O então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva, e o poeta e compositor Vinícius de Moraes, nas comemorações do Primeiro de Maio de 1979, quando Vinícius leu o poema Operário em Construção a pedido de Lula.
Quem já passou por essa vida e não viveu; Pode ser mais, mas sabe menos do que eu; Porque a vida só se dá pra quem se der -- Vinícius de Moraes
Aos olhos atentos de uma multidão de trabalhadores, políticos e intelectuais, Vinícius de Moraes leu, emocionado, o poema “Operário em Construção”, de sua autoria, a convite do então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva. “Os seus irmãos que morreram, por outros que viverão, uma esperança sincera cresceu no seu coração…”. Assim como o trecho da poesia lida na missa realizada no Dia do Trabalhador (1° de maio) de 1979, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, foi marco histórico da luta pela democracia no Brasil.
Neste trecho do filme ABC da Greve, de Leon Hirszman, traz o momento exato em que Lula e Vinícius chegam para o evento:
Trinta e um anos depois, o presidente Lula homenageia o poeta, compositor, dramaturgo, jornalista e diplomata brasileiro Vinícius de Moraes, em cerimônia no Palácio Itamaraty, nesta segunda-feira (16/8), com a promoção post mortem ao cargo de Ministro de Primeira Classe da Carreira de Diplomata (embaixador). Vinícius fora aposentado compulsoriamente com o Ato Institucional n.º 5 (AI-5), em 1968. A lei sancionada por Lula assegura aos atuais dependentes do poeta os benefícios da pensão correspondente ao cargo.
Veja aqui o poeta Taiguara recitando o poema Operários em Construção, de Vinícius de Moraes:
Vinícius ingressou na carreira diplomática em 1943. Em 1946, assumiu seu primeiro posto diplomático, o de vice-cônsul do Brasil em Los Angeles, nos Estados Unidos, seguindo depois para outras missões. Em 1964, quando eclodiu a crise em que os militares assumiram o poder no Brasil, Vinícius retornou ao país. Em 1969, foi exonerado.
Eucanaã Ferraz, poeta, professor de literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estudioso da obra de Vinícius, afirma que o ato simboliza uma correção de rumos: “Vinícius foi um grande embaixador, elevou a uma dimensão gigantesca a imagem do Brasil no exterior e é amado pelos brasileiros.” Para Eucanaã, que fará uma homenagem ao poeta na cerimônia desta segunda, ninguém pode tomar o que já era dele. Como o próprio poeta endossou em sua poesia, “não podes dar-me o que é meu”.
Após a cerimônia, será aberta a exposição fotográfica “Vinícius – Embaixador do Brasil”, com fotos de sua atuação como diplomata.
Na sua última atividade em comemoração ao 1º de Maio neste sábado, o presidente Lula participou do evento promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo (SP), onde afirmou que o sucesso do seu governo e os prêmios que ganha de publicações estrangeiras não são méritos exclusivos seus:
Enquanto alguns setores criticam o governo, ganhamos prêmios do Le Monde, do El Pais e agora da revista Time, e isso não é mérito meu: nós só conseguimos fazer porque no coração de cada homem e de cada mulher tem um ‘lulinha’ escondido trabalhando.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Lula se referiu ao Paço Municipal de São Bernardo do Campo (SP), onde foi realizado o evento, como o local onde se conseguiu mudar a história do Brasil.
“Não quero ser presunçoso, mas a verdade é que enquanto a classe operaria não fez as greves no ABC, a gente não conquistou a democracia neste País. Foi a da Scania em 78 e depois tantas outras, na Ford, na Mercedes, na Volkswagen, na Brastemp, que a gente conseguiu criar uma consciência politica”, afirmou o presidente, lembrando ainda que naquele ano o ABC inteiro tinha um vereador de esquerda apenas para representar os trabalhadores e que hoje, tem representação nas prefeituras de São Bernardo, Diadema, Mauá, Osasco e Guarulhos. “Aprendemos que temos o papel não só de reivindicar mas de dirigir”, disse ele.
Sobre a posse do Sindicato empresarial da indústria automobilística, ocorrida ontem (sexta-feira, 30/4), Lula trouxe o dado de que nesse primeiro quadrimestre, o Brasil passou a Alemanha e se tornou o quarto maior produtor de automóveis do mundo, e que a indústria vai investir, até 2015, R$ 15 bilhões gerando emprego e renda para o povo brasileiro. “É essa novidade politica que estamos vendo acontecer nesse País”, finalizou.
Deixar a Presidência da República e continuar morando no mesmo apartamento que tinha antes, em São Bernardo do Campo (SP), à mesma distância do sindicato que o projetou na política e das empresas em que trabalhou e liderou greves é motivo de orgulho, afirmou o presidente Lula neste sábado (1/5) durante comemoração do Dia do Trabalhador promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Memorial da América Latina, na capital paulista. Chorando muito, disse que vai poder encontrar um trabalhador na rua e dizer: “Bom dia, companheiro! Porque eu fui leal àquilo que fizemos nesse País.”
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Lula aproveitou a festa para fazer um balanço das políticas de seu governo, destacando o fortalecimento do Mercosul e das relações estabelecidas com países da América Latina e Africa.
O fato de a CUT ter marcado este ato como latinoamericano me obriga a dizer para vocês que quando tomamos posse em 2003 eu fui ao Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, e de lá saí para Davos. Já naquela época eu era o único presidente que podia participar do Fórum Econômico em Davos e do Fórum Social, no Brasil. Eu disse a Celso Amorim (ministro das Relações Exteriores), na viagem (a Davos), que nós tínhamos que mudar a geografia mundial. Não é possível que o comércio mundial coloque todos os países subordinados a América do Norte e Europa. É preciso que tenhamos uma outra lógica na nossa relação comercial.
O presidente brasileiro reafirmou que o Brasil tem uma dívida com a África e que ela deve ser paga com solidariedade e amizade. Por isso, disse, o governo levou a Embrapa para lá, para transferir tecnologia e dar aos africanos o mesmo desenvolvimento agrícola que temos no Brasil. Lula criticou autoridades que sempre demonstraram “vergonha da nossa origem (africana) e se esqueciam que a beleza do povo brasileiro é a mistura de índio, de negro e de europeu. É essa salada de fruta de raças que produziu esse povo maravilhoso, que joga, dança e ri como ninguém”.
O presidente Lula prestou uma homenagem a todos que lutaram para reduzir a jornada de trabalho para oito horas durante a atividade das centrais sindicais União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) em homenagem ao Dia do Trabalhador, realizada na capital paulista. Foi o segundo evento do dia que contou com a participação do presidente.
Tem muita gente que não sabe os sacrifícios feitos para atingir essa jornada. Já houve jornada de 16 horas, mas no momento em que homens e mulheres se revoltaram contra isso, muitos perderam a vida e hoje comoramos a jornada de 8 horas e o projeto dos dirigentes sindicais conseguiram dar entrada na Câmara dos Deputados, de redução da jornada de trabalho de 40 horas para os trabalhadores brasileiros, para que possamos colocar mais gente no mercado de trabalho.
Lula destacou o orgulho que tem de, em seu último ano como presidente da República, poder terminar o mandato e ver que a classe trabalhadora pode dizer, “de cabeça erguida”, que valeu à pena acreditar e eleger um metalúrgico pra presidir o País.
O meu orgulho é maior porque esse País já elegeu empresários, fazendeiros, generais advogados e professores, mas precisou eleger um trabalhador metalúrgico para fazer o que tinha de ser feito para a classe trabalhadora brasileira.
Com exceção da China, disse o presidente, nenhum outro Pais criou a quantidade de empregos que o Brasil criou nesses sete anos (veja aqui infográfico), mesmo passando pela crise econômica que o mundo já viu, afirmou.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Lula enfatizou que ainda há muito o que ser feito pela classe trabalhadora e lembrou que antes de sua gestão, não havia oferta de crédito para os pobres e para os aposentados no Brasil.
Criamos o crédito consignado e hoje são R$ 115 bilhões que estão na carteira, emprestando dinheiro a um povo que antes não tinha condições sequer de entrar num banco. E mais importante que isso, é que quando criamos o Bolsa Família, diziam que estávamos dando esmola e quem dizia isso era quem comia do bom e do melhor e jogar fora mais comida do que tinha na casa dos pobres. Eles não sabem o que uma mãe é capaz de fazer com 100 reais, entrando no supermercado e levando comida para a sua família. Mais de 1 milhão e 100 famílias em São Paulo recebem o Bolsa Família, nesse estado que é o mais rico da federação e que a única política social é a política feita pelo governo federal
Comemorando as previsões de que o Brasil chegará este ano à marca de 14,5 milhões de novos postos de trabalho criados em sua gestão, o presidente Lula afirmou neste sábado (1/5) ter ficado feliz ao ver a revista americana Time o eleger uma das pessoas mais influentes do mundo. “A elite (brasileira) dizia que eu não falava inglês, mas meu coração pensa brasileiro, meu coração pensa o povo brasileiro”, disse ele durante comemoração promovida pela Força Sindical e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), em São Paulo, em homenagem ao Dia do Trabalhador.
Veja aqui o infográfico que preparamos sobre a criação de empregos no Brasil nos últimos sete anos.
Perante milhares de trabalhadores reunidos na praça Campo de Bagatelle, no bairro de Santana, Lula afirmou ainda que a elite fica ofendida “quando o Le Monde (jornal francês) e o El País (jornal espanhol) me escolhem Homem do Ano, quando negociamos a paz em Israel, quando vou ao Irã. Mas esse País é soberano, é um povo feito de homens e mulheres que andam de cabeça erguida e nós que decidimos onde vamos”.
O presidente lembrou que, faltando oito meses para terminar o seu mandato, não poderia ser criticado por fazer da solenidade um ato político: “eu fui um dirigente sindical importante desse País nos anos 70, participei e organizei as greves na época que a inflação era de 80% ao ano, no tempo em que se fazia greve e não se recebia absolutamente nada na volta ao trabalho. Nos meus 7 anos de governo, é com orgulho que olho cada trabalhador e dirigente sindical e digo que nos anos do meu governo, 90% dos reajustes salariais foram aumento real para a classe trabalhadora”.
Em seu discurso Lula também falou da crise econômica mundial de 2008, que demitiu 7 milhões trabalhadores nos Estados Unidos e Europa. Ele caracterizou aquele momento como ato da especulação financeira de banqueiros que, deveriam ter investido em trabalho, como foi feito no Brasil.
O Brasil foi o último (País) a entrar na crise e o primeiro a sair. Quem sustentou a economia brasileira foi o povo, não os banqueiros. Eu pedi para o povo consumir, senão o comércio não ia vender, a crise ia aumentar e o Brasil, que só era conhecido no mundo por causa do Carnaval no Rio de Janeiro, dos meninos e meninas de rua mortos e do futebol, hoje é respeitado porque é exemplo de controle do sistema financeiro.
Da sua época de sindicalista, o presidente lembrou da reivindicação por um salário minimo de US$ 100 -- hoje está em US$ 300 dólares. “Já aumentamos o salário mínimo em 74% e vamos continuar a política de aumento”, disse.
Ao término de seu discurso, Lula disse estar com a cabeça erguida neste 1º de maio “porque eu vou mandar registrar em cartório as realizações do meu governo, para entregar à imprensa, à universidade, aos sindicatos e aos políticos para que quem vier depois de mim saiba que tem de fazer mais e melhor, porque não pensem que por conta das eleições eu vou deixar o Brasil afundar. Eu aprendi a minha seriedade no movimento sindical, a irresponsabilidade fiscal não volta mais para esse País. Vamos fazer o Brasil ser a quinta economia do mundo até 2016”.
Entre 2003 e os primeiros três meses de 2010, o Brasil gerou um total de 12,4 milhões de novos postos de trabalho. Motivos de sobra para se comemorar o Dia do Trabalhador neste 1º de maio. Os trabalhadores também comemoram o aumento do salário mínimo, que vem ganhando força nesses últimos sete anos – o valor que era de R$ 200 em 2002 passou para R$ 510 este ano.
Preparamos o infográfico acima para dar aos leitores do Blog do Planalto detalhes da expansão do emprego nas cinco regiões brasileiras. Destaque para o número de empregos criados no setor de construção civil na região Nordeste (143.449), que só ficou atrás da região Sudeste (404.089). No geral, foi a região Sudeste que mais gerou empregos no período, 4.964.737 vagas. O Ministério do Trabalho prevê a criação de 2,5 milhões de novos empregos em 2010, o que seria recorde na história do Brasil.
O presidente Lula participa de quatro comemorações do Dia do Trabalhador neste sábado – três na capital paulista e uma em São Bernardo do Campo (SP). A primeira será às 10h30 na praça Campo de Bagatelle, no bairro de Santana, promovida pelas centrais sindicais Força Sindical e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).
Às 15 horas o presidente está na avenida Marquês de São Vicente, entre os viadutos Antártica e Pompéia, para a comemoração promovida pelas centrais sindicais Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST).
Às 16h30, participa da comemoração promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) a ser realizada no Memorial da América Latina, na Barra Funda.
Por fim, às 19 horas, estará na festa promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no Paço Municipal, em São Bernardo do Campo (SP).
Em pronunciamento em rede de emissoras de rádio e televisão na noite desta quinta-feira (29/4), o presidente Lula destacou o momento de retomada de emprego e trabalho que o País vive e os avanços sociais dos últimos. Lembrou ainda que este será seu último pronunciamento como presidente da República para comemorar com a população o Dia do Trabalhador, que ocorre no próximo sábado, 1º de maio, e que o atual modelo de governo está “apenas começando”.
Algo me diz, fortemente, em meu coração, que este modelo vai prosperar. Sabe por quê? Porque este modelo não me pertence: pertence a vocês, pertence ao povo brasileiro. Que saberá defendê-lo e aprofundá-lo, com trabalho honesto e decisões corretas.
Ouça aqui a íntegra do pronunciamento:
Leia aqui a íntegra do pronunciamento do presidente Lula.
O presidente Lula destacou os bons resultados obtidos com programas como o Bolsa Família, que permitiu incluir milhões de brasileiros no mercado de consumo e fazer a roda da economia girar com vigor. “Deixamos de ser um país majoritariamente pobre. Hoje as classes A, B e C formam quase 70% da população”, afirmou.
Como há mais gente consumindo, o comércio vende mais e aí tem de encomendar mais da indústria, que tem de investir mais e contratar mais trabalhadores, num círculo virtuoso, que impulsiona o país e seu povo para frente. Também estamos vivendo uma era de fortíssima inclusão social, graças ao Bolsa Família e a muitos outros programas do governo.
Nos últimos minutos do pronunciamento, Lula destacou que quando um país como o Brasil realiza conquistas sempre esperadas “abre-se novos desafios para o dia de amanhã”. Neste caso, como ressaltou, “é preciso que a gente continue tomando as decisões certas, nas horas certas”. Para o presidente, “o Brasil é um país sem limites para crescer. Não apenas porque tem grandes riquezas naturais. Mas principalmente porque tem um povo generoso, forte e criativo. Um povo maduro que sabe escolher, que trabalha duro e não desperdiça oportunidades. Um povo que soube trazer nosso país até aqui e que saberá continuar conduzindo nosso Brasil no rumo certo”.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
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