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Quando assumiu o comando da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Alexandra Reschke iniciou um processo de redemocratização do uso do bem público, regularizando áreas que eram motivo de conflito -- prédios, casas e terrenos públicos. Foi a SPU que liderou o processo de demarcação contínua das terras indígenas na reserva Raposa Serra do Sol (RR) e assegurou também recompensa aos pequenos produtores rurais da região que tiveram suas terras entregues às comunidades indígenas da região.

Esta semana, Reschke entregou títulos a 26 famílias em Xapuri (AC), que viviam do extrativismo de borracha até o assassinato do líder seringueiro Chico Mendes em 1988 e recebeu do presidente Lula a missão de resolver o conflito por terra dos índios da etnia guarani no Mato Grosso do Sul.

Conversamos com Alexandra Reschke que comanda nesta segunda-feira (25/4) uma reunião dos superintendentes da SPU de todo o País para tratar da gestão estratégica cujo tema é “Legado que faça a diferença”. A ideia é fazer um balanço das atividades desenvolvidas nos dois mandatos do presidente Lula.


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Presidente Lula entrega prêmio ao representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, um dos vencedores da terceira edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula entrega prêmio ao representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, um dos vencedores da terceira edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante cerimônia de entrega dos prêmios da 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, o representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, chamava atenção não só pelo enorme cocar que ostentava mas também pela felicidade estampada no rosto. O motivo era a “borracha do índio”, projeto que ele integra com mais 580 índios e seringueiros e que foi um dos premiados durante o evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O Encachauado é a cara do seu povo, afirma Albuquerque, “já que respeita o nosso jeito de não juntar dinheiro”, disse ele. O pesquisador da Universidade Federal do Pará, professor Francisco Samonek reforça o coro: “esse projeto respeita o tempo, a cultura e as necessidades dos povos que o integram”.

O Encachauado moderniza sistema artesanal de beneficiamento do látex, garantindo o aumento de renda para as duas populações envolvidas e funciona em quatro estados da Amazônia.

Conheça aqui os oito objetivos do milênio, instituídos pela ONU em 2000.

Na presença de autoridades, artesãos e técnicos, o indígena falou sobre o aprimoramento da borracha como técnica social para agregar valor à borracha, transformando o látex em mais de vinte produtos, entre os quais, porta-lápis, embalagens e até mesmo transformando as pinturas dos rostos dos índios em estampas de camisetas.

No Auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarãe, foram premiadas as 20 práticas desenvolvidas por prefeituras e organizações da sociedade civil, avaliadas por um comitê técnico de especialistas nos ODM, pré-selecionadas e escolhidas por um júri especial, com base nos seguintes critérios: contribuição para o alcance dos ODM; impacto no público atendido; participação da comunidade; existência de parcerias; potencial de replicabilidade; e complementaridade e/ou articulação com outras políticas públicas.


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