Mais do que a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, é a realidade do País que obriga o governo a investir pesado em mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras, afirmou o presidente Lula na abertura da 10ª edição da Michelin Challenge Bibendum, realizada nesta segunda-feira (31/5) no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento é um fórum da indústria automotiva que incentiva ações sustentáveis no setor.
O Brasil terá uma política de mobilidade urbana como poucas vezes ele já teve na história. Não só porque as necessidades das Olimpíadas nos impõe, não só porque a Copa nos impõe, mas porque a realidade nos impõe isso. Somos um país com quase 80% da população morando nos grandes centros urbanos. Por isso criamos o Ministério das Cidades, foi por isso que criamos a Secretaria de Transportes dentro do Ministério, para pensar nacionalmente a questão urbana em nosso País. E eu penso que nós vamos dar um salto importante, porque não podemos mais parar.
Lula disse ainda que há décadas o Brasil não investia em rodovias como se faz hoje e lembrou dos esforços do governo para tomar as medidas necessárias visando a renovação da frota de carros particulares, ônibus e caminhões do País. Com isso, afirmou o presidente, foi possível melhorar o nível de emprego e também diminuir a emissão de gases do efeito estufa, já que foram retiradas das ruas veículos com 15, 20 anos de uso. “E hoje quase 100% dos carros brasileiros são ‘flex fuel’ e os usuários têm preferência pelo etanol na hora de encher o tanque”, lembrou o presidente Lula durante seu discurso.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento realizado no Riocentro (RJ):
O presidente afirmou que a produção cada vez maior de carros elétricos no mundo é um “sinal extraordinário” de que as pessoas estão se preocupando mais com o que está acontecendo com o planeta, e aproveitou para criticar mais uma vez os que defendiam a primazia do mercado sobre o Estado, lembrando que durante a última crise econ%omica mundial, se não fosse o Estado ‘entrar na dança’ quando o mercado quebrou, o mundo estaria muito mais problemático hoje.
Aproveitou ainda para convidar os presentes ao evento para conhecerem algumas comunidades do Rio de Janeiro como o Complexo do Alemão, Manguinhos, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, e verem o resultado positivo da política de segurança pública tocada em conjunto pelas esferas municipal, estadual e federal. “É impossível tornar um lugar mais humanizado se eles (moradores) não sentirem que o Estado está fazendo algo por eles”, disse Lula, lembrando que a presença do Estado nas favelas não se faz apenas com a polícia, mas também com escola, biblioteca, saúde e, sobretudo, esperança.
Mais do que a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, é a realidade do País que obriga o governo a investir pesado em mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras, afirmou o presidente Lula na abertura da 10ª edição da Michelin Challenge Bibendum, realizada nesta segunda-feira (31/5) no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento é um fórum da indústria automotiva que incentiva ações sustentáveis no setor.
O Brasil terá uma política de mobilidade urbana como poucas vezes ele já teve na história. Não só porque as necessidades das Olimpíadas nos impõe, não só porque a Copa nos impõe, mas porque a realidade nos impõe isso. Somos um país com quase 80% da população morando nos grandes centros urbanos. Por isso criamos o Ministério das Cidades, foi por isso que criamos a Secretaria de Transportes dentro do Ministério, para pensar nacionalmente a questão urbana em nosso País. E eu penso que nós vamos dar um salto importante, porque não podemos mais parar.
Lula disse ainda que há décadas o Brasil não investia em rodovias como se faz hoje e lembrou dos esforços do governo para tomar as medidas necessárias visando a renovação da frota de carros particulares, ônibus e caminhões do País. Com isso, afirmou o presidente, foi possível melhorar o nível de emprego e também diminuir a emissão de gases do efeito estufa, já que foram retiradas das ruas veículos com 15, 20 anos de uso. “E hoje quase 100% dos carros brasileiros são ‘flex fuel’ e os usuários têm preferência pelo etanol na hora de encher o tanque”, lembrou o presidente Lula durante seu discurso.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento realizado no Riocentro (RJ):
O presidente afirmou que a produção cada vez maior de carros elétricos no mundo é um “sinal extraordinário” de que as pessoas estão se preocupando mais com o que está acontecendo com o planeta, e aproveitou para criticar mais uma vez os que defendiam a primazia do mercado sobre o Estado, lembrando que durante a última crise econ%omica mundial, se não fosse o Estado ‘entrar na dança’ quando o mercado quebrou, o mundo estaria muito mais problemático hoje.
Aproveitou ainda para convidar os presentes ao evento para conhecerem algumas comunidades do Rio de Janeiro como o Complexo do Alemão, Manguinhos, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, e verem o resultado positivo da política de segurança pública tocada em conjunto pelas esferas municipal, estadual e federal. “É impossível tornar um lugar mais humanizado se eles (moradores) não sentirem que o Estado está fazendo algo por eles”, disse Lula, lembrando que a presença do Estado nas favelas não se faz apenas com a polícia, mas também com escola, biblioteca, saúde e, sobretudo, esperança.
A Lei de Mudanças Climáticas, que institui no País a Política Nacional sobre Mudanças no Clima, com metas de redução na emissão de gases do efeito estufa (ver aqui), vai ser sancionada nesta segunda-feira (28/12), afirmou o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) após se reunir com o presidente Lula no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
ATUALIZAÇÃO: A sanção da lei pelo presidente Lula será feita nesta terça-feira, com publicação numa edição extra do Diário Oficial.
O presidente decidiu aceitar três dos dez vetos pedidos. Confira a explicação do ministro Minc:
“Com essa lei, o Brasil mostra que está realmente fazendo o seu dever de casa. Nós vamos cumprir as metas integralmente”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, lembrando que além de uma política forte de combate às mudanças climáticas, o País tem também o Fundo Nacional de Mudanças Climáticas, que contará com cerca de R$ 800 milhões por ano para financiar projetos que contribuam para a redução nas emissões brasileiras de gases do efeito estufa.
Clique aqui para baixar arquivo .pdf com a Política Nacional sobre Mudanças no Clima (PNMC).
O próximo passo, informou Minc, é a preparação do decreto presidencial para especificar as medidas a serem tomadas por cada setor para que as metas sejam atingidas. O presidente Lula, disse o ministro, já deu instruções para que a sociedade civil seja mobilizada para trabalhar com os ministérios responsáveis (Meio Ambiente, Minas e Energia, Ciência e Tecnologia) no detalhamento dessas medidas.
Carlos Minc lembrou que o Brasil tem até o dia 31 de janeiro de 2010 para oficializar, na ONU, a meta brasileira de redução de emissões.
O programa Café com o Presidente, transmitido em cadeia de rádio nesta segunda-feira (21/12) abordou a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP15), realizada na semana passada, em Copenhague (Dinamarca). Na conversa, o presidente Lula disse que o sentimento que fica da reunião “é o sentimento de que os governantes do mundo inteiro vão ter que ter esse tema sempre como prioritário, para que a gente encontre uma solução definitiva e possa garantir a manutenção e a existência do planeta Terra, permitindo que a espécie humana sobreviva”.
Ouça a íntegra do programa
Segundo Lula, “todo mundo sabe que os maiores culpados são os países mais industrializados, ou seja, eles começaram a poluir muito tempo antes do Brasil, da China, da Índia e de outros países, porque há 200 anos eles já são industrializados. O que se discute agora é quais as medidas que nós vamos tomar para que a gente comece a desaquecer o Planeta e a diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Então, eu acho que isso foi uma coisa que ficou clara para todo mundo, mesmo aqueles que concordaram e que não concordaram”.
E o Brasil teve uma participação bem destacada na COP15. De acordo com o presidente, o País estabeleceu meta de redução de emissão de gases de efeito estufa, até 2020, de 36,1% a 38,9%, ao mesmo tempo em que propôs reduzir o desmatamento na Amazônia em 80%, também até 2020.
“E nós também resolvemos mais três coisas importantes: diminuir o desmatamento no cerrado; o setor siderúrgico nosso, nós vamos trabalhar para que ele utilize carvão vegetal e não carvão mineral, para também diminuir a emissão de gases de efeito estufa; e a nossa matriz energética, que já é a mais limpa do mundo, do ponto de vista da energia elétrica, nós temos 85% de energia elétrica limpa. Portanto, o Brasil estava totalmente à vontade. O Brasil foi considerado, durante todo o encontro, como o país que apresentou a melhor proposta, como o país que trabalhou isso corretamente. E, graças a Deus, a decisão do governo que nós enviamos ao Congresso Nacional foi aprovada, e agora é lei. Portanto, já não é mais a vontade do presidente Lula. Agora, quem quer que governe este país, vai ter que cumprir”, disse.
Os presidentes Lula e Sarkozy apresentaram hoje em Paris a "Bíblia climática" de Brasil e França para a reunião da ONU sobre clima que acontece em dezembro em Copenhague. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Brasil e França apresentaram neste sábado, em Paris, um documento conjunto em que se comprometem trabalhar para conseguir resultados ambiciosos na reunião da ONU sobre clima (COP 15) que acontece em dezembro, na capital dinamarquesa Copenhague. Além disso, os dois países vão pressionar Estados Unidos e China para que sejam mais ousados em suas propostas de redução de emissão de gases do efeito estufa.
Em declaração à imprensa feita hoje ao lado do presidente francês Nicolas Sarkozy, o presidente Lula afirmou que americanos e chineses não podem fazer um acordo bilateral – numa espécie de G2 – com base apenas nas realidades políticas e econômicas de seus países, “sem se importar com a responsabilidade que temos que ter com o conjunto da humanidade, pobres e ricos, norte e sul”.
O documento apresentado hoje em Paris foi chamado por Lula de “Bíblia climática” e, segundo o presidente brasileiro, pode servir de paradigma nas discussões climáticas em Copenhague nos próximos dias 16 e 17 de dezembro.
Ouça aqui a íntegra da declaração de Lula à imprensa:
Lula reafirmou que o Brasil não está brincando com o assunto, lembrando que o compromisso brasileiro de reduzir em quase 40% suas emissões até 2020 é dos mais ousados – só a diminuição em 20% das emissões relativas ao desmatamento na Amazônia equivale, lembrou o presidente brasileiro, à proposta que o presidente Barack Obama está enviando ao Congresso americano.
É importante ver que o Brasil não está brincando na questão do clima, estamos assumindo compromissos factíveis, verdadeiros, e achamos que pelas caracteristicas do Brasil podemos ajudar que o mundo reflita com mais seriedade e serenidade sobre os riscos que nós mesmos estamos causando à humanidade.
O página da Presidência da França na internet também publicou nota sobre a divulgação do documento climático pelos presidentes Lula e Sarkozy – aqui em francês e aqui em inglês.
O presidente Lula falou também sobre o julgamento do ex-militante italiano Cesare Battisti no Supremo Tribunal Federal (STF). Perguntado sobre a possibilidade de Battisti fazer greve de fome em protesto contra sua extradição para a Itália, Lula disse:
Se eu fosse o Battisti, eu não faria greve de fome. Eu fiz greve de fome, é ruim. Eu fiz seis dias, não aconselho ninguém a fazer. Eu acho que o presidente da República do Brasil pouco pode fazer quando o processo está na mão da instância superior da Justiça brasileira. O processo do Battisti está no STF e eu tenho que esperar a decisão da Suprema Corte para saber se sobra alguma coisa para a Presidência da Repúlica fazer.
Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, o governador Eduardo Braga (Amazonas) afirmou que o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a emissão de gases. Segundo o governador, o presidente Lula tem sido uma liderança importante nas questões que envolvam o clima do planeta. Confira:
Presidente Lula na reunião com ministros para discutir a proposta brasileira sobre clima a ser apresentada na reunião da ONU em Copenhague, em dezembro. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Brasil vai para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca), disposto a mostrar ao mundo que está fazendo seu dever de casa em relação à redução das emissões de CO2 e que tem ‘cacife climático’ suficiente para cobrar posturas mais firmes dos demais países na reunião da ONU. Foi o que os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Carlos Minc (Meio Ambiente) e Celso Amorim (Relações Exteriores) deixaram claro nesta terça-feira (3/11) após reunião com o presidente Lula no gabinete provisório da Presidência instalado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
A reunião, que também contou com a participação dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Renhold Sthephanes (Agricultura), Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), além dos secretários executivos Nelson Machado (Fazenda) e Ivan Ramalho (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Luiz Pinguelli Rosa (Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas), teve por finalidade unificar o discurso do governo federal sobre o tema.
A ministra Dilma informou que uma nova reunião acontecerá dentro de duas semanas: “O Brasil está disposto a fazer o maior esforço para que se obtenha sucesso na redução de CO2. Vamos tomar medidas nos setores de energia elétrica, agropecuária, siderurgia e desmatamento”, explicou a ministra.
As mudanças climáticas também estarão na agenda do presidente Lula em Londres (Inglaterra), para onde segue hoje à noite, após cumprir agenda em Olinda (PE). O presidente brasileiro terá encontro na quarta-feira (4/11) com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, em Londres, com quem discutirá o panorama das negociações globais sobre o clima, tendo em vista a reunião da ONU em Copenhague.
Liderança ativa
Em Brasília, o ministro Celso Amorim enfatizou que o Brasil tem hoje uma participação “ativa na liderança” entre os países que lutam pela redução de gases do efeito estufa. Ele citou como exemplos a participação brasileiras nas reuniões que ocorreram em Bali (Indonésia) e L’Aquila (Itália). “O Brasil presidiu grupo de trabalho sobre conversão da mudança de clima. Podemos antecipar que o Brasil não vai se esconder atrás de ninguém”, disse Amorim.
Na entrevista concedida após a reunião com Lula, os ministros explicaram que foi mantida proposta de redução em 80% do desmatamento da Amazônia até 2020. Segundo Minc, uma das melhores formas de pressionar os demais países a reduzir a emissão de gases poluentes é dar o exemplo e mostrar que o País está fazendo a sua parte para diminuir o CO2 na atmosfera. “Esse ano vamos ter o menor desmatamento na Amazônia dos últimos 20 anos. Essa diminuição significa reduzir 580 milhões de toneladas de CO2 por ano”, afirmou Minc.
Na reunião, os ministros analisaram a projeção de redução de emissão de CO2 levando em consideração três cenários de crescimento do PIB: 4%, 5% e 6%. Porém, não adiantaram quais os impactos. “Não estamos aqui para fazermos propostas que não tenham credibilidade. O que percebemos é que pelos características do Brasil não se trata de um esforço impossível”, disse a ministra Dilma.
(Trecho do programa de rádio Café com o Presidente no qual Lula explica as obras de revitalização e integração do rio São Francisco)
O direito básico das pessoas de terem água para consumo e um planeta limpo para viver foi o tema central do programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira, em que Lula falou sobre as obras de revitalização e integração do rio São Francisco e também sobre a proposta brasileira em relação às mudanças climáticas.
O presidente Lula, que visita esta semana alguns trechos das obras no rio São Francisco, afirmou que além de recuperar o rio, as suas margens e matas ciliares, o projeto em andamento levará saneamento básico e água limpa para cerca de 12 milhões de vários Estados do Nordeste. “Essa obra vai tornar as regiões brasileiras menos desiguais”, afirmou Lula, anunciando que uma parte dos trabalhos ficará pronta em 2010 e a outra, em 2012. Confira acima o vídeo com trecho do programa dedicado ao assunto.
Lula falou também sobre a proposta brasileira em relação as mudanças climáticas que será apresentada em dezembro durante a reunião da ONU sobre clima, em Copenhague. O presidente afirmou que essa proposta, que prevê por exemplo a diminuição do desmatamento em 80% até 2020, será fechada ainda este mês e enviada a outros países que querem trabalhar em parceria com o Brasil.
Segundo Lula, é preciso fazer com que todos os países assumam suas responsabilidades. O Brasil, afirmou, está fazendo a sua parte:
O que que nós queremos construir na verdade? Temos que construir uma proposta medindo quanto cada país está emitindo de gás do efeito estufa agora, quanto que ele emitiu ao longo da sua história e quanto ele está contribuindo para sequestrar carbono. Porque aí você vai responsabilizar cada país pelo estrago que ele fez e acabar com essa discussão genérica em que tudo mundo quer ser tratado em igualdade de condições e não pode ser tratado em igualdade de condições. O Brasil, depois que nós fizemos o zoneamento agroecológico para a cana-de-açúcar, deixando praticamente toda a região da Amazônia proibida de plantar cana, Pantanal também, ou seja, nós estamos preservando nossos biomas. Nós queremos que os outros países assumam responsabilidade. Primeiro pagar pelo estrago que já fizeram. Segundo: se eles estão emitindo muitos gases do efeito estufa, eles terão que diminuir, o que significa diminuir o padrão de consumo, mexer em alguma coisa da produção. Se eles não quiserem fazer isso, eles vão ter que reflorestar seu país. Se eles não quiserem fazer isso, eles vão ter que pagar para os países que têm matas, que têm florestas ainda, para preservar e ter uma compensação financeira por isso.
Lula discursa durante III Cúpula Brasil-União Européia, em Estocolmo. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A proposta do Brasil de reduzir em 80% o desmatamento no Brasil até 2020 foi bastante elogiada nesta terça-feira, em Estocolmo, pelo presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e pelo primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt. Para os dois, o plano brasileiro é ambicioso e deveria ser adotado como modelo por outros países. Reinfeldt afirmou ainda que seria importante discutir a proposta brasileira, que faz parte do Plano Nacional para Mudanças Climáticas, durante a reunião da ONU sobre clima (COP 15) que será realizada em dezembro, em Copenhague.
Lula, Reinfeldt e Barroso participaram nesta terça-feira do encerramento da III Cúpula Brasil-União Européia e, durante o encontro, o presidente brasileiro explicou alguns detalhes da proposta que o Brasil deve levar a Copenhague no final do ano.
Confira:
Abaixo, a íntegra do discurso do presidente durante o encontro em Estocolmo:
Em entrevista coletiva concedida após a Cúpula, Lula afirmou que cada país tem que chegar à reunião da ONU sobre clima em Copenhague apresentando números concretos de quanto emite de gás do efeito estufa. Tratar o tema de forma genérica, jogando a culpa um no outro, não vai levar a lugar algum, afirmou Lula, que pede ainda “bom senso e maturidade” aos líderes mundiais para que seja possível encontrar uma solução viável para o problema das mudanças climáticas.
O presidente Lula afirmou ainda que a meta de desmatamento zero é impossível de ser assumida e explicou o motivo:
O presidente da Comissão Européia, João Manuel Durão Barroso, defendeu a proposta brasileira para o desmatamento:
Para ler a íntegra da entrevista coletiva concedida por Lula, Reinfeldt e Barroso, clique aqui.
O presidente Lula deixou claro que espera ver chefes de Estado no encontro sobre clima marcado para Copenhague e defendeu que a ONU assuma a responsabilidade de qualificar e criar um orgão exclusivo para as questões ambientais que sirva de referência única para assuntos do meio-ambiente. Assim, acaba com a confusão existente hoje, em que cada país trabalha com seu número, cada departamento de energia com um número:
O presidente disse ainda que não adianta procurar culpados, mas que é preciso criar regras para que cada país comece a se responsabilizar pelos estragos que de fato já causou ao planeta. No trecho abaixo, Lula também fornece dados da matriz energética brasileira, reconhecidamente limpa, e fala dos biocombustíveis:
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