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Presidenta Dilma Rousseff e a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, durante declaração à imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Após reunirem-se no Palácio do Planalto, as presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner defenderam uma coordenação entre os países da América do Sul em resposta à crise econômica global. A presidenta argentina realiza nesta sexta-feira (29/7) visita oficial ao Brasil, onde, além do encontro com a presidenta Dilma Rousseff, participa da inauguração da Embaixada da Argentina em Brasília (DF).

“Devemos definir ações conjuntas e concretas para defender nossos países da excessiva liquidez que valoriza artificialmente nossas moedas e da avalanche de produtos manufaturados que, não encontrando mercados nos países desenvolvidos, atingem o emprego e a indústria nas nossas regiões”, disse a presidenta Dilma.

Cristina Kirchner, por sua vez, defendeu uma atitude proativa do continente frente à crise financeira global, mas esclareceu: “não se trata de uma posição agressiva, mas de um reposicionamento de nossa região em um mundo diferente que estamos vislumbrando”.

Em declaração à imprensa, a presidenta Dilma lembrou dos grandes avanços alcançados por Brasil e Argentina, e defendeu um aprofundamento das relações bilaterais. Segundo ela, a parceria entre os dois países conta com bases sólidas, inclusive no campo da economia, e é marcada pelo dinamismo do comércio que, em oito anos, cresceu mais de 360%.

Dilma Rousseff frisou que, em 2010, as trocas comerciais bilaterais bateram recorde histórico, com quase US$ 33 bilhões de intercâmbio, e, no primeiro semestre de 2011, o aumento no fluxo comercial atingiu a taxa de quase 30%.

“A qualidade de nossas trocas bilaterais – 90% das quais correspondem a produtos industrializados – reflete seu caráter estratégico e seu potencial de irradiação de desenvolvimento. Com uma integração econômica dessa magnitude, é impossível retroceder. Diante dela, os problemas que surgem aqui e ali – e que estamos pacientemente resolvendo – são de pouca monta.”

A presidenta brasileira reforçou o desafio de construir uma nova relação entre os dois países, centrada na constituição de uma agenda cidadã, e concluiu seu discurso homenageando o ex-presidente da Argentina, Nestor Kirchner, a quem se referiu como exemplo na luta pelo fortalecimento da América do Sul e pelo relacionamento fraterno entre os dois países.

“Que seu exemplo siga inspirando todos aqueles que sonham com uma América do Sul próspera, soberana, livre e democrática”, finalizou.


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Viagens internacionais

Brasil e Argentina assinarão uma série de medidas que visam estreitar as relações entre os dois países tanto no campo do comércio quanto das relações econômico-sociais, dentre as quais destacam-se convênios para a construção de reatores nucleares e de duas usinas hidrelétricas e um programa bilateral de habitação. Os acordos serão assinados durante a visita da presidenta Dilma Rousseff à Argentina na próxima semana, informou nesta sexta-feira (28) o embaixador Antonio Simões, subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe, em briefing à imprensa concedido no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF).

De acordo com o embaixador, a escolha da Argentina como o primeiro país a ser visitado pela presidenta após sua posse se deve à importante parceria entre os dois países e ao aumento significativo do comércio bilateral, que atualmente gira em torno de US$ 33 bi. Além disso, ressaltou Simões, pela primeira vez na história os dois países são governados por mulheres.

“Entre 80% e 90% [desse comércio] é composto por manufaturados (…), então é um comércio muito interessante, pois é um comércio que gera emprego de carteira assinada, que gera prosperidade nos dois países e gera, sobretudo, uma interdependência econômica que é extremante importante para alavancar o desenvolvimento da relação também em outras áreas”, disse.

As presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner também assinarão uma declaração para a promoção da igualdade de gênero e proteção às mulheres, um memorando sobre bioenergia, um protocolo adicional para trabalhar de forma mais aprofundada a questão das fronteiras e a construção de uma ponte sobre o rio Peperi-Guaçu, que liga Santa Catarina à província argentina de Misiones.

Além disso, informou Simões, será instituído um fórum de altos executivos Brasil e Argentina, instância onde se discutirá o desenvolvimento dos dois países sob a ótica empresarial, e no campo econômico-social, um memorando para promoção comercial conjunta entre os dois países em diversos mercados.

“Esses [acordos] dão bem o caráter estratégico que estamos trabalhando. A gente tem pela frente um horizonte de aprofundamento da relação [bilateral] muito interessante. Nós temos de um lado coisas que vinham do governo passado, mas nós temos novos horizontes sendo abertos também pelas duas presidentas”, afirmou.

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A eleição de Néstor Kirchner como presidente da Argentina permitiu que seu país e o Brasil conseguissem superar muitas das barreiras que criavam dificuldades entre as relações de ambos, acabando com o preconceito diplomático e empresarial, afirmou o presidente Lula após prestigiar o velório de Kirchner em Buenos Aires. O ex-presidente argentino morreu na quarta-feira (27/10) vítima de um ataque cardíaco.

O preconceito, às vezes diplomático, o preconceito empresarial, a preocupação que existia na relação entre Argentina e Brasil deixou de existir na medida em que Brasil e Argentina, através do presidente Kirchner e através da minha presidência, descobriram que não eram adversários, a não se no futebol. Que na economia e na política a gente se completava e que Brasil e Argentina tinham um papel extraordinário na integração da América do Sul e da América Latina.

Ouça a íntegra da declaração do presidente Lula feita ontem em Buenos Aires:

Lula ressaltou ainda que o relacionamento entre os dois países, estreitado no governo de Kirchner, foi um “jogo vitorioso”, que resultou na construção da Unasul, do Conselho de Defesa e do Conselho de Combate ao Narcotráfico e que “a relação Brasil e Argentina é a melhor de todos os tempos”.

O presidente brasileiro afirmou que Néstor Kirchner continua governando com a presidente Cristina Kirchner e com povo argentino e a Argentina continuará trilhando o caminho de desenvolvimento e de recuperação de suas políticas sociais:

Eu dizia à companheira Cristina que um homem morre, mas as ideias permanecem. E eu acho que Kirchner foi uma figura que construiu ideias aqui na Argentina e que o legado mais importante que o Kirchner conseguiu foi recuperar a autoestima do povo argentino, o orgulho do povo argentino, o emprego do povo argentino, coisa que estava há duas décadas e meia praticamente perdida… Eu saio daqui triste porque o Kirchner se foi, mas saio daqui feliz porque senti o povo argentino cumprimentando a Cristina com muito orgulho, com muita força e com muito reconhecimento.

O corpo do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner será levado a Río Gallegos, na província sulista de Santa Cruz, onde ele nasceu e começou sua carreira política, para ser enterrado. A expectativa é que o enterro ocorra por volta do meio dia – 13h de Brasília – desta sexta-feira (29/10), em uma cerimônia privada da família.


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Foto oficial dos participantes do III Fórum da Aliança de Civilizações (foto: Ricardo Stuckert/PR)

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Foto oficial dos participantes do III Fórum da Aliança de Civilizações (foto: Ricardo Stuckert/PR)

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Agenda presidencial

O presidente Lula cumpre agenda de trabalho, na manhã desta terça-feira (25/5), no Palácio da Alvorada, em Brasília. O primeiro compromisso é audiência ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e, em seguida, recebe o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha.

Ao meio dia, Lula embarca com destino a Buenos Aires, onde participa de atividades comemorativas ao Bicentenário da Revolução de Maio da Argentina. Às 17h, o presidente brasileiro e demais chefes de Estado que estarão na capital daquele país recebem os cumprimentos da presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Às 17h30 acontece a cerimônia de inauguração da Galeria dos Próceres Latino-Americanos, seguida de espetáculo de imagens e sons Cabildo de Buenos Aires e desfile histórico-artístico, na Avenida Diagonal Norte. Às 21h, Lula retorna para Brasília com decolagem da Aeroestação Militar Aeroparque.


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Presidente Lula recebe os cumprimentos de Zapatero ao chegar para a VI Cumbre UE-ALC. (Fotos: Ricardo Stuckert/PR)

Presidente Lula recebe os cumprimentos de Zapatero ao chegar para a VI Cumbre UE-ALC. (Fotos: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionais

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodriguez Zapatero, destacou a importância da relação entre a União Européia e a América Latina. Zapatero discursou, nesta terça-feira (18/5), na cerimônia de abertura da VI Cumbre União Européia, América Latina e Caribe, no Instituto de Feiras de Madri (IFEMA). O presidente Lula participa do encontro. Além da conferência, o presidente brasileiro deve se encontrar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e receber o prêmio Nova Economia.

“Hoje, a América Latina e o Caribe são sócios em temas cruciais da agenda global: crise econômica, o futuro da estabilidade financeira, a luta contra o problema climático e a superação da desigualdades sociais e a pobreza”, destacou Zapatero. Ele – anfitrião da reunião que trouxe a Madri cerca de 60 chefes de Estado e de Governo – defendeu a necessidade de somar esforços para superar as fronteiras do crescimento econômico.

Lula conversa com o presidente da Comissão da União Européia, José Manuel Barroso.

Lula conversa com o presidente da Comissão da União Européia, José Manuel Barroso.

Zapatero deu ênfase também à necessidade de concetração política em favor da democracia, do Estado de direito, da segurança jurídica, dos direitos humanos e da luta contra as questões do clima.

Na cerimônia de abertura também tiveram pronunciamentos a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o presidente do Peru, Alan Garcia, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. A crise financeira e seus efeitos na economia de diversos países marcou os discursos das autoridades que estão participando da reunião em Madri.

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