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Presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, acompanham exposição do ministro Nelson Jobim (Defesa) sobre a atuação do Brasil no Haiti. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, acompanham exposição do ministro Nelson Jobim (Defesa) sobre a atuação do Brasil no Haiti. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A reunião ministerial desta quinta-feira (21/1) vai abordar quatro temas centrais: Haiti, Portal Brasil, economia e PAC 2. O presidente Lula abriu os trabalhos na Granja do Torto, em Brasília, explicando o formato do encontro, para em seguida passar a palavra ao ministro Nelson Jobim, da Defesa, que fez um relatório das providências tomadas pelo governo brasileiro no Haiti. Também falaram sobre a crise haitiana o general Jorge Felix, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e coordenador do Gabinete de Crise para o Haiti, e Antônio Patriota, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Na segunda etapa da reunião será apresentado, pela Secretaria de Comunicação (Secom), o Portal Brasil, nova página do governo na internet. Em seguida será a vez do ministro Guido Mantega (Fazenda) fazer uma exposição sobre a reação da economia em relação à crise financeira mundial do ano passado e as perspectivas para este ano.

O encontro será fechado com a apresentação da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, sobre o PAC 2, com as linhas gerais do programa previsto para o período entre 2011 e 2015.

A reunião ministerial será encerrada às 14 horas para que todos possam participar, às 16 horas, da cerimônia de homenagens aos militares mortos no Haiti, que será realizada na Base Aérea de Brasília.


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O Brasil entra na fase de aproveitar os resultados conquistados a partir da superação da crise financeira internacional. Como consequência, a população deixa de lado a máxima de que somos o País do futuro e entra no clima de que “o futuro é agora”. Essa foi a tônica do pronunciamento do presidente Lula, nesta sexta-feira (20/11), no pátio da Ford em Camaçari, na Bahia, ocasião em que foi apresentado, pela diretoria da montadora, o plano de investimento no Brasil.

No pronunciamento, Lula explicou as medidas adotadas pelo governo que fez frente à onda que assolou os mercados internacionais e traçou um paralelo com o governo dos Estados Unidos: “Em março começamos a bater recorde de produção enquanto o companheiro Obama não havia conseguido isso nos Estados Unidos.”

E Lula enfatizou que as medidas adotadas surtiram efeitos e, um dos exemplos citados, foi o montante disponível de crédito no Banco do Brasil de R$ 380 bilhões, o equivalente ao volume que o País tinha em 2003. “Um País capitalista sem poupança e sem crédito não funciona”, disse. O presidente assegurou também que o BNDES tem uma carteira de contratos, este ano, bastante superior ao montante financeiro à disposição do mercado em 2004.

O presidente explicou que o crédito consignado foi uma alavanca no período mais crítico do abalo financeiro mundial. Numa decisão de governo, o consignado permitiu injeção de dinheiro para a população e a folha de pagamento tornou-se a garantia aos bancos. “Se tem alguém que paga em dia é o povo pobre. O patrimônio mais sagrado é o seu próprio nome e sua honra”, assegurou arrancando aplausos.

Ele falou sobre o Bolsa Família e lamentou as críticas que recebeu de opositores. Naquela ocasião, diziam que em vez de dinheiro para as famílias carentes, o governo deveria investir em obras. “Eu sei que a ponte é importante, mas o povo não come cimento. O povo come feijão e arroz. Era preciso primeiro dar comida”, disse.

Lula lamentou o fato de o setor automobilístico ter feito demissões em massa nos primeiros meses da crise e assegurou que, somente neste ano, 1,3 milhão de brasileiros estarão inseridos no mercado de trabalho. Ao concluir o discurso, o presidente contou os resultados do programa Luz Para Todos e que em visita a Salvador, conheceu uma família beneficiada com energia elétrica: “A mãe acendia e apagava a luz para ver o filho dormindo.”


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