O presidente Lula inaugurou, nesta sexta-feira (26/11), três termelétricas a gás simultaneamente em Manaus (AM), que abastecerão a capital amazonense e outras cidades da região, além de empresas locais, afirmando que com essa energia segura e limpa, está garantido o desenvolvimento da região (que vem crescendo 12% ao ano, acima da média nacional), que poderá gerar emprego, renda e melhoria na qualidade de vida da população. O gás será levado pelo gasoduto Coari-Manaus, inaugurado em novembro de 2009, uma obra que levou 30 anos para ser feita, com muito sacrifício e engenharia de ponta. Com as novas termelétricas, os apagões de energia elétrica em Manaus podem virar história de vez e o Brasil inteiro ganha com a redução de emissões de gases do efeito estufa, já que termelétricas a óleo diesel serão desligadas.
Nós estamos aqui fazendo uma inauguração, estamos felizes, é como se a gente chegasse em casa e a comida estivesse na mesa e não perguntasse o trabalho e o sacrifício que a mãe da gente teve em fazer a comida, se ela tinha dinheiro para comprar, se ela se queimou na hora de fazer. Muitas vezes a gente come, não pergunta nada e ainda reclama.
Lula agradeceu o companheirismo do ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga (eleito senador este ano) – “um dos melhores e mais extraordinários parceiros que eu construí na minha vida política”, disse – e celebrou o fato de a Petrobras agora não investir mais apenas em petróleo, mas também em gás natural e biocombustíveis:
A Petrobras não era muito chegada a gás, só pensava em petróleo. Foi um trabalho imenso de discussão com a direção da Petrobras, com o conselho da Petrobras, para que a gente fizesse os investimentos necessários.
(…) Hoje estão convencidos de que a Petrobras não pode ser apenas uma empresa de petróleo, a Petrobras pode se transformar na empresa de energia mais importante do planeta. Ela pode cuidar do gás, da termelétrica, do petróleo, mas pode cuidar também do combustível renovável, que é o que precisamos. E ela que não gostava de álcool, já é dona das maiores usinas de São Paulo.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula em Manaus:
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Presidente Lula e trabalhadores da refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos (SP). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Grandes conquistas, como o Pré-sal, só aparecem com investimento em estudo, pesquisa e produção científica, e seus benefícios têm efeito multiplicador na economia – no caso, recuperando a indústria naval brasileira, que hoje emprega 50 mil trabalhadores. O presidente Lula citou esse exemplo nesta segunda-feira (18/10) durante a inauguração de novas unidades da Petrobras na Refinaria Henrique Lage (Revap) em São José dos Campos (SP) para reafirmar o compromisso do seu governo não apenas com a autossufiência na produção de petróleo mas também na produção de combustíveis limpos e não-poluentes.
Tudo isso vai gerar muito emprego, muita riqueza e muitos dólares para o Brasil. Porque a gente não quer apenas exportar o óleo cru, a gente quer exportar derivados com maior valor agregado. Além disso, está acontecendo uma revolução no Brasil e por conta disso é importante vocês saberem o que esta acontecendo. Além do polo petroquímico do Rio de Janeiro, a gente resolveu fazer mais quatro refinarias – a Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, a Abreu e Lima, em Pernambuco, uma em Fortaleza e outra em São Luís do Maranhão.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Lula está convicto de que o Brasil será vanguarda na produção de combustíveis limpos e não poluentes, a exemplo do óleo diesel que está sendo produzido na Revap, que é “da mais alta qualidade e com um baixo teor de enxofre”.
Na verdade, tal como o óleo diesel é hoje, parece o óleo que colocamos na frigideira para fritar um bife. Dê uma olhada na cor do óleo de hoje e veja, ele vai ficar assim, ó, branquinho, ou seja, isso aqui, quando os caminhões estiverem usando o óleo, não vão liberar partículas, então vamos respirar melhor.
Em operação desde 24 de março de 1980, a Revap processa 14% dos derivados de petróleo do Brasil, o que representa 252 mil barris/dia. A Refinaria é responsável pelo abastecimento integral de querosene de aviação no Aeroporto Internacional de Guarulhos e atende a demanda dos demais derivados de petróleo no Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Litoral Norte de São Paulo, Sul Fluminense, Grande São Paulo e o Centro-Oeste do País. A modernização da Revap vai proporcionar a produção de combustíveis mais limpos, a redução das importações de derivados e o aumento das exportações de gasolina e maior arrecadação de impostos. As obras compreendem nove projetos principais, dos quais sete fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre 2000 e 2009, foram investidos US$ 3,5 bilhões e, para o período de 2010 a 2014, será de US$ 1,97 bilhão.
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A conservação da biodiversidade é essencial para um novo modelo de economia, baseada em segurança energética, alimentar e climática, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (12/8). Ela aproveitou para anunciar a assinatura do primeiro lote de conversão da dívida externa para criação do fundo da Mata Atlântica e dos biomas brasileiros.
Estamos assinando hoje a primeira iniciativa com o governo americano de conversão da dívida brasileira. O Brasil tem uma divida externa com os Estados Unidos, que vem pagando regularmente, e um mecanismo possibilitou que nós pudéssemos converter esta dívida para projetos ambientais no Brasil. São recursos da ordem de US$ 21 milhões.
Ouça aqui a íntegra do programa:
Izabella explicou ainda que a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê o fim dos lixões, traz um conjunto de ações inovadoras e instrumentos públicos que dependem do engajamento conjunto do poder público e da sociedade civil. “Para organizar esses instrumentos – como o mercado de carbono, geração de energia, reciclagem e reaproveitamento – nós precisamos ter planos de gestão de acordo com o porte da economia de cada município. O MMA trabalha com a regulamentação de todo este arranjo de instrumentos, mas todos vão ter que cuidar das soluções”, defendeu a ministra.
A ministra do Meio Ambiente apontou a reciclagem como um dos caminhos para solucionar a questão dos resíduos sólidos no País. “O Ministério fez um estudo que estimula o mercado da reciclagem. O Brasil poderia hoje estar ganhando com reciclagem R$ 8,5 bilhões por ano, segundo o IPEA”. Para ela, “a nova lei traz os catadores como um dos elos que asseguram o desenvolvimento sustentável“.
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