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O governo federal anunciou nesta segunda-feira (25/4) a ampliação do prazo para estudantes bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) se formarem. Conforme a Portaria Normativa nº 9 do Ministério da Educação, os bolsistas do programa terão duas vezes o período mínimo do curso de graduação para se formarem; antes o prazo era de uma vez e meia. Com isso, os estudantes ganham mais tempo para concluírem a graduação utilizando a bolsa de estudos do ProUni.

Com a mudança, por exemplo, o bolsista de um curso regular de quatro anos, que antes teria até seis para se formar, passa a ter oito para concluir a graduação. A medida dá ao estudante que eventualmente não consiga terminar o curso no tempo regular — por necessidade de trancamento ou outros motivos — o direito à bolsa até a conclusão dessa etapa dos estudos.

De acordo com a nova regra, no caso de bolsa concedida para curso na qual o estudante beneficiário já estiver matriculado, será deduzido do prazo o período cursado antes da concessão da bolsa.

Criado em 2004, o ProUni oferece bolsas integrais e parciais (50% da mensalidade) a estudantes em instituições particulares de educação superior. Desde então, 863 mil estudantes foram contemplados com bolsas de estudos.


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As cidades de Maputo, Beira e Lichinga, em Moçambique, marcam o início, nesta segunda-feira (14/3), das aulas dos quatro primeiros cursos de graduação a distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB) oferecidos na África. A iniciativa do governo brasileiro atende a um dos dispositivos do Acordo de Cooperação Cultural celebrado entre os dois países.

Ingressam na formação 630 estudantes. A graduação em pedagogia e as licenciaturas de matemática e biologia têm 180 vagas por curso e administração pública, 90 vagas. O governo de Moçambique distribuiu as vagas de forma igualitária entre a capital, Maputo, e as cidades de Beira, que fica a 1.200 quilômetros de distância, e Lichinga, na região noroeste e a 2 mil quilômetros de Maputo.

Segundo o Ministério da Educação do Brasil, a graduação de professores e a qualificação de quadros técnicos do governo de Moçambique serão feitas pelas universidades federais de Juiz de Fora (UFJF), de Goiás (UFG), Fluminense (UFF) e do Rio de Janeiro (Unirio), filiadas à Universidade Aberta do Brasil e integrantes do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) do Ministério da Educação.

De acordo com dados da Assessoria Internacional do MEC, 20 professores das quatro universidades e 20 educadores indicados pelo governo de Moçambique vão trabalhar no desenvolvimento desses cursos durante quatro anos. Os estudantes terão à disposição acompanhamento de tutores presenciais nos polos e a distância, material didático impresso e recursos multimídias.

Até o próximo sábado, uma equipe de coordenadores dos cursos das universidades federais de Juiz de Fora, Goiás, Fluminense e do Rio de Janeiro, da UAB e técnicos em informática e de laboratórios farão reuniões em Maputo, Beira e Lichinga com coordenadores e técnicos locais para acertar os últimos detalhes.

Nos três polos, a equipe vai verificar se os laboratórios e as conexões de internet estão prontos para receber os alunos e se o material didático de apoio está disponível. Nesse período, os coordenadores locais e os tutores participam da terceira fase de capacitação. O Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro (Cederj), que é um consórcio de universidades públicas do Rio e que trabalha com a UAB, começa a elaborar o material didático para o segundo semestre, que inicia em agosto.

A oferta de cursos de graduação em Moçambique envolve parceiros dos dois países. Do Brasil, o MEC, as universidades federais do sistema UAB, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia que cuida do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores; de Moçambique, o Ministério da Educação.

A parceria entre o Brasil e Moçambique prevê a formação de 5,5 mil professores da educação básica e 1,5 mil servidores da administração pública, entre 2011 e 2017.

País situado na costa oriental da África, Moçambique tem cerca de 20 milhões de habitantes e apresenta indicadores sociais baixos: expectativa de vida de 42 anos; alfabetização de 38,7% da população; índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,40; taxa de mortalidade infantil – 95,9 por mil crianças nascidas vivas.


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O Brasil ganhou nos últimos oito anos 10 mil escolas em tempo integral e beneficiou 2,2 milhões de alunos, em um projeto que será ampliado e fortalecido no governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff, salientou o presidente Lula nesta segunda-feira (29/11), na solenidade de premiação da etapa nacional da Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro”, em Brasília (DF).

Nós fizemos um pouco e certamente a Dilma fará muito mais. E em todas essas escolas tem aula de música. Significa que daqui a pouco quem quiser ir a um grande concerto não terá mais que ir a Viena, vai a qualquer estado deste país e vai assistir o que bem entender, porque a Dilma se comprometeu a fazer mais 32 mil escolas de tempo integral.

Ao ressaltar programas voltados para a ampliação e melhoria do ensino brasileiro, Lula citou o programa Universidade para Todos (ProUni), que já formou 704 mil alunos, o Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que duplicou o número de vagas nas universidades públicas, e o programa de Financiamento Estudantil (Fies), que a partir de agora isenta o beneficiado de apresentar a figura do fiador, ampliando o acesso ao ensino superior.

Queremos dizer em alto e bom som: estamos caminhando para neste país não ter um único ser vivo deste país que diga ‘eu não estudei porque porque não tinha dinheiro’. Se não tiver condições de entrar na pública, vai estudar em uma privada e vai ter bolsa.

Em seu discurso, o presidente se dirigiu aos estudantes participantes da Olimpíada de Língua Portuguesa que não ficaram entre os vencedores para que não desanimem, que persistam nos estudos pois assim como ele, que perdeu diversas eleições e não desistiu, o sucesso chegará como consequência do esforço e determinação. O presidente disse ainda que durante os oito anos de seu mandato trabalhou para o Brasil exportar conhecimento, inteligencia e tecnologia de ponta e que “um povo porreta como vocês só pode dar certo”.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

A edição 2010 da Olimpíada de Língua Portuguesa alcançou 99% dos municípios do país. Nas quatro categorias – poema, memórias literárias, crônica e artigo de opinião – foram recebidas 239.435 inscrições de professores de 60.123 escolas públicas, que mobilizaram 7 milhões de estudantes de ensino Fundamental e Médio. Os 500 alunos e professores semifinalistas receberam medalhas de bronze e coleções de livros; os 152 finalistas foram premiados com medalhas de prata e aparelhos microsystem e os 20 vencedores contemplados co medalhas de ouro, computadores e impressoras. As escolas dos estudantes vencedores receberão laboratórios de informática, compostos por dez microcomputadores e uma impressora, além de livros para a biblioteca.


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Antes da aula inaugural, presidnente Lula conheceu laboratório de Biologia doado pelo governo brasileiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

Na aula inaugural proferida para alunos do ensino à distância, em Maputo, Moçambique, o presidente Lula deu um tom muito otimista. Durante mais de 30 minutos de conversa – inclusive foi assistido por estudantes que estavam em três pontos diferentes da região metropolitana de Maputo – o presidente brasileiro defendeu a autoestima do povo como forma de mostrar ao mundo que “se acreditarmos em nós mesmos poderemos ser tão sabidos quanto eles” [países desenvolvidos]. Lula buscou demonstrar que os investimentos do governo brasileiro na implantação dos cursos na capital moçambicana tem por finalidade “resgatar uma dúvida histórica” para com os povos africanos.

“Nenhum tema é tão capaz de unir e transformar um país quanto a educação. É por isso que o dia de hoje se reveste de grande significado para Moçambique e o Brasil. Estamos dando um passo vigoroso para a cooperação entre nossos países, cujo alcance talvez não possamos hoje sequer imaginar com precisão.”


Segundo Lula, “com o lançamento dos primeiros pólos moçambicanos da Universidade Aberta do Brasil, estamos dando um passo firme em direção ao maior aprofundamento da cooperação entre nossos países”. “Nada é mais urgente do que a capacitação de moçambicanos e brasileiros para construir sociedades cada vez mais democráticas e prósperas e, assim, firmar nossa presença soberana no mundo”, completou.

Antes da exposição, o presidente Lula conheceu os laboratórios de Biológia e Computação do Campus de Matemática da Universidade Pedagógica Lhanguene Maputo. Na entrada principal, foi saudado por cerca de 30 alunos da Escola Primária 16 de Junho (data comemorativa ao Dia das Crianças Africanas e da moeda de Moçambique).

Já no interior do auditório, Lula foi apresentado aos convidados moçambicanos pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, que fez os agradecimentos em nome do governo local. O governo brasileiro investirá cerca de US$ 32 milhões num período de nove anos para permitir o ensino à população desta país do sudeste da África.

Aula inaugural

A exposição do presidente Lula foi feita em duas etapas. A primeira tratou-se da leitura do discurso, quando apresentou aos convidados avanços no setor educacional brasileiro. Segundo Lula, os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal contam com 600 pólos de ensino à distância. “Os estudantes contam com infraestrutura de laboratórios e bibliotecas, além da assistência de professores e tutores treinados nas ferramentas de educação à distância. A infraestrutura de informática permite aos estudantes interagir com professores, mesmo quando estes estão a centenas ou milhares de quilômetros de distância”.

Mais adiante, com microfone em punho, ele relatou sobre o aumento da quantidade de universidades federais, institutos técnicos, bem como a oferta de bolsas de estudos em universidades particulares por meio do ProUni e a oferta de vagas nas universidades federais, pelo ReUni. Lula foi muito aplaudido quando informou que ele e o vice-presidente José Alencar, apesar de não terem curso superior, entram para a história do Brasil como os governantes que mais fizeram pelo setor educacional do país.

O presidente explicou também que o povo africano deve se valorizar. Segundo ele, a Embrapa tem programa para desenvolver a savana africana que garantirá o aumento da produção de alimentos. Para o presidente brasileiro, esse será o grande filão pois mesmos os países desenvolvidos buscarão comida produzida nestes celeiros.

A agenda do presidente Lula prevê encontro com empresários brasileiros num hotel em Maputo e reunião bilateral com o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, no Palácio da Ponta Vermelha.

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A divisão da sociedade brasileira entre os que podiam estudar em boas escolas e escolher depois as melhores universidades, e os que não podiam, está no fim. Com os mecanismos criados pelo governo para subsidiar o estudo dos jovens mais pobres, há cada vez mais oportunidades para todos. Dinheiro para educação não é gasto, mas investimento, frisou o presidente Lula durante evento realizado nesta quinta-feira (21/10) para a entrega das novas instalações do campus Porto da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

O mundo era dividido assim: tinham aqueles que podiam estudar em escolas boas, do ensino fundamental até o segundo grau, escolas bem pagas, escolas de alto nível educacional, e tinha a maioria dos pobres que eram obrigados a estudar em escola pública. Quando chegava no ensino universitário, era o rico, que tinha podido estudar em uma escola boa, que ia para uma universidade grátis, e o pobre, que não tinha estudado em uma escola boa, é que tinha que pagar uma universidade. Era o pior dos mundos… Essa sociedade dividida entre quem pode e quem não pode está acabando no Brasil.

Lula afirmou ainda que desde a sua posse foi enfático em dizer que era a educação, e não o mercado, que iria ajudar a combater os principais problemas do País.

Ora, se o governo não cuida do aposentado, não cuida dos trabalhadores, não cuida das crianças, não cuida dos índios, não cuida da nossa floresta amazônica, não cuida das nossas águas, ainda não quer que ninguém estude, eu quero saber para que servia o Estado brasileiro até então.

A ampliação do campus Porto em Pelotas é parte do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e resultou na entrega de 29 novas salas de aula, nove laboratórios e 19 salas administrativas destinadas à área acadêmica, totalizando 11 mil metros quadrados. Desde o início da expansão das universidades, em 2003, já foram criadas 14 novas universidades e mais de 100 campi novos.

O Reuni, em um ano e meio, se tornou uma coisa revolucionária. Nós conseguimos mais que dobrar. De 113 mil alunos, que era a renovação das escolas federais todos os anos, já chegamos nesse ano para 259 mil alunos, mais do que o dobro.


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Presidente Lula, o ministro Fernando Haddad (Educação) e o presidente da UNE, Augusto Chagas, posam após cerimônia de anúncio das mudanças do Fies. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A nova direção da União Nacional de Estudantes (UNE) terá que pensar em um novo programa para a educação, uma vez que a pauta de reivindicações foi atendida praticamente em sua totalidade, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (20/10), na cerimônia de anúncio das novas medidas para o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

Sem precisar tomar nenhuma ‘cacetada’ como se tomou antigamente, serem presos como foram antigamente, apanhar e ser perseguidos como foram antigamente, sem serem expulsos de nenhuma universidade, vocês conseguiram quase tudo que vocês reivindicaram. Agora, a nova direção da UNE terá que pensar em um novo programa, independentemente de quem seja o governo. E o Fies vai fazer com que a UNE seja mais representativa nas universidades privadas, onde é sempre mais difícil fazer política. Eu acho que agora vocês vão ganhar mais abrangência. Nós estamos universalizando a participação da UNE no movimento estudantil brasileiro.

Para Lula, um País como o Brasil, que tem estados com 92% dos estudantes universitários em escolas particulares, merecia o Fies, que permite “universalizar as possibilidades para todo e qualquer jovem, independentemente da origem social, posa estudar”.

Não há mais retorno. Não é possível imaginar que alguém ouse parar com essa caminhada da educação em nosso país, porque as pessoas perceberam que é possível terem acesso à educação no país. O Brasil percebeu que nós estamos na era do conhecimento e que investir em educação é mais do que necessário.

Em entrevista após a cerimônia, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que um dos maiores entraves para a ampliação do Fies era a exigência de fiador. Com a mudança, o programa dispensará a figura do fiador para estudantes com renda per capta de até 1 salário mínimo e meio e para alunos de licenciatura, sem restrição de renda.

Com isso, vamos incluir a grande parcela da população que não tem acesso ao ensino superior. Os alunos que possuem bolsa parcial pelo ProUni também poderão aderir ao novo formato do Fies. Dessa forma, praticamente universaliza-se o acesso ao ensino superior.

A partir de amanhã (21/10), as universidades interessadas em dispensar os estudantes da apresentação de fiador no Fies poderão aderir ao novo modelo. Os universitários que já fazem parte do Fies e estão pagando suas dívidas também poderão pedir a ampliação do prazo conforme as novas regras. As universidades que aderirem abrirão mão de 7% do valor das mensalidades dos alunos sem fiador.


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Duas medidas anunciadas nesta quarta-feira (20/10) pelo presidente Lula facilitam a vida dos estudantes que usam o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e reafirmam a prioridade por universalizar o acesso do brasileiro ao ensino superior.

A principalmente mudança é que agora quem pleitear recursos do Fies não precisará mais apresentar um fiador. Para tal, foi instituído o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), composto por recursos do Tesouro e parte dos títulos que são transferidos pelos Fies às instituições participantes. Esse fundo será o fiador do estudante, desde que ele esteja matriculado em cursos de licenciatura ou que tenha renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio.

Augusto Chagas, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), acredita que a não obrigatoriedade do fiador vai facilitar a vida de quem não tinha acesso às universidades, resultando no aumento significativo do número de vagas do Fies.

Agora, com essa conquista do fundo fiador, finalmente quem de fato mais precisa do financiamento vai ter acesso a ele. Acho que é uma conquista importante. Jovens que hoje estão fora da universidade que querem estudar, querem ter uma profissão melhor, querem se preparar vão ter a oportunidade também por meio desse programa.

Outra medida anunciada é a possibilidade de renegociação dos contratos antigos com a possibilidade de alongamento do prazo de quitação. Pela medida, os estudantes que tenham firmado contrato com o Fies até 14 de janeiro de 2010 poderão solicitar a revisão do prazo total de quitação para até três vezes o período de utilização do financiamento, acrescido de 12 meses, regra que já vale para os contratos firmados desde janeiro deste ano, quando foram publicadas as mudanças no Fundo.

Para verificar o novo valor da parcela, está disponível no site do Fies um simulador que permite que os estudantes confiram como ficará seu financiamento. Para o cálculo do novo prazo, será deduzido o período de amortização transcorrido até a data da formalização do pedido.


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Presidente Lula conversa com o ministro Fernando Haddad (Educação) durante inauguração de sete campi de universidades federais no Rio Grande do Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A arte de governar é conhecer as necessidades do povo, chamar a sociedade para participar da consolidação das políticas públicas, e não ter preconceitos e nem medo de ouvir as demandas populares, afirmou o presidente Lula nesta sexta-feira (3/9), em Santa Maria (RS), na cerimônia de inauguração simultânea de prédios em 7 campi universitários federais no Grande do Sul.

Imaginem o absurdo do absurdo: eu sou um presidente do país e não recebo reitores, não recebo prefeitos, não recebo trabalhadores, não recebo estudantes, não recebo entidades. Então, o que eu estou fazendo na Presidência da República, para quem eu estou governando? Como é que a gente poderia consertar o país se a gente não chamasse a sociedade para ajudar a consertar o país?

Lula disse que se cada governante se preocupasse em atender as necessidades básicas da população, a realidade brasileira seria bem diferente:

A grande lição de vida, o grande legado que eu vou deixar e que pode servir de lição de vida para quem vier governar depois de mim é fazer o óbvio. Se cada um de nós fizesse o óbvio quando estamos no governo, nós não erraríamos e faríamos a revolução que estamos fazendo

Segundo o presidente, o contato direto com o povo é responsável pelo fortalecimento da democracia e o desenvolvimento do País. Lula citou como exemplo a abertura do Palácio do Planalto para representantes de segmentos sociais, que passaram a ter acesso ao governo para que suas demandas fossem ouvidas. Ele lembrou que muitos consideraram que o governo estava “avacalhando” o Palácio do Planalto ao levar até lá catadores de papel, moradores de rua, representantes dos sem-teto. Mas o Palácio, frisou Lula, não é espaço apenas para reis, rainhas, presidentes e banqueiros, mas também para estabelecer uma nova relação entre o governo e a sociedade.

O que nós estamos querendo é mudar o preconceito que levou este país a tantos anos de atraso, mudar a lógica perversa de que o Brasil deveria ser governado para 35% da população – o resto era o resto. Os preconceitos vão sendo derrubados para mostrar que é possível, através da democracia, a gente conquistar mais espaço.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O evento em Santa Maria marcou a inauguração de sete campi de quatro universidades federais gaúchas: Santa Maria, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Dom Pedrito e Jaguarão, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa); Carreiros, da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg); e o campus do Vale, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

No campus sede, em Santa Maria (UFSM), foram inaugurados o restaurante universitário, as obras de ampliação do Centro de Tecnologia – 14 salas de aula com capacidade total de 732 alunos e 5 laboratórios – e o Núcleo de Tecnologia dos Alimentos. Em funcionamento desde 1960, o campus oferece cerca de 2,9 mil vagas neste ano, em mais de 70 cursos.

No campus de Frederico Westphalen (UFSM) foram inauguradas as obras de um novo bloco com seis salas de aula e capacidade total para 384 alunos, quatro laboratórios e biblioteca, e o restaurante universitário. Já no campus de Palmeira das Missões (UFSM) foi inaugurado um novo bloco com seis salas de aula e capacidade para 384 alunos, quatro laboratórios e biblioteca.

No campus de Dom Pedrito (Unipampa), foram entregues sete novas salas de aula, dez laboratórios, uma biblioteca, além de salas administrativas e de professores. O campus oferece os cursos de Tecnologia em Agronegócios e Zootecnia e 100 vagas neste ano.

O evento marcou ainda a conclusão da construção do campus de Jaguarão (Unipampa), uma área de 5,6 mil m2, 20 salas de aula, um laboratório, um auditório para 130 pessoas, uma biblioteca e 28 salas para professores e setor administrativo. A unidade oferece os cursos de licenciatura em Letras, Pedagogia, História e Tecnologia em Gestão do Turismo, e oferece 250 vagas neste ano.

No campus Carreiros (Furg), foram entregues a primeira etapa do prédio do curso de Psicologia, o Centro de Microscopia Eletrônica, um pavilhão com 16 salas de aula e capacidade para 1.240 alunos, e o Laboratório de Estudos dos Oceanos e Clima. O campus está em atividade desde 1978 e oferece cerca de 1.770 vagas em 40 cursos. Na unidade do Vale (UFRGS) foram inauguradas as obras de ampliação do restaurante universitário e o novo prédio da Prefeitura Universitária. Em atividade desde 1970, o campus oferece 1.834 vagas em 33 cursos.


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Mais do que cumprir seu papel acadêmico, o que se espera da nova Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) é que ela seja uma caixa de ressonância dos anseios dos povos da América Latina, sendo ouvida e respeitada como um centro avançado de referência da inteligência dos países da região, afirmou o presidente Lula durante a aula inaugural que deu na instituição, em Foz do Iguaçu (PR). Citando o economista Celso Furtado, Lula disse aos alunos da primeira turma da Unila que a integração regional tem que criar novas estruturas para funcionarem como alavancas de uma nova lógica de desenvolvimento. “Esse é o espírito que deve orientar a Unila”, afirmou Lula. “Esse é o protagonismo estratégico que esperamos dela, como caixa de ressonância de um novo e auspicioso capítulo da unidade regional.”

Na primeira parte de sua fala, o presidente Lula leu um discurso em que falou da importância de se desenvolver a tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai, oferecendo crescimento econômico, empregos, educação, saúde, lazer e urbanismo, para garantir a segurança da região, porque toda fronteira é na verdade uma grande sala de visitas de um país para o outro. Não há segurança sem cidadania, frisou o presidente brasileiro.

“Quem acha possível haver segurança sem cidadania esquece que as fronteiras representam também o espaço onde começa um país. Ela forma de fato uma espécie de sala de visita da sociedade, a síntese daquilo que somos, daquilo que estamos construído, daquilo que queremos ser. (…) Para que as nossas fronteiras possam representar dignamente o país, com respeito a nossos vizinhos e a nós mesmos, estamos assinando hoje o decreto de criação da Comissão Permanente de Desenvolvimento e Integração da Faixa da Fronteira.”

Reafirmou o compromisso brasileiro em promover a integração latino-americana em que todos os países tenham chances iguais de se desenvolver e em que a solidariedade fale mais alto do que as duras normas do comércio exterior. “Uma integração efetiva não se faz apenas com trocas comerciais”, observou.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

A segunda parte de sua apresentação foi dedicada às lembranças de sua trajetória política, os movimentos latino-americanos de esquerda e o longo caminho que percorreram até chegarem ao poder em diversos países da região. O presidente falou, por exemplo, sobre sua desilusão com a política após ter ficado em terceiro lugar nas eleições para governador de São Paulo, em 1982, e lembrou que foi o então presidente de Cuba, Fidel Castro, que o reanimou em 1985, ao perguntar: “Você conhece, na história da humanidade, algum operário que tenha recebido 1 milhão e 250 mil votos?”

Veja o vídeo (que foi dividido em três partes):


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O governo trabalha para colocar à disposição de estudantes linhas de financiamento para universidades privadas. A novidade foi apresentada pelo presidente Lula, na noite da última terça-feira (18/8), em evento realizado em Petrolina, sertão de Pernambuco. Para uma plateia de universitários, o presidente revelou que existe um estudo com esta finalidade. Os primeiros detalhes dizem que o valor devido terá uma correção a taxa de 3,4% ao ano e, após a conclusão do curso, o aluno terá carência de 18 meses e poderá saldar a dívida em até 16 anos.

Lula compareceu ao campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) para cerimônia de inauguração do complexo administrativo e do centro de convivência do Campus Petrolina e das obras do campus de Ciências Agrárias. Segundo revelou o presidente, a proposta foi apresentada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, que disse à época: “Presidente, se a gente conseguir criar esse programa, vai ter muito americano com inveja dos brasileiros, porque será o programa de financiamento mais sofisticado que se tem conhecimento e com maior tempo para as pessoas pagarem”.

O presidente Lula destacou ainda que nos dias atuais os jovens têm dificuldades de acesso aos empréstimos bancários, em maior escala, pela exigência de fiador. Ele contou que o candidato pede o aval a um amigo e a resposta mais comum é que ele precisa consultar a mulher e, no dia seguinte, responde de modo negativo. Ou quando solicita para uma mulher, ela diz que vai consultar o marido e retorna com outra negativa sobre o pedido de fiança.

Então, nós queremos criar um fundo garantidor, assumido pelo próprio governo, para a gente fazer financiamento para jovem pobre que queira estudar. Este jovem vai pagar quanto de juro, Fernando? 3,4% ao ano, este jovem vai ter… durante o momento em que ele está estudando, ele não paga nada; depois que ele se formar, ele tem acho que um ano e meio de carência e, depois, ele tem 16 anos para pagar esse dinheiro que ele tomou emprestado para se formar. Bem, se ele, em algumas áreas – eu vou falar de uma só, na área da saúde –, se formar e ele for prestar serviço, um serviço público, em uma região que mais necessita, sobretudo no SUS, a cada ano que ele trabalhar desconta um pouco daquilo que ele ia pagar, portanto, ele pode até não pagar nada do estudo que ele se formou.

Durante a cerimônia, o presidente Lula foi convidado pelo reitor da Univasf, José Weber Macedo, para comparecer no ano que vem à universidade para dar uma aula inaugural. Ao encerrar o discurso, Lula confirmou que retornará a Petrolina, em 2011, para conversar com os universitários.


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