
A presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (30/6) começa o dia de trabalho em despacho interno com auxiliares do gabinete da Presidência da República, no Palácio do Planalto.
No final da manhã, de acordo com a agenda, a presidenta recebe em audiência o presidente mundial da Deere & Company, Samuel Allen. Fundada em 1837 nos EUA, a empresa é líder mundial na produção de equipamentos agrícolas e florestais, e uma das maiores fornecedoras de produtos e serviços para construção, jardinagem e irrigação.
Atualmente, o grupo conta com 64 fábricas em 17 países e aproximadamente 52 mil funcionários em todo o mundo, segundo informações da empresa. No Brasil, tem fábricas em Horizontina (RS), Catalão (GO) e Montenegro (RS), entre outras unidades de negócios.
À tarde, ainda de acordo com a agenda, Dilma Rousseff tem reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
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O estranhamento é inevitável: em 21 anos, será a primeira vez que seu nome não constará da cédula de votação numa eleição presidencial. Mas o ânimo continua em alta, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva à emissora TV Tem, de São Paulo. O motivo?
O governo tem candidata à sucessão e estamos preparados para eleger a Dilma presidenta da República. Pelos bons momentos que vive a economia brasileira, Dilma tem condições de encarnar o que está acontecendo no Brasil, porque é altamente qualificada, coordenou o PAC e o Minha Casa, Minha Vida.
Lula concedeu a entrevista momentos antes de participar, em Sorocaba (SP), da inauguração da empresa Case New Holland (CNH), fábrica de equipamentos agrícolas do grupo Fiat, que voltou à atividade cinco anos depois de fechar as portas. O caso é, segundo o presidente, reflexo da confiança que a economia brasileira desperta no mundo.
Temos muitos investimentos diretos no Brasil hoje, sobretudo na agricultura. Por isso eu peço a Deus que tenha cada vez mais chinês comendo, indiano comendo, africano comendo, latino-americano comendo, porque quanto mais tiver gente comendo, mais o Brasil vai ter que produzir, porque não existem nenhum país no mundo que tenha a nossa quantidade de terras agricultáveis.
Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida à TV Tem:
O presidente Lula negou ainda, durante a entrevista, o aumento das ocupações de terra no País, afirmando que o dado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) se refere somente a São Paulo, que concentra no Pontal do Paranapanema (SP). Nos outros 26 estados da federação, afirmou, as ocupações diminuíram 50%. Além disso, mais de 45 milhões de hectares foram desapropriados até hoje – o que significa que mais de 50% de tudo o que foi desapropriado no Brasil foi realizado por este governo, para que haja paz no campo.
“O Brasil precisa do agronegócio e da agricultura familiar e cabe ao governo trabalhar para que os dois segmentos convivam em harmonia”, disse Lula.
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