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Presidente Lula visita o dique seco do Pólo Naval de Rio Grande (RS). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com pouco mais de dois meses de mandato pela frente, o presidente Lula está feliz por ver muitos de seus sonhos sendo concretizados. Em evento realizado em Rio Grande (RS) para inauguração do Pólo Naval da cidade, o presidente lembrou que poucos acreditavam ser possível fazer grandes investimentos no Brasil, como produzir navios e plataformas em estaleiros nacionais. O certo, lembrou, era importar tudo, numa demonstração de descrença na capacidade dos engenheiros brasileiros. Mas isso é passado: agora, a confiança foi retomada. Os investimentos voltaram, e com eles, as grandes obras.

Aqui tem grandes empresários, e eles sabem do que eu estou falando. Muitos empresários brasileiros estavam percorrendo o mundo para fazer obra lá fora, porque não tinha mais obras dentro do Brasil. Engenheiros se formavam e iam trabalhar de analistas financeiros porque não tinha mais emprego na engenharia brasileira.

Lula lembrou aos presentes que a falta de investimentos fez o Brasil perder muitos escritórios de engenharia, da década de 1980 para cá – de 50 mil para cerca de 8 mil escritórios. As grandes indústrias como a naval e ferroviária foram sucateadas e abandonadas. O País, que chegou a ter 50 mil trabalhadores na indústria naval na década de 1970, tinha apenas 1.900 trabalhadores quando o presidente chegou ao Palácio do Planalto em 2003. “Quem dirigia este País tinha tomado a decisão de que nós não tínhamos competência para fazer o que estamos fazendo agora”, afirmou.

O presidente aproveitou a oportunidade para comemorar os dados divulgados nesta quinta-feira (21/10) pelo IBGE sobre o desemprego no País em setembro, que se revelou o mais baixo da história, e a renda do trabalhador, que voltou a subir. “Este ano, só por conta do 13o salário, R$ 102 bilhoes serão injetados na economia brasileira”, frisou Lula.

É esse o País que vamos deixar depois de oito anos de mandato. Daqui para frente, vocês não podem mais andar de cabeça baixa. Trabalhador não foi feito para bater palma pra político, trabalhador pode ser um político, pode ser o presidente da República.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.


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Viagens internacionais

O Brasil oferece uma gama diversificada de oportunidades de negócios para empresários israelenses, especialmente na área de engenharia e tecnologia, afirmou o presidente Lula em seu discurso no seminário Brasil-Israel realizado nesta segunda-feira (15/3) no hotel King David, em Jerusalém (Israel). Falando para uma platéia de empresários brasileiros e israelenses, Lula afirmou que Israel é o sócio ideal para desenvolver parcerias em tecnologias de ponta, como semicondutores, telecomunicações, nanotecnologia e fármacos, além da engenharia – Israel é o país com maior índice per capita de engenheiros no mundo.

O presidente brasileiro lembrou que as cadeias produtivas de Brasil e Israel têm alto grau de complementariedade, o que abre espaço para parcerias em setores importantes. “Só precisamos aproveitar a sinergia, principalmente de nossas pequenas e médias empresas”, afirmou.

Lula saudou o fato de Israel ser o primeiro país fora da América do Sul a fechar um acordo de livre comércio com o Mercosul:

Espero que isso seja motivo para que outros paises façam acordo com o Mercosul. Queremos fazer avançar novos projetos conjuntos que gerem crescimento e bem-estar para a nossa sociedade.

Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula.

O discurso do presidente Lula teve dois momentos distintos. O primeiro em que leu um texto, focando mais nas relações comerciais entre Brasil e Israel, e o segundo em que preferiu improvisar, gerando grande expectativas nos empresários presentes. Nesse momento, Lula falou sobre as negociações de paz entre israelenses e palestinos, com as quais o Brasil pretende contribuir. O presidente brasileiro explicou porque confia tanto no poder do diálogo:

Eu acho que o vírus da paz está comigo acho desde quando eu ainda estava no útero da minha mãe. Não me lembro o dia que eu briguei com alguém, já fiz muita disputa política, pertenço a um partido muito complicado, temos divergências políticas de causar inveja a qualquer pessoa no mundo. Isso tudo me permitiu acreditar que, se através do diálogo não conseguimos fazer as coisas, muito mais difícil será fazer de outras formas.

Lembrou que durante seu mandato sempre manteve boas relações com presidentes de outros países, mesmo quando muitos previam que haveria conflito. Citou o ex-presidente americano George W. Bush, Evo Morales (Bolívia) e Fernando Lugo (Paraguai) como exemplos de relações que foram fortalecidas graças ao diálogo franco e constante.

Ao final de seu discurso, Lula voltou a incentivar empresários israelenses a investirem no Brasil, lembrando o grande potencial do mercado interno do País e o fato do Brasil sediar dois grandes eventos esportivos nos próximos anos – a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.

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