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Vários sites de jornais ou especializados em esporte estão reproduzindo falsas declarações do presidente Lula sobre o jogador Ronaldinho Gaúcho, do Milan. Na entrevista concedida à agência de notícias Associated Press (AP), na última terça-feira, o presidente não fez qualquer consideração específica sobre jogadores. Ele apenas concordou com o critério do técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Dunga, de convocar os jogadores que estão em melhores condições e contam com a confiança do técnico para cumprir as orientações táticas.

Ouça a entrevista do presidente Lula à AP.

Leia aqui a íntegra da entrevista.


Abaixo, o trecho integral sobre esse tema:

Jornalista: Presidente, eu queria aproveitar para pedir um palpite para o senhor sobre a Copa do Mundo na África do Sul. Como acha que vai estar o Brasil aí nessa Copa? Dunga falou uma coisa: que jogador que está fora da Seleção é melhor do que o que está dentro. O senhor acha que está faltando algum jogador na Seleção?

Presidente: O que o Dunga falou?

Jornalista: Que jogador bom é aquele que está fora, que não é convocado, não é? O jogador ruim é aquele que está dentro. Acho que, um pouco, falando sobre o caso do Ronaldinho.

Presidente: Bem, eu acho que o Dunga fala com autoridade moral. É importante lembrar que em [19]90 o Dunga foi acusado do fracasso da Seleção brasileira na Itália, não é? E, em [19]94, o Dunga voltou e foi campeão do mundo nos Estados Unidos, como capitão da Seleção brasileira. No Brasil é o seguinte: cada um de nós é técnico. O Brasil tem 190 milhões de técnicos, todo mundo é metido a entender de futebol. Então, normalmente acontece. O técnico, que tem a responsabilidade de consultar seus assessores e convocar, de repente as pessoas ficam dizendo: “Ah, mas tal jogador que não foi convocado é melhor”. Se tem uma coisa que eu gosto no Dunga é que ele está convocando jogadores que, naquele momento, estão jogando melhor. Esse é um critério. O outro critério é o critério da confiança. Não basta o jogador ser bom, é preciso saber se o jogador tem a confiança do técnico no cumprimento das orientações táticas que o técnico dá, porque futebol é um esporte coletivo, ou seja, não basta você ficar rebolando sozinho, você tem que chegar no gol do adversário e marcar gol. E eu acho que o Dunga está fazendo um bom trabalho de equipe. Então, eu … O Dunga tem sido um técnico de sucesso no Brasil, mais do que muita gente famosa que dirigiu a Seleção brasileira.

Jornalista: Tem condições de ganhar, o Brasil, essa Copa?

Presidente: Veja, o meu otimismo é tanto, que esses dias eu estava no México, com o presidente Calderón, e o presidente Calderón perguntou a mim se eu ia à abertura da Copa do Mundo, na África. Eu disse: à abertura eu não vou, eu vou ao encerramento da Copa do Mundo, na África, eu vou à final. Porque eu vou fazer, eu vou fazer uma viagem por cinco países africanos. Na sexta-feira que antecede a Copa do Mundo, eu quero fazer uma visita de Estado à África do Sul, no sábado eu descanso e no domingo eu vou ver a final. Mesmo que não seja o Brasil, eu teria que estar lá porque, como o Brasil vai sediar 2014, nós teríamos que participar do encerramento lá.


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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, concedeu entrevista nesta quinta-feira (11/3), em Brasília, para avaliar o resultado do PIB divulgado pelo IBGE. Segundo o ministro, mesmo com recuo de 0,2%, o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 permitiu, entre outras coisas, que o país conseguisse gerar cerca de um milhão de postos de trabalho. Mantega destacou como sendo importante as medidas que o governo federal adotou no auge a crise financeira mundial iniciada a partir dos Estados Unidos.

Mantega frisou também que apesar do impacto da crise no primeiro semestre do ano passado, o cenário se inverteu no semestre seguinte com a população mantendo os níveis de consumo. “Comparando com outros países, o resultado do PIB gerou emprego. O Brasil foi um dos poucos países cujo o resultado em 2009, mesmo sendo pequeno, gerou quase um milhão de novos empregos. Isso explica também porque que o mercado consumidor continua crescendo. Mesmo na crise, continuou se expandindo e voltou agora no último trimestre de 2009 a patamares acima de 7%”, disse o ministro.


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No programa Bom Dia Ministro desta semana, Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) lamentou que não houve debate quando da tramitação do projeto que estabece o benefício adicional ao Bolsa Família para alunos tendo por parâmetro o desempenho escolar. A propsota foi aprovada na Comissão de Educação do Senado. “Estamos sempre abertos às propostas, ao aperfeiçoamento deste programa, que hoje está presente em todos os municípios brasileiros, atendendo a 50 milhões de pessoas”, afirmou o ministro.

O Bolsa Família é um programa de combate à pobreza, com foco de garantir o direito à alimentação. Conforme o ministro, “por este motivo, o presidente Lula já havia alertado que o projeto apresentado ao Senado deveria estabelecer a fonte de onde virá o dinheiro”.

Ouça a íntegra do programa Bom Dia Ministro


Patrus Ananias informou, na entrevista, que, em fevereiro deste ano 709.904 benefícios foram cancelados porque as famílias não atualizaram os dados cadastrais. No mês anterior foram cancelados 23.500 benefícios porque crianças e adolescentes que não comprovaram a freqüência escolar no período de outubro e novembro de 2009.

O ministro disse que “o governo busca aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização do Bolsa Família, com a atualização dos cadastros. A palavra de ordem no ministério com relação à fraude é tolerância zero”. Neste ano, 1,1 milhão de beneficiários do programa deverão atualizar os dados cadastrais nas prefeituras. A atualização será feita de acordo com o Número de Identificação Social (NIS), que é o último número do cartão usado para o pagamento do benefício.

Na entrevista, Patrus Ananias também falou sobre a PEC 047, de 2003, que inclui o Direito Humano à Alimentação entre os direitos sociais da Constituição federal. “Na prática, esses direitos já são de fato, da população, por meio de uma série de ações e programas do governo para famílias mais pobres. Com o Bolsa Família, restaurantes populares, bancos de alimentos, feiras e mercados livres, estamos acabando com a fome no Brasil, garantindo o direito fundamental à alimentação com regularidade e com qualidade e quantidade”, destacou.


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Viagens internacionais

Às vésperas do início da viagem ao Oriente Médio – onde visitará Israel, Palestina e Jordânia – o presidente Lula defendeu que se pense “em novos interlocutores para a questão dos conflitos” naquela região do planeta. Lula fez esta avaliação em entrevista exclusiva à Associated Press concedida ontem (9/3), no gabinete provisório da Presidência da República, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Porém, o presidente brasileiro afirmou também “ficar com a impressão de que as pessoas pensam que o Brasil está se oferecendo para ter alguma função no conflito do Oriente Médio”.

“Primeiro, nós brasileiros respeitamos muito a determinação de cada país escolher quem ele quiser como negociador, como interlocutor. O que o Brasil tenta explicitar publicamente a todos os presidentes com quem conversamos, aos palestinos, a israelenses, aos árabes, aos americanos, aos europeus, é que é preciso que a gente comece a pensar em novos interlocutores para a questão dos conflitos no Oriente Médio. O Oriente Médio clama por paz, é necessário que tenha paz, e o correto seria que nós tivéssemos nas Nações Unidas a representatividade suficiente para coordenar o processo de paz e executar o processo de paz. Acontece que as Nações Unidas estão enfraquecidas, ou seja, a fotografia da geopolítica que governa as Nações Unidas hoje, no Conselho de Segurança, está muito distante do que nós precisamos”, disse.

Lula explicou que tinha duas teses para a questão. “A primeira é a seguinte: quem quer a paz no Oriente Médio? Nós temos que juntar de um lado. Depois, quem é que não quer a paz? Juntar do outro lado e começar a conversar, porque você tem gente de Israel que quer paz, você tem gente que não quer; você tem na Palestina gente que quer, gente que não quer. Você não sabe o que pensa a Síria, você não sabe o que quer o Irã, você não sabe o que quer o Catar, o que quer a Jordânia, o que querem os americanos, o que querem os franceses. Então tem que juntar todo mundo e dizer o seguinte: “Bom, vamos começar uma conversa franca, aqui, e vamos saber se a gente quer ou não quer paz no Oriente Médio”. Eu acho que não dá mais para ficar do jeito que está, sabe? Eu estou visitando agora o Oriente Médio, mas em maio eu vou visitar o Irã, e eu quero conversar com todo mundo para poder fortalecer a ideia de que através do diálogo você tem mais chance de construir uma política de paz no Oriente Médio”, afirmou.

Leia aqui a íntegra da entrevista.

Ouça a íntegra da entrevista concedida pelo presidente Lula.

Durante a entrevista, o jornalista enfocou também a questão da greve de fome de um prisioneiro cubano em Havana. A seguir, reproduzimos a íntegra do trecho que tratou o assunto:

“Jornalista: Queria perguntar também sobre a viagem que o senhor acabou de fazer para Cuba. Naquele momento estava a situação daquele dissidente, que estava em greve de fome, agora tem outro cara em greve de fome também. Como o senhor acha que Cuba lidar com essa situação dos dissidentes?

Presidente: Olha, veja, eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos aqui em São Paulo entrassem em greve de fome e exigissem a liberdade. Ora, veja… nós temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de prender as pessoas em função da legislação de Cuba, como eu quero que eles respeitem o Brasil, como eu quero respeitar aquilo que os Estados Unidos fizerem cumprindo a lei. A partir daí, um cidadão fazer uma greve de fome até se permitir morrer… Eu já fiz greve de fome e nunca mais eu farei, nuca mais eu farei. Eu acho uma insanidade judiar do próprio corpo. Mas, não é apenas em Cuba que morreu um cara de greve de fome. Tudo mundo sabe o que acontecia na Irlanda, quanta gente do IRA morreu de greve de fome? Eu vejo muita gente que hoje critica o governo cubano por causa da morte, não falava nada da morte do IRA. Era como se fosse uma coisa normal morrer lá na Irlanda e não fosse normal as pessoas morrerem em outros países. Eu gostaria que não acontecesse, agora não posso questionar as razões pelas quais o cubano prendeu ele, como não quero que Cuba me questione pelas razões que pessoas estão presas no Brasil. Sabe, ninguém pode, ninguém pode colocar em dúvida o exercício da democracia no Brasil, ninguém pode colocar em dúvida. Não tem um país do mundo hoje e não tem um governo do mundo que tenha exercitado a democracia como nós exercitamos. Aqui neste país, para tomar as grandes decisões de políticas públicas, nós fazemos conferência nacional que envolve milhares de pessoas na cidade, milhares de pessoas nos estados e depois milhares de pessoas aqui, em Brasília, nas conferências nacionais para a gente determinar nossas políticas.

Jornalista: Então, seria bom isso em Cuba, também, alguma coisa assim?

Presidente: Veja, acho que seria bom em qualquer país. Eu vejo que Cuba não faz, Estados Unidos não fazem, França não faz, Alemanha não faz. Não vejo ninguém fazer. Talvez eu faça por causa da minha origem sindical e da minha origem do movimento social, que é um hábito que eu aprendi a fazer na minha militância política. Quanto mais você tiver capacidade de ouvir as pessoas, menos chance você tem de errar. É simples isso. Essa é democracia que eu chamo de democracia partilhada – democracia compartilhada com a sociedade. Não é porque a sociedade me deu um mandato de presidente que eu posso fazer o que eu quero, não! Vamos ouvir o povo para que ele seja cúmplice das boas coisas que nós fazemos no Brasil.”

A entrevista também abordou temas como a relação entre o Brasil e o Irã, as medidas anunciadas esta semana pela equipe econômica no que diz respeito a taxação de produtos norte-americanos importados pelo Brasil e a saúde do presidente Lula tomando por início da conversa a crise de hipertensão verificada no Recife horas antes de embarcar para Davos, na Suíça, onde participaria da reunião do Fórum Econômico Mundial (FEM). A sucessão presidencial também mereceu destaque por parte da AP. A reunião sobre mudanças climáticas, em dezembro do ano passado, em Copenhague (Dinamarca), e a Copa do Mundo 2010 na África do Sul foram abordados na conversa.


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O presidente responde
A coluna semanal O Presidente Responde aborda temas referentes à compra dos super caças pelo governo brasileiro, rodovias e desenvolvimento de esportes nas escolas. O motorista carioca Osvaldo Nascimento Silva abordou o primeiro tema: Por que o senhor ainda não autorizou a compra dos super caças? Não há potência econômica sem poder militar e os riscos à nossa soberania são evidentes”, indagou.

“Ainda não tomamos uma decisão a respeito justamente pela importância que a escolha terá sobre a capacidade de defesa e sobre o desenvolvimento tecnológico e industrial do Brasil. Temos que ser muito cautelosos. A FAB já fez sua análise e pré-selecionou três modelos que atendem às suas necessidades técnicas. Agora é a hora de o governo fazer a análise estratégica, política e econômica para apontar qual proposta trará mais benefícios para a sociedade. Posso adiantar que a empresa a ser escolhida, seja qual for, terá que se comprometer com a transferência irrestrita de toda a tecnologia de ponta”, afirmou o presidente Lula.

Leia a íntegra da coluna aqui.


Adair Syrio Júnior, comerciante de Caeté (MG), questionou sobre as condições a BR-381. Segundo o presidente, tanto esta rodovia quanto a BR 262, alternativa para chegar a Vitória e o norte do Espírito Santo vão ser incluídas no PAC 2, que será lançado até o fim do mês. “Na semana passada, concluímos que o melhor é realizar as obras através do DNIT. Decidimos então cancelar a concessão e incluir essas obras no PAC-2, para que a duplicação seja efetuada com recursos da União. Também vou colocar no PAC-2 obras que vão melhorar significativamente a BR-262, de BH até Vitória, com duplicação nos trechos de maior movimento. Com estas medidas, espero que possamos garantir o máximo de segurança para os usuários”, explicou.

A questão do desenvolvimento dos esportes nas escolas com foco na Copa do Mundo 2014 e nas Olimpíadas 2016 foi levantada pelo contador gaúcho Carlos Alberto F. de Azevedo. “O empenho para o Brasil sediar os dois eventos teve o objetivo, entre outros, de promover uma grande mudança na cultura esportiva do país. Pelo programa Mais Educação, do MEC, os alunos participam, nos turnos vagos, de várias atividades, incluindo natação, basquete, vôlei, futebol, handebol e judô”, disse o presidente.


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Agenda presidencial

O presidente Lula cumpre agenda de trabalho, nessa terça-feira (9/3), em Brasília. Agora pela manhã, no gabinete provisório no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Lula concede entrevistas. Na pauta, a viagem que fará na próxima semana a Israel, Palestina e Jordânia. O presidente brasileiro recebe a equipe dos jornais Haaretz e The Marker, além das agências de notícia ANBA e Associated Press.

Às 11h, Lula tem audiência com o secretário-executivo do Prêmio Félix Houphouët-Boigny, Alioune Traoré, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O presidente Lula se reúne também com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. À tarde, Lula comanda reunião da equipe sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) II.


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O presidente Lula recebeu com perplexidade matéria do jornal O Globo desta segunda-feira (8/3) que critica a participação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na cerimônia de inauguração de um hospital, ontem (7/3), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo o jornal, a obra não recebeu recursos do governo federal para justificar a presença da ministra. Lula rebateu em entrevista concedida hoje de manhã à rádio Melodia FM:

Qualquer pessoa menos medíocre entenderia que o Rio só teve recursos para o hospital porque o governo destinou dinheiro para outras obras.

O presidente enfatizou ainda durante a entrevista que o Rio de Janeiro merece todo o apoio do governo federal, pois nos últimos tempos, a capital fluminense só teve prejuízos.

A cara do Brasil no exterior é o Rio. Quanto mais o Rio se desenvolver, melhor para todos nós brasileiros.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

Para ler a transcrição da entrevista, clique aqui.

Perguntado sobre qual seria seu maior legado, Lula afirmou que é o fato de que, como representante da população mais humilde, “chegou ao governo e sabe governar”. Ele explicou também que perdeu duas eleições e, em todas as ocasiões, o que mais o frustrava era o fato de o povo pobre não votar nele:

Ora, ele achava que eu era comunista, esquerdista demais, ora ele achava que eu era igual a ele e, portanto, eu não tinha condições de governar. Então, qual é o grande legado que eu quero deixar para este País? É o seguinte: a maioria do povo humilde deste país está aprendendo que um deles chegou ao governo e sabe governar.

O presidente Lula destacou os investimentos que o governo federal vem fazendo em todo o País, em especial em áreas carentes como as que estão recebendo os recursos no Rio de Janeiro – Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão e Manguinhos, entre outros.

Lula fez ainda, durante a entrevista, uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher:

Acho que no mundo as mulheres têm cada vez mais importância no cenário político, no mundo do trabalho. As mulheres estão cada vez mais ocupando cargos importantes, sem pedir favor. Ou seja, no fundo, no fundo a mulher está deixando de ser utilizada como se fosse cidadã de segunda classe, como se fosse objeto, e está se colocando como um ser político, e ela, então, está ocupando espaços extraordinários na política nacional.


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Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, discutiu com o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim a melhor forma de lidar com o Irã e seu embrionário programa nuclear. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, discutiu com o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim a melhor forma de lidar com o Irã e seu embrionário programa nuclear. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro de Relações Exteriores Celso Amorim defendeu a posição brasileira de não pressionar o Irã com sanções, após reunião com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, nesta quarta-feira (3/3) no Palácio Itamaraty, em Brasília:

Cada país tem que pensar com a sua própria cabeça. Nós pensamos com a própria cabeça. Nós queremos um mundo sem armas nucleares e certamente onde não exista proliferação. A questão é de saber qual é o melhor caminho para chegar lá.

Para Clinton, Estados Unidos e Brasil estão de acordo que é necessário evitar que o Irã desenvolva armas nucleares. “Nós debatemos o valor central da não proliferação e o nosso comprometimento comum de fazer com que o Irã não tenha armas nucleares”, disse ela. Após o encontro com o ministro Celso Amorim, Hillary Clinton se encontrou com o presidente Lula no gabinete provisório da Presidência da República instalado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

Segundo Amorim, o Brasil ainda não se manifestou sobre seu voto no Conselho de Segurança da ONU quanto à questão iraniana. “Nunca disse como o Brasil vai votar no Conselho, mas acreditamos que seria bom colocar um pouco de ar fresco nas negociações. Queremos chamar os líderes do projeto nuclear do Irã para uma conversa”.

No encontro entre Amorim e Clinton, também foram tratados temas como mudança do clima, promoção da igualdade racial, negociações na Organização Mundial de Comércio (OMC), cooperação com o Haiti e países africanos, e reforma da Organização das Nações Unidas (ONU).


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Não é prudente “encostar o Irã contra a parede” em relação ao programa nuclear daquele país, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (3/3) após o lançamento do Portal Brasil, em Brasília. Segundo Lula, é preciso dar ênfase ao diálogo:

É preciso estabelecer negociações. Quero para o Irã o mesmo que quero para o Brasil: usar energia nuclear para fins pacíficos. Se o Irã tiver concordência com isso, terá o apoio do Brasil.

O presidente Lula recebe ainda hoje a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton. Lula foi questionado sobre um possível pedido de sanção ao Irã por parte de Clinton, ao que respondeu afirmando que isso deve ser tratado pelo chanceler Celso Amorim.

Para ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui:


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Durante o lançamento do novo Portal Brasil, o presidente Lula conversou por meio de um link ao vivo com um aluno de escola pública de Teresina, Francisco Ruan, que tem como sonho trabalhar na Nasa e ser astronauta:

Lula também conversou com a professora de Ruan, Ruthinéia, que é diretora da escola, considerada modelo por ter 100% de aprovação de seus alunos e maior índice de leitura do País. A professora se emocionou na conversa, por estar realizando o sonho de seu pai, um marceneiro, de falar com o presidente Lula.

Situada na periferia de Teresina, a Escola Casa Meio Norte, tem 754 alunos, 37 professores e apresenta números de excelência: 100% de aprovação dos alunos e de frequência dos professores e 0% de evasão escolar. Lá, são servidas quatro refeições diárias e os alunos têm aulas de balé e música, e boa parte das famílias de Cidade do Leste, bairro onde está localizada a escola, recebe o Bolsa Família. A escola tem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) mais alto do País país – 5,9 –, quando a meta estabelecida pelo MEC para 2022 é de 6,0.


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