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No Palácio do Planalto, presidenta Dilma se reúne com o CEO e presidente do Comitê Executivo do Grupo Prisa, Juan Luís Cebrián. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O Grupo Prisa pretende levar em até três anos o modelo de ensino didático brasileiro a países de língua espanhola e portuguesa, iniciando o projeto pelo México, afirmou Juan Luís Cebrián, CEO e presidente do Comitê Executivo do Grupo, nesta segunda-feira (4/4), no Palácio do Planalto. A ideia foi apresentada em reunião com a presidenta Dilma Rousseff que, segundo Cebrián, “mostrou-se muito interessada”.

Durante o encontro de cerca de uma hora, o executivo manifestou o interesse do Prisa em expandir os negócios no País e de ampliar parcerias com empresas e instituições brasileiras. Somente no ano de 2010, o grupo faturou R$ 500 milhões no Brasil. A expectativa é que, neste ano, o valor seja maior, frisou Cebrián.

“A presidenta Dilma Rousseff me recebeu por cerca de uma hora e conversamos sobre como estreitar as relações já muito frequentes e muito importantes entre o Grupo Prisa e o Brasil. Queremos estreitar relações com empresários e instituições brasileiros, não só para operar no Brasil, mas para fazer uma possível interação ibero-americana”, disse.

O Grupo Prisa está presente em 22 países de língua portuguesa e espanhola e atua nas áreas de comunicação, entretenimento, educação e literatura. No Brasil, é um dos líderes no segmento de livros didáticos.


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Ministro Guido Mantega mostrou o cenário favorável para investimentos no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Ministro Guido Mantega mostrou o cenário favorável para investimentos no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionais

Na palestra de abetura do seminário Brasil: Aliança para a Nova Economia Global, promovido pelos jornais El País e Valor Econômico em Madri, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostrou que o cenário econômico é favorável para investimentos no Brasil. Para o ministro, serão os países que integram o chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) quem despontarão na economia mundial. Este bloco, ainda de acordo com Mantega, responderá por dois terços da economia mundial.

O crescimento econômico se deve à nova política econômica que o presidente Lula implantou no país. Saímos de uma média modesta de 2,5% do PIB para 4% e agora caminhamos a taxas acima de 5%.


Mantega iniciou a conferência nesta quarta-feira (19/5) para uma plateia de investidores espanhóis analisando o cenário da economia mundial. Segundo ele, a crise econômica que assolou a Europa a partir da Grécia “pode se prolongar um pouco mais”. Para Mantega, a crise “é mais de confiança”. Já nos Estados Unidos a economia parece estar se recuperando de forma mais rápida, avaliou. No Brasil, não há mais crise, disse ele, “apenas reflexos que não comprometem o crescimento do Brasil”.

Porém, os países que vão liderar o crescimento nos próximos anos são a China (9,7%), a Índia (7,7%), a Rússia (5,5%) e o Brasil que, numa visão mais conservadora do Ministério da Fazenda, estará com crescimento de 5,5%. Claro que aqui na plateia temos pessoas que apostam num crescimento acima de 6%.

Mantega disse que foi criado no Brasil um circulo virtuoso de crescimento. Um dos pontos importantes foi a política industrial elaborada pelo governo sob orientação do presidente Lula. O ministro disse também do auxílio dos bancos públicos para financiar os investimentos no país. Associado a isso, de acordo com ele, há a atuação de empresas, como por exemplo a Petrobras, que tem contratos para construção de plataformas, além dos investimentos em portos, rodovias e ferrovias.

O ministro brasileiro destacou também as oportunidades a partir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que permitiram a destinação de recursos para setores de infraestrutura. “O Brasil que tinha um crescimento modesto em infraestrutura e passou a ter grandes obras. Em todo o Brasil temos grandes obras. Como TAV [Trem de Alta Velocidade], duas grandes hidrelétricas, refinarias de petróleo. Além disso temos pela frente a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 que exigem grandes investimentos”, afirmou.

Ele também apresentou o cenário do mercado de capitais que crsceu muito nos últimos anos. “Até 2008, o valor na Bovespa multiplicou-se por dez e chegou R$ 1,3 trilhão em transações por ano. O mercado de capitais brasileiro é transparente. Além disso, estamos lançando um novo ciclo na construção civil no Brasil. Era muito modesta. No passado era 3% do PIB, enquanto aqui na Espanha é de 30%. Podem ver o volume de financiamento como cresceu. Lançamos o programa de construção de um milhão de casas num primeiro momento e mais dois milhões de casas num segundo programa”, explicou.

O importante é que todo o crescimento não é atabalhoado. Não é como no passado que crescia por meio do estímulo do aumento da dívida e da inflação. (…) Hoje crescemos com a dívida pública diminuindo e a inflação sob controle. A inflação deu um aumento por causa das chuvas, o que teve impacto na agricultura, mas é ciclico. Não há nenhum descontrole inflacionário.

Ele destacou que as reservas cambiais do Brasil estão na ordem de US$ 250 bilhões e a dívida líquida chega a 30% do PIB. Isso permitiu, segundo ele, que o Brasil viesse a participar do esforço do FMI [Fundo Monetário Internacional]. Esse conjuto de fatores possibilitará que o Brasil alcance o posto de quinta ou quarta economia mundial “se essa política implantada pelo presidente Lula for mantida”.

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Manifestantes marcharam pela Porta do Sol, em Madri. Foto Roberto Cordeiro/Blog do Planalto

Manifestantes marcharam pela Porta do Sol, em Madri. Foto Roberto Cordeiro/Blog do Planalto

Viagens internacionais

Enquanto lideranças sindicais e organizações não-governamentais promoveram, neste domingo (16/5), uma marcha em Madri contra a crise financeira mundial que ainda tem reflexos em países europeus, o Brasil ganhou destaque no jornal El País, um dos mais influentes periódicos da Espanha. Na edição de hoje, um caderno especial traz as vantagens de investimentos no Brasil. A publicação tem uma reportagem com o presidente Lula sob o título: El Estado tranquilo. Destaca também que em 2009 o país passou a formar parte do seleto grupo de nações com crédito junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
elpais
El País e o jornal brasileiro Valor Econômico promovem, na próxima quarta-feira (19/5), o seminário com foco nos possíveis investimentos no Brasil. O evento será aberto pelo ex-minstro de Economia da Espanha, Carlos Solchaga, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Estão previstos paineis com temas: oportunidades de investimentos, fontes de financiamento e marco institucional e as perspectivas espanholas no Brasil. O programa contempla também palestras com o ex-presidente do governo espanhol Felipe González e, no encerramento, conferência com o presidente Lula.

Porém, a programação na capital da Espanha começa amanhã (17/5) com a chegada do presidente brasileiro prevista para 17h10 no Aeroporto Internacional de Madri. Lula participará da Cumbre União Européia, América Latina e Caribe. Mais de 60 chefes de Governo e de Estado estão sendo aguardados para a reunião.

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Descrito pelo próprio jornal espanhol como “um dos políticos mais carismáticos, admirados e surpreendentes do último meio século”, o presidente Lula disse ao El País, em entrevista publicada no último domingo (9), que a geopolítica mundial já não é mais a mesma, que os países em desenvolvimento adquiriram mais peso e que, por isso, as relações políticas internacionais precisam acompanhar a nova realidade. Sob o título “Lula: O carnaval e não a guerra”, a entrevista aborda a reforma da Organização das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, entre outros temas.

“O chamado mundo desenvolvido tem que compreender que a geopolítica mudou. A democratização da África e o crescimento de países como China, Índia e alguns da América do Sul, sugerem uma nova dimensão. Eu não quero a guerra, sou um homem de diálogo, e na questão nuclear o Brasil tem uma política muito definida. Quero esgotar até o último minuto as possibilidades de um pacto com o presidente do Irã para que seu país possa continuar enriquecendo urânio, tendo nós a tranquilidade que ele só o usará para fins pacíficos. Meu limite são as decisões da ONU, a qual, aliás, pretendo mudar porque tal como está representa muito pouco. Por que o Brasil não é membro do Conselho de Segurança? Por que não é a Índia? Por que não há nenhum Estado africano? Se a ONU continua assim débil, sem representatividade, com países com direito de veto, nunca vai servir corretamente à governança global que precisamos”.

Na entrevista exclusiva, concedida dia 9 de abril na sede provisória da Presidência, Lula fez uma reflexão sobre o exercício do poder à luz de conceitos políticos como “esquerda” e “direita”. “Eu nunca gostei que me enquadrassem, menos ainda ao assumir a Presidência. Um chefe de Estado não é uma pessoa, é uma instituição, não tem vontade própria todo santo dia, tem que levar a cabo os acordos que sejam possíveis. Aprendi isso no poder e creio que foi bom para o Brasil. Não pode ser que eu goste de um presidente porque é de esquerda e de outro não, por ser direitista. Me dei bem com Aznar, e me dou bem com Zapatero; tenho que me relacionar com Piñera, do Chile, da mesma forma que com Bachelet. No exercício do poder sou um cidadão, como diria?, multinacional, multiideológico, não?”.

A poucos meses de terminar seus dois mandatos, o presidente fez também um balanço do seu governo.

“Hoje só o Banco do Brasil tem mais crédito que todo o país quando eu cheguei ao poder. De modo que quando eu deixar a presidência, teremos criado mais de 14 milhões de postos de trabalho em oito anos. Só a China e a Índia podem competir com uma realidade assim”. E emendou que o Brasil venceu a crise econômica mundial “porque teve coragem de enfrentar a crise, em vez de se queixar: fazendo investimentos, destravando a atividade de setores chave da economia, empreendendo muitas obras públicas. Se o Brasil mantém nos próximos cinco anos uma política fiscal e monetária séria, investimentos e controle da inflação, tem tudo para se transformar numa potência respeitada no mundo. Se a economia continuar crescendo entre 4,5% e 5,5%, em 2016 pode ser a quinta economia mundial”.

Leia aqui a tradução da entrevista.


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Comemorando as previsões de que o Brasil chegará este ano à marca de 14,5 milhões de novos postos de trabalho criados em sua gestão, o presidente Lula afirmou neste sábado (1/5) ter ficado feliz ao ver a revista americana Time o eleger uma das pessoas mais influentes do mundo. “A elite (brasileira) dizia que eu não falava inglês, mas meu coração pensa brasileiro, meu coração pensa o povo brasileiro”, disse ele durante comemoração promovida pela Força Sindical e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), em São Paulo, em homenagem ao Dia do Trabalhador.

Veja aqui o infográfico que preparamos sobre a criação de empregos no Brasil nos últimos sete anos.

Perante milhares de trabalhadores reunidos na praça Campo de Bagatelle, no bairro de Santana, Lula afirmou ainda que a elite fica ofendida “quando o Le Monde (jornal francês) e o El País (jornal espanhol) me escolhem Homem do Ano, quando negociamos a paz em Israel, quando vou ao Irã. Mas esse País é soberano, é um povo feito de homens e mulheres que andam de cabeça erguida e nós que decidimos onde vamos”.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição, clique aqui.

O presidente lembrou que, faltando oito meses para terminar o seu mandato, não poderia ser criticado por fazer da solenidade um ato político: “eu fui um dirigente sindical importante desse País nos anos 70, participei e organizei as greves na época que a inflação era de 80% ao ano, no tempo em que se fazia greve e não se recebia absolutamente nada na volta ao trabalho. Nos meus 7 anos de governo, é com orgulho que olho cada trabalhador e dirigente sindical e digo que nos anos do meu governo, 90% dos reajustes salariais foram aumento real para a classe trabalhadora”.

Em seu discurso Lula também falou da crise econômica mundial de 2008, que demitiu 7 milhões trabalhadores nos Estados Unidos e Europa. Ele caracterizou aquele momento como ato da especulação financeira de banqueiros que, deveriam ter investido em trabalho, como foi feito no Brasil.

O Brasil foi o último (País) a entrar na crise e o primeiro a sair. Quem sustentou a economia brasileira foi o povo, não os banqueiros. Eu pedi para o povo consumir, senão o comércio não ia vender, a crise ia aumentar e o Brasil, que só era conhecido no mundo por causa do Carnaval no Rio de Janeiro, dos meninos e meninas de rua mortos e do futebol, hoje é respeitado porque é exemplo de controle do sistema financeiro.

Da sua época de sindicalista, o presidente lembrou da reivindicação por um salário minimo de US$ 100 -- hoje está em US$ 300 dólares. “Já aumentamos o salário mínimo em 74% e vamos continuar a política de aumento”, disse.

Ao término de seu discurso, Lula disse estar com a cabeça erguida neste 1º de maio “porque eu vou mandar registrar em cartório as realizações do meu governo, para entregar à imprensa, à universidade, aos sindicatos e aos políticos para que quem vier depois de mim saiba que tem de fazer mais e melhor, porque não pensem que por conta das eleições eu vou deixar o Brasil afundar. Eu aprendi a minha seriedade no movimento sindical, a irresponsabilidade fiscal não volta mais para esse País. Vamos fazer o Brasil ser a quinta economia do mundo até 2016”.


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O jornal espanhol EL País elegeu o presidente Lula Personagem do Ano 2009. Um caderno especial sairá publicado na edição deste domingo (13/12), em que destaca também outras personalidades, mas na edição de ontem (10/12), o jornal espanhol adiantou o artigo escrito pelo presidente do governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, sobre o presidente brasileiro. Sob o título “O Homem que Assombra o Mundo”, Zapatero diz que “sente profunda admiração” pelo presidente Lula desde que o conheceu, em setembro de 2004, quando a Espanha passou a integrar a Aliança Contra a Fome, liderada pelo presidente brasileiro, em uma cúpula organizada pelas Nações Unidas em Nova York.

Zapatero define Lula como um “homem honesto, íntegro, voluntarioso e admirável”. O presidente do governo espanhol prevê que o Brasil está próximo de ocupar um lugar no Conselho de Segurança da ONU e que se encontra perto de se transformar em uma potência energética. Ele destacou também a Copa do Mundo 2014, bem como o momento em que Lula, em Copenhague, ao conhecer o resultado da escolha do Rio para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, o consolou:

Lula chorava de felicidade, como uma criança grande, porque o Rio de Janeiro acabava de ser escolhida cidade organizadora dos Jogos Olímpicos de 2016. A euforia que o inundava não o impediu de ter o valor necessário para vir me consolar porque Madri não tinha sido escolhida.

Zapatero conclui o artigo: “Não me estranha que este homem impressione o mundo.”


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