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A presidenta Dilma Rousseff deverá cumprir agenda de trabalho em Nova York, Estados Unidos, nos próximos dias. Prevista para ocorrer entre 17 e 23 de setembro, a missão presidencial tem como objetivo a participação de Dilma Rousseff no debate geral da 66ª sessão da Assembleia Geral da ONU – onde será a primeira mulher a abrir o debate, tarefa que cabe tradicionalmente ao Brasil. Ainda nos EUA, a presidenta participará de eventos promovidos pelas Nações Unidas e instituições privadas e de encontros bilaterais com chefes de Estado e de Governo.

O anúncio foi feito pelo porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, em briefing concedido à imprensa no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (15/9). De acordo com Baena, a partida da comitiva presidencial em direção a Nova York deve ocorrer no próximo sábado (17/9), com chegada prevista para o domingo (18/9).

O primeiro evento de que Dilma Rousseff participa, na segunda-feira (19/9), é a abertura da Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas Não-Transmissíveis. Segundo Baena, a reunião pretende tratar da prevenção e do controle de doenças não-transmissíveis em todo o mundo, em especial dos países em desenvolvimento. Ainda na segunda, a presidenta marca presença no Colóquio de Alto Nível sobre Participação Política de Mulheres.

Na terça-feira, a presidenta Dilma mantém encontros bilaterais com os presidentes dos Estados Unidos da América, Barack Obama, e do México, Felipe Calderón. No mesmo dia, participa do lançamento da Parceria para o Governo Aberto, iniciativa multilateral que visa a assegurar os compromissos dos governos junto aos cidadãos. O último compromisso do dia é um jantar em que a presidenta recebe o Prêmio por Serviço Público, oferecido pelo Woodrow Wilson International Center for Scholars. A premiação é concedida a líderes que tenham trabalhado em prol do aprimoramento da qualidade de vida em seus países e fora deles.

O dia seguinte começa com audiência concedida ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e com a abertura do Debate Geral da 66ª Assembléia-Geral das Nações Unidas. Na parte da tarde, a presidenta participa de outros dois encontros bilaterais, com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

A missão presidencial termina com a participação de Dilma Rousseff em duas Reuniões de Alto Nível, no dia 22. A primeira é sobre Segurança Nuclear e tem como pano de fundo o acidente de Fukushima. O evento será voltado para discussões sobre como elevar o comprometimento político com o aprimoramento da segurança nuclear e sobre preparação contra desastres nucleares. A segunda reunião é sobre Diplomacia Preventiva. À noite, a comitiva presidencial parte para Brasília, com previsão de chegada para a manhã de sexta-feira (23/9).


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A partir de amanhã, presidenta Dilma responderá a pergunta de leitores de 170 jornais brasileiros e dos Estados Unidos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Arquivo

A partir desta terça-feira (8/2), os leitores de diversos jornais brasileiros terão acesso à coluna Conversa com a Presidenta, espaço onde a presidenta Dilma Rousseff responderá semanalmente perguntas enviadas por leitores de jornais cadastrados. Até agora, 170 veículos se cadastraram junto à Secretaria de Imprensa da Presidência da República, sendo 104 de veiculação diária, sete bissemanais, dois trissemanais e outros 57 semanais, quinzenais ou mensais.

Ao todo, os jornais inscritos estão localizados em 122 municípios – 22 são capitais –, de 25 estados mais o Distrito Federal. Uma das publicações circula nos Estados Unidos. Os jornais recebem exatamente o mesmo material em formato de pergunta e resposta. A coluna tem formato livre, mas deve ser identificada pelo cabeçalho: Conversa com a Presidenta.

Os jornais que passam a publicar a coluna todas as terças-feiras devem enviar semanalmente as perguntas dos leitores para a Secretaria de Imprensa, que selecionará três questões por semana, entre todas aquelas recebidas, para serem respondidas pela presidenta. Os leitores devem ser identificados com nome completo, idade, ocupação e cidade de residência. A coluna será encaminhada aos jornais cadastrados às segundas-feiras para ser publicada na edição do dia seguinte.

A coluna estará à disposição dos veículos de comunicação não-cadastrados e ao público em geral no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República e no Blog do Planalto às terças-feiras, depois de publicada pelos jornais impressos cadastrados. Os jornais interessados em receber a coluna devem preencher o cadastrado que se encontra no site, no ícone Informe da Hora, e encaminhá-lo para o e-mail regional.imprensa@planalto.gov.br.


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Agenda presidencial O dia de trabalho da presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (7/2), terá início com despacho interno no Palácio do Planalto. Depois, a presidenta comanda a reunião de coordenação, seguida por despacho com assessores em seu gabinete.

Na parte da tarde, de acordo com a agenda de trabalho, a presidenta Dilma recebe o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Em seguida, Dilma Rousseff concede audiência ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, Timothy Geithner.

No fim do dia, a presidenta tem reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


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No interior da UTE Euzébio Rocha, em Cubatão, presidente Lula pede a Barack Obama que sinalize para as negociações sobre decisão da OMC. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

No interior da UTE Euzébio Rocha, em Cubatão, presidente Lula pede a Barack Obama que sinalize para as negociações sobre decisão da OMC. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Do interior da UTE Euzébio Rocha, em Cubatão (SP), o presidente Lula pediu ao presidente dos EUA, Barack Obama, para que coloque “as pessoas para negociarem rapidamente, pois o Brasil não tem interesse em confrontação com os Estados Unidos”. Lula fez este apelo ao término do discurso que marcou a cerimônia da inauguração da térmica para explicar as notícias sobre as retaliações do governo brasileiro aos produtos norte-americanos importados por empresas nacionais.

“A decisão OMC permite ao Brasil criar dificuldades para determinados produtos americanos aqui no Brasil. Então, o que nós estamos fazendo não é uma política de retaliação. O que estamos fazendo é dizendo aos EUA que não importa o tamanho de cada um de nós. Somos soberanos e queremos ser respeitados e que a OMC seja respeitada”, explicou.


Lula enfatizou que há sete anos o Brasil vem atuando no âmbito da OMC para que sejam tomadas medidas contra os subsídios dados pelo governo norte-americano aos produtores de algodão daquele país. Para o presidente brasileiro, estes incentivos prejudicam os produtores africanos de colocarem o mesmo produto nos mercados dos EUA e da Europa. Segundo Lula, o Brasil tem um cenário favorável para produzir algodão e fazer com que o produto seja competitivo em relação os países como EUA, China e Alemanha, mas enfatizou que “está na hora de dar uma chance para um pequeno produtor africano”.

Assim, segundo o presidente, as instituições multilaterais serão respeitadas. Para Lula, se os Estados Unidos tivessem assinado a proposta de acordo na rodada de Doha, em 2008, esta situação não estaria acontecendo.”Estamos dizendo para os americanos: cumpram com suas obrigações que nós cumpriremos com as nossas”.


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Os presidentes Lula e Sarkozy apresentaram hoje em Paris a "Bíblia climática" de Brasil e França para a reunião da ONU sobre clima que acontece em dezembro em Copenhague. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os presidentes Lula e Sarkozy apresentaram hoje em Paris a "Bíblia climática" de Brasil e França para a reunião da ONU sobre clima que acontece em dezembro em Copenhague. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Brasil e França apresentaram neste sábado, em Paris, um documento conjunto em que se comprometem trabalhar para conseguir resultados ambiciosos na reunião da ONU sobre clima (COP 15) que acontece em dezembro, na capital dinamarquesa Copenhague. Além disso, os dois países vão pressionar Estados Unidos e China para que sejam mais ousados em suas propostas de redução de emissão de gases do efeito estufa.

Em declaração à imprensa feita hoje ao lado do presidente francês Nicolas Sarkozy, o presidente Lula afirmou que americanos e chineses não podem fazer um acordo bilateral – numa espécie de G2 – com base apenas nas realidades políticas e econômicas de seus países, “sem se importar com a responsabilidade que temos que ter com o conjunto da humanidade, pobres e ricos, norte e sul”.

O documento apresentado hoje em Paris foi chamado por Lula de “Bíblia climática” e, segundo o presidente brasileiro, pode servir de paradigma nas discussões climáticas em Copenhague nos próximos dias 16 e 17 de dezembro.

Ouça aqui a íntegra da declaração de Lula à imprensa:

Para ler, clique aqui.

Lula reafirmou que o Brasil não está brincando com o assunto, lembrando que o compromisso brasileiro de reduzir em quase 40% suas emissões até 2020 é dos mais ousados – só a diminuição em 20% das emissões relativas ao desmatamento na Amazônia equivale, lembrou o presidente brasileiro, à proposta que o presidente Barack Obama está enviando ao Congresso americano.

É importante ver que o Brasil não está brincando na questão do clima, estamos assumindo compromissos factíveis, verdadeiros, e achamos que pelas caracteristicas do Brasil podemos ajudar que o mundo reflita com mais seriedade e serenidade sobre os riscos que nós mesmos estamos causando à humanidade.

O página da Presidência da França na internet também publicou nota sobre a divulgação do documento climático pelos presidentes Lula e Sarkozy – aqui em francês e aqui em inglês.

O presidente Lula falou também sobre o julgamento do ex-militante italiano Cesare Battisti no Supremo Tribunal Federal (STF). Perguntado sobre a possibilidade de Battisti fazer greve de fome em protesto contra sua extradição para a Itália, Lula disse:

Se eu fosse o Battisti, eu não faria greve de fome. Eu fiz greve de fome, é ruim. Eu fiz seis dias, não aconselho ninguém a fazer. Eu acho que o presidente da República do Brasil pouco pode fazer quando o processo está na mão da instância superior da Justiça brasileira. O processo do Battisti está no STF e eu tenho que esperar a decisão da Suprema Corte para saber se sobra alguma coisa para a Presidência da Repúlica fazer.


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