No Palácio do Planalto, presidenta Dilma se reúne com o CEO e presidente do Comitê Executivo do Grupo Prisa, Juan Luís Cebrián. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O Grupo Prisa pretende levar em até três anos o modelo de ensino didático brasileiro a países de língua espanhola e portuguesa, iniciando o projeto pelo México, afirmou Juan Luís Cebrián, CEO e presidente do Comitê Executivo do Grupo, nesta segunda-feira (4/4), no Palácio do Planalto. A ideia foi apresentada em reunião com a presidenta Dilma Rousseff que, segundo Cebrián, “mostrou-se muito interessada”.
Durante o encontro de cerca de uma hora, o executivo manifestou o interesse do Prisa em expandir os negócios no País e de ampliar parcerias com empresas e instituições brasileiras. Somente no ano de 2010, o grupo faturou R$ 500 milhões no Brasil. A expectativa é que, neste ano, o valor seja maior, frisou Cebrián.
“A presidenta Dilma Rousseff me recebeu por cerca de uma hora e conversamos sobre como estreitar as relações já muito frequentes e muito importantes entre o Grupo Prisa e o Brasil. Queremos estreitar relações com empresários e instituições brasileiros, não só para operar no Brasil, mas para fazer uma possível interação ibero-americana”, disse.
O Grupo Prisa está presente em 22 países de língua portuguesa e espanhola e atua nas áreas de comunicação, entretenimento, educação e literatura. No Brasil, é um dos líderes no segmento de livros didáticos.
Representantes de seis cidades brasileiras e o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, assinam nesta quinta-feira (1º/7), em Brasília, o Compromisso Nacional – Cidade Acessível é Direitos Humanos, com metas para melhorar a acessibilidade até o final de 2010. Participam do projeto as cidades de Campinas (SP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Joinville (SC), Rio de Janeiro (RJ) e Uberlândia (MG). Essas cidades já têm políticas de promoção dos direitos da pessoa com deficiência em andamento.
As principais políticas, ações e projetos implementados pelas cidades que pretendem melhorar a acessibilidade se dão nas seguintes áreas: marco legal, acesso à saúde, reabilitação, educação, transporte público, habitação, trabalho e emprego, turismo, esporte, cultura e lazer. Os municípios também se comprometerão a elaborar, em 90 dias, o Plano de Ação Municipal, além de criar, manter ou nomear uma instância que monitore o compromisso, garantida a participação dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada.
O acordo nuclear do Irã dominou a maior parte da entrevista coletiva que marcou o encerramento do III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que os termos obtidos na reunião ocorrida em Teerã (Irã), com a participação do presidente Lula, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, estão dentro das diretrizes iniciadas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo Amorim, o entendimento é parte de uma “aliança de civilizações” entre Brasil e Turquia.
Amorim disse que não vê nenhum problema no relacionamento com os Estados Unidos. Segundo ele, as duas maiores economias do continente americano devem manter o fluxo de forma normal. No entanto, o ministro brasileiro foi enfático ao responder sobre se a atitude do governo brasileiro poderia atrapalhar os planos do Brasil de vir a integrar o Conselho Permanente de Segurança das Nações Unidas.
Olha, se for para ser membro do Conselho Permanente eu tiver uma posição subserviente, é preferível não ser.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, explicou que não ocorreu nenhuma transgressão no acordo obtido junto ao governo iraniano. Ele lembrou o fato de os dos países serem autônomos e que atuaram conforme suas respectivas convicções.
O ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha, Miguel Angel Moratinos Cuyaube, destacou em sua participação a importância que o Fórum Mundial da Aliança de Civilizações vem conquistando nos últimos cinco anos. A novidade -- segundo destacou -- foi a entrada dos Estados Unidos neste fórum. De acordo com Cuyaube, temas abordados na reunião do Rio de Janeiro serão ampliados, no próximo ano, no IV Fórum Mundial que acontecerá em Doha, no Catar.
Em sua primeira edição organizada fora da Europa, o Fórum Aliança das Civilizações leva para o Rio de Janeiro a oportunidade de aproximar ainda mais os países da América do Sul, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, em ‘briefing’ concedido nesta quarta-feira (26/5) em Brasília. O 3º Fórum Aliança das Civilizações contará com a participação do presidente Lula e será palco de reuniões bilaterais com os primeiros-ministros José Luiz Zapatero, da Espanha, e José Sócrates, de Portugal.
Entre os assuntos a serem tratados com os dirigentes europeus está a crise econômica enfrentada pelos países europeus:
Além de explicar detalhes sobre o Fórum Aliança das Civilizações, Baumbach respondeu ainda questões sobre a reunião que o presidente Lula terá na quinta-feira (27/5) com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan. O porta-voz afirmou que o Brasil continuará trabalhando para evitar que “as portas se fechem” para as negociações por um acordo em relação ao programa nuclear do Irã. Brasil e Turquia negociaram em Teerã os termos de um acordo para que o Irã possa apresentar garantias à comunidade internacional.
Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida por Marcelo Baumbach:
Baumbach informou que o presidente brasileiro encaminhou carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, e mensagens aos presidentes Nicolas Sarkozy (França), Dimitri Medvedev (Rússia) e Felipe Calderón (México), além de integrandes da Unasul. “O Brasil pretende continuar no esforço para fomentar o diálogo”, assegurou o porta-voz.
O Brasil será uma grande potência econômica e política e está pronto hoje para receber investimentos estrangeiros e incentivar empresas nacionais a destinarem recursos em negócios no exterior, afirmou o presidente Lula durante discurso em almoço com empresários espanhóis realizado nesta quarta-feira (19/5) em Madri (Espanha). Lula disse ainda que o Brasil terá cada vez mais importância no cenário político internacional, citando como exemplo a intermediação brasileira no acordo sobre o programa nuclear iraniano, firmado na segunda-feira (17/5) em Teerã. O problema, afirmou Lula, era fazer o Irã aceitar a negociação – e isso foi feito. “Agora depende do Conselho de Segurança da ONU”, disse.
Sobre o conflito no Oriente Médio, o presidente brasileiro criticou o monopólio das negociações por poucos países. Para Lula, é preciso fortalecer a ONU e instituir uma nova governança global, levando em consideração a participação de países africanos, latinoamericanos, Índia e Japão, entre outros.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Em seu discurso, Lula afirmou que “se fizermos o óbvio e apenas o óbvio, seria mais fácil governar o mundo”, lembrando por exemplo que o Brasil se dizia ‘capitalista’, mas no País não havia crédito. Bancos públicos como o BNDES dificultavam ao máximo o empréstimo, o que hoje não mais acontece, disse o presidente brasileiro . O mesmo ocorria com financiamentos da casa própria.
As medidas adotadas pelo governo brasileiro nos últimos anos permitiram retirar 50 milhões de pessoas da pobreza, destacou Lula, transformando “cidadãos que eram marginalizados” em “consumidores”. A auto-estima da população aumentou juntamente com a economia brasileira e essas mudanças no País ocorridas nos últimos anos permitem que hoje o Brasil esteja pronto para estreitar parceria com a Espanha, disse Lula em seu discurso.
O Brasil aprendeu a ser sério. Houve tempo que ninguém acreditava no Brasil. Hoje, a comunidade internacional percebe que o Brasil tem previsibilidade. Quero dizer para os empresários espanhóis que acreditem no Brasil, que invistam no Brasil.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Espanha.
No seminário, o ministro Paulo Bernardo disse que os cortes no orçamento não representam uma freada. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Na segunda palestra do seminário Brasil: aliança para a nova economia global, que se realiza no Casino Madri, na capital da Espanha, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, explicou que medidas de cortes no orçamento da União não devem ser interpretadas como uma freada, mas em algo para permitir que o país siga seu rumo sem maiores problemas.
“Não queremos voar além daquilo que planejamos”, assegurou Bernardo para plateia de investidores espanhóis.
O ministro enfatizou que um dos pontos importantes na economia brasileira é o comportamento do mercado interno. O aumento das vendas permtiu o crescimento industrial com impacto na geração de empregos. Bernardo informou que o ministro do Tabalho, Carlos Lupi, no começo da semana revisou a previsão de oferta dos postos de trabalho para 2,5 milhões de vagas a serem criadas em 2010.
Numa outra frente, o governo fez uma avaliação sobre os setores industriais que mais buscam linhas de crédito junto ao BNDES. A liderança fica com o segmento de petróleo e gás. Isso aumentou o desembolso do BNDES que, no ano passado, chegou a cerca de R$ 130 bilhões. Os recursos são público e privado para infraestrutura.
Bernardo contou também das dificuldades enfrentadas pelo governo federal quando decidiu lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os obstáculos levaram a um período razoável de maturação dos projetos e, por este motivo, o presidente Lula decidiu colocar em prática a segunda etapa do plano para que o seu sucessor não perca tempo na elaboração dos projetos.
O ministro brasileiro elencou também uma série de atividades que podem merecer a atenção dos investidores. No segundo semestre, por exemplo, o governo pretende licitar o TAV [Trem de Alta Velocidade] com investimentos de R$ 34 bilhões. O trem ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.
O seminário prosseguiu com um painel que teve a participação dos presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e do Bradesco, Luiz Trabuco. Coutinho explicou que o setor de petróleo e gás é o maior demandante por linhas de crédito. Já o executivo do Bradesco assegurou que o Brasil vive um momento inédito. Isso se dá por meio da valorização da cidadania. Ele explicou que o país possui bônus que poucos países do mundo tem.
“O bônus da inclusão social permite que pobres sejam transformados em consumidores, fato que não podemos ignorar”, justificou.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Espanha.
Ministro Guido Mantega mostrou o cenário favorável para investimentos no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Na palestra de abetura do seminário Brasil: Aliança para a Nova Economia Global, promovido pelos jornais El País e Valor Econômico em Madri, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostrou que o cenário econômico é favorável para investimentos no Brasil. Para o ministro, serão os países que integram o chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) quem despontarão na economia mundial. Este bloco, ainda de acordo com Mantega, responderá por dois terços da economia mundial.
O crescimento econômico se deve à nova política econômica que o presidente Lula implantou no país. Saímos de uma média modesta de 2,5% do PIB para 4% e agora caminhamos a taxas acima de 5%.
Mantega iniciou a conferência nesta quarta-feira (19/5) para uma plateia de investidores espanhóis analisando o cenário da economia mundial. Segundo ele, a crise econômica que assolou a Europa a partir da Grécia “pode se prolongar um pouco mais”. Para Mantega, a crise “é mais de confiança”. Já nos Estados Unidos a economia parece estar se recuperando de forma mais rápida, avaliou. No Brasil, não há mais crise, disse ele, “apenas reflexos que não comprometem o crescimento do Brasil”.
Porém, os países que vão liderar o crescimento nos próximos anos são a China (9,7%), a Índia (7,7%), a Rússia (5,5%) e o Brasil que, numa visão mais conservadora do Ministério da Fazenda, estará com crescimento de 5,5%. Claro que aqui na plateia temos pessoas que apostam num crescimento acima de 6%.
Mantega disse que foi criado no Brasil um circulo virtuoso de crescimento. Um dos pontos importantes foi a política industrial elaborada pelo governo sob orientação do presidente Lula. O ministro disse também do auxílio dos bancos públicos para financiar os investimentos no país. Associado a isso, de acordo com ele, há a atuação de empresas, como por exemplo a Petrobras, que tem contratos para construção de plataformas, além dos investimentos em portos, rodovias e ferrovias.
O ministro brasileiro destacou também as oportunidades a partir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que permitiram a destinação de recursos para setores de infraestrutura. “O Brasil que tinha um crescimento modesto em infraestrutura e passou a ter grandes obras. Em todo o Brasil temos grandes obras. Como TAV [Trem de Alta Velocidade], duas grandes hidrelétricas, refinarias de petróleo. Além disso temos pela frente a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 que exigem grandes investimentos”, afirmou.
Ele também apresentou o cenário do mercado de capitais que crsceu muito nos últimos anos. “Até 2008, o valor na Bovespa multiplicou-se por dez e chegou R$ 1,3 trilhão em transações por ano. O mercado de capitais brasileiro é transparente. Além disso, estamos lançando um novo ciclo na construção civil no Brasil. Era muito modesta. No passado era 3% do PIB, enquanto aqui na Espanha é de 30%. Podem ver o volume de financiamento como cresceu. Lançamos o programa de construção de um milhão de casas num primeiro momento e mais dois milhões de casas num segundo programa”, explicou.
O importante é que todo o crescimento não é atabalhoado. Não é como no passado que crescia por meio do estímulo do aumento da dívida e da inflação. (…) Hoje crescemos com a dívida pública diminuindo e a inflação sob controle. A inflação deu um aumento por causa das chuvas, o que teve impacto na agricultura, mas é ciclico. Não há nenhum descontrole inflacionário.
Ele destacou que as reservas cambiais do Brasil estão na ordem de US$ 250 bilhões e a dívida líquida chega a 30% do PIB. Isso permitiu, segundo ele, que o Brasil viesse a participar do esforço do FMI [Fundo Monetário Internacional]. Esse conjuto de fatores possibilitará que o Brasil alcance o posto de quinta ou quarta economia mundial “se essa política implantada pelo presidente Lula for mantida”.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Espanha.
Feliz por encontrar o presidente Lula e a alegria de ser brasileira, Elaine Canal trocou palavras com Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Elaine Canal é uma jovem determinada. Trocou sua casa em Vitória (ES) e embarcou, com o filho Bruno, num sonho de trabalhar na Europa. Chegou ao continente há cinco anos por Portugal. Depois da capital portuguesa, se arriscou na Espanha. Com passaporte italiano, Elaine conseguiu emprego. Hoje, trabalha num hotel de luxo em Madri e, nesta semana, após servir aos mais diversos chefes de Estado e de Governo, a jovem teve oportunidade de se encontrar com o presidente Lula.
Vídeo Roberto Cordeiro
“Como dizem aqui na Europa, ele levantou o Brasil”, conta em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto.
Aqui, Elaine se especializa no idioma espanhol, mas pretende voltar para o Brasil quando concluir o curso. “O espanhol é o segundo idioma no Brasil. Sei que o meu país está melhor e por isso penso um dia poder regressar. Me alegro de ser brasileira”, revelou.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Espanha.
O presidente Lula cumpre o última dia da viagem à Espanha participando de seminário sobre investimentos espanhóis no Brasil. Promovido pelos jornais El País e Valor Econômico, o encontro é a oportunidade de uma avaliação dos recursos destinados por grupos locais no território brasileiro. Antes, Lula se encontrou com diretores e editores do grupo Prisa, que publica El País, para uma conversa durante café da manhã.
No fim da tarde, a delegação brasileira viaja para Lisboa, onde cumpre agenda até amanhã (20/5). A passagem por Madri foi muito bem avaliada pela equipe do presidente brasileiro. Ontem (18/5), Lula teve encontros bilaterais com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Grécia, Carolos Papoulias, e com o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, um dos responsáveis pelo acordo de produção de energia nuclear com o Irã.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Espanha.
Presidente Lula recebe de Maria Tereza de Navega, primeira vice-presidenta do governo da Espanha, o prêmio Nova Economia. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Num discurso marcado por muita emoção, o presidente Lula destacou a importância do relacionamento entre Brasil, Espanha e Argentina, na noite desta terça-feira (18/5), no Palácio de Congressos, no Instituto Feiras de Madri (IFEMA). Ao receber o prêmio Fórum Nova Economia 2010, Lula falou sobre a responsabilidade de um cidadão que surgiu nas fábricas de São Paulo e atuou num dos maiores sindicatos da América Latina assumir a Presidência da República do Brasil. Ele disse que se sua administração não atingisse o índice de aprovação, provavelmente, “um ex-sindicalista demoraria mais de 200 anos para voltar ao comando do Brasil”.
As pessoas precisam ter curso de inteligência e sensibilidade para administrar o seu País.
O presidente afirmou que a popularidade que desfruta é “mérito do povo”. Ele lembrou o discurso de posse, quando disse que se deixasse o governo podendo permitir ao cidadão fazer pelo menos uma refeição diária teria cumprido com sua misão. Lula enfatizou também que deixará o governo com a consciência de que hoje qualquer cidadão, o mais humilde possível, pode chegar ao cargo de presidente. “Não prometi muito. Mas, conseguimos conquistar muito mais do que isso”, disse referindo-se ao prato de comida.
Lula explicou que os países da América do Sul foram melhores no período da crise mundial, entre 2008 e 2009, porque os cidadãos mais pobres seguiram o pedido dele e foram às compras com responsabilidade. “Essa foi uma lição que deveria servir para a Europa que passa pelo período da economia se atrofiando”, explicou. O presidente contou também que na Bolívia foi preciso a população eleger um índio para que o Tesouro boliviano tivesse a maior reserva desde 1940.
Da Espanha, Lula explicou que guardava os melhores sentimentos. Ele recordou que, em 2002, quando venceu a primeira eleição manteve contato com um empresário espanhol no seu comitê de campanha. Naquela ocasião, o interlocutor disse que concederia entrevista coletiva para afirmar que se Lula vencesse as eleições os espanhóis continuariam investindo no Brasil.
O prêmio Nova Economia 2010 foi entregue ao presidente por José Luis Rodriguez Garcia, presidente de Nueva Economía Fórum. Antes do discurso de Lula, a presidente da Argentina, Cristina de Kirchner, contou sobre a aproximação entre Brasil e Argentina conseguida a partir do governo de Néstor Kirchner. Lula contou então que encontravam-se naquele centro de convenções autoridades dos três países com chances de sagrar-se campeão na Copa 2010 que ocorrerá na África do Sul. Segundo Lula, o futebol é hoje a única divergência entre Brasil e Argentina. “O Zapatero contou que a seleção da Espanha é a melhor das últimas Copas do Mundo. Então, se a final não for entre Brasil e Argentina, que seja Argentina e Espanha ou Brasil e Espanha. Só assim teremos integração completa entre a União Européia e o Mercosul”, disse.
Ao deixar o IFEMA, foi cercado por jornalistas que indagaram sobre o acordo fimado com o Irã, com a anuência da Turquia e a mediação do Brasil. “Quero deixar maturar as notícias”, explicou como justificativa do silêncio que tem mantido nas últimas horas desde que selou o acordo com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Espanha.
Todo o conteúdo desse blog é originalmente do Blog do Planalto e está licenciado sob a CC-by-sa-2.5, exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.