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Mais do que empregar nove mil trabalhadores para a construção de um navio – 3 mil diretos e 6 mil indiretos – a retomada da indústria naval brasileira pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Promef trouxeram para o Brasil uma perspectiva de continuidade na geração desses empregos, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Alex Santos.

Nos anos anteriores, quando se lançava um navio, nós costumávamos dizer que, junto com ele, três mil trabalhadores eram lançados ao mar, porque gerava desemprego. Hoje em dia eles têm uma perspectiva de continuidade: lança-se um navio, e há outro na carreira para ser lançado novamente.

O renascimento da indústria naval brasileira vem transformando a vida de muita gente. Como a do casal Suelen e Gilson. Ela, após um curso profissionalizante, se tornou soldadora, profissão que exibe com orgulho. “Minha vida agora é muito melhor”, diz, com orgulho. “Antes eu não tinha garantia nenhuma de emprego. Agora, mesmo entregando um navio, sabemos que há outros para serem construídos e que o emprego da gente está garantido.”

Gilson, ex-cobrador de ônibus, trabalha há quatro anos na indústria naval e hoje é encarregado da produção. Para ele, uma das grandes vantagens da profissão é a possibilidade de crescimento. “Mudou praticamente tudo na minha vida. É daqui que levo meu sustento, é daqui que estou conseguindo comprar o meu carro. Graças a Deus estou conseguindo o que eu tinha almejado antes. Aqui só não aprende e cresce se você não quiser.”

Gilson e Suelen trabalharam na construção do porta-contêiner Log–In Jatobá, lançado ao mar nesta segunda-feira (25/10) em cerimônia que contou com a participação do presidente Lula e da primeira-dama Marisa Letícia, que foi a madrinha do navio. Seu custo total foi de R$ 152,9 milhões, sendo R$ 137,6 milhões financiados pelo Fundo da Marinha Mercante.

O Log-In Jatobá é a segunda embarcação de uma série de cinco porta-contêineres encomendados pela empresa Log-In ao EISA. Quando em operação, os novos navios deverão ampliar em 300% a capacidade do serviço de navegação costeira da empresa. O primeiro navio foi o Log-In Jacarandá, entregue há cinco meses. De acordo com empresa, a construção de cada embarcação emprega, direta ou indiretamente, cerca de 3 mil pessoas.


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Presidente Lula visita o dique seco do Pólo Naval de Rio Grande (RS). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com pouco mais de dois meses de mandato pela frente, o presidente Lula está feliz por ver muitos de seus sonhos sendo concretizados. Em evento realizado em Rio Grande (RS) para inauguração do Pólo Naval da cidade, o presidente lembrou que poucos acreditavam ser possível fazer grandes investimentos no Brasil, como produzir navios e plataformas em estaleiros nacionais. O certo, lembrou, era importar tudo, numa demonstração de descrença na capacidade dos engenheiros brasileiros. Mas isso é passado: agora, a confiança foi retomada. Os investimentos voltaram, e com eles, as grandes obras.

Aqui tem grandes empresários, e eles sabem do que eu estou falando. Muitos empresários brasileiros estavam percorrendo o mundo para fazer obra lá fora, porque não tinha mais obras dentro do Brasil. Engenheiros se formavam e iam trabalhar de analistas financeiros porque não tinha mais emprego na engenharia brasileira.

Lula lembrou aos presentes que a falta de investimentos fez o Brasil perder muitos escritórios de engenharia, da década de 1980 para cá – de 50 mil para cerca de 8 mil escritórios. As grandes indústrias como a naval e ferroviária foram sucateadas e abandonadas. O País, que chegou a ter 50 mil trabalhadores na indústria naval na década de 1970, tinha apenas 1.900 trabalhadores quando o presidente chegou ao Palácio do Planalto em 2003. “Quem dirigia este País tinha tomado a decisão de que nós não tínhamos competência para fazer o que estamos fazendo agora”, afirmou.

O presidente aproveitou a oportunidade para comemorar os dados divulgados nesta quinta-feira (21/10) pelo IBGE sobre o desemprego no País em setembro, que se revelou o mais baixo da história, e a renda do trabalhador, que voltou a subir. “Este ano, só por conta do 13o salário, R$ 102 bilhoes serão injetados na economia brasileira”, frisou Lula.

É esse o País que vamos deixar depois de oito anos de mandato. Daqui para frente, vocês não podem mais andar de cabeça baixa. Trabalhador não foi feito para bater palma pra político, trabalhador pode ser um político, pode ser o presidente da República.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

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O batismo de um gigantesco navio-plataforma construído em estaleiro brasileiro ou a ampliação de um importante centro de pesquisas como o Cenpes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), são frutos de uma mesma decisão: não considerar investimentos em educação, ciência e tecnologia como ‘gastos’. Injetar dinheiro público nessas áreas é um dever do Estado, porque melhora a vida da população, gera emprego e renda e promove o desenvolvimento industrial do País. O presidente Lula fez questão de frisar isso nesta quinta-feira (7/10) durante cerimônia que marcou a inauguração do Cenpes no campus do Fundão da UFRJ e após participar de reunião de balanço da comunidade científica e tecnológica.

“Hoje é mais um dia especial que eu vivo no exercício do mandato de presidente da República”, afirmou. “Vivemos uma fase em que estamos colhendo aquilo que foi plantado há algum tempo atrás. E como nós plantamos esperanças, nós estamos colhendo agora coisas muito importantes para o futuro do Brasil.”

Entre as decisões tomadas pelo governo que permitiram uma boa colheita neste final de 2010 estão o aumento do orçamento do Ministério da Educação de cerca de R$ 20 bilhões (em 2003) para mais R$ 70 bilhões (este ano) e o desafio feito ao Ministério de Ciência e Tecnologia de construir uma ampla proposta para o setor, que resultou no PAC da Ciência e Tecnologia, com mais de R$ 40 bilhões de investimentos previstos – e cada centavo, lembrou o presidente, foi devidamente encaminhado para projetos diversos, sob coordenação do ministro Sérgio Rezende e participação de cientistas e pesquisadores do Brasil inteiro (de universidades, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e instituições privadas).

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente Lula também lembrou aos presentes que a ampliação do Cenpes também é fruto de importante decisão de governo, a de investir recursos no desenvolvimento da indústria petrolífera brasileira. Nada de importante plataformas e navios-sondas: mesmo pagando um pouco mais caro, a Petrobras foi orientada a contratar os equipamentos a indústrias nacionais.

Às vezes a empresa ganhava US$ 100 milhões ao comprar navio ou plataforma em Cingapura. A pergunta que a gente fazia era: compensa a Petrobras ganhar 100 milhões e a gente matar a engenharia da indústria petrolífera deste País ou matar a engenharia da indústria naval? Ganhar 100 milhões importando uma plataforma e ver milhares de trabalhadores desempregados neste País?

E nós tomamos a decisão: a Petrobras vai pagar um pouco mais caro para ter componente nacional, mas o povo brasileiro vai sorrir mais, vai trabalhar mais, vai ganhar mais e virar mais cidadão. Hoje tenho a convicção, se eu tiver que morrer agora, eu morreria tranquilo, porque valeu a pena a gente acreditar no fortalecimento da indústria nacional, na formação de mão de obra nacional e geração de emprego e renda neste País.

Em entrevista coletiva após a cerimônia, o presidente Lula afirmou que a ampliação do Cenpes “coloca a Petrobras como a empresa detentora do centro de pesquisa mais importante de todo o Hemisfério Sul”, o que o deixava muito orgulhoso.

Acho que este Centro coloca a Petrobras em uma situação vantajosa, na disputa tecnológica com outras concorrentes. Acho que o estado do Rio de Janeiro ganha, de forma extraordinária, com a consagração deste Centro aqui. E eu penso que nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil não quer ser mais um país de terceira categoria, que o país não quer ser um país mais subdesenvolvido, que o país não quer ser apenas mais um país emergente, e que nós queremos ser um país altamente desenvolvido e queremos participar do bloco dos países mais ricos do mundo, se Deus quiser. E isso acontecerá, segundo o Banco Mundial, até 2016, se a gente continuar no ritmo que nós estamos agora. Então, eu estou feliz com tudo que está acontecendo.


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O ano de 2002 ficará marcado na história do município de Angra dos Reis, a 150 quilômetros do Rio de Janeiro, como o marco de renascimento da indústria naval, setor que hoje emprega cerca de oito mil trabalhadores e é responsável por alavancar a economia local. O Blog do Planalto conversou com o prefeito Artur Otávio Scapin Jordão, o Tuca Jordão, 42 anos, que comemora os bons resultados e pede mais investimentos para o setor.


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O navio-plataforma P-57, da Petrobras, tem 312 metros de comprimento, 105 de altura e 56 de largura. Quando estiver em operação no campo de Jubarte, entre o Rio e Espírito Santo, contará com 110 profissionais a bordo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil plantou a semente para recuperação da indústria naval, que desde a década de 1970 não recebia investimentos e não era tida como importante para movimentar o mercado interno, gerando emprego e desenvolvimento, afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (7/10), em Angra dos Reis, na cerimônia de batismo da plataforma P-57.

A primeira coisa que a gente teve que fazer foi despertar o espírito de nacionalismo nas pessoas, a gente gostar um pouco mais desta bandeira verde-amarela e, gostando dela, aprendemos a gostar mais da gente, a acreditar mais na gente. Nessa plataforma, mais de 60% da produção foi brasileira; nas próximas podemos pensar em 70 por cento, 80 por cento, e daqui a pouco podemos pensar em uma plataforma 100 por cento brasileira. Se lançarem o desafio, nós podemos fazer.

Lula ressaltou ainda a importância de se investir e valorizar a capacidade produtiva e intelectual da população local, de forma a nacionalizar a produção e trazer os benefícios e desenvolvimento para dentro do País. Segundo o presidente, sem exercitar as capacidades intelectual e profissional de sua gente, um País acaba sendo tratado como insignificante.

Cada plataforma que agente fizesse lá fora, cada emprego que a gente fizesse lá fora, quantos adolescentes a gente estaria permitindo que fossem encaminhados para a criminalidade neste país por falta de perspectiva de estudo, por falta de perspectiva de trabalho?

O navio-plataforma P-57 ganhou o nome de Apolônio de Carvalho, importante líder político da esquerda brasileira. Sua viúva, Renée de Carvalho, 91 anos, foi homenageada como a madrinha da embarcação. Ela foi representada na cerimônia pelos filhos René Luiz de Carvalho e Raul de Carvalho.

A embarcação irá explorar petróleo na camada pré-sal no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, e terá capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo por dia e dois milhões de metros cúbicos de gás.

Ouça a íntegra do discurso do presidente:


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O mestre em calderaria de manutenção Paulo Roberto de Sousa não esconde sua emoção quando fala do seu trabalho no estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis, e da importância dele para o desenvolvimento da economia do município situado no litoral sul do Rio de Janeiro. Filho de metalúrgico, Paulo Roberto fala com propriedade sobre a nova fase da cidade que abriga 168.664 habitantes numa área de 800 quilômetros quadrados.

“Noventa por cento da população depende da indústria naval”, afirma. Ele explica que viveu o tempo áureo dos estaleiros, que dava emprego para os moradores. Depois, a decadência com o fechamento de vários postos de trabalho. Nos anos 80, o metalúrgico se viu obrigado a trabalhar no Porto de Sepetiba, município situado próximo a Angra.

Há 10 anos, porém, quando se espalhou pelos quatro cantos a notícia sobre a instalação do estaleiro BrasFELS em Angra, Paulo Roberto viu a oportunidade de voltar à terra natal e trabalhar na função de mais gosta. Foi o segundo operário contratado pela empresa que está com os negócios de vento em popa. Hoje, parte da encomendas das plataformas e navos-plataformas da Petrobras passa pelas instalações do estaleiro que receberá o presidente Lula na quinta-feira (7/10) para cerimônia de batismo do navio-plataforma P-57 da Petrobras, que ajudará na exploração de petróleo no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, entre os litorais dos estados do Rio e Espírito Santo.

Segundo a Petrobras, a unidade inaugura uma nova geração de plataformas, concebidas e montadas a partir do conceito de engenharia que privilegia a simplificação de projetos e a padronização de equipamentos. Um modelo que será referência para as futuras plataformas da Petrobras, como a P-58 e P-62, e para as unidades que irão operar no pré-sal da Bacia de Santos.

A construção da P-57 alcançou índice de conteúdo nacional contratual de aproximadamente 68%. A estratégia de priorizar a aquisição de bens e serviços no parque industrial brasileiro, como forma de contribuir para o desenvolvimento e ampliação da indústria nacional, resultou na geração de mais de 2 mil empregos diretos no País.

A P-57 é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês que significa unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) e integra a segunda fase de desenvolvimento do campo de Jubarte. Ancorada a uma profundidade d´água de 1.260 metros, produzirá petróleo de 17 graus API (medida de densidade do petróleo). Ela terá capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e 2 milhões de metros cúbicos de gás. Começará a operar ainda este ano, interligada a 22 poços, sendo 15 produtores e 7 injetores de água. Será a primeira unidade dessa complexidade a operar na costa do
Espírito Santo.

A nova unidade de produção entrará em operação ainda em 2010 e o pico de produção deverá ser atingido até o início de 2012. O petróleo produzido será transferido por navios aliviadores para terra. E o gás será escoado por gasoduto submarino para a Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba, localizada na região de Ubu, no município de Anchieta, a cerca de 100 km de Vitória.

A cerimônia de batismo, em Angra dos Reis, contará com a presença do presidente Lula e outras autoridades do governo federal, além do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e dos diretores Guilherme Estrella, de Exploração e Produção; Paulo Roberto Costa, de Abastecimento; Renato Duque, de Serviços, e Graça Foster, diretora de Gás e Energia.


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Uma grande festa está sendo preparada para o batizado nesta quinta-feira (7/10) da P-57, um grande navio-plataforma da Petrobras capaz de explorar e armazenar petróleo que será instalado no campo de Jubarte, a 80 quilômetros da costa do Espírito Santo. O evento, que contará com a presença do presidente Lula, será realizado no cais do estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis, litoral sul do estado do Rio. Foram convidadas cerca de oito mil pessoas, entre operários do estaleiro angrense, lideranças empresariais e sociais, políticos e jornalistas. A garrafa de champanhe deve ser jogada ao casco da embarcação por Rennê de Carvalho, viúva de Apolônio Pinto de Carvalho, expressiva liderança de partidos de esquerda brasileira que emprestará seu nome à embarcação.

O presidente Lula se desloca de helicóptero para Angra dos Reis a partir da Base Aérea de Santa Cruz, zona oeste do Rio. Na chegada, o presidente se encontrará com 32 operários das empresas que construíram a plataforma, para tirar fotos, e depois seguirá para o palco montado no cais, próximo ao local onde o navio-plataforma será batizado.

De Angra, Lula retorna para o Rio, onde participará, às 14 horas, da cerimônia de inauguração da expansão das instalações do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), na Ilha do Fundão.

Segundo a Petrobras, as novas instalações, que agregam arrojadas técnicas de construção, sustentabilidade e ecoeficiência, representam um salto para o desenvolvimento de tecnologia na Petrobras. Com a ampliação, o complexo da Petrobras na Ilha do Fundão ocupará mais 300 mil m2, tornando-se um dos maiores centros de pesquisa aplicada do mundo. A ampliação também contará com modernos laboratórios para atender exclusivamente às demandas do pré-sal.


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Presidente Lula durante a inauguração do gasoduto Gasbel II, no município de Queluzito (MG). Foto: Ricardo Stuckert/PR

A inauguração do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte (Gasbel II) nesta segunda-feira (14/6) é mais um sinal de que o Brasil está no rumo certo e que a Petrobras não tinha que “se contentar” com o gás natural da Bolívia nem em importar navios e equipamentos de fora, como muitos acreditavam há oito anos, afirmou o presidente Lula durante a cerimônia realizada no município de Queluzito (MG). Citando uma matéria do jornal O Globo deste fim de semana, “Petrobras Made in Brasil”, sobre o aumento do índice de participação da indústria nacional nas compras da empresa, Lula afirmou que “estamos provando que ninguém melhor do que nós, que ainda temos muito para aprender e fazer, que quando uma nação, um povo, um presidente, resolve fazer as coisas, elas acontecem”. O presidente disse, todo orgulhoso, que vai fazer um poster da primeira página do jornal e colocá-lo em sua sala.

Ele lembrou ainda da construção do primeiro navio petroleiro no Brasil em 13 anos, o João Cândido, lançado em maio passado no Porto de Suape (PE), que marcou a retomada da indústria naval brasileira. “Esse navio foi feito por brasileiros, homens e mulheres, que cortavam cana no Nordeste brasileiro. Analfabetos, eles foram preparados, formados para construir um extraordinário navio”, explicou Lula.

A inauguração do gasoduto em Minas Gerais pela Petrobras poderá ajudar ainda fazer o Brasil reduzir suas importações de fertilizante e uréia, hoje quase totalmente comprados fora. Isso será um ganho para a região, que é agrícola e leiteira, observou o presidente.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O gasoduto inaugurado tem 267 quilômetros de extensão e capacidade de transportar 5 milhões de metros cúbicos por dia para Minas Gerais. Segundo a Petrobras, o investimento total na obra foi de R$ 1,28 bilhão, tendo gerado 21,9 mil empregos diretos e indiretos.

A expansão da rede de transporte em Minas Gerais faz parte do projeto da Petrobras de promover o crescimento da indústria de gás natural do Brasil. Nos últimos sete anos, a rede de gasodutos do país foi ampliada e integrada, por meio do Gasoduto da Integração Sudeste-Nordeste (Gasene), inaugurado em março. Em dezembro de 2002, eram  5.607 km. Em dezembro deste ano, alcançará  9.626 km.


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Presidente Lula e o navio petroleiro João Cândido lançado no estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula e o navio petroleiro João Cândido lançado no estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Quando o estaleiro Atlântico Sul, criado em 2005 e localizado no Porto de Suape, em Pernambuco, anunciou que iria construir um navio petroleiro, muitos duvidaram e disseram que a missão era impossível. A indústria naval brasileira estava ressurgindo após anos de abandono e a última embarcação do tipo havia sido entregue no País em 1997. Hoje, no entanto, o “impossível” se tornou realidade: o estaleiro pernambucano lançou o primeiro navio petroleiro do País em 13 anos em cerimônia realizada no Porto de Suape com a participação do presidente Lula, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e autoridades locais. O navio fará parte da frota da Transpetro.

Lula afirmou estar orgulhoso por ver o projeto concluído e também por ver a cara de felicidade dos trabalhadores do estaleiro. Lembrou que ao ser eleito, afirmou que iria primeiro fazer o necessário, depois o possível e quando terminasse seu governo, o impossível.

E aconteceu exatamente isso: construir esse navio era tido por alguns especialistas do outro lado como impossível.

A entrega do navio petroleiro é uma coisa que tem que ser levada muito a sério, afirmou Lula, porque ela representa a recuperação da indústria naval, que volta a gerar empregos e renda no País, além de contribuir para a autoafirmação de um povo que durante muito tempo foi esquecido, o nordestino. Disse ainda estar feliz por homenagear o marinheiro João Cândido, um dos heróis brasileiros ainda pouco conhecido pela população, e revelou que o próximo navio a ser entregue no País será batizado em homenagem ao economista Celso Furtado.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

Lula disse ainda que uma nação não se mede pelo tamanho do seu território, quantidade de árvores ou água, mas sim pela qualidade do povo e a autoestima que ele tem. E o Brasil está aprendendo isso, afirmou. Não há mais espaço no País para a turma que pensava ser o Brasil um país de segunda categoria, onde nada prestava e que estava satisfeita em vez o País exportando apenas café e minério de ferro, criticou o presidente.

O petroleiro João Cândido faz parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), um dos principais projetos estruturantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outros 48 navios petroleiros e gaseiros de grande porte serão construídos no Brasil nos próximos anos. Em junho deste ano será entregue o segundo navio do programa, desta vez no estaleiro Mauá, em Niterói (RJ).


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Numa rápida entrevista coletiva concedida após a cerimônia de lançamento do programa de produção do óleo de palma, o presidente Lula defendeu a mobilização nacional para industrializar o Pará. Segundo Lula, a proposta passa pelo processo inverso daquele ocorrido nas últimas décadas do século 20, quando ocorreu a exploração desordenada da madeira e do minério de ferro.

Lula explicou que a construção da usina hidrelétrica Belo Monte é um processo sem volta. O presidente acredita que a população paraense deseja o empreendimento. Explicou também que uma das questões consideradas polêmicas sobre o tamanho do lago de Belo Monte já foi esclarecida. Ou seja, o lago ocupará espaço menor do que o previsto no projeto original. Além disso, acrescentou que o governo promoveu todas as audiências com as entidades e populares envolvidas para esclarecer o empreendimento. Saiba mais sobre o projeto de Belo Monte aqui.

“Estou convencido que a maioria do povo do Pará quer a hidrelétrica”, afirmou.

O presidente foi indagado pelos jornalistas sobre as alianças partidárias para as eleições deste ano. Segundo ele, o ideal é que os partidos que integram a base do governo tenham candidatos únicos à Presidência da República e aos governos estaduais. Porém, ele acredita que em alguns estados, como por exemplo, Pernambuco, tal situação não será possível. “Temos estados em que o PMDB é radicalmente contra. Espero que situação seja resolvida mais adiante”, explicou.

Durante quase duas horas em que permaneceu no município de Tomé-Açu, distante 193 quilômetros de Belém (PA), Lula manteve contatos com as lideranças locais. Na companhia da governadora Ana Julia Carepa, o presidente fez questão de enfatizar, em diversas oportunidades, o programa de extrativismo do óleo de palma e o emprego na produção de biodiesel. A Petrobras Biocombustível irá investir R$ 330 milhões em dois empreendimentos na região. O presidente destacou a importância da parceria com a empresa portuguesa Galp Energia.

“Quando é, prefeito Carlos Vinicios, que o município de Tomé-Açu teria estes investimentos? Serão gerados aqui na cidade dois mil novos postos de trabalho”, afirmou numa conversa com políticos.

De Tomé-Açu, o presidente seguiu para Belém. Ele terá um almoço privado com a governadora seguido de audiência a lideranças políticas. Ainda hoje, a comitiva segue para o Recife. Amanhã (7/5), entre as atividades previstas, tem a entrega do navio João Cândido no estaleiro Atlântico Sul. A embarcação integrará a frota da Transpetro, braço da Petrobras.


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