projetos em andamento como deveria ser. Lembrou ainda que o Brasil tinha parado de fabricar trilhos e dormentes, mas que vai retomar essa produção graças às muitas obras do sistema ferroviário para passageiros e carga que o País tem hoje. Com tudo isso, será possível enfim dotar o País de um sistema intermodal de transporte, que há décadas é prometido e só agora vem sendo realizado.
“O que queremos fazer neste País é uma espinha dorsal com ligação de ferrovias com um sistema intermodal de transporte, com boas rodovias, boas ferrovias, boas hidrovias. Isso está em curso, não é mais promessa. Está comprometido no PAC 1 e no PAC 2.”
A ferrovia Norte-Sul, de Açailândia (MA) a Anápolis (GO), estará em operação até o final deste ano, afirma o presidente Lula em entrevista exclusiva ao Jornal do Tocantins publicada na edição desta terça-feira (23/3). Segundo Lula, a ferrovia contava em 2003, quando assumiu o governo, com apenas 215 quilômetros de trilhos, ligando Açailândia a Aguiarnópolis (TO).
Em sete anos, nós imprimimos um ritmo mais acelerado às obras, construindo mais 371 km, ligando Aguiarnópolis a Guaraí, também aqui no Estado. E estamos com obras em execução no trecho de 978,5 km, entre Guaraí e Anápolis (GO). No PAC-2, que vamos lançar ainda este mês, estamos incluindo a extensão da Norte-Sul de Anápolis até Estrela D’Oeste, no interior de São Paulo – mais 680 km –, o que vai permitir a ligação com a malha ferroviária paulista e, consequentemente, com o porto de Santos. Será beneficiada uma área de 1,8 milhão de km2, correspondendo a 21,8% do território brasileiro, onde vivem 15,5% da população. Com a Norte-Sul, estamos garantindo uma logística adequada ao escoamento da produção agropecuária e agroindustrial da região.
Lula disse também que o governo federal vem investindo em infraestrutura naquele estado. Segundo o presidente, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destina cerca de R$ 3 bilhões “só na infraestrutura logística (sistemas, vias e terminais de transportes) no período 2007-2010″.
Estes investimentos são realizados em todos os modais de transporte. No modal ferroviário, vamos concluir até o final deste ano todo o trecho da Norte-Sul no Tocantins e ainda chegar até Anápolis/GO. Será a viabilização de um corredor ferroviário que, junto com a Estrada de Ferro Carajás, terá mais de 2,2 mil km e permitirá o escoamento das cargas locais pelo Porto de Itaqui/MA. Já concluímos, no mês passado, o projeto básico da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que vai ligar a Norte-Sul, em Figueirópolis (TO), a Ilhéus (BA), com 1526 km de extensão. Sexta-feira, já vamos lançar, em Ilhéus, os editais para a contratação das empresas que vão construir os trechos da primeira etapa desta Ferrovia. Em relação às hidrovias, as obras nas Eclusas de Tucuruí serão concluídas e terão início as obras de derrocamento de pedrais no Rio Tocantins.
A dívida constitucional da União com Tocantins também foi abordada pelo jornal. O presidente explicou que o governo federal honra os compromissos de dívidas que tenham sido reconhecidas. Sobre as eleições em 2010 e a composição do palanque em Tocantins, Lula enfatizou que “precisamos separar quem está ao lado do nosso projeto nacional de mudanças e quem não está”.
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