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O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (15/3), em entrevista coletiva, que as usinas nucleares brasileiras atendem a todas as exigências de segurança internacionais e que não há riscos de incidentes como os ocorridos em usinas do Japão, em decorrência do terremoto, seguido por tsunami, que abalou o país nos últimos dias.

Mercadante frisou que o episódio do Japão deverá resultar em novos protocolos internacionais de segurança e que, caso isso realmente ocorra, o Brasil prontamente atenderá às novas regras estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEN), a exemplo do que já foi feito em 1979 – em decorrência de acidente nuclear na usina de Three Mile Island, nos Estados Unidos – e em 1986 – quando houve o acidente na usina de Chernobyl, na Rússia.

“Seguramente esse episódio de 2011 no Japão deverá estabelecer novos protocolos de segurança, uma série de medidas prudenciais para que esse episódio não se repita. O Brasil participará no âmbito da Agência Internacional de Energia Nuclear e seguirá todos os protocolos internacionais. O Brasil estará associado a essas exigências prontamente.”

O ministro informou que os sistemas de segurança das usinas brasileiras e japonesas são diferentes, o que praticamente exclui a possibilidade de incidente semelhante no Brasil. Além disso, ressaltou, o país não possui histórico de terremotos e tsunami e, no caso de Angra dos Reis (RJ), onde há a incidência de chuvas, alagamentos e desabamentos, as usinas estão “blindadas” contra esse tipo de desastre.

Ele disse ainda que a presidenta Dilma Rousseff acompanha “com bastante atenção” o caso e que solicita frequentemente informações sobre o caso japonês, e que tanto o MCT quanto a Casa Civil estão trabalhando “em sintonia”. Sobre atitudes preventivas por parte do governo brasileiro, o ministro afirmou que o Brasil aguardará por informações e recomendações oficiais.

“O governo brasileiro não tomará nenhuma atitude que não tenha segurança como preliminar. As lições do Japão, ou eventuais erros, ajudarão o Brasil nesse sentido (…). Devemos aguardar e acompanhar o diagnóstico para ver quais serão as medidas adicionais que o Brasil terá que tomar”, disse.

Outra informação apresentada por Mercadante é que o ministério, a partir de agora, disponibilizará “todas as informações oficiais” em tempo real, afim de esclarecer a população e a imprensa sobre a questão nuclear em âmbito mundial. Além disso, o ministério já instituiu um grupo de trabalho de plantão para avaliar e acompanhar a agenda.


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Ao inaugurar três obras simultaneamente nesta quinta-feira (30/12) em cerimônia realizada no Palácio do Planalto em Brasília (DF) -- uma agência do INSS em Caetés (PE), sua cidade natal; a terceira cascata de enriquecimento de urânio da INB em Resende (RJ) e a hidrelétrica Foz de Chapecó (SC-RS) -- ver mais detalhes aqui -, o presidente Lula aproveitou para celebrar três grandes conquistas de seu governo: a produção de energia limpa, a excelência dos serviços da Previdência Social no País e o recorde nas exportações. Com isso, disse, o Brasil será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff preparado para os desafios que virão.

“Nós estamos terminando o ano e entregando para a companheira Dilma a Presidência do Brasil num momento muito bom da história do País. Por isso que eu acho que a companheira Dilma vai fazer um extraordinário governo, o Brasil tem qe se preparar para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, o Brasil tem que se preparar para ser a quinta economia logo.”

Sobre a cascata de enriquecimento de urânio, Lula afirmou que o País já debateu o suficiente com a sociedade sobre a necessidade de se fazer investimentos para se ter autossuficiência no processo e para construir o que for necessário estrategicamente para o Brasil manter o ritmo de seu desenvolvimento. E o País tem hoje, disse o presidente, autoridade moral e política na questão energética, porque sua produção é limpa como em nenhum outro lugar.

Depois de conversar com um aposentado de Caetés (PE) por meio de um link ao vivo (vídeo acima), Lula apontou algumas importantes vitórias no campo da previdência no País, como o fim das filas nos postos de atendimento e na maior agilidade existente hoje para dar informações e garantir a aposentadoria dos trabalhadores. Lembrou que pelo telefone 135 é possível, de qualquer lugar do País, obter informações variadas e também marcar consultas. Aproveitou o evento também para criticar os peritos contratados pela Previdência Social, que segundo o presidente, foram ingratos ao fazerem greve logo após conseguirem aumento salarial. “Eu fiquei muito chateado, é importante terminar o mandato dizendo que fiquei chateado, porque ganhavam quase nada, nós levamos para 14 mil e o agradecimento foi fazer uma greve pedindo mais”, afirmou.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

A Agência da Previdência Social (APS) de Caetés (PE) contou com recursos de R$ 611,1 mil e vai beneficiar mais de 40 mil pessoas -- tanto em Caetés como também em Capoeiras, cidade próxima. A unidade terá capacidade para atender a cerca de 500 segurados por mês e realizar uma média de 50 perícias mensais. Esta será a 57ª agência inaugurada pelo Plano de Expansão da Rede de Atendimento (PEX), que tem como objetivo reforçar o atendimento e facilitar o acesso de 30,8 milhões de pessoas de todo o país aos serviços previdenciários. Apenas em Pernambuco, está prevista a criação de 59 novas APS.

A inauguração da terceira cascata de enriquecimento de urânio, em Resende (RJ), torna a INB a única fabricante de combustível nuclear no mundo com enriquecimento e fabricação no mesmo sítio. A instalação de cascatas faz parte do processo de implantação da Unidade de Enriquecimento Isotópico da INB que, quando concluída, permitirá a consolidação do domínio tecnológico da principal etapa industrial do ciclo de produção do combustível nuclear, o enriquecimento de urânio por ultracentrifugação. A primeira cascata entrou em operação em 2006 e a segunda em 2009. Com a inauguração da terceira cascata, a INB terá capacidade para enriquecer cerca de 10% do total de urânio produzido.

A Usina Hidrelétrica (UHE) Foz de Chapecó está localizada no rio Uruguai, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A obra, que integra o plano de metas do PAC, foi iniciada em 2006 e contou com investimentos de R$ 2,2 bilhões. Até o final da construção da usina, prevista para 2011, serão aportados mais R$ 54 milhões, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A construção da usina de Chapecó gerou cerca de 7 mil empregos no pico das obras, sendo 4 mil diretos e 3 mil indiretos. Um trecho de 150 km de estrada também foi criado durante a construção da usina, 95 km no Rio Grande do Sul e 55 km em Santa Catarina. Ao todo, 19 pontes também foram erguidas. Hoje, Chapecó é o quarto maior empreendimento em geração de energia elétrica no país, ficando atrás apenas de Jirau, Santo Antônio e Estreito.


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Viagens internacionaisOs governos do Brasil e da Argentina anunciaram nesta terça-feira (3/8), após reunião bilateral realizada em San Juan, acordo para desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos. O anúncio foi feito em entrevista coletiva pelos presidentes Lula e Cristina Kirchner no auditório do Centro Cívico da província, após realização da 39a. reunião de Cúpula do Mercosul. Os dois países firmaram ainda compromisso para a realização de obras que permitirão o incremento na geração de energia elétrica.

O Brasil reconheceu ainda a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, arquipélago que hoje está sob controle da Inglaterra.

O presidente Lula voltou a comemorar o resultado da reunião do Mercosul na Argentina, lembrando que os acordos firmados são uma resposta firme às pessoas que, no passado, mostravam-se céticas quanto ao poder do bloco econômico. Lula disse que a única demanda que não foi fechada na gestão de Cristina Kirchner à frente da presidência pró-têmpore do Mercosul foi o acordo comercial com a União Européia.

¨Espero que nestes cinco meses que temos pela frente consiga fechar o acordo com o companheiro Sarkozy [Nicolas Sarkozy, presidente da França e da UE]¨, disse o presidente brasileiro.

Ouça a íntegra da entrevista coletiva:

Lula e Kirchner destacaram também o acordo aduaneiro no âmbito do Mercosul que prevê o fim da cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC), a partir de 2012, na origem e no destino do produto. Há anos, segundo Lula, a medida vinha sendo tentada, mas sem sucesso.

O presidente brasileiro também retomou na entrevista o tema iraniano, que mencionara em seu discurso na sessão de trabalho do Mercosul um pouco antes. Os jornalistas questionaram Lula sobre a relação com o país persa em relação à produção de energia nuclear e na questão da cidadã iraniana que foi condenada à pena de morte. O presidente lembrou toda a negociação feita em parceria com a Turquia para que o Irã aceitasse um acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e frisou que tem por princípio respeitar a autonomia de cada país. Afirmou ainda que na última sexta-feira, em comício realizado em Curitiba (PR), manifestou interesse em receber no Brasil a mulher condenada pelas autoridades iranianas, num pedido humanitário, não político.

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Viagens internacionaisO fim da cobrança dupla da Tarifa Externa Comum (TEC) no Mercosul foi classificado pelo ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) como grande avanço e uma das decisões mais importantes já tomadas pela entidade. A partir de janeiro de 2012, o comércio de produtos acabados – aqueles que não receberam qualquer outro componente – será tributado apenas na origem. Hoje, ele é tarifado no momento da exportação e no momento da venda no país de destino. É o que acontece no caso da exportação e venda de veículos, por exemplo.

¨Esta é uma das decisões mais importantes. Era uma das propostas defendidas pelo Brasil¨, disse o ministro brasileiro ao Blog do Planalto. Segundo Amorim, a eliminação da bi-tributação será gradativa até 2019. O mais importante, disse, é que nenhum país do bloco econômico será prejudicado.

Foi aprovada também a destinação de US$ 794 milhões para nove projetos regionais, entre obras de infraestrutura, saneamento, e geração e transmissão de energia elétrica.

Celso Amorim afirmou ainda que os chanceleres dos países do Mercosul, reunidos em San Juan, na Argentina, aprovaram acordo econômico com o Egito, para onde o Brasil hoje vende US$ 1,5 bilhão por ano e compra apenas US$ 30 milhões. O governo brasileiro quer assegurar maior equilíbrio nesse comércio bilateral. Os chanceleres também reconheceram, durante a reunião, a importância dos recursos hídricos na fronteira de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O presidente Lula viajou na tarde desta segunda-feira (2/8) para o país vizinho, onde participará da XXXIX Cúmbre do Mercosul juntamente com Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai), Fernando Lugo (Paraguai), Sebastian Piñera (Chile), Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela).

Após reunião do Mercosul, Lula e Cristina Kirchner se encontram numa reunião bilateral na Casa de Governo de San Juan. O ministro Amorim informou que um dos temas do encontro é o projeto de construção de dois reatores nucleares. Segundo o ministro, ¨o desenho¨ dessas usinas seria feito em comum acordo por Brasil e Argentina.

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Durante discurso por ocasião da abertura do III Fórum da Aliança de Civilizações, nesta sexta-feira (28/5), no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio, o presidente Lula enfatizou que “a energia nuclear deve ser um instrumento para a promoção do desenvolvimento, não uma ameaça”. Segundo ele, “são absurdas as teses sobre uma suposta fratura de civilização no mundo, que conduziria inexoravelmente a conflitos. Essas teorias são criminosas quando utilizadas como pretexto para ações bélicas ditas “preventivas””.

O Brasil aposta no entendimento, que faz calar as armas. Investe na esperança, que supera o medo. Faz da democracia política, econômica e social sua única arma. Minha experiência como líder sindical ensinou-me que posições inflexíveis só ajudam a confrontação e afastam a possibilidade de soluções de paz, que as maiorias aspiram. Com esses princípios viajei a Tel Aviv e Ramalá buscando paz. Com esse propósito o primeiro-ministro Erdogan [Turquia]e eu fomos a Teerã buscar, com o presidente Ahmadinejad, uma solução negociada para um conflito que ameaça muito mais do que a estabilidade de uma região importante do planeta.

Ouça aqui a íntegra do pronunciamento do presidente Lula:

Leia aqui a íntegra do discurso do presidente Lula.

Lula iniciou o pronunciamento oficial do III Fórum da Aliança de Civilizações dando as boas vindas aos participantes do encontro mundial. Ele afirmou que “essa Aliança foi a resposta de um expressivo grupo de nações à ofensiva obscurantista daqueles que pretenderam dividir a humanidade a partir de um suposto “choque de civilizações”. Nossa adesão a esse projeto está em sintonia com os princípios universalistas que regem o Estado brasileiro e sua política externa. Mas também reflete o que foi a construção de nossa identidade nacional”.

Em seguida, explicou o fato de o Brasil acolher as mais diversas religiões e culturas, bem como o fato de o país ter em sua população cidadãos dos mais diversos povos, como por exemplo, “milhões de africanos que para aqui vieram forçados para o trabalho escravo”. Lula lembrou também que “abriga sucessivas levas de imigrantes europeus e asiáticos. Aqui convivem pacificamente milhões de árabes com centenas de milhares de judeus”.

O Brasil tem uma enorme dívida para com os povos de quase todo o mundo que ajudaram a construir nossa riqueza material mas, sobretudo, são responsáveis pela construção de nosso patrimônio cultural. Todos eles – sem exceção – fazem parte do que chamamos de civilização brasileira. Aprendemos com nossa própria história que a tolerância e a igualdade de oportunidades são fundamentais para um ambiente de concórdia e de paz. Ela nos ensinou que a exclusão, o pré-conceito e a pobreza alimentam cenários de tensão e de conflito. Fomentam situações de dominação e de injustiça que impedem povos e nações de construírem um futuro digno e pacífico.

Para o presidente brasileiro “não haverá encontro fraternal de civilizações enquanto não forem enfrentadas as raízes profundas dos conflitos. Enquanto houver fome e desemprego. Mas também enquanto persistir a intolerância étnica, religiosa, cultural e ideológica”. Segundo ele, “a promoção de uma cultura de paz deve ser um dos pilares centrais desse Fórum”. E dá a receita: “Para tanto, precisamos renovar mentalidades. Mas para renová-las é necessário oferecer oportunidades de crescimento econômico, com justiça social, aos milhões de homens e mulheres que vivem nas margens da humanidade -- humilhados e ofendidos -- sem esperança”.

Na sequência do pronunciamento, o presidente Lula disse que “a promoção da aliança de civilizações requer criatividade para forjar novos laços entre regiões e continentes. Reduzimos distâncias físicas, aproximando visões de mundo, integrando povos e culturas”. Ainda no discurso, informou que “na América Latina e Caribe estamos consolidando um projeto de integração regional que vai além da criação de um espaço econômico continental. Queremos que nossa diversidade seja um fator de multiplicação de nossa força, não o pretexto para dissolver nossos objetivos comuns. Foi a perspectiva de ampliação de um diálogo de civilizações que nos levou a realizar duas reuniões cúpula entre países da América do Sul com os países árabes e outras duas com os países africanos”.

Ele frisou também que “a crise financeira que se abateu sobre todos mostrou o quão necessário será contar com organizações multilaterais vigorosas, à altura de um mundo cada vez mais diverso, multipolar. Mas constatamos grande resistência à mudança. Incapazes de assumir seus próprios erros, alguns governantes buscam transferir o ônus da crise para os mais fracos. Adotam medidas protecionistas, que oneram bens e serviços exportados por países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que se mostram lenientes com os paraísos fiscais, responsabilizam imigrantes pela crise social”.

Lula defendeu uma imediata reação da comunidade internacional como forma de combater “as manifestações de xenofobia e de racismo é tarefa inadiável. O Brasil continua um país aberto e solidário para aqueles que vêm buscar aqui trabalho digno e vida melhor”. E acrescentou: “No momento em que a recessão ceifava milhares de empregos em nossa economia, não hesitamos em regularizar a situação de dezenas de milhares de migrantes.”

A última etapa do pronunciamento, o presidente Lula destacou a impotância dos jovens para o mundo. Segundo o presidente brasileiro, “os jovens constituem um dos grupos mais vulneráveis ãs influências do fanatismo e da intolerância”, mas, ao mesmo tempo, estes jovens, conforme assinalou, “são a melhor promessa para o futuro, sempre que orientados para o conhecimento do outro e para o respeito às diferenças”.

O presidente afirmou ser “imprescindível um forte investimento na educação”. Para Lula, “o conhecimento e a informação histórica e cultural sobre diferentes civilizações são essenciais para a promoção de um ambiente naturalmente tolerante. Por isso estamos implementando o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas brasileiras”. E acrescentou: “Povos sem conhecimento de sua história e de sua cultura não têm como avaliar o presente e serão incapazes de fazer as melhores opções para a construção do seu próprio futuro.”

Esse III Fórum confirma que não nos deixamos vencer nem pela distância nem pelo ceticismo dos que duvidavam de nossa capacidade de trabalharmos juntos. Aqui prevalece a determinação de romper paradigmas para aperfeiçoar um diálogo pioneiro entre Estados e sociedades que desejam construir um mundo à imagem de suas melhores tradições de entendimento e de solidariedade. É essa a mensagem que nossa Cúpula lança. O Brasil ajudará a solidificar cada vez mais essa ponte de amizade e cooperação que estamos construindo entre nossos povos.


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bom dia, Ministro
A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, foi um dos temas abordados pelo ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, no programa “Bom Dia Ministro”, nesta quinta-feira (27/5), produzido pela EBC Serviços e distribuído por cadeia de emissoras de rádio. Na entrevista, Zimmermann tratou também da retomada da atividade de mineração no antigo garimpo de Serra Pelada, no Pará, e o programa “Luz para Todos”, cujo objetivo é acabar com a exclusão elétrica no país.

“Nesta fase em que ocorreu a greve do Ibama – que já acabou – o consórcio que ganhou já tinha providenciado material. Acreditamos que não houve qualquer prejuízo em relação à Usina Belo Monte”, afirmou em resposta a uma indagação da CBN do Rio.

Ouça a íntegra do programa “Bom Dia Ministro”


Dados do ministério indicam que o consórcio Norte Energia, formado por nove empresas – entre elas, Eletrobras Chesf (49,98%) e construtora Queiroz Galvão (10,02%) – venceu, no último dia 20 de abril, o leilão de Belo Monte com o menor preço e conquistou o direito de construir e vender a energia elétrica produzida pela usina. O valor oferecido pelo consórcio foi de R$ 77,97 megawatt-hora, o que representa deságio de 6,02% em relação ao preço máximo definido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que foi de R$ 83 por MWh. O valor total negociado ao longo dos 30 anos contratuais será de aproximadamente R$ 62 bilhões.

Ainda de acordo com o MME, o projeto da usina vêm sendo elaborado há mais de 30 anos e teve todos os passos da obra debatidos com as comunidades locais. Enquanto no resto do mundo mais de 80% da geração de energia elétrica provém da queima de combustíveis fósseis, no Brasil a participação de fontes renováveis representa quase 90% da geração. A energia elétrica proveniente de Belo Monte será disponibilizada aos consumidores finais por um preço 48% inferior ao preço médio da energia elétrica adquirida por meio dos leilões convencionais de energia nova. A Usina deve entrar em operação no ano de 2015.

Sobre o “Luz para Todos”, coordenado pelo ministério, tem a meta de levar energia elétrica – com instalação gratuita – aos moradores do meio rural brasileiro. Mais de 11 milhões de pessoas já foram beneficiadas. Criado em novembro de 2003, o Programa é operacionalizado pela Eletrobrás e realizado em parceria com as concessionárias de energia elétrica, cooperativas de eletrificação rural e governos estaduais.


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Presidente Lula e o primeiro-ministro a Turquia, Tayyip Erdogan, firmaram acordos bilaterais em Brasília (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Presidente Lula e o primeiro-ministro a Turquia, Tayyip Erdogan, firmaram acordos bilaterais em Brasília (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Lula foi bastante incisivo, nesta quinta-feira (27/5), ao comentar sobre o acordo tripartite firmado entre o Brasil, a Turquia e o Irã sobre as questões nucleares iranianas. Em declaração à imprensa, na companhia do primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, Lula respondeu aos jornalistas indagando sobre por qual motivo existe tanta polêmica suscitadas se o acordo obtido com o Irã era exatamente nos termos defendidos pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O que o primeiro-ministro da Turquia e eu fizemos foi mostrar ao governo iraniano a importância de sentar à mesa e conversar. Isso tudo foi colocado no documento. Agora é preciso que as pessoas digam claramente se querem construir possibilidade de paz ou de conflito. A Turquia e o Brasil são pela paz.

Ouça a íntegra da declaração à imprensa do presidente Lula.

A íntegra da entrevista do presidente Lula e do primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, no Palácio Itamaraty.

O primeiro-ministro turco disse que concordava com as afirmações do presidente Lula. Confirmou também que antes da reunião que proporcionou o acordo com Teerã, recebeu uma carta do presidente dos EUA, Barack Obama, com incentivo para que buscasse o acordo com o governo iraniano.

Os dois países são membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Temos responsabilidades. Aqueles que criticam este processo são invejosos. Acreditamos que aquilo era o certo. Trabalhamos para a paz mundial e não precisamos de autorização de ninguém.

O acordo sobre a energia nuclear firmado com o Irã, dominou a pauta dos jornalistas que acompanham a visita oficial do primeiro-ministro da Turquia e mais 160 empresários daquele país. Erdogan chegou ao Palácio Itamaraty no início da tarde e iniciou reunião com o presidente Lula. Após o encontro onde fecharam os termos de atos e acordos, os dois líderes passaram ao salão ao lado do gabinete do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para assinatura de documentos.

Na declaração à imprensa, o presidente Lula disse que “acreditamos que é a flexibilidade, não o dogmatismo, que aproxima os povos; é o engajamento construtivo, não o isolamento e a punição, que nos leva ao entendimento. É esse o espírito que norteou nossa atuação na negociação com o Irã. A declaração de Teerã constitui oportunidade que não pode ser desperdiçada. Ela não resolve todos os problemas de uma única vez, mas restabelece as condições para o diálogo como caminho mais eficiente para superar divergências e construir a confiança em torno do objetivo exclusivamente pacífico do programa nuclear iraniano” , discursou.

Depois, ao responder a repórter Poliana Abrita, da Rede Globo, Lula contou a fábula da raposa que passou anos embaixo de uma parreira tentando pegar um cacho de uva. Após inúmeras tentativas, a raposa desistiu e saiu do lugar reclamando que a uva não era de qualidade. Ele fez alusão a alguns países que, como a raposa, tentam há mais de 30 anos, equacionar a questão iraniana. “Com truculência a gente não resolve nem os problemas da casa da gente” , disse.

Lula e Erdogan avaliam que os críticos do acordo de Teerã são os mesmos líderes das potências que têm energia nuclear para a fabricação, por exemplo,  de armas atômicas. “ Esperamos que a Agência (AIEA) tenha sabedoria para entender” , afirmou Lula para enfatizar que o Irã vem cumprido rigorosamente os termos do acordo firmado  com o Brasil e a Turquia.


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O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (24/5), após reunião de coordenação realizada em Brasília, que a conversa do presidente Lula com o presidente iraniano Ahmadinejad foi “uma vitória da diplomacia do diálogo, quando os chefes de estado se dispõem a conversar diretamente, para além dos mecanismos usuais”. Padilha citou ainda a libertação da professora francesa Clotilde Reiss no Irã ocorreu logo após a chegada do presidente brasileiro ao Irã, como nova demonstração importante do sucesso do diálogo.

Veja aqui entrevista que o ministro Celso Amorim concedeu ao Blog do Planalto explicando a negociação feita com o Irã.

“A ação articulada entre Brasil e Turquia era o que a comunidade internacional queria que acontecesse há muito tempo e não estava obtendo sucesso”, disse o ministro, frisando que o governo iraniano entregou hoje carta à Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA) detalhando o acordo firmado em Teerã juntamente com Turquia e Brasil. Os próximos passos, conforme o ministro, devem ocorrer no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.

A reunião de coordenação do governo realizada hoje tratou ainda da economia do País. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil está preparado para passar por qualquer crise econômica, porque tem menor vulnerabilidade externa e tem crédito em relação ao mundo. Agora é importante manter a política de responsabilidade fiscal, o controle das contas públicas e a estabilidade econômica para que o ritmo de crescimento do País não seja abalado. Mantega, além dos ministros do Planejamento (Paulo Bernardo) e Previdência Social (Carlos Eduardo Gabas), sugeriram o veto ao reajuste de 7,7% para aposentadorias superioes a um salário mínimo – aprovado pelo Congresso -, porque segundo eles as contas públicas não suportam um reajuste superior a 6,4%. O presidente ficou de analisar o assunto, afirmou Padilha, antes de tomar a decisão, que deve ser tomada o quanto antes, disse o ministro.


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(Trecho em vídeo do programa Café com o Presidente, em que Lula comemora os números de abril do Caged, que revelam a criação de 305 mil novos empregos no período. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)

Café com o presidenteA negociação de um acordo de segurança nuclear com o Irã, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que revelam que o Brasil criou quase 1 milhão de empregos até 30 de abril deste ano, e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas foram os temas abordados pelo presidente Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente, veiculado nesta segunda-feira (24/5) pela rádio Nacional.

Lula frisou que o Brasil não foi negociar um acordo nuclear com o Irã, mas sim tentar convencer o país asiático a aceitar uma proposta feita pela Turquia e pelo Brasil para sentar à mesa de negociações. “E isso nós conseguimos”, afirmou o presidente, lembrando que o Irã entregará hoje à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uma carta explicando os termos da negociação feita.

A ONU queria fazer sanções exatamente porque o Irã não queria sentar para negociar. Então, o Irã vai sentar para negociar. Aliás, é extremamente importante porque exatamente hoje será entregue, em Viena, para o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a carta que o presidente do Irã se comprometeu a entregar. Então, tudo aquilo que foi acordado conosco está começando a ser cumprido agora. Depois da carta, vem as conversas com a Agência, vem o depósito do urânio na Turquia, e depois, aí, o prazo para que o Irã receba, já, o urânio enriquecido. Então, se isso acontecer, é o cumprimento da primeira parte do nosso acordo, e isso está tudo escrito lá. Obviamente que esse plano é a abertura para começar as negociações. Então, eu penso que foi dado um passo importante. Acho que nós precisamos falar mais em paz do que em desavenças, mais em paz do que em guerras. O dia em que nós, dirigentes políticos, compreendermos que existe 1 milhão de razões para a gente falar de paz e não existe nenhuma razão para a gente falar de guerra, a gente vai construir a paz.

Ouça aqui a íntegra do programa:

O presidente Lula comemorou também os dados divulgados pelo Caged, que mostram que o Brasil criou 962 mil novos empregos no País até o dia 30 de abril. Foram 305 mil novos postos de trabalho somente em abril. O País deve fechar o ano de 2010 com 2 milhões de empregos criados, afirmou Lula.

Se o Brasil continuar assim, eu penso que nós daremos um salto de qualidade extraordinária para ser um dos países do mundo com o menor índice de desemprego. Todo mundo perdeu muito, muito posto de trabalho durante a crise, e nós, graças a Deus, aumentamos os postos de trabalho. Por isso eu estou feliz e vamos continuar trabalhando para a economia continuar crescendo, a inflação controlada, porque o Brasil não vai jogar fora as oportunidades do século XXI.

Outro assunto do programa Café com o Presidente desta segunda-feira foi a parceria firmada entre o governo federal e os governos estaduais e as prefeituras para o combate ao crack. Segundo Lula, a idéia é formar especialistas para aprender a lidar com o crack e encontrar soluções para o problema, com recursos da ordem de R$ 410 milhões. Mais do que simplesmente reprimir a venda e o consumo da droga, o plano tem como foco o tratamento dos usuários.

O plano vai envolver treinamento de profissionais na rede pública de saúde e assistência social para atender, sobretudo os usuários e a família. Por isso que é importante trabalhar toda a rede pública municipal, estadual e federal, todas as polícias, para que a gente possa reprimir, mas, ao mesmo tempo, você ter como objetivo principal o tratamento de usuários. Além disso, vamos trabalhar com a reinserção social e ocupacional. Então, é um compromisso novo do governo, que nós vamos trabalhar com muita força para que isso dê certo.


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O presidente em exercício José Alencar elogiou o papel desempenhado pelo Brasil no Irã, contribuindo para a resolução do impasse em torno das questões nucleares envolvendo aquele país. Para Alencar, o Brasil repete uma tradição de primar pela paz e pelo diálogo.

A manifestação de Alencar sobre o tema ocorreu após solenidade de comemorações dos 23 anos do Hospital das Forças Armadas (HFAB), realizada em Brasília nesta quarta-feira (19/5).

Para Alencar, o Irã tem direito a um crédito que lhes assegure tempo para cumprir o que foi acordado. “O trabalho do Brasil é admirável sob todos os aspectos”, reiterou. Ele acredita que apesar do impasse, vai permanecer o bom-senso. Perguntado se a decisão dos Estados Unidos de manter as sanções contra o Irã não isolaria o Brasil, Alencar avalia que é muito cedo para fazer essa afirmativa. “E mesmo se tivesse, estaria isolado pelo defesa do diálogo e da paz”, enfatizou.


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