Ao lado do presidente Barack Obama e dos chefes de Estado do Reino Unido, África do Sul, Filipinas, Indonésia, México e Noruega, entre outras autoridades, presidenta Dilma participa do lançamento da Parceria para Governo Aberto, em Nova York. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Foi lançada oficialmente nesta terça-feira (20/9), em Nova York, a Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP), uma iniciativa internacional que pretende difundir e incentivar globalmente práticas governamentais como transparência orçamentária, acesso público à informação e participação social. A presidenta Dilma Rousseff participou do evento, ao lado do presidente Barack Obama, além dos chefes de Estado do Reino Unido, África do Sul, Filipinas, Indonésia, México e Noruega. Esses oito países integram o Comitê Diretor da OGP, juntamente com nove organizações não governamentais, entre elas o brasileiro Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). Brasil e EUA copresidem a Parceria.
Durante o lançamento, os membros do Comitê Diretor endossaram uma Declaração de Princípios e apresentaram os Planos de Ação nacionais, comprometendo-se a adotar medidas concretas para o aumento da integridade pública, a gestão mais efetiva dos recursos e dos serviços públicos, a criação de comunidades mais seguras e o aumento da integridade no setor privado. A ideia de criação da OGP foi lançada pelo presidente Obama em setembro de 2010, na 65ª Assembleia Geral da ONU. O Brasil foi o primeiro país a ser convidado para a parceria e, em seguida, os outros seis países do grupo inicial.
Com base em critérios objetivos, o grupo convidou cerca de 70 países e mais de 40 organizações não governamentais para participar do evento de apresentação da OGP em julho deste ano, em Washington, DC. Até o momento, cerca de 30 novos países já formalizaram sua intenção de aderir à OGP. Eles deverão adotar as medidas necessárias para o atendimento dos requisitos mínimos e se comprometer a avançar na transparência governamental, na luta contra a corrupção e no engajamento da sociedade civil. Devem, ainda, endossar a Declaração de Princípios e apresentar seus Planos de Ação nacionais em outro evento, que dessa vez será no Brasil, em março de 2012. A lista completa dos países pode ser acessada no site da OGP.
Brasil – O Plano de Ação brasileiro para implementação no primeiro ano de funcionamento da OGP inclui a adequação do Portal da Transparência ao padrão de “dados abertos”; a implementação do Sistema Federal de Acesso à Informação; e a implementação da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos; a disponibilização de dados do Sistema de Convênios (Siconv) em formato “dados abertos”; e a construção da “Plataforma Aquarius (de gestão de informações estratégicas em Ciência e Tecnologia). As informações são da Controladoria-Geral da República (CGU).
Participaram da elaboração do plano brasileiro, além da CGU, o Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Ciência e Tecnologia; e da Educação; além da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência da República, dentre outros órgãos. Foram também ouvidas organizações da sociedade civil.
A presidenta Dilma Rousseff enviou neste sábado (10/9) mensagem de solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ocasião dos 10 anos dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Veja abaixo íntegra da nota:
Senhor Presidente,
Em nome do povo e do governo do Brasil, expresso nossa solidariedade e pesar à nação norte-americana, no dia em que se completam dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro.
Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento.
Nesse assunto, partilho plenamente a visão de Vossa Excelência, expressa em discurso na cidade do Cairo, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as suas formas, inclusive por meio da reconciliação entre o ocidente e o mundo árabe, pela eliminação do armamentismo nuclear, pela afirmação da democracia, pelo respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos e da mulher, pela promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação. Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.
Mais alta consideração,
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Como forma de reduzir o volume de drogas e produtos contrabandeados nos depósitos federais, o governo vai editar Medida Provisória que permite ao Poder Judiciário certificar a chamada prova de delito e, deste modo, dar fim ao material sob custódia da polícia. O assunto foi tratado na reunião de coordenação, nesta segunda-feira (18/7), no Palácio do Planalto, sob comando da presidenta Dilma Rousseff, e anunciado pelo vice-presidente Michel Temer, em entrevista coletiva ao término do encontro.
“Na quarta-feira teremos uma reunião no meu gabinete com os ministros da Justiça, Defesa, Meio Ambiente, Fazenda e Assuntos Estratégicos, quando deverá surgir o esboço da MP. Com o texto fechado, enviarei a proposta para a Casa Civil que, se estiver de acordo, a encaminhará para o Congresso Nacional”, explicou Temer.
O vice-presidente disse que o objetivo é reduzir a corrupção, pois a permanência, por exemplo, de drogas ou até mesmo armas, carros e produtos eletrônicos nos depósitos pode levar à tentativa de suborno aos agentes públicos para que os produtos retornem aos criminosos. A proposta é que um juiz ateste a quantidade de drogas e, em seguida, a polícia proceda à incineração do entorpecente. No caso de produtos contrabandeados, como eletrônicos ou veículos, o magistrado, tão logo proceda a certificação, libera o material para leilão.
Michel Temer contou também que na reunião de coordenação fez relato sobre a Operação Sentinela referente aos últimos meses, quando as apreensões quintuplicaram. Segundo Temer, “os resultados são excelentes” e levam o governo a crer que “a tendência” é diminuir o tráfico de drogas e contrabando na região de fronteira. Essa operação integra o Plano Estratégico de Fronteiras anunciado recentemente pela presidenta Dilma.
Os números do Ministério da Justiça, divulgados na semana passada, confirmam que os 30 primeiros dias dessa operação mostraram que a fiscalização ostensiva, aliada à ações de inteligência e a integração com outros países é capaz de coibir crimes transnacionais, como o tráfico de drogas e armas e o contrabando de produtos. Foram apreendidas pelo menos 11 toneladas de maconha e cocaína, 283,7 mil aparelhos eletrônicos e 358 mil pacotes de cigarros, além da prisão em flagrante de 550 pessoas.
As apreensões de maconha, ainda segundo o MJ, subiram 64,2%, em comparação ao total apreendido de janeiro a maio de 2011. Segundo o relatório de junho deste ano, 10,5 toneladas de maconha foram apreendidas, enquanto o total de janeiro a maio ficou em 6,38 toneladas. O volume de cocaína apreendida (527,38 Kg) é 233 vezes maior do que a quantidade de junho de 2010.
Crise econômica mundial -- O vice-presidente informou, na entrevista, que o secretário-executivo e ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, fez um relato aos participantes da reunião sobre o cenário econômico mundial. Na avaliação de Temer, a situação nos Estados Unidos não resultará em moratória, pois existe a possibilidade de o presidente Barack Obama recorrer à Suprema Corte, caso o Congresso americano não feche um acordo sobre a elevação do teto da dívida pública e a redução de quase um terço de seu valor em dez anos.
Deste modo, segundo Temer, o governo brasileiro tem acompanhado os movimentos no cenário internacional sem qualquer preocupação sobre eventuais consequências das crises localizadas que rondam países na Europa, bem como os Estados Unidos.
O Brasil será o destaque maior da 23ª Feira da Associação de Cafés Especiais da América, que começa na próxima semana, em Houston, Estados Unidos. A intenção do Brasil ao participar do evento é expor sua capacidade de fornecer produtos diversificados e com qualidade, respeitando, acima de tudo, o meio ambiente. Ao longo dos anos, o potencial da produção brasileira em cafés especiais (gourmets) vem ganhando destaque no mercado internacional – em 2010, foram exportadas cerca de um milhão de sacas de 60 kg de cafés especiais, 15% a mais que em 2009.
O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura, nesta semana, já que a indústria nacional tem buscado um produto com valor agregado. O chamado café gourmet tem seu foco na alta qualidade do produto final oferecido, sendo, necessariamente, produzido com grãos limpos e naturalmente doces, obtidos a partir de cuidados especiais com a lavoura e colheita da matéria-prima. A feira acontece no período de 29 de abril a 1º de maio.
Desde 1988, ano de criação da Associação de Cafés Especiais da América, os organizadores do evento selecionam um país a ser homenageado recebendo um destaque especial na feira, que intitulam de portrait country, e, nesta edição, o país destaque participará com mais de 500 produtores, torrefadores, pesquisadores, exportadores, especialistas e baristas brasileiros. Todos esses participantes brasileiros poderão expor seus conhecimentos e técnicas a um público esperado de 10 mil pessoas, incluindo participantes de países produtores e consumidores, além de exportadores, importadores, varejistas, empresários e baristas de todo o mundo.
Os diversos aromas e sabores dos cafés especiais brasileiros poderão ser degustados no estande especial criado para a exposição de produtos originários do Brasil na SCAA. No estande, cafés gourmets de nove regiões produtoras nacionais representarão o país, vindas dos estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Paraná e Espírito Santo.
Não é por acaso que o Brasil foi selecionado como o grande destaque da SCAA. O país detém o título de maior produtor e exportador de café do mundo – só no ano de 2010, faturou US$ 5,7 bilhões, resultado considerado recorde, que representa um crescimento de 34,7% em relação ao ano anterior. Além disso, o mercado de café envolve 287 mil produtores brasileiros, que trabalham em uma área de 2,2 milhões de hectares e geram mais de 8 milhões de empregos no país. A produção de café já se espalhou por 12 dos 26 estados brasileiros, que já exportam seus grãos dos mais variados aromas e sabores para os Estados Unidos, Itália, Argentina, dentre outros.
SIMPÓSIO – Nos dias 27 e 28 de abril, o Brasil participará ainda de um simpósio organizado pela Associação de Cafés Especiais da América com o apoio do Ministério da Agricultura, Apex-Brasil, Sebrae e entidades representativas do setor cafeeiro. O evento contará com palestras para discutir temas como sustentabilidade, certificação e qualidade e contará ainda com a degustação dos Cafés do Brasil para potenciais clientes com apresentações técnicas sobre os produtos apresentados.
As palestras sobre os temas acima serão ministradas por especialistas brasileiros como Carlos Brando, da P&A Internacional Marketing; José Francisco Pereira, da Monte Alegre Coffees; e Flávio Borém, professor da Universidade Federal de Lavras.
Presidenta Dilma Rousseff e casal Obama posam ao lado do quadra Abaporu, de Tarsila do Amaral, na exposição Mulheres, artistas e brasileiras. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A convite da presidenta Dilma Rousseff, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a primeira-dama Michelle, visitaram a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras”, no Salão Oeste do Palácio do Planalto. O Blog do Planalto traz para os internautas imagens da visita.
No espaço da exposição, a presidenta Dilma explicou ao casal Obama o motivo da mostra. Segundo Dilma Rousseff, o evento marca o mês da mulher. Obama e Michelle ficaram encantados com a montagem e a primeira-dama americana mostrou interesse no ‘Autorretrato’, de Tarsila do Amaral.
A obra Abaporu, de Tarsila do Amaral, é a peça de maior destaque desta exposição. A obra também foi apresentada ao casal Obama. Neste momento da visita, a presidenta contou do movimento da Semana de Arte Moderna, ocorrido em 1922
A mostra estará aberta ao público de 23 de março a 5 de maio, das 10h às 16h, inclusive sábados e domingos. É a primeira vez que uma exposição aberta ao público é montada no segundo andar do Palácio do Palácio do Planalto. Outras exposições já foram realizadas no primeiro andar, mas a exceção se deu devido às condições climáticas necessárias para abrigar o Abaporu.
Farão parte ainda da exposição obras selecionadas das principais pintoras e escultoras brasileiras do século XX, como Anita Malfatti, Djanira, Maria Leontina, Tomie Otake, Maria Martins, Carmela Gross, Leda Catunda, Beatriz Milhazes, Regina Silveira, Fayga Ostrower, Lygia Pape, Rosangela Rennó, Mary Vieira, Anna Bela Geiger, Yolanda Mohalyi, Maria Bonomi, Lygia Clark, entre outras.
Em seguida, Dilma Rousseff e Barack Obama farão apresentação de ministros e secretários do Brasil e dos Estados Unidos. Depois, os dois presidentes seguem para o terceiro andar do Planalto onde serão saudados por cerca 90 alunos Escola Classe 5 do Guará e terão reunião reservada.
A convite da presidenta Dilma Rousseff, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está visitando a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras”, no Salão Oeste do Palácio do Planalto. O Blog do Planalto traz para os internautas imagens ao vivo da visita.
A obra Abaporu, de Tarsila do Amaral, é a peça de maior destaque desta exposição. A mostra estará aberta ao público de 23 de março a 5 de maio, das 10h às 16h, inclusive sábados e domingos. É a primeira vez que uma exposição aberta ao público é montada no segundo andar do Palácio do Palácio do Planalto. Outras exposições já foram realizadas no primeiro andar, mas a exceção se deu devido às condições climáticas necessárias para abrigar o Abaporu.
Farão parte ainda da exposição obras selecionadas das principais pintoras e escultoras brasileiras do século XX, como Anita Malfatti, Djanira, Maria Leontina, Tomie Otake, Maria Martins, Carmela Gross, Leda Catunda, Beatriz Milhazes, Regina Silveira, Fayga Ostrower, Lygia Pape, Rosangela Rennó, Mary Vieira, Anna Bela Geiger, Yolanda Mohalyi, Maria Bonomi, Lygia Clark, entre outras.
Em seguida, Dilma Rousseff e Barack Obama farão apresentação de ministros e secretários do Brasil e dos Estados Unidos. Depois, os dois presidentes seguem para o terceiro andar do Planalto onde serão saudados por cerca 90 alunos Escola Classe 5 do Guará e terão reunião reservada.
Os carros que serão utilizados pela comitiva de Barack Obama foram enviados pela Casa Branca para Brasília. Foto: Antonio Cruz/ABr
A presidenta Dilma Rousseff recebe, neste sábado (19/3), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disposta a aperfeiçoar parceria Brasil-Estados Unidos. De acordo com agenda da visita oficial, o presidente Obama deve chegar cerca de 10h no início da Praça Três Poderes proveniente da Base Aérea de Brasília. Após desembarcar do carro oficial, o líder americano passará em revista as tropas que estarão perfiladas em frente ao Palácio do Planalto.
Do pé da rampa que leva ao segundo andar do Palácio do Planalto, Obama será conduzido pelo cerimonial da Presidência de República e assessores da Casa Branca – sede do governo dos Estados Unidos. No alto, Obama recebe os cumprimentos da presidenta Dilma e se desloca ao interior do palácio para as fotografias de praxe.
Em seguida, um encontro reservado que deve durar cerca de uma hora. Após o encontro, Dilma e Obama se deslocam para o Salão Leste onde ocorrerão cerimônia de assinaturas de atos e declaração à imprensa. Neste ponto da visita, os dois presidentes colocarão suas posições sobre temas de interesse comuns. Com isso, encerra-se a primeira etapa da vista oficial ao Brasil.
A segunda etapa da visita acontece no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. Lá, Obama e Dilma participam do encerramento dos VI Fórum de CEOs (Chief Executive Officer) Brasil-Estados Unidos. O encontro para avaliar oportunidades nos dois países conta com a participação de 10 executivos brasileiros e oito americanos.
Ato contínuo, os presidentes se deslocam para o Sala Brasília onde será servido o almoço. A agenda prevê discursos de brinde do líder americano e da presidenta brasileira.
No início da noite, a presidenta Dilma oferece um coquetel que marca a despedida do presidente americano no Palácio Alvorada. Após o último compromisso, Obama segue para a Base Aérea onde embarca para o Rio de Janeiro.
Prioridades – em função da vinda de Obama ao Brasil, o governo americano elencou uma série de prioridades na relação bilateral. Destaques para as áreas de educação e juventude; inclusão social; investimentos e comércio exterior; energia e meio ambiente; ciência e tecnologia; democracia e direitos humanos, além de paz e segurança.
De acordo com a Embaixada dos Estados Unidos, o encontro dos dois presidentes será uma oportunidade para os países se aprofundarem na questão energética, com foco nas perspectivas sobre mudanças climáticas e eficiência energética, o sistema financeiro global e mercados e democracia.
A delegação americana será ainda integrada, entre outras autoridades, pelo conselheiro de Segurança Nacional, Thomas Donilon; pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner; pela secretária de Meio Ambiente, Lisa Jackson; pelo secretário de Comércio, Gary Locke; pelo representante de Comércio Exterior, Ron Kirk; pelo chefe de Gabinete da Casa Branca, William Dalley; pelo vice-diretor do Conselho de Segurança Econômica, Michael Froman; e pelo presidente do Eximbank, Fred Hochberg.
Os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no Brasil, o segundo maior importador de produtos brasileiros e o segundo maior parceiro comercial do país, com fluxo de mais de US$ 46 bilhões em 2010. Entre 2009 e 2010, as exportações brasileiras para aquele mercado registraram aumento de 26,21%, passando de US$ 15,6 bilhões para US$ 19,3 bilhões. O mercado brasileiro, por sua vez, vem aumentando sua importância para os EUA, havendo-se tornado o 8º destino das exportações americanas.
A partir de amanhã, presidenta Dilma responderá a pergunta de leitores de 170 jornais brasileiros e dos Estados Unidos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Arquivo
A partir desta terça-feira (8/2), os leitores de diversos jornais brasileiros terão acesso à coluna Conversa com a Presidenta, espaço onde a presidenta Dilma Rousseff responderá semanalmente perguntas enviadas por leitores de jornais cadastrados. Até agora, 170 veículos se cadastraram junto à Secretaria de Imprensa da Presidência da República, sendo 104 de veiculação diária, sete bissemanais, dois trissemanais e outros 57 semanais, quinzenais ou mensais.
Ao todo, os jornais inscritos estão localizados em 122 municípios – 22 são capitais –, de 25 estados mais o Distrito Federal. Uma das publicações circula nos Estados Unidos. Os jornais recebem exatamente o mesmo material em formato de pergunta e resposta. A coluna tem formato livre, mas deve ser identificada pelo cabeçalho: Conversa com a Presidenta.
Os jornais que passam a publicar a coluna todas as terças-feiras devem enviar semanalmente as perguntas dos leitores para a Secretaria de Imprensa, que selecionará três questões por semana, entre todas aquelas recebidas, para serem respondidas pela presidenta. Os leitores devem ser identificados com nome completo, idade, ocupação e cidade de residência. A coluna será encaminhada aos jornais cadastrados às segundas-feiras para ser publicada na edição do dia seguinte.
A coluna estará à disposição dos veículos de comunicação não-cadastrados e ao público em geral no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República e no Blog do Planalto às terças-feiras, depois de publicada pelos jornais impressos cadastrados. Os jornais interessados em receber a coluna devem preencher o cadastrado que se encontra no site, no ícone Informe da Hora, e encaminhá-lo para o e-mail regional.imprensa@planalto.gov.br.
A visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil, o relacionamento entre os dois países, a presença das mulheres no poder e a abordagem dos direitos humanos na política externa brasileira são temas do último post da série “Relações Exteriores”, feita a partir de entrevista exclusiva com o assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidenta da República, Marco Aurélio Garcia. Para ver os outros posts da série clique no selinho ao lado.
Na opinião de Marco Aurélio, a vinda do presidente Obama ao país, no próximo mês, sinaliza uma parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos e reflete um momento de aprofundamento das relações econômicas, comerciais, científicas, tecnológicas e políticas.
Para ele, esse momento é a oportunidade da discussão de aspectos políticos não só no âmbito bilateral, mas também no âmbito multilateral, já que “os Estados Unidos são um país de uma presença no mundo extraordinária -- praticamente não há questão internacional na qual eles não estejam presentes -- e o Brasil, evidentemente, quer expor os seus pontos de vista”.
“É bom lembrar que nós tivemos uma reunião muito importante entre o presidente Obama e os presidentes sul-americanos em Trinidad e Tobago durante uma reunião das Américas e que, lamentavelmente, a partir daquele momento não houve o desenvolvimento que nós esperávamos que pudesse haver. Mas eu acho que agora está se retomando essa possibilidade de aprofundar a relação com os Estados Unidos e nós vemos isso com muita alegria, com muita expectativa”, concluiu.
Direitos humanos -- Marco Aurélio afirmou que direitos humanos terão ênfase na política externa do governo Dilma Rousseff, mas que o país procura estabelecer um equilíbrio entre a apreciação de “determinadas situações que nos parecem inadequadas do ponto de vista dos direitos humanos, mas também não queremos nos transformar numa espécie de agência internacional de certificação da situação dos direitos humanos”.
“Nós queremos que a situação dos direitos humanos, como a presidenta já esclareceu, se dê de forma equilibrada e ela não sirva de um álibi político para penalizar tal ou qual país”.
Sobre a crescente presença das mulheres em posições de destaque – na política, como é o caso da própria presidenta Dilma Rousseff, e na diplomacia, exemplo da embaixadora Maria Luiza Viotti, representante do Brasil nas Nações Unidas – Marco Aurélio afirmou:
“Sem dúvida nenhuma [é um novo tempo na política externa brasileira]. Eu acho que não só na política externa brasileira, mas na política em geral. Nós temos hoje uma presença das mulheres muito maior. A presidenta Dilma (…) mencionou uma frase que me parece significativa: ela disse que o grau de emancipação de uma sociedade, o grau de democracia de uma sociedade está diretamente vinculado a grau de emancipação que as mulheres têm nela. Nós estamos vencendo aqui uma das discriminações maiores que havia na sociedade brasileira, nas sociedades em geral”, concluiu.
Os investimentos em segurança feitos pelo governo federal, em parceria com o Estado e a Prefeitura do Rio, no Complexo do Alemão e no Morro Dona Marta, são impressionantes e os resultados já começam a aparecer, afirmaram os senadores americanos John McCain e Jonh Barrasso, do Partido Republicano, que estiveram com a presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (10/1) no Palácio do Planalto (DF), em Brasília. McCain e Barrasso visitaram as comunidades cariocas e conheceram equipamentos como a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) neste último fim de semana. McCain lembrou a Dilma que esteve no Rio de Janeiro em 1957 e que, por isso, tem um carinho especial pela cidade.
Os parlamentares americanos ficaram cerca de uma hora com a presidenta Dilma e além do tema da segurança pública, conversaram também sobre energia, meio ambiente e defesa, mais precisamente a questão da compra de novos aviões-caça por parte do Brasil. Os dois representantes do Senado americano destacaram ainda a liderança regional e mundial do Brasil hoje e afirmaram que o País poderá receber grandes investimentos de empresas dos Estados Unidos na exploração do petróleo da camada pré-sal. Aos dois foi explicado como o Brasil pretende investir parte dos recursos do Pré-sal em áreas como Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia.
Na manhã desta segunda-feira (10/1), a presidenta Dilma recebeu telefonema do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, que a cumprimentou pela eleição e manifestou intenção de estreitar a relação entre os dois países. Os dois presidentes conversaram ainda sobre o projeto conjunto do foguete lançador de satélites Cyclone 4, instalado na base militar de Alcântara, no Maranhão.
Yanukovich ainda manifestou interesse de visitar o Brasil em maio e convidou Dilma para uma visita, ainda este ano, ao país do leste europeu. Não foram definidas datas, mas a presidenta deverá visitar ainda este ano o país vizinho Bulgária, terra de seu pai, Pedro Rousseff.
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