Ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego) comemorou o resultado de oferta de postos de trabalho em maio. Foto: Valter Campanato/ABr
Entre janeiro e maio foram gerados no Brasil 1.171.796 empregos formais, segundo melhor resultado na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ficando atrás apenas do registrado em 2010, quando foram abertos 1.383.729 postos. Em maio, foram geradas 252.067 novas vagas com carteira assinada, terceiro melhor resultado da série histórica Caged, superado apenas pelo resultado de maio de 2004, com 291.822 postos, e maio de 2010, com 298.041. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (20/6), pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em Brasília.
De acordo com o ministro, a criação de empregos no mês de maio foi oriunda do resultado recorde de admissões para todos os meses do Caged, com 1.912.665, e o segundo maior resultado de demissões para todos os meses da série histórica, com 1.660.598 desligamentos. Para Carlos Lupi, isso mostra que há grande movimentação da mão de obra, e com este dinamismo o mercado de trabalho se mantém aquecido.
Entre os setores, todos registraram aumento no saldo de empregos em maio. Serviços, com a geração de 71.246 empregos celetistas, e a construção civil, com 28.922, tiveram o segundo melhor saldo para o mês. A agricultura também apresentou um bom desempenho, com crescimento de 5,11% em relação ao estoque de trabalhadores com carteira assinada no mês anterior, a maior taxa de crescimento entre os setores, e a abertura de 79.584 postos de emprego formal. Entre os 25 subsetores, somente a indústria de calçados e a indústria têxtil fecharam vagas no período.
O Centro-Oeste registrou saldo recorde para maio, com a geração de 21.829, um aumento de 0,80% em relação ao estoque de trabalhadores com carteira assinada no mês anterior, segundo melhor resultado entre as regiões. O Sudeste puxou a geração de empregos, com a abertura de 174.836 novas vagas, terceiro melhor resultado para o período. O Sul criou 25.741 postos, terceiro melhor saldo para o mês, o Nordeste 25.094 e o Norte 4.567.
Áreas Metropolitanas – O emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas (BA, CE, MG, PA, PE, PR, RJ, RS e SP) cresceu 0,42%, representando a geração de 65.070 postos de trabalho, o terceiro melhor desempenho da série histórica do Caged. No interior desses aglomerados urbanos, o emprego cresceu 1,08%, corresponde ao incremento de 143.823 postos de trabalho, devido, primordialmente, ao desempenho do setor agrícola.
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, refuta relatório divulgado pelo FMI sobre economia brasileira. Foto: Elza Fiúza/ABr
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (28/1), que o relatório Monitor Fiscal, publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), traz algumas observações equivocadas em relação ao Brasil. De acordo com a publicação do FMI, estaria havendo uma deterioração da situação fiscal do país, conclusão refutada pelo ministro.
“Isto é um equívoco. Os próprios quadros que estão colocados mostram que, de 2009 para 2010, nós estamos tendo uma melhoria fiscal, ou seja, o resultado primário em 2010 será maior do que em 2009”.
O resultado fiscal divulgado hoje pelo Tesouro Nacional demonstra que o superávit primário do governo central já chegou a 2,16% do PIB, número superior ao registrado no ano passado, quando o setor público, somatório do governo central, estados e municípios, ficou em torno 2,1% do PIB. Além disso, a expectativa é de que o déficit nominal de 2010 fique entre o intervalo de 2,40% e 2,70% do PIB, portanto menor que o do ano passado: 3,34% do PIB. O Brasil continua entre os países com o menor déficit nominal entre as nações mencionadas pelo FMI no documento. “Temos uma situação fiscal invejável em relação a outros países”, disse Mantega.
Ainda de acordo com o ministro, a previsão de déficit nominal feita pelo FMI para 2011 também estaria equivocada. O Fundo prevê um déficit nominal de 3,1% do PIB, enquanto o governo brasileiro trabalha com uma previsão em torno de 1,8% do PIB, quase a metade do número que foi publicado no relatório da instituição.
“Nós estamos melhorando. Em 2009 e 2010 nós fizemos exatamente aquilo que o Fundo sugeriu que fizéssemos: uma política anticíclica, aumentando investimentos e gastos, para poder recuperar o país. Os dados que estão sendo divulgados hoje são a prova de que estamos fazendo um bom desempenho fiscal”.
Para Mantega, as metas de superávit dos estados e municípios não serão alcançadas na totalidade: “Vai faltar alguma coisa para completar (a meta) dos 3,1% do PIB”. Mas o resultado só será conhecido na segunda-feira quando o Banco Central divulgar a nota de política fiscal, com os números do setor público consolidado.
Por fim, o ministro afirmou que a meta de superávit de 2011 será alcançada na totalidade: “Nós vamos fazer um ajuste de modo que a dívida que vai terminar 2010 em torno de 41% do PIB, que já é menor que 2009, que foi 42,5%. Em 2011, nós devemos terminar abaixo de 30% do PIB. A dívida vem caindo e continuará caindo”.
Mais cedo, numa entrevista no ministério da Fazenda foi procedida a divulgação dos resutlados da economia brasileira. DE acordo com os números, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) apresentou superávit primário (economia para pagamento dos juros da dívida) de R$ 79 bilhões (2,16% do PIB) entre janeiro e dezembro do ano passado, contra R$ 39,4 bilhões apurado no ano de 2009. O resultado supera a meta fiscal prevista para 2010, de R$ 76 bilhões (2,15% do PIB).
Em dezembro, o superávit foi de R$ 14,4 bilhões, ante R$ 1 bilhão registrado em novembro. “O resultado do mês passado foi o melhor para o mês de dezembro da série histórica e fez com que o Governo Central cumprisse a meta fiscal prevista para o ano de 2010. Completamos o ano com sucesso”, comentou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin ao divulgar os números.
O secretário lembrou que o resultado de 2010 foi influenciado também por receitas de concessões decorrentes do processo de capitalização da Petrobras. No sentido contrário, destacou o aumento das despesas do governo, ainda para reduzir o impacto da crise financeira na economia do país. Observou, porém, que a programação de despesas do governo se comportou conforme o previsto.
Para 2011, Augustin prevê a continuação da melhoria dos fundamentos da economia brasileira, com reflexos positivos e grande interesse de investimentos estrangeiros diretos. “Estamos avaliando com bastante otimismo o equilíbrio de todas as variáveis da economia brasileira”.
Investimentos – O secretário considerou positivo o aumento dos gastos com investimentos em 2010 muito acima das despesas de custeio. “Nós tivemos um crescimento dos investimentos 20% superior ao do PIB do país. Já as despesas com custeio em relação ao PIB cresceram apenas 2%. Queremos sempre investimento crescendo mais que o custeio”.
Na avaliação de Augustin, o cumprimento da meta fiscal e contas equilibradas permitem ao setor publico manter a infra-estrutura pública em bom funcionamento, impedindo, por exemplo, um apagão de energia elétrica, com houve em outros períodos.
Também é importante, continuou, para manter políticas sociais como o Bolsa Família e construir um setor público que possa intervir na economia, quando necessário, de forma expansionista, criando emprego e gerando crescimento.
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, refuta relatório divulgado pelo FMI sobre economia brasileira. Foto: Elza Fiúza/ABr
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (28/1), que o relatório Monitor Fiscal, publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), traz algumas observações equivocadas em relação ao Brasil. De acordo com a publicação do FMI, estaria havendo uma deterioração da situação fiscal do país, conclusão refutada pelo ministro.
“Isto é um equívoco. Os próprios quadros que estão colocados mostram que, de 2009 para 2010, nós estamos tendo uma melhoria fiscal, ou seja, o resultado primário em 2010 será maior do que em 2009”.
O resultado fiscal divulgado hoje pelo Tesouro Nacional demonstra que o superávit primário do governo central já chegou a 2,16% do PIB, número superior ao registrado no ano passado, quando o setor público, somatório do governo central, estados e municípios, ficou em torno 2,1% do PIB. Além disso, a expectativa é de que o déficit nominal de 2010 fique entre o intervalo de 2,40% e 2,70% do PIB, portanto menor que o do ano passado: 3,34% do PIB. O Brasil continua entre os países com o menor déficit nominal entre as nações mencionadas pelo FMI no documento. “Temos uma situação fiscal invejável em relação a outros países”, disse Mantega.
Ainda de acordo com o ministro, a previsão de déficit nominal feita pelo FMI para 2011 também estaria equivocada. O Fundo prevê um déficit nominal de 3,1% do PIB, enquanto o governo brasileiro trabalha com uma previsão em torno de 1,8% do PIB, quase a metade do número que foi publicado no relatório da instituição.
“Nós estamos melhorando. Em 2009 e 2010 nós fizemos exatamente aquilo que o Fundo sugeriu que fizéssemos: uma política anticíclica, aumentando investimentos e gastos, para poder recuperar o país. Os dados que estão sendo divulgados hoje são a prova de que estamos fazendo um bom desempenho fiscal”.
Para Mantega, as metas de superávit dos estados e municípios não serão alcançadas na totalidade: “Vai faltar alguma coisa para completar (a meta) dos 3,1% do PIB”. Mas o resultado só será conhecido na segunda-feira quando o Banco Central divulgar a nota de política fiscal, com os números do setor público consolidado.
Por fim, o ministro afirmou que a meta de superávit de 2011 será alcançada na totalidade: “Nós vamos fazer um ajuste de modo que a dívida que vai terminar 2010 em torno de 41% do PIB, que já é menor que 2009, que foi 42,5%. Em 2011, nós devemos terminar abaixo de 30% do PIB. A dívida vem caindo e continuará caindo”.
Mais cedo, numa entrevista no ministério da Fazenda foi procedida a divulgação dos resutlados da economia brasileira. DE acordo com os números, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) apresentou superávit primário (economia para pagamento dos juros da dívida) de R$ 79 bilhões (2,16% do PIB) entre janeiro e dezembro do ano passado, contra R$ 39,4 bilhões apurado no ano de 2009. O resultado supera a meta fiscal prevista para 2010, de R$ 76 bilhões (2,15% do PIB).
Em dezembro, o superávit foi de R$ 14,4 bilhões, ante R$ 1 bilhão registrado em novembro. “O resultado do mês passado foi o melhor para o mês de dezembro da série histórica e fez com que o Governo Central cumprisse a meta fiscal prevista para o ano de 2010. Completamos o ano com sucesso”, comentou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin ao divulgar os números.
O secretário lembrou que o resultado de 2010 foi influenciado também por receitas de concessões decorrentes do processo de capitalização da Petrobras. No sentido contrário, destacou o aumento das despesas do governo, ainda para reduzir o impacto da crise financeira na economia do país. Observou, porém, que a programação de despesas do governo se comportou conforme o previsto.
Para 2011, Augustin prevê a continuação da melhoria dos fundamentos da economia brasileira, com reflexos positivos e grande interesse de investimentos estrangeiros diretos. “Estamos avaliando com bastante otimismo o equilíbrio de todas as variáveis da economia brasileira”.
Investimentos – O secretário considerou positivo o aumento dos gastos com investimentos em 2010 muito acima das despesas de custeio. “Nós tivemos um crescimento dos investimentos 20% superior ao do PIB do país. Já as despesas com custeio em relação ao PIB cresceram apenas 2%. Queremos sempre investimento crescendo mais que o custeio”.
Na avaliação de Augustin, o cumprimento da meta fiscal e contas equilibradas permitem ao setor publico manter a infra-estrutura pública em bom funcionamento, impedindo, por exemplo, um apagão de energia elétrica, com houve em outros períodos.
Também é importante, continuou, para manter políticas sociais como o Bolsa Família e construir um setor público que possa intervir na economia, quando necessário, de forma expansionista, criando emprego e gerando crescimento.
Presidenta Dilma comandou a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (14/1), no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Durante a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (14/1), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff deu o tom daquilo que pretende pautar sua administração. Na abertura do encontro, ela destacou que quer “uma gestão com transparência, princípios éticos e republicanos”. O encontro serviu também para agrupar os 37 ministérios em quatro fóruns que atuarão de modo mais ordenado em temas como a Erradicação da Pobreza, liderado pelo Ministério do Desenvolvido Social e Combate à Fome (MDS); Desenvolvimento Econômico, sob liderança do Ministério da Fazenda; Infraestrutura e PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], a cargo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e, Direitos à Cidadania, pela Secretaria-Geral da Presidência da República.
Após a reunião, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Fernando Bezerra (Integração Nacional) concederam entrevista coletiva para informar sobre as diretrizes tomadas durante a reunião ministerial. O ministro Mantega contou que fez uma apresentação sobre o cenário da economia brasileira e alguns reflexos do mercado internacional a partir da crise financeira mundial. O ministro informou que a economia nacional teve um excelente resultado durante os dois mandatos do ex-presidente Lula.
“Em oito anos do governo Lula colocamos o país na rota do desenvolvimento. Neste período do governo Dilma queremos consolidar esse desenvolvimento”, disse.
Mantega informou que será editada uma Medida Provisória (MP) que estabelecerá a política de reajuste do salário mínimo para o período 2011/2015. Deste modo, conforme explicou, os trabalhadores terão a garantia de que o valor do mínimo sofrerá um ajuste tomando por base a inflação do ano anterior e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Por isso, segundo assinalou, no próximo ano o aumento do mínimo deve ficar na casa de 14%.
O ministro assegurou também que o novo mínimo será de R$ 545,00 e passa a valer no primeiro dia de fevereiro. Segundo Mantega, o governo permitirá um ajuste de R$ 5,00 sobre o valor que havia sido anunciado porque foi fechada a inflação de 2010. Como a aplicação do índice de reajuste levaria a um mínimo de R$ 543,00, o governo decidiu arredondar o valor de modo a facilitar inclusive o saque em caixas eletrônicos.
Outro ponto da reunião foi o contingenciamento do Orçamento da União para 2011. Mantega informou que os Ministérios farão levantamento daquilo que poderão reduzir nas respectivas despesas. Ele citou como exemplo os gastos com diárias de servidores e viagens, aluguéis de prédios ou de carros. A ministra Miriam Belchior assegurou que o ponto mais importante neste aspecto foi que os ministros concordaram que é importante diminuir os gastos da máquina pública.
“Não foi definido o montante do contingenciamento. Não houve definição a respeito diso. Não discutimos qualquer cenário. Deixamos apenas uma lição de casa. É para uma avaliaçào deles”, explicou Miriam Belchior.
A partir de agora, as definições serão feitas em encontros trilaterais, ou seja, com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, além do ministério envolvido. “O importante é que os ministros se dispuseram a olhar para dentro e ver onde é possível fazer os ajustes”, disse a ministra.
Presidenta Dilma comandou a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (14/1), no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Durante a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (14/1), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff deu o tom daquilo que pretende pautar sua administração. Na abertura do encontro, ela destacou que quer “uma gestão com transparência, princípios éticos e republicanos”. O encontro serviu também para agrupar os 37 ministérios em quatro fóruns que atuarão de modo mais ordenado em temas como a Erradicação da Pobreza, liderado pelo Ministério do Desenvolvido Social e Combate à Fome (MDS); Desenvolvimento Econômico, sob liderança do Ministério da Fazenda; Infraestrutura e PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], a cargo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e, Direitos à Cidadania, pela Secretaria-Geral da Presidência da República.
Após a reunião, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Fernando Bezerra (Integração Nacional) concederam entrevista coletiva para informar sobre as diretrizes tomadas durante a reunião ministerial. O ministro Mantega contou que fez uma apresentação sobre o cenário da economia brasileira e alguns reflexos do mercado internacional a partir da crise financeira mundial. O ministro informou que a economia nacional teve um excelente resultado durante os dois mandatos do ex-presidente Lula.
“Em oito anos do governo Lula colocamos o país na rota do desenvolvimento. Neste período do governo Dilma queremos consolidar esse desenvolvimento”, disse.
Mantega informou que será editada uma Medida Provisória (MP) que estabelecerá a política de reajuste do salário mínimo para o período 2011/2015. Deste modo, conforme explicou, os trabalhadores terão a garantia de que o valor do mínimo sofrerá um ajuste tomando por base a inflação do ano anterior e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Por isso, segundo assinalou, no próximo ano o aumento do mínimo deve ficar na casa de 14%.
O ministro assegurou também que o novo mínimo será de R$ 545,00 e passa a valer no primeiro dia de fevereiro. Segundo Mantega, o governo permitirá um ajuste de R$ 5,00 sobre o valor que havia sido anunciado porque foi fechada a inflação de 2010. Como a aplicação do índice de reajuste levaria a um mínimo de R$ 543,00, o governo decidiu arredondar o valor de modo a facilitar inclusive o saque em caixas eletrônicos.
Outro ponto da reunião foi o contingenciamento do Orçamento da União para 2011. Mantega informou que os Ministérios farão levantamento daquilo que poderão reduzir nas respectivas despesas. Ele citou como exemplo os gastos com diárias de servidores e viagens, aluguéis de prédios ou de carros. A ministra Miriam Belchior assegurou que o ponto mais importante neste aspecto foi que os ministros concordaram que é importante diminuir os gastos da máquina pública.
“Não foi definido o montante do contingenciamento. Não houve definição a respeito diso. Não discutimos qualquer cenário. Deixamos apenas uma lição de casa. É para uma avaliaçào deles”, explicou Miriam Belchior.
A partir de agora, as definições serão feitas em encontros trilaterais, ou seja, com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, além do ministério envolvido. “O importante é que os ministros se dispuseram a olhar para dentro e ver onde é possível fazer os ajustes”, disse a ministra.
O produto brasileiro começa a ganhar espaço em mercados internacionais que tinham reduzido as exportações nacionais. A avaliação foi feita pelo secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, ao avaliar o desempenho da balança comercial no primeiro trimestre de 2010. Segundo Barral, as vendas pela média diária para países da América Latina e Caribe cresceram 53,5% em março deste ano comparado com o mês anterior. A China também foi destaque nas importações de produtos brasileiros, com 26,8% do mercado asiático. A única queda na base comparativa foi registrada na África: 7%.
“Vendemos para a Argentina automóveis e peças, além de máquinas e equipamentos eletrônicos, minérios e siderúrgicos”, informou Barral.
A tendência de crescimento seguiu na análise do trimestre. Entre janeiro e março de 2010, a variação pela média diária cresceu 42,7% para a América Latina e Caribe em relação ao mesmo período do ano passado. Os principais produtos da pauta de exportações brasileiras foram petróleo, carne bovina, carne de frango, farelo de soja, café em grão, açúcar em bruto, celulose, couros e peles, automóveis, óleos combustíveis, autopeças, veículos de carga e laminados planos.
Enquanto isso, as importações para o Brasil registrou um aumento em função da aquisição de vacinas para a gripe Influenza A, com o montante de US$ 367,9 milhões. Segundo Barral, as importações também registraram um fluxo bem elevado nas comparações mensal e trimestral. “O ritmo da importação está alto, mas não é diferente daquilo que vinha acontecendo em janeiro e fevereiro deste ano”, explicou o secretário.
O saldo da balança comercial brasileira ficou em US$ 668 milhões no mês passado. As exportações totalizaram US$ 15,727 bilhões e a importações alcançaram US$ 15,059 bilhões. Já o saldo acumulado entre janeiro e março de 2010 ficou em US$ 895 milhões. Em 61 dias úteis foram exportados US$ 39,229 bilhões e importados US$ 38,334 bilhões.
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