
Presidenta Dilma Rousseff discursa na sessão de abertura da 41ª Cúpula do Mercosul, em Assunçào. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff, ao discursar na primeira sessão da 41ª Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados, nesta quarta-feira (29/6), em Assunção, Paraguai, deu ênfase ao desenvolvimento econômico e social dos países que integram o bloco econômico sul-americano. No entanto, a presidenta lembrou que para seguir no rumo certo é preciso avaliar o momento atual para, em seguida, pensar o futuro. Ela frisou que o mundo passa por grandes transformações.
“Que cada grande realização conjunta seja fonte de estímulo e inspiração para seguirmos adiante na plena realização de nossas excelentes perspectivas. No Mercosul, a prosperidade de um tem de ser a prosperidade de todos.”
Nesta parte do discurso, a presidenta lembrou que a crise financeira mundial de 2008 ainda não foi superada. Grandes economias, como os Estados Unidos, “passam por enormes dificuldades de recuperação, com a economia crescendo muito abaixo do esperado”. Enquanto isso, a União Europeia enfrenta situação dramática com seus membros passando por graves crises de ordem privada, fiscal e financeira. O caso da Grécia, de Portugal, da Irlanda e até da Espanha foram citados como exemplos de ter consequências negativas, afetando muitas economias.
Dilma Rousseff afirmou também que “os países em desenvolvimento da América Latina, da Ásia e da África tem, nesse contexto, tido um desempenho muito mais dinâmico, mas muitos de nós tem sofrido as consequências do excesso de liquidez produzido pelos países ricos, que compromete nossa competitividade e tem sido o principal fator responsável pelas pressões inflacionárias existentes”.
Por isso, defendeu que os países do Mercosul mantenham-se sempre atentos. “Somente seremos capazes de seguir aprofundando as oportunidades que surgirão se tivermos uma estratégia conjunta sobre a vocação e o futuro do nosso bloco e, sobretudo, sobre a forma em que vamos nos inserir no mundo multipolar hoje em construção”, disse.
“Estou segura de que o Alto Representante-Geral do Mercosul, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, dará contribuição valiosa para esse exercício, promovendo ideias novas e propostas de ação.”
Após os cumprimentos de praxe, a presidenta Dilma deu início ao discurso com ênfase ao orgulho “de havermos acreditado no projeto de desenvolvimento voltado para a sociedade de nossos Países”. E prosseguiu: “Estamos construindo uma grande área sul-americana de paz, democracia, justiça social e desenvolvimento.”
Dilma Rousseff agradeceu aos parceiros do Mercosul pelo apoio a eleição do professor José Graziano da Silva ao cargo de diretor-geral da FAO. Ela disse estar convicta de que Graziano irá atuar “com o mais elevado sentido de profissionalismo em prol de todos os Estados Membros daquela importante Agência Especializada”. Segundo ela, a eleição de Graziano consistiu numa vitória nao somente do Brasil, mas de todo o grupo de países latino-americanos e caribenhos.
No discurso, a presidenta brasileira lembrou do momento atual nas economias dos países que integram o Mercosul e explicou que trata-se de um modelo de crescimento único no mundo não apenas pela expansão numérica do PIB, mais um processo de geração compartilhada de riqueza, segundo ela, vinculada à humanização do desenvolvimento, que se quer socialmente justo e ambientalmente sustentável.
“Nosso modelo busca a prosperidade pela incorporação das massas historicamente excluídas. A inclusão social tornou-se motor da economia, não o contrário, como insistiram — e fracassaram, no passado — governantes e economistas desvinculados de nossas realidades nacionais. Progredimos, ademais, na estabilidade da democracia, duramente conquistada ao longo de nossa história. Uma história nem sempre pródiga em exemplos de humanidade em relação aos menos favorecidos, ou tolerante do ponto de vista da pluralidade do pensamento político e da ação social.”
Em seguida, a presidenta Dilma relatou os avanços do bloco econômico em 20 anos de existência como exemplo a criação e a consolidação da união aduaneira fato que permitiu que o crescimento regional saísse de US$ 5 bilhões, em 1991, para US$ 44,5 bilhões no ano passado. Nestas duas décadas, conforme destacou, houve um intenso trabalho no sentido de aprofundar e facilitar as relações econômico-comerciais. Isso resultou, por exemplo, que no ano passado fosse aprovado o Código Aduaneiro do Mercosul.
Ela lembrou o lançamento da negociação do acordo de investimentos, bem como da decisão de criar um Protocolo de Contratações Públicas. O bloco de países também acreditou, segundo a presidenta, que as compras do Estado devem apoiar a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico, preparando as empresas e sociedades para a economia do conhecimento.
“Temos objetivos definidos para uma política de livre circulação de pessoas. Adotamos plano de promoção de direitos civis, culturais e econômicos, com o propósito de assegurar igualdade de condições e de acesso ao trabalho, saúde e educação. Enquanto países mais prósperos e desenvolvidos desmontam o Estado do bem-estar social, os países do Mercosul investem cada vez mais em programas de proteção social.”
Após o discurso, a presidenta Dilma seguiu para o almoço oferecido pelo presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Depois, os presidentes e representantes dos países integrantes do Mercosul participaram da foto oficial. A presidenta retorna ainda hoje para o Brasil.
Tags: Blog do Planalto, Brasil, Dilma, Dilma Rousseff, discurso, Discursos, economia, Geral, governo, Internacional, Mercosul, Outros, Paraguai, PIB, política, políticas públicas, presidenta, Viagens internacionais

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama, em brinde no Palácio Itamaraty. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ao receber o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a primeira-dama Michelle para almoço no Palácio Itamaraty – sede do Ministério das Relações Exteriores, a presidenta Dilma Rousseff propôs um brinde ao “sonho de Martin Luther King, o mesmo sonho de brasileiros e americanos”. No discursos, a presidenta Dilma abordou questões como a participação do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas e da necessidade do crescimento do comércio bilateral.
“Espero que Vossa Excelência e sua família levem de Brasília e do Rio de Janeiro as melhores recordações deste país amigo. Os Estados Unidos e o Brasil são duas grandes nações com um futuro de amizade e cooperação à sua frente. Queremos construí-lo. Com esse espírito, proponho que ergamos um brinde ao sonho de Martin Luther King, o mesmo sonho de brasileiros e americanos. Sonho de Liberdade. Sonho de Esperança. E, presidente Obama, gostaria de acrescentar: Sonho de Harmonia e de Paz!”
Leia aqui a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff.
Antes do almoço, Dilma e Obama participaram do encerramento do VI Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos. Da Sala Rui Barbosa, onde aconteceu o encontro, os dois presidentes rumaram para a Sala Brasília, onde foi feita a homenagem.
“Em nome do povo brasileiro, quero reiterar as boas-vindas ao presidente Barack Obama. Esta visita é uma grande oportunidade para inaugurarmos mais um capítulo de nossa parceria, adequando-a às realidades e desafios do século XXI. É motivo de grande honra para mim que esse encontro ocorra nos primeiros meses do meu governo e, mais ainda, no contexto da primeira viagem oficial do presidente Obama à América do Sul. A presença, entre nós, de Michelle Obama, Malia e Sasha e de importante comitiva com autoridades do primeiro escalão, políticos e empresários, reforça o espírito de amizade com que nos reunimos.”
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff.
A presidenta destacou pontos abordados na manhã deste sábado no Palácio do Planalto, quando destacou o fato de ser a primeira mulher a comandar o Brasil e receber em Brasília o primeiro presidente afro-descendente dos Estados Unidos. “Isso ganha maior significado quando lembramos que os Estados Unidos e o Brasil são os dois países com a maior população negra fora da África”, disse. E seguiu: “nossos países possuem inúmeros traços comuns. Aprofundar as afinidades entre nossos povos, torna os laços de amizade que nos unem mais significativos e duradouros do que uma relação baseada apenas em pactos formais entre governos”.
No brinde a presidenta lembrou da solidez da economia brasileira, bem como o fato de o país contar, desde 2002, com milhões de cidadãos integrando as faixas de renda média e alta. Dilma destacou como sendo um fato histórico e que por isso “estou comprometida a continuar nessa direção buscando também a erradicação da pobreza extrema no Brasil”.
No discurso, o presidenta Obama agradeceu a presidenta Dilma e reforçou o interesse dos Estados Unidos em ajudar o Brasil em quaisquer circunstâncias. Ao término do brinde, o almoço foi servido, sendo que o presidente Obama, pelo fato de ser vegetariano, teve um cardápio especial. De Brasília, o presidente Barack Obama embarca no início da noite para o Rio de Janeiro.
Tags: almoço, Blog do Planalto, Brasil, Destaques, Dilma, Dilma Rousseff, discurso, Discursos, governo, Itamaraty, Obama in Brazil, Obama no Brasil, Outros, política, políticas públicas, presidente

Lula acena para moradores do Conjunto Habitacional Três Marias durante cerimônia de entrega de chaves. Foto Ricardo Stuckert/PT
O presidente Lula criticou, nesta sexta-feira (10/9), governates que deixaram de promover parcerias com o governo federal por serem de partidos de oposição. O presidente citou como exemplo a construção de moradias do Cojunto Habitacional Três Marias, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Segundo ele, políticos que antecederam o atual prefeito Luiz Marinho mantiveram-se distantes por “demonstração de ignorância”. O presidente participou da cerimônia de entrega de 224 moradias e assinou contrato para a terceira etapa do Projeto de Urbanização do Parque São Bernardo.
“Muitas vezes uma prefeitura deixa de receber recursos do governo federal porque não tem projeto. E se não tem projeto não adianta. O Marinho então tratou de recuperar alguns projetos que existiam para a cidade e que outro governo de partido diferente se dava ao luxo de não fazer parceria com o governo federal. Era maior demonstração de ignorância do prefeito. É o absurdo do absurdo. Isso aqui poderia estar pronto há quatro anos. Isso ficou parado quase seis anos”, disse Lula.
Ouça abaixo a íntegra do discurso do presidente Lula.

Presidente disse que Caixa destinou R$ 70 milhões para prédios do Conjunto Habitacional Três Marias. Foto Ricardo Stuckert/PR
Neste período, o município deixou de contar com os recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) para a construção das moradias. Segundo o presidente, o governo destinou R$ 70 milhões para os blocos de apartamentos. Lula explicou que tais atitudes levaram a população a sofrer durante décadas. Ele citou as cenas de um vídeo apresentado no início da cerimônia que retratou os momentos dificeis da população até conseguir colocar o projeto de contrução das unidades habitacionais em prática.
“São Bernardo é uma cidade muito rica. Não deveria ter pessoas morando em situação como as mostradas no filme que passou aí.”
Lula informou que o seu governo tem ampliado os investimentos em habitação e saneamento básico. Segundo ele, em 2003 a Caixa tinha R$ 5 bilhões e, em 2010, o montante chegará a R$ 70 bilhões. O presidente afirmou que os governos anteriores não investiam em educação, saneamento e drenagem. Além disso, conforme explicou, o setor da construção civil estava paralisado por ausência de recursos.
“Quando começamos a governar a Caixa tinha R$ 5 bilhões para investir. Esse ano vamos investir R$ 70 bilhões. São 14 vezes mais. Isso tudo aconteceu porque preparamos o Brasil para chegar na situação que chegou. A construção civil brasileira passou mais de 20 anos sem investimentos em obras. Estamos batendo todos os recordes.”
No discurso, Lula destacou o empenho do prefeito Marinho que, com os projetos apresentados conseguiu cerca de R$ 500 milhões do governo federal. Ele contou que mais cedo inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) naquele município e que o aparelhamento da unidade é de fazer inveja a muita gente. O presidente concluiu o discurso afirmando que em 2011 voltará para São Bernardo e que pretende atuar como defensor da cidade onde teve trajetória como sindicalista e político.
“Basta ter projeto que tem muito mais recursos. Vou voltar para minha São Bernardo e morar aqui pertinho do sindicato. Se puder ajudar eu vou ajudar. Atrapalhar jamais. Se for amigo de uma pessoa que tenha um cargo mais importante não terei vergonha em pedir. Quero que São Bernardo esteja cada vez melhor e o povo cada vez mais feliz.”
Tags: Blog do Planalto, Brasil, caixa econômica federal, conjunto habitacional, discurso, Discursos, Geral, governantes, governo, Inaugurações, Lula, moradias populares, política, políticas públicas, presidente, São Bernardo

Lula acena para moradores do Conjunto Habitacional Três Marias durante cerimônia de entrega de chaves. Foto Ricardo Stuckert/PT
O presidente Lula criticou, nesta sexta-feira (10/9), governates que deixaram de promover parcerias com o governo federal por serem de partidos de oposição. O presidente citou como exemplo a construção de moradias do Cojunto Habitacional Três Marias, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Segundo ele, políticos que antecederam o atual prefeito Luiz Marinho mantiveram-se distantes por “demonstração de ignorância”. O presidente participou da cerimônia de entrega de 224 moradias e assinou contrato para a terceira etapa do Projeto de Urbanização do Parque São Bernardo.
“Muitas vezes uma prefeitura deixa de receber recursos do governo federal porque não tem projeto. E se não tem projeto não adianta. O Marinho então tratou de recuperar alguns projetos que existiam para a cidade e que outro governo de partido diferente se dava ao luxo de não fazer parceria com o governo federal. Era maior demonstração de ignorância do prefeito. É o absurdo do absurdo. Isso aqui poderia estar pronto há quatro anos. Isso ficou parado quase seis anos”, disse Lula.
Ouça abaixo a íntegra do discurso do presidente Lula.

Presidente disse que Caixa destinou R$ 70 milhões para prédios do Conjunto Habitacional Três Marias. Foto Ricardo Stuckert/PR
Neste período, o município deixou de contar com os recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) para a construção das moradias. Segundo o presidente, o governo destinou R$ 70 milhões para os blocos de apartamentos. Lula explicou que tais atitudes levaram a população a sofrer durante décadas. Ele citou as cenas de um vídeo apresentado no início da cerimônia que retratou os momentos dificeis da população até conseguir colocar o projeto de contrução das unidades habitacionais em prática.
“São Bernardo é uma cidade muito rica. Não deveria ter pessoas morando em situação como as mostradas no filme que passou aí.”
Lula informou que o seu governo tem ampliado os investimentos em habitação e saneamento básico. Segundo ele, em 2003 a Caixa tinha R$ 5 bilhões e, em 2010, o montante chegará a R$ 70 bilhões. O presidente afirmou que os governos anteriores não investiam em educação, saneamento e drenagem. Além disso, conforme explicou, o setor da construção civil estava paralisado por ausência de recursos.
“Quando começamos a governar a Caixa tinha R$ 5 bilhões para investir. Esse ano vamos investir R$ 70 bilhões. São 14 vezes mais. Isso tudo aconteceu porque preparamos o Brasil para chegar na situação que chegou. A construção civil brasileira passou mais de 20 anos sem investimentos em obras. Estamos batendo todos os recordes.”
No discurso, Lula destacou o empenho do prefeito Marinho que, com os projetos apresentados conseguiu cerca de R$ 500 milhões do governo federal. Ele contou que mais cedo inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) naquele município e que o aparelhamento da unidade é de fazer inveja a muita gente. O presidente concluiu o discurso afirmando que em 2011 voltará para São Bernardo e que pretende atuar como defensor da cidade onde teve trajetória como sindicalista e político.
“Basta ter projeto que tem muito mais recursos. Vou voltar para minha São Bernardo e morar aqui pertinho do sindicato. Se puder ajudar eu vou ajudar. Atrapalhar jamais. Se for amigo de uma pessoa que tenha um cargo mais importante não terei vergonha em pedir. Quero que São Bernardo esteja cada vez melhor e o povo cada vez mais feliz.”
Tags: Blog do Planalto, Brasil, caixa econômica federal, conjunto habitacional, discurso, Discursos, Geral, governantes, governo, Inaugurações, Lula, moradias populares, política, políticas públicas, presidente, São Bernardo