Helicópteros patrulham região da selva amazônica durante Operação Poraquê, realizada em 2008. Foto: Arquivo
Uma operação conjunta entre a Marinha, o Exército e a Força Aérea vai mobilizar, a partir da próxima segunda-feira (23/5), aproximadamente 4,5 mil militares num importante exercício de simulação de guerra na Amazônia. Neste ano, as atividades da Operação Amazônia poderão ser acompanhadas pela internet. No site Amazônia o internauta obtém detalhes da operação. Os exercícios terminam no dia 3 de junho.
Batizada de “Operação Conjunta Amazônia 2011″, a iniciativa visa a manter a capacidade operativa das tropas na região, além de prestar apoio às comunidades ribeirinhas, por meio de ações cívico-sociais.
Os militares também prestam serviços médicos à população. Foto: Arquivo
Este é o nono exercício desse porte realizado na Região Amazônica desde 2002, com o objetivo de aprimorar o adestramento das três Forças para atuar, de forma coordenada e eficaz, em conflitos convencionais no ambiente de selva.
Ouça abaixo reportagem sobre a operação produzida pelo Ministério da Defesa.
Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general de Exército José Carlos De Nardi, manobras dessa natureza ajudam os militares a desenvolver novos métodos na área de logística e comunicações, bem como sedimentar doutrinas operacionais vitais para o emprego das Forças Armadas.
Aviões caça da FAB também participaram a Operação Poraquê, na Amazônia, em 2008. Foto: Arquivo
Este ano, a operação será desenvolvida em uma área de aproximadamente 800 mil quilômetros quadrados, abrangendo os municípios de Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Tefé, Coari, Japurá, Fonte Boa, Jutaí e Yauaretê.
Estima-se que pelo menos duas mil pessoas serão atendidas nas ações cívico-sociais promovidas, que servirão para fortalecer a presença do Estado e das Forças Armadas na região. Essas ações levarão atendimento médico e odontológico à população de localidades isoladas como Fonte Boa, Japurá e Yauaretê. Serão empregados navios hospitais da Marinha, além de militares dos corpos de saúde do Exército e da FAB, que atuarão utilizando a estrutura de saúde dos municípios envolvidos.
Navios da Marinha patrulharam os rios da Amazônia durante Operação Poraquê, realizada em 2008. Foto: Arquivo
De acordo com o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, órgão encarregado de planejar o emprego conjunto das Forças, as atividades relacionadas à Operação Amazônia começaram oito meses antes do início do deslocamento das tropas. Esse planejamento envolve o desenho de cenários de guerra e conflitos na Região Amazônica, bem como o emprego eficaz das Forças em forma integrada com outros órgãos federais e estaduais que atuam na região.
Além da operação na Amazônia, o Estado-Maior Conjunto planeja exercícios em outras regiões do país. Estão programadas para acontecer, até dezembro de 2011, operações conjuntas de intensificação da área de fronteira nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste.
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) divulgou, nesta quinta-feira (28/4), nota oficial referente às reivindicações de ex-soldados da Força Aérea Brasileira (FAB) que, por meio de uma associação nacional, promoveram manifestações na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A nota informa que o grupo de ex-soldados que pretende ser reintegrado à FAB não encontra “o devido respaldo jurídico”.
A seguir, a íntegra do documento oficial.
Nota Oficial: Reivindicações de ex-soldados da FAB
Em relação às reivindicações apresentadas pela Associação Nacional dos Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica, este Centro esclarece que:
Esse grupo de ex-soldados da Aeronáutica, que participou de processo seletivo entre os anos de 1994 e 2001, solicita reintegração à Força Aérea Brasileira (FAB), porém sem o devido respaldo jurídico. Importa destacar que a própria legislação vigente à época estabelecia limite máximo de seis anos para a prestação do serviço na condição de Soldado de Primeira-Classe, conforme descreve o Art. 25, § 5º, do Decreto nº 3.690, de 19 de dezembro de 2000, que substituiu o Decreto nº 880, de 23 de julho de 1993, mantendo exatamente os mesmos critérios:
“Art. 25. Poderá ser concedida prorrogação do tempo de serviço, mediante engajamento em continuação do SMI [Serviço Militar Inicial] ou reengajamento, por meio de requerimento do interessado à Diretoria de Administração do Pessoal (DIRAP), observado o seguinte:
§ 5º O Soldado-de-Primeira-Classe (S1) pode obter prorrogação do tempo de serviço, até o limite máximo de seis anos de efetivo serviço.”
Dessa forma, o processo de admissão e desligamento de soldados especializados do serviço ativo na FAB seguiu o princípio da legalidade e está embasado na legislação em vigor. O tempo máximo de permanência dos soldados no serviço ativo da instituição, especializados ou não, era, e permanece sendo, de seis anos.
Como ressaltado anteriormente, esse período estava disciplinado pelo Decreto nº 880, de 23 de julho de 1993, norma que vigorou até o ano 2000. Essa norma foi revogada pelo Decreto nº 3.690, de 19 de dezembro de 2000, atualmente em vigor e que mantém os mesmos critérios da norma anterior.
Nota-se, portanto, que a principal alegação dessa Associação é que o edital do concurso não fazia expressa referência ao limite de permanência no serviço militar. O Comando da Aeronáutica destaca que tal informação não precisava constar do edital, justamente porque está prevista no Art. 121, § 3o, da Lei nº 6.880/80, conhecida como Estatuto dos Militares, e aplicada pelas três Forças Armadas.
Por fim, torna-se oportuno divulgar que, dos cerca de 12.500 soldados-de-primeira-classe (S1) que ingressaram na FAB entre os anos de 1994 e 2001, mais de 4.000 permanecem na Aeronáutica por terem sido aprovados em concursos diversos da Força Aérea Brasileira.
Brasília, 27 de abril de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
CECOMSAER
Presidenta Dilma Rousseff, ex-presidente Lula, dona Mariza Gomes da Silva (viúva) e Josué (filho), assistem à cerimônia de encomenda do corpo de José Alencar por dom Dimas Lara Barbosa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rouseff e o ex-presidente Lula desembarcaram no início da noite desta quarta-feira (30/3) e seguiram para o Palácio do Planalto. Dilma e Lula se encontram no Salão Nobre para a cerimônia em homenagem ao ex-vice-presidente da República, José Alencar, morto ontem em São Paulo. Presidenta Dilma confirmou, na noite desta quinta-feira (31/3), viagem a Belo Horizonte para cerimônia que ocorrerá no Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas Gerais. O Blog do Planalto acompanhou as atividades que marcaram o velório de Alencar.
O caixão com o corpo do ex-vice-presidente foi transportado da Base Aérea de Congonhas, em São Paulo, num avião Casa da FAB. O féretro foi desembarcado por volta das 10h na Base Aérea de Brasília. De lá, o cortejo seguiu num carro do Corpo de Bombeiros até a rampa do Palácio do Planalto. O caixão subiu a rampa sob os ombros de seis cadetes das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica).
Em seguida aconteceu a celebração da missa de corpo presente pelo núncio Apostólico dom Lorenzo Baldisseri, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, e o bispo da arquidiocese de Brasília dom Waldemar Dalbelo. Após a missa, ministros, políticos e empresários apresentaram as condolências aos famíliares do ex-vice-presidente. Ato contínuo, o local foi aberto à vistação pública.
Agora à noite será celebrada outra missa [de encomendação do corpo] pelo secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa. O velório termina às 23h30. O corpo de José Alencar será traslado amanhã (31/3), por volta de 6h30, para Belo Horizonte (MG). Na capital mineiro, o velório acontecerá no Palácio da Liberdade, sede do governo estadual. Numa cerimônia com a participação apenas da família, o corpo será cremado na cidade de Contagem.
Os investimentos em segurança feitos pelo governo federal, em parceria com o Estado e a Prefeitura do Rio, no Complexo do Alemão e no Morro Dona Marta, são impressionantes e os resultados já começam a aparecer, afirmaram os senadores americanos John McCain e Jonh Barrasso, do Partido Republicano, que estiveram com a presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (10/1) no Palácio do Planalto (DF), em Brasília. McCain e Barrasso visitaram as comunidades cariocas e conheceram equipamentos como a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) neste último fim de semana. McCain lembrou a Dilma que esteve no Rio de Janeiro em 1957 e que, por isso, tem um carinho especial pela cidade.
Os parlamentares americanos ficaram cerca de uma hora com a presidenta Dilma e além do tema da segurança pública, conversaram também sobre energia, meio ambiente e defesa, mais precisamente a questão da compra de novos aviões-caça por parte do Brasil. Os dois representantes do Senado americano destacaram ainda a liderança regional e mundial do Brasil hoje e afirmaram que o País poderá receber grandes investimentos de empresas dos Estados Unidos na exploração do petróleo da camada pré-sal. Aos dois foi explicado como o Brasil pretende investir parte dos recursos do Pré-sal em áreas como Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia.
Na manhã desta segunda-feira (10/1), a presidenta Dilma recebeu telefonema do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, que a cumprimentou pela eleição e manifestou intenção de estreitar a relação entre os dois países. Os dois presidentes conversaram ainda sobre o projeto conjunto do foguete lançador de satélites Cyclone 4, instalado na base militar de Alcântara, no Maranhão.
Yanukovich ainda manifestou interesse de visitar o Brasil em maio e convidou Dilma para uma visita, ainda este ano, ao país do leste europeu. Não foram definidas datas, mas a presidenta deverá visitar ainda este ano o país vizinho Bulgária, terra de seu pai, Pedro Rousseff.
O presidente Lula agradeceu, nesta segunda-feira (20/12) a dedicação e os serviços prestados pelas Forças Armadas ao País durante os oito anos de seu mandato e afirmou que os novos oficiais-generais que se apresentaram hoje no almoço de fim de ano no Clube Naval, em Brasília (DF), encontrarão um Brasil muito diferente, mais dinâmico, socialmente justo e importante no cenário mundial. “Vocês encontrarão um País em que a autoestima da sociedade é do tamanho do território nacional”, disse o presidente, em seu discurso, lembrando alguns dos avanços conquistados, como a inclusão de milhões de brasileiros à classe média, o aumento real do salário mínimo, os muitos investimentos do governo em obras importantes como ferrovias, hidrelétricas e indústrias petrolífera e naval.
O presidente celebrou ainda o importante papel das Forças Armadas no desenvolvimento brasileiro, participando de ações humanitárias dentro e fora do País, e também no apoio à manutenção da ordem pública, como aconteceu no Rio de Janeiro, em que soldados da Marinha e do Exército foram convocados a pedido do governador Sérgio Cabral Filho para ajudar o estado do Rio de Janeiro a combater a criminalidade no Complexo do Alemão.
“A extensa lista de realizações da Marinha, Exército e Aeronáutica demonstra e reforça o papel imprescindível das Forças Armadas em nosso País. Somos afinal uma Nação que consolidou a democracia e reencontrou e fortaleceu a sua autoestima, crescemos ao mesmo tempo em que reduzimos as desiguladades entre as nossas regiões e nossa gente. O processo de transformação econômica e social de nosso País chama a atenção do mundo e nos inseriu de maneira soberana nos principais pólos globais.”
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:
Lula disse que agora deixará na Presidência da República uma sucessora que é legal e que vai tratar as Forças Armadas com carinho e respeito, e que tem a dimensão da importância que o Brasil representa hoje no mundo. “Tenho convicção de que esse País viverá dias extraordinários daqui para frente”, afirmou.
O presidente lembrou que o governo e as Forças Armadas enfrentaram muitas dificuldades, mas ainda assim conseguiram dar passos importantes para conquistar avanços, aproveitando para lembrar a entrega dos novos helicópteros EC-725 (Super Cougar) à Marinha, Exército e Aeronáutica.
“É importante destacar a estratégia nacional de Defesa, que simboliza a seriedade de nossos compromissos com as Forças Armadas brasileiras. Trata-se de uma iniciativa que possibilitou a toda sociedade brasileira participar do debate dos temas da Defesa. E que está viabilizando a reestruturação do Ministério da Defesa e a rearticulação e o reequipamento das três Forças Armadas.”
O governo federal está em contato direto com o governo do Rio de Janeiro e não medirá esforços para ajudar o estado a combater a onda de violência que já causou a morte de 32 pessoas, afirmou o presidente Lula em entrevista nesta quinta-feira (25/11), em Georgetown (Guiana), onde está para participar de reunião de Cúpula da Unasul. O Ministério da Defesa assinou hoje à noite a diretriz ministerial que garante o envio de 800 homens do Exército para a proteção das áreas que forem ocupadas pela polícia carioca, dois helicópteros da Força Aérea (FAB) e 10 blindados de transporte. Além disso serão fornecidos equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo, além de óculos para visão noturna.
“Não é humanamente explicável que 99% de pessoas de bem, trabalhadoras que querem viver em paz, sejam molestadas do jeito que está no Rio de Janeiro. Portanto, o Rio de Janeiro pode ficar tranquilo que nós estaremos 100% apoiando o Rio de Janeiro e o povo do Rio de Janeiro”, disse o presidente Lula após cerimônia em que foi homenageado na capital da Guiana.
Ouça a entrevista que o presidente Lula concedeu em Georgetown:
Esquadrilha da Fumaça promete surpresa para a apresentação deste ano no Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).
Tudo pronto para o início do desfile de 7 de setembro – palanques e arquibancadas montados, tropas ensaiadas, trabalhadores a postos. Entre as diversas atrações disponíveis ao público do desfile cívico da Independência, há expectativa especial para a apresentação da Esquadrilha da Fumaça.
O Esquadrão de Demonstração Aérea, conhecido como Esquadrilha da Fumaça, foi criado por iniciativa de instrutores de voo da antiga Escola de Aeronáutica, sediada no Rio de Janeiro. Em suas horas de folga, os pilotos treinam acrobacias em grupos para incentivar os cadetes a confiarem em suas aptidões e na segurança das aeronaves. Em 14 de maio de 1952, houve a primeira demonstração oficial.
De lá para cá, a Esquadrilha encanta adultos e crianças com suas manobras arriscadas e não será diferente amanhã, no desfile de 7 de setembro. Após a passagem das tropas em terra, os olhares se voltarão para o céu para a passagem de 28 aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), incluindo sete aviões T-27 Tucano. Além das tradicionais acrobacias, o Esquadrão promete surpreender o público com a passagem final, em que os aviões deixarão no céu da capital as cores do Brasil. Veja aqui as principais manobras da Esquadrilha.
A Esquadrilha da Fumaça é composta por 28 aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), incluindo sete aviões T-27 Tucano.
“No 7 de setembro, a Esquadrilha da Fumaça vai fazer uma apresentação especial, uma homenagem a toda nossa nação. O público verá um belo espetáculo com a fumaça colorida, expelida nas cores da bandeira nacional. Esperamos todos lá”, convida o major Alexandre, membro do Esquadrão.
Para ver outros textos da nossa série especial 7 de Setembro, clique no selo que abre este post.
A decisão do governo brasileiro sobre a compra de novos caças para a Força Aérea só será tomada após o Conselho de Defesa analisar as propostas, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (26/3) após encontro com o rei Carl Gustaf, da Suécia, no Palácio Itamaraty. O Brasil estuda propostas de empresas da Suécia, França e Estados Unidos.
Lula afirmou que, por estarmos num ano eleitoral, é preciso ter muito cuidado para discutir e decidir sobre o assunto, porque “uma coisa dessa envergadura não pode ficar à mercê de especulação política”, e disse ser natural o interesse do rei Gustaf na questão -- o mesmo acontece com os presidentes Obama e Sarkozy, que também defendem as empresas de seus países na disputa pelos caças.
Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida pelo presidente Lula após o almoço com o rei Carl Gustaf, da Suécia:
Para ler a transcrição da entrevista, clique aqui.O presidente afirmou que quanto mais se conversa, mais os preços vão caindo e as condições do negócio melhorando. Disse ainda que todos os concorrentes já sabem o que o Brasil quer: tecnologia, fabricação das aeronaves no País e, num futuro próximo, a exportação pelo Brasil desses aviões.
O presidente Lula também conversou com os jornalistas sobre ministros que sairão do governo para concorrer a cargos públicos nas eleições deste ano e sobre a convocação ou não do jogador Kaká para a Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo na África do Sul este ano.
Major Mark Lima Santos (esquerda) é um dos pilotos do avião presidencial e sempre faz um vôo de reconhecimento antes de levar o presidente da República nas viagens internacionais. Foto: Magno Romero/PR
Com 21 anos dedicados à Força Aérea Brasileira (FAB), o major Mark Lima Santos chegou à maioridade em sua profissão. Foi piloto e instrutor de caças, voou com aeronaves comerciais de pequeno e médio porte para ministros e autoridades de Brasília e desde 2005 é um dos três pilotos oficiais do Airbus A 319 CJ da Presidência da República, que leva o presidente Lula em suas viagens internacionais. O Blog do Planalto conheceu o major, carioca de 38 anos, na terça-feira (9/3) durante o voo para Tel Aviv (Israel) da equipe que vai preparar os detalhes da visita de Lula ao Oriente Médio – a partir deste domingo (14/2), ver aqui – e resolveu saber um pouco mais sobre o seu trabalho.
A presença do major Mark nesse voo preparatório a Tel Aviv tem por objetivo conhecer a rota e os procedimentos tomados pelos pilotos, os possíveis obstáculos e dificuldades do trajeto, e os avisos que os pilotos recebem das torres de comando pelo caminho. Ele retornou ao Brasil na mesma aeronave (um Boeing 737), logo após o desembarque da equipe de apoio avançado (o Prescav), e trará o presidente Lula a Israel conhecendo de antemão o trajeto e seus procedimentos usuais e os eventuais pontos críticos.
“Nosso enfoque nesse reconhecimento que fazemos é a segurança. Conferimos toda a rota, principalmente na hora do pouso – do começo da descida ao corte do motor já em solo”, diz o major, destacando que um dos pontos centrais a ser observado é o relevo em torno do aeroporto onde pousará o avião presidencial. “Em Tegucigalpa (Honduras), por exemplo, a pista tem muitas montanhas em volta, é uma ‘panela de morros’ e o tráfego lá é diferente, é preciso muita cautela para pousar. Sem o reconhecimento prévio, fica ainda mais difícil.”
Mark sempre quis ser piloto de caça e nunca imaginou que um dia estaria voando com o presidente da República de seu país. Mas depois de atingir a excelência em aeronaves como o Xavante e o AMX A1, resolveu tentar algo diferente. Foi para Brasília em 2003 e se incorporou ao Grupo de Transporte Especial (GTE) da Aeronáutica, onde passou a atuar no segundo esquadrão pilotando aeronaves para o transporte de ministros e outras autoridades federais. Em 2004, fez um curso de Airbus na TAM, foi incorporado ao primeiro esquadrão do GTE para fazer voos presidenciais (só os melhores e mais experientes são escolhidos) e, em janeiro do ano seguinte, estava entre os três pilotos escalados para ir a Hamburgo, na Alemanha, buscar o recém comprado Airbus A 319 CJ da Presidência.
O primeiro voo com o presidente Lula foi realizado logo que o avião chegou ao Brasil, numa viagem a Tabatinga (AM). O major Mark diz que não sentiu o peso da responsabilidade nem foi preciso tomar cuidados extras de segurança.
Na aviação militar, a gente já tem uma doutrina que preza muito a segurança. Esse é o nosso foco. Estamos sempre preparados para o reves, mas também para evitá-lo.
Sobre o presidente Lula, o major Mark afirma que é simpático, sempre cumprimenta todo mundo, gosta de ver a paisagem da cabine e sempre pergunta sobre o vento, se está contra ou a favor, porque isso influi no tempo da viagem. “Ele prefere que esteja a favor, porque sempre quer chegar o quanto antes nos eventos”, diz.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem a Israel.
O presidente da República em exercício, José Alencar, afirmou estar muito honrado em participar da cerimônia de início das obras do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR) em Lagoa Santa (MG), por ser mineiro e estar no evento em Minas Gerais justamente quando assume a Presidência, enquanto o presidente Lula cumpre agenda no exterior.
As novas instalações da Força Aérea Brasileira (FAB) terão área de cerca de 700 mil metros quadrados para a capacitação de oficiais em controle de tráfego aéreo, meteorologia e comunicações, entre outros. O investimento feito pela FAB foi de R$ 216 milhões.
Para ouvir a íntegra do discurso do presidente em exercício durante a cerimônia, clique aqui:
Criado em 1983, o CIAAR formou 600 profissionais em 2009, nas áreas de medicina, engenharia e jornalismo, entre outras especialidades.
Ontem (22/2), o presidente em exercício participou da entrega do 47º Troféu Guará, na capital mineira, que fez do clube de futebol Cruzeiro o grande vencedor da noite. Criado pela Rádio Itatiaia em 1962, o prêmio homenageia os melhores do futebol mineiro.
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