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bom dia, MinistroA conservação da biodiversidade é essencial para um novo modelo de economia, baseada em segurança energética, alimentar e climática, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (12/8). Ela aproveitou para anunciar a assinatura do primeiro lote de conversão da dívida externa para criação do fundo da Mata Atlântica e dos biomas brasileiros.

Estamos assinando hoje a primeira iniciativa com o governo americano de conversão da dívida brasileira. O Brasil tem uma divida externa com os Estados Unidos, que vem pagando regularmente, e um mecanismo possibilitou que nós pudéssemos converter esta dívida para projetos ambientais no Brasil. São recursos da ordem de US$ 21 milhões.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Izabella explicou ainda que a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê o fim dos lixões, traz um conjunto de ações inovadoras e instrumentos públicos que dependem do engajamento conjunto do poder público e da sociedade civil. “Para organizar esses instrumentos – como o mercado de carbono, geração de energia, reciclagem e reaproveitamento – nós precisamos ter planos de gestão de acordo com o porte da economia de cada município. O MMA trabalha com a regulamentação de todo este arranjo de instrumentos, mas todos vão ter que cuidar das soluções”, defendeu a ministra.

A ministra do Meio Ambiente apontou a reciclagem como um dos caminhos para solucionar a questão dos resíduos sólidos no País. “O Ministério fez um estudo que estimula o mercado da reciclagem. O Brasil poderia hoje estar ganhando com reciclagem R$ 8,5 bilhões por ano, segundo o IPEA”. Para ela, “a nova lei traz os catadores como um dos elos que asseguram o desenvolvimento sustentável“.


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Viagens internacionaisO presidente Lula anunciou, durante visita à Tanzânia, que o governo brasileiro irá agilizar os entendimentos para o perdão da dívida de US$ 246 milhões deste país, contraída nos anos 80. A notícia, divulgada em discurso do presidente brasileiro feito na abertura da Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam, capital do país, foi bem recebida pelo presidente Jakaya Mrisho Kikwete. Para Kikwete, essa dívida adquirida pela Tanzânia teve por finalidade construir uma rodovia.

Outro país a ter a dívida com o Brasil perdoada foi Cabo Verde – US$ 5,1 milhões – ver aqui. “Se o Brasil pode emprestar dinheiro para o FMI, o Brasil pode perdoar a dívida da Tanzânia”, afirmou o presidente brasileiro.

Presidente Lula discursa na abertura do seminário empresarial Brasil-Tanzânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante o seminário empresarial Brasil-Tanzânia, Lula afirmou que as indústrias devem investir na Tanzânia, mas contratando mão-de-obra local. A Vale, que já atua em diversos países africanos, tem projeto que exploração de uma mina de carvão e a Petrobras assinou acordo de produção do etanol. Lula considera estratégica a localização da Tanzânia na África, o que facilitaria a atuação do Brasil em outros países da região.

Num mundo globalizado, a disputa é cada vez mais acirrada. É necessário bater de porta em porta. E a Tanzânia tem demonstrado segurança jurídica para os investidores. O século 21 será o século dos países que não creceram no século 20. Será o século da América Latina e Caribe. Será também o século da África.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para Lula, é fundamental para o Brasil criar novos mercados e a África se apresenta como um mercado extraordinário. Lula citou como exemplo a participação das classes D e E no aquecimento do consumo brasileiro. Segundo frisou, foram os mais pobres das regiões Norte e Nordeste brasileiras que impulsionaram as vendas da indústria não deixando o país entrar na crise financeira mundial de 2008 iniciada pelo mercado imobiliário dos Estados Unidos.

Já na Feira Internacional de Comércio em Dar es Salaam, Lula afirmou que há uma excelente oportunidade de produção de alimentos no continente africano. A Embrapa, por exemplo, vem fazendo importante trabalho no sentido de transferir tecnologia para alguns países do continente, melhorando assim a produção local.

“Quando o mundo necessitar de alimentos, a África será a resposta. E o Brasil esta disposto a ajudar”, afirmou Lula, que da Feira Internacionlal seguiu para o Palácio do Governo, onde se reuniu com o presidente Kikwete e participou de cerimônia de assinatura de atos sobre formação de diplomatas e a parceria entre os dois países na produção de etanol.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula na feira:

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