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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um chamamento ao empresariado brasileiro para que invista na revitalização e no desenvolvimento da indústria nacional de defesa. Segundo o ministro, ao contrário de décadas anteriores, o país se encontra atualmente num momento propício para dar “um salto qualitativo” nesse setor, sobretudo em razão das mudanças ocorridas nos últimos anos no panorama político-econômico nacional.

Maquete do avião cargueiro militar KC-390 da Embraer, única empresa brasileira a figurar na ranking das 100 indústrias do setor de defesa. Foto: Ministério da Defesa

Para Jobim, os esforços empreendidos pelo governo na área de defesa têm elevado a sensibilidade das elites políticas brasileiras para a necessidade de o país se preparar para resguardar suas riquezas, tais como seus aquíferos e sua capacidade de geração de energia renovável e não-renovável (com o petróleo do pré-sal).

Leia aqui a íntegra da exposição do ministro Nelson Jobim.

Esse fator, aliado a outros aspectos como a estabilidade monetária, o aumento da presença internacional do Brasil, o incremento dos investimentos estatais na área militar e a existência de grupos empresariais capitalizados que começam a investir no setor, formam, na avaliação do ministro, a base necessária para sustentar a revitalização da indústria de defesa nacional.

O convite ao empresariado ocorreu durante palestra proferida por ele ontem aos integrantes do Conselho de Administração da Odebrecht, em São Paulo. Conhecida por sua atuação no segmento de infraestrutura, a empresa promoveu uma reorientação de parte de seus investimentos para o setor de defesa. Recentemente, o grupo adquiriu uma empresa especializada na fabricação de mísseis e criou um braço organizacional para a área de defesa e tecnologia.

Durante sua exposição, Jobim lembrou as iniciativas que o governo vem tomando para aperfeiçoar, institucionalmente, a defesa nacional. De acordo com ele, parte dessas iniciativas cabe essencialmente ao Estado, mas a parcela referente aos investimentos requer o envolvimento do setor privado.

Do ponto de vista do setor público, afirmou Jobim, há vários avanços em curso, como a implementação de um plano de articulação e equipamento de defesa e de modificações na legislação tributária e orçamentária com objetivo de dar previsibilidade ao setor. No entanto, pontuou o ministro, o esforço necessário para modificar o atual estado da defesa não pode depender apenas do governo. “Todos os agentes envolvidos nesse processo precisam contribuir para a construção da realidade almejada”, completou.

Oportunidades internacionais

O ministro cobrou mais agressividade das empresas nacionais na exportação de produtos e serviços de defesa. Citando dados da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), ele ressaltou o fato de que, no Brasil, apenas 132 empresas são filiadas à entidade, das quais somente 35 exportam o equivalente a R$ 1 bilhão, quantia mínima em relação ao que movimenta esse mercado no mundo: R$ 1 trilhão.

Jobim lembrou que, das 100 empresas melhor ranqueadas na área de defesa no mundo, apenas uma é brasileira, a Embraer, que figura na 95ª posição. Das dez primeiras, sete são americanas e três são associações de grupos europeus. “Esse fato sugere que os atores nacionais devam ter estatura e musculatura compatíveis com o grau de agressividade requerido nessa faixa de mercado”, opinou.

Ao longo de sua explanação, o ministro chamou a atenção dos empresários para as oportunidades no campo internacional para as empresas brasileiras que atuam com defesa. Uma delas, ressaltou, está no atendimento de demandas da Organização das Nações Unidas (ONU) que vem adotando uma política de terceirização de suas necessidades por meio de main contrators. De acordo com Jobim, embora esse mercado movimente cerca de US$ 6 bilhões, apenas 14 empresas brasileiras atuam nele, com uma participação de menos de US$ 1 milhão.

A outra oportunidade mencionada pelo ministro decorre das tratativas no âmbito da União Sul-Americana de Nações (Unasul). Segundo Jobim, nesse fórum os países buscam complementaridade e intercâmbio, prevalecendo, também no campo das relações comerciais setoriais, o relacionamento do tipo “ganha-ganha”

O ministro concluiu sua palestra manifestando sua convicção de que a modernização da defesa nacional, sobretudo de sua indústria, passa, inequivocamente, pela necessidade de um trabalho conjunto entre governo e o setor privado nacional.


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Café com a presidenta

A mudança do perfil das exportações da indústria brasileira para a China foi um dos pontos abordados pela presidenta Dilma Rousseff no programa “Café com a Presidenta”, transmitido pela Rádio Nacional na manhã desta segunda-feira (18/4). De acordo com a presidenta, que na semana passada esteve em visita oficial à China, as reuniões ocorridas neste país asiático permitiram “um salto de qualidade nas nossas relações.”

“Mas, ainda, queremos mais. Hoje, nós vendemos muita matéria-prima para a China, queremos vender a matéria-prima, mas também queremos vender os produtos mais elaborados. Vou explicar um exemplo: o produto que mais vendemos para os chineses é o minério de ferro. Queremos, também, vender aço e mesmo produtos acabados de aço. Estou muito confiante na cooperação mútua entre o Brasil e a China.”

Ouça abaixo a íntegra do programa “Café com a Presidenta” ou clique aqui para ler a transcrição.

Na avaliação da presidenta Dilma, “a viagem foi bastante proveitosa”. E prosseguiu: “eu diria que foi muito bem sucedida, porque nós alcançamos os nossos principais objetivos: o de abrir as portas para que mais produtos brasileiros, produtos mais elaborados entrassem na China; e trabalharmos juntos em áreas importantes, como a de ciência e tecnologia.”

“Assinamos 20 acordos com o governo chinês. Alguns para desenvolvermos pesquisa nessa área – ciência e tecnologia – e também fecharmos bons negócios com empresários, que vão investir mais no Brasil.”

A presidenta explicou que os investimentos anunciados, “além de trazer dinheiro e novas tecnologias, também vão gerar emprego para milhares de trabalhadores”. Ela apresentou alguns exemplos: “a ZTE, que é uma grande empresa estatal chinesa que produz equipamentos para a área de comunicação. A ZTE vai construir uma nova fábrica, com investimento de mais R$ 350 milhões, gerando milhares de novos empregos em Hortolândia, no interior de São Paulo. Outro exemplo, foi a Foxconn, que é uma grande empresa, líder no setor de componentes para computadores, celulares e televisores. Esta empresa propôs, e nós vamos começar as negociações, para a instalação de uma fábrica no Brasil que irá produzir telas de celulares, telas de televisores e telas de tablets.”

“Nós não achamos que será fácil. Nós vamos ter muito trabalho pela frente, vamos ter de formar brasileiros e brasileiras capacitados para trabalhar nesta área de tecnologia de informação. Mas uma coisa é certa: as empresas não estão vindo para cá por acaso. No ano passado, o Brasil foi o terceiro país que mais vendeu computador no mundo, e isso significa um grande mercado potencial.”

Outro fator importante, segundo explicou na entrevista, é que a produção no Brasil terá como consequência baratear os equipamentos. Numa outra vertente, empresas brasileiras estarão exportando carne de porco e fabricando aviões para atender o mercado chinês. A Embraer fechou acordos para produção do Legacy e a venda de 35 aviões da família B-190 que vão gerar em torno de US$ 1 bilhão para o Brasil.

“Desde 2004, quando o presidente Lula esteve pela primeira vez na China, nós evoluímos muito no volume do nosso comércio, e a China tornou-se o nosso maior parceiro comercial. Essa parceria tem sido boa em vários setores. Nós realizamos, por exemplo, várias pesquisas e iniciativas na área de satélite, lançamos, juntos, três satélites, e agora vamos lançar o quarto e o quinto. Esses satélites servem para acompanhar a agricultura, ver como está a lavoura e, também, monitorar a Amazônia. E essa parceria vai ser muito importante para a implantação do nosso programa de prevenção de catástrofes.”

A presidenta também considerou “muito importante” a reunião dos BRICS oportunidade em que se debateu “temas importantes para os países em desenvolvimento, como o combate à pobreza, um comércio mundial mais equilibrado e o controle da especulação financeira, responsável pela crise”. Ela afirmou ter sido importante o fato de o Brasil ter sido convidado para participar do Fórum de Boao, que reúne todos os governos, os empresários e as lideranças da Ásia.


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Modelo Embraer 190 encomendado pelas companhias aéreas da China. Foto: Embraer/Imprensa

A Embraer ampliou participação no mercado de aviação chinês. Em três acordos formalizados na China, a empresa brasileira anunciou a venda de 30 aviões modelo Embraer 190 para a companhia China Southern Airlines e mais dez aeronaves do mesmo modelo para Hebei Airlines. Somente os aviões da China Southern Airlines representam montante de US$ 1,25 bilhão, de acordo com comunicado divulgado pela Embraer em São José dos Campos. Com as novas encomendas, a Embraer tem agora 135 aeronaves no mercado chinês, incluindo 85 Embraer 190, 46 ERJ 145 e quatro jatos executivos. Mais de 80 aviões da empresa estão em operação neste mercado.

O outro acordo foi com a AVIC (Aviation Industry Corporation of China) com o objetivo de implementar uma linha de produção de Legacy 600/650 na China, utilizando a infraestrutura, recursos financeiros e mão-de-obra da joint venture Harbin Embraer Aircraft Industry Company (HEAI) entre as duas empresas. Nas próximas semanas, as empresas finalizarão os detalhes deste projeto e a formalização da documentação necessária.

Executivos da Embraer integram a delegação de 300 empresários brasileiros que acompanham a visita oficial da presidenta Dilma Rousseff à China. Os três acordos, segundo a assessoria da Embraer, foram assinados em Pequim. A chinesa CDB Leasing Co., Ltd. (CLC) confirmou a compra de um segundo lote de dez Embraer 190. O negócio dá continuidade à encomenda inicial feita no início deste ano, quando a empresa chinesa encomendou dez aeronaves desse modelo. Além disso, uma Carta de Intenções (Letter of Intent – LOI) para um terceiro lote de dez Embraer 190 também foi assinada durante a cerimônia. Todos os 30 aviões encomendados serão operados pela China Southern Airlines, a maior companhia aérea do país e a terceira do mundo, que começará a receber as aeronaves no segundo semestre deste ano.

“Estamos satisfeitos por receber este novo pedido da CLC e da China Southern Airlines. Trata-se de mais uma confirmação da qualidade da nossa aeronave, cuja frota na China em breve chegará a 100 unidades”, disse Paulo César de Souza e Silva, vice-presidente executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial.

Além disso, Embraer e a Hebei Airlines Co., Ltd., da China, assinaram também em Pequim, nesta terça-feira (12/4), um contrato para a aquisição de dez EMBRAER 190 em Pequim, na China. A primeira entrega destes dez jatos está programada para setembro de 2012.

Para atender à crescente demanda do transporte aéreo, consequência do acelerado desenvolvimento econômico da região nos últimos anos, o governo da província de Hebei está priorizando a expansão da aviação. Em junho de 2010, a Hebei Airlines foi criada como uma holding do Hebei Aviation Investment Group, um companhia estatal líder. Atualmente, a Hebei Airlines opera seis aeronaves, incluindo dois Embraer ERJ 145. O Embraer 190 ajudará a empresa aérea a apoiar sua expansão de curto prazo.

Modelo – O Embraer 190 é o terceiro de quatro aviões da família de E-Jets da Embraer, que tem cerca de mil ordens firmes e mais de 700 aeronaves em operação em todo o mundo. A aeronave tem alcance de 4.225 km (2.300 milhas náuticas), fornecendo serviços de baixo custo para mercados de baixa e média densidade em rotas ponto a ponto; possibilitando a utilização em conjunto com aeronaves maiores de companhias aéreas que operam em rotas principais, conforme variação sazonal ou periódica de demanda para ajuste da oferta; ou sendo usados para desenvolver novas rotas, abrindo novos mercados, etc. Conforto é uma das principais características do Embraer 190. A seção da fuselagem em formato de dupla bolha maximiza o espaço da cabine para o passageiro, oferecendo o corredor e os assentos mais largos da categoria. A ausência de assentos de meio e um avançado sistema opcional de entretenimento a bordo também contribuem para o conforto do passageiro.

Legacy 600 da Embraer será construído na China. Foto: embraer/Imprensa

A Embraer S.A. assinou um acordo com a AVIC (Aviation Industry Corporation of China) com o objetivo de implementar uma linha de produção de Legacy 600/650 na China, utilizando a infra-estrutura, recursos financeiros e mão-de-obra da joint venture Harbin Embraer Aircraft Industry Company (HEAI) entre as duas empresas. Nas próximas semanas, as empresas finalizarão os detalhes deste projeto e a formalização da documentação necessária.

A Embraer e a AVIC reconhecem o rápido crescimento do mercado de aviação executiva chinês e estão confiantes no potencial do Legacy 600/650 para atender aos requisitos deste exigente mercado.


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Viagens internacionaisInstigadas pelo presidente Lula a atuarem no mercado africano, as indústrias brasileiras estão fincando pé ou colhendo os melhores negócios na viagem por seis países da África. Da última sexta-feira (2/7), quando o presidente brasileiro iniciou o périplo, empresários nacionais participaram de seminários na Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e encerram a rodada de comércio hoje (9/7), na África do Sul, último país a ser visitado por Lula nesta 27ª visita ao continente africano.

E nesta negociação com os empresários ou governo locais, a Vale e a Embraer já revelaram resultados importantes. O diretor de Marketing e Vendas da Embraer, Antonio Carlos Neubarth, informou ao Blog do Planalto que dentro de dois meses uma delegação da Guiné Euqatorial desembarcará no Brasil para conhecer a fábrica da empresa, em São José dos Campos (SP). A pedido do presidente Lula, Neubarth apresentou ao presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, o avião Embraer 190, que integra a frota da Força Aérea Brasileira (FAB).

“O presidente Lula tem um papel fundamental no incentivo às empresas brasileiras. Isso é muito importante. Se os presidentes de outros países, como por exemplo, Estados Unidos fazem o mesmo, temos no presidente brasileiro um incentivador do produto nacional”, contou Neubarth.

Além dos negócios abertos na Guiné Equatorial, o diretor da Embraer conseguiu fechar outro pacote na visita ao Quênia. Em Nairóbi, capital queniana, 22 aviões F-5 passarão por processo de substituição de equipamentos eletrônicos feitos pela Embraer. Neubarth aposta em concluir a viagem na África do Sul com a abertura de mais oportunidades para a companhia.

Equanto isso, a Vale que já deve iniciar, em janeiro de 2011, a operação do carvão siderúrgico em Moçambique, conforme disse ao Blog do Planalto o presidente da empresa, Roger Agnelli, anunciou investimentos de US$ 400 milhões na ampliação da mina na Zâmbia. No mesmo país, a Marcopolo irá instalar um centro de manutenção de ônibus.

O governo brasileiro também busca fechar com os países africanos a implantação do modelo nipo-brasileiro de tv digital. André Barbosa Filho, assessor da Casa Civil, disse ao Blog do Planalto que além das conversas com o governo da Guiné Equatorial, manteve conversas com representates dos governos dos demais países visitados pela comitiva brasileira. Além disso, a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] tem diversos acordos com os governos africanos para desenvolvimento de produtos na região denominada savana africana.

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Viagens internacionaisO presidente Lula desembarcou nesta quinta-feira (8/07) na África do Sul para uma visita de Estado que encerrará uma jornada por seis países africanos. E se o continente tem tido importância crescente na política externa brasileira – como mostra, além deste giro, o aumento de 16 para 34 embaixadas na região desde 2003 -, a África do Sul terá ainda mais daqui em diante.

“É a porta de entrada da África para as empresas brasileiras”, afirmou José Vicente Pimentel, embaixador brasileiro na África do Sul, em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto. “Qualquer presidente do Brasil terá de dar uma atenção especial à África em sua política externa porque a verdade é que o Brasil é o maior país africano fora da África”, explicou.

É um país africano com quem nós podemos construir satélites juntos, a Embraer pode construir um avião junto com a África do Sul. Podemos tranquilamente trazer para cá o nosso modelo de TV digital, podemos fazer coisas importantes em termos de ciência e tecnologia com esse país.

Na visita de Lula, os governos brasileiro e sul-africano vão assinar uma declaração que elevará formalmente a relação entre os dois países ao nível de “parceria estratégica”. No documento, as nações reconhecem a existência de valores democráticos e sociedades multiétnicas e multiculturais comuns e, diante disso, decidem intensificar e aprofundar as relações bilaterais em áreas como comércio, tecnologia, educação e agricultura.

A declaração também diz que os dois países vão buscar adotar posições comuns em questões regionais e globais. No texto, já defendem, por exemplo, a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), para que o organismo reflita a realidade internacional do século 21, tenha mais membros permanentes e aumente a participação dos países em desenvolvimento.

A parceria estratégica será firmada nesta sexta-feira (9/07) no Union Buildings, a sede do governo sul-africano, que se localiza na capital Pretória – o país tem outras duas capitais: Johannesburgo, onde fica o parlamento, e Bloemfonteim, que abriga a sede do Poder Judiciário. Haverá ainda a assinatura de um memorando de entendimento pelo qual os dois países vão estabelecer uma cooperação específica na área de relações intergovernamentais. Depois da visita oficial ao Union Buildings, o presidente Lula vai para Johannesburgo, onde participa, à tarde, de um seminário com empresários brasileiros e sul-africanos e do lançamento de uma campanha internacional de promoção do Brasil no exterior, chamada “O Brasil te chama. Celebre a vida aqui”, produzida pelo cineasta Fernando
Meirelles.

À noite, Lula retorna a Pretória, onde o presidente Jacob Zuma lhe oferecerá um jantar, no Presidential Guest House.

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Viagens internacionaisCom a participação do presidente Lula como garoto propaganda, a Embraer tenta ampliar participação no mercado de aeronaves no continente africano. Nesta segunda-feira (5/7), antes do embarque para Nairóbi (Quênia) Lula convidou o presidente de Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, para que conhecesse o modelo Embraer 190, utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no transporte de empresários e jornalistas que acompanham a comitiva brasileira. No hall do Aeroporto Internacional de Malabo, Lula e Mbasogo conversaram com o diretor da Embraer Antonio Carlos Neubarth que explicou sobre os modelos Embraer 190 e o Super-tucano, este último sendo negociado com o governo de Guiné Equatorial para uso das Forças Armadas do país africano.

Neubarth conversou com o Blog do Planalto, oportunidade em que confirmou o plano da empresa brasileira em ampliar participação do mercado africano. Além dos Super-tucano, na visita a Malabo foi iniciado o processo de negociação da venda de aeronaves para a companhia aérea CEIBA. O executivo acredita que conseguirá fechar bons negócios com as empresas e governos dos países visitados pelo presidente Lula. Segundo ele, um equipamento da Embraer já opera para uma companhia aérea do Quênia.

A aposta do presidente Lula é aumentar o fluxo comercial com a África. Para isso, na visita a Guiné Euqatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul (ver programação aqui), o presidente se faz acompanhar de uma delegação composta por empresários dos setores da construção civil, alimentos e aviação. Antes de deixar Malabo, Lula participou de almoço oferecido pelo governo gineense. No discurso, ele dêu ênfase à aposta dos dois países na cooperação solidária. Segundo destacou, a viagem oficial é desdobramento da visita de Mbasogo feita ao Brasil nos anos de 2006 e 2008.

Lula destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e anunciou que irá estabelecer um Centro Brasileiro-Africano de excelência em bionergia, com estrutura e alcance regional. “Sabemos que não há agricultura forte sem uma agricultura familiar robusta. A Guiné pode reproduzir a experiência brasileira com políticas públicas voltadas para o pequeno e médio agricultor rural”, afirmou.

Sobre o comércio bilateral, o presidente brasileiro assegurou que há “um potencial extraordiário” de crescimento em conjunto. Prova disso, conforme explicou, é que entre os anos de 2002 e 2008 o fluxo comercial passou de US$ 7 milhões para US$ 411 milhões. Lula acredita que a partir da criação da comissão mista Brasil-Guiné Equatorial, estabelecida nesta segunda-feira (5/7), “nosso intercâmbio avançará mais ainda”.

“Por essa razão trouxe comigo importante delegação empresarial, composta por representantesdos setores de infraestrtutura aeronáutico, agronegócio, energia, maquinário agrícola e telecomunicações. Todos eles identificam novas oportunidades de negócios”, disse.

Ainda no discurso, Lula manifestou apoio aos países Guné Euqatorial e Gabão para a realização da Copa Africana que ocorrerá em 2012. “Identificamos áreas básicas para o trabalho conjunto. Agora é hora de passarmos aos entendimentos e mecanismos operacionais que nos permitam levar adiante nossos propósitos, e dar formas concretas a nosso ideal de cooperação”.

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Viagens internacionaisDesde que a crise financeira abalou significativamente as estruturas econômicas e comerciais que mantém com os Estados Unidos, o Canadá tem procurado fortalecer seus laços econômicos e comerciais com países emergentes para fugir um pouco dessa dependência – e o Brasil vem tendo um papel preponderante nesse movimento, ajudando a estabelecer pontes entre a poderosa economia canadense com as emergentes africana e latino-americana. Segundo avaliação do embaixador brasileiro no Canadá, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, essa ‘dobradinha’ tem futuro, mas ainda exige um certo trabalho de bastidor para desfazer alguns mitos.

“Os canadenses têm que ser educados para entender melhor o Brasil, porque eles não estavam acostumados a ver países latino-americanos com tamanha organização e força econômica como o Brasil tem hoje”, afirmou o diplomata em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto em Toronto, onde começou esta semana a quarta conferência do G20. “Eles têm percebido que precisam nos conhecer muito mais – e nós a eles”, disse o embaixador, que há dois anos e meio atua na capital Ottawa. “O Canadá vê uma espécie de ascenção do Brasil no mundo hoje e quer se aproximar. Essa aliança com o Brasil é do interesse dos canadenses, pois significa uma ponte com a América Latina e com a África também”, avalia o diplomata, lembrando que Brasil e Canadá são antigos parceiros e podem solidificar ainda mais essa ligação, principalmente em assuntos ligados à governança global, tão discutida nos fóruns internacionais como o G20.

A parceria entre brasileiros e canadenses em reuniões como as do G20 não é de se estranhar se levarmos em conta que os dois países compartilham, por exemplo, o fato de terem sistemas bancários sólidos, modernos e bem regulados, funcionando como sustentáculos do crescimento de ambas economias. “E tanto eles como nós fomos afetados pela crise gerada pelos outros. Eles perderam um mercado enorme que é o americano e foram levados de maneira compulsiva e compulsória a entrar mais nos mercados emergentes como os da Índia, China e o nosso”, explicou Paulo Cordeiro, que espera ver brasileiros e canadenses atuando cada vez mais juntos em fóruns internacionais como o G20 para tentar “disciplnar aqueles que nunca quiseram ser disciplinados”.

O Canadá é um dos principais entusiastas da participação brasileira no G20, considerando o Brasil um parceiro importante na governança global e um dos principais vetores da democratização da economia mundial, por meio da ONU e de instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC). “Nossa linguagem hoje dentro do G20 não só dá legitimidade ao G20 como defende o ponto de vista das grandes maioria dos países emergentes – e o Canadá tem feito a ponte entre essas novas economias e o velho mundo”, afirmou o diplomata brasileiro. “Nossa presença no G20 dá voz e força aos países emergentes e tem contado cada vez mais com o apoio de países desenvolvidos, como no caso do Canadá.”

Essa ‘tabelinha’ Brasil-Canadá tem funcionado também na parceria econômica/comercial. Os dois são atualmente concorrentes em setores importantes da economia, como a agroindústria e tecnologia aeronáutica (a brasileira Embraer tem conquistado mercado na terra natal da canadense Bombardier, tendo hoje 65 aviões circulando pelo país), mas têm estabelecido parcerias promissoras em outras áreas como seguridade social, consultoria e equipamentos para o setor de petróleo. Enquanto a brasileira Vale investe quase US$ 20 bilhões na exploração de níquel no Canadá, as empresas canadenses estão de olho grande no mercado de construção civil brasileiro, que vive um momento de ebulição, bem como nas muitas oportunidades de negócio prometidas com a exploração das novas jazidas do Pré-sal. O Brasil é visto pelos canadenses como uma potência emergente no mundo que não pode ser desprezada em hipótese alguma, diz o embaixador Paulo Cordeiro.

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Presidente Lula e o avião Embraer 190, que faz sua estréia em viagem a Copenhague. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula e o avião Embraer 190, que faz sua estréia em viagem a Copenhague. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O novo avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que serve à Presidência da República, o Embraer 190, fez seu voo inaugural nesta quarta-feira, em viagem do presidente Lula a Copenhague (Dinamarca). Na escala feita em Lisboa (Portugal), uma pausa para fotos. Lula está indo à Copenhague para participar da cerimônia do Comitê Olímpico Internacional (COI) que escolherá a cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

Saiba mais aqui sobre o avião, batizado de Bartolomeu de Gusmão.

Sobre a candidatura do Rio de Janeiro para ser a sede dos Jogos Olímpicos, clique aqui.


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Avião Embraer 190, o Bartolomeu de Gusmão, entregue hoje para uso da Presidência da República. Foto: Divulgação Embraer

Avião Embraer 190, o Bartolomeu de Gusmão, entregue hoje para uso da Presidência da República. Foto: Divulgação Embraer

O ministro da defesa Nelson Jobim recebeu nesta sexta-feira (25/9) da Embraer, em Brasília, o primeiro dos dois novos aviões Embraer 190 que serão utilizados pela Presidência da República. A aeronave foi batizada com o nome de Bartolomeu de Gusmão em homenagem ao religioso e inventor luso-brasileiro a quem se credita a invenção do aeróstato, pai dos balões e dirigíveis. O segundo avião deverá ser entregue até o final do ano e receberá o nome do aviador Augusto Severo.

O Blog do Planalto visitou ontem o novo avião Embraer 190 e conversou com um dos pilotos da aeronave, o capitão aviador Alexandre Pereira Reynaldo, na cabine de comando. Assista:


Os novos Embraer 190, designados VC-2, substituirão os dois Boeing 737-200 que operam no Grupo de Transporte Especial (GTE) desde 1976, no transporte do presidente da República e de sua comitiva nas viagens nacionais e pela América do Sul. Os VC-2 têm alcance suficiente para ligar Brasília a todas as capitais brasileiras e de todos os países da América do Sul. As aeronaves irão executar as missões regionais em apoio à Presidência da República e também atuarão como reserva ao VC-1 “Santos Dumont”, o Airbus A319 adquirido em 2005.

Os aviões da Embraer poderão atender a Presidência da República por até 30 anos. Lula fará sua estréia no “Bartolomeu de Gusmão” em sua próxima viagem à Europa, nos trechos entre Lisboa e Copenhague e entre Bruxelas e Estocolmo.

As principais vantagens dos VC-2 em relação aos antigos 737-200, designados VC-96, são a segurança, a flexibilidade operacional e a redução do custo operacional, do consumo de combustível e de emissões poluentes. A aeronave possui sistemas que permitem a comunicação de forma segura e equipamentos de voo de última geração. Fruto de pesquisa e desenvolvimento da Embraer, o 190 é considerada um dos mais modernos do mundo e de mais longo alcance de sua categoria, podendo voar de Brasília para quase toda a América do Sul sem parar para reabastecer. Os aviões receberam ainda uma adaptação em seus tanques de combustível, o que aumentou ainda mais sua autonomia de voo.

A substituição dos 737

Apesar de ainda capazes de cumprir missões com segurança, os dois Boeing 737-200, designados na Força Aérea Brasileira como VC-96, estão em operação há mais de 30 anos. A saída de operação do modelo no mercado civil tornou difícil a aquisição de alguns itens de manutenção. A empresa que fazia a manutenção dos motores P&W JT-8 no Brasil, por exemplo, parou de atuar nesse segmento, o que obriga a Força Aérea a recorrer a empresas fora do país, aumentando os custos operacionais. Os ruidosos turbojatos dos Boeing 737-200 também já faziam o avião sofrer restrições de horários de operação ou mesmo proibição de pouso e decolagem em determinadas localidades da América do Norte e Europa.


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